Ladaland (segunda)

SÃO PAULO (a pedidos) – Fiquei comovido com correspondência apócrifa que recebi sexta-feira. Digo apócrifa porque não conheço o remetente, e desconfio que o nome que ele usou no evelope, “Speed-CV”, é apenas um apelido. Embora o estilo seja, digamos, conhecido.

Reproduzo: “Kamarada Gomes, o que está havendo? Há meses que não vemos neste blog nenhum Lada, a expressão maior da capacidade da saudosa e inigualável indústria soviética. Sei que o automóvel encontra alguma resistência de seus leitores, mas eles são conhecidos reacionários que não devem ser levados a sério. Não sucumba à mediocridade neoliberal! Poderia lhe mandar pelo correio algumas fotos deste magnífico carro, mas teria de vilipendiar minha coleção de revistas, que se encontra na sala de minha casa num condomínio em Osa… ops, quase revelei quem sou, e onde vivo. Bem, se precisar, eu mando, mas tenho certeza que sua rede de blogueiros possui alguns kamaradas que não se venderam ao sistema. Por isso, imploro: peça a eles mais imagens de Lada, veículo que venero e cuja história não pode ser tragada pelo tempo assim, sem mais nem menos. Saudações, Speed-CV.”

Num primeiro momento, preocupei-me com esse CV, que poderia ser Comando Vermelho. Sigla que pode ter conotação política também, claro, mas suspeito que este CV é outra coisa, tradução de conhecida expressão em inglês relativa a potência de motores.

Bom, sei lá. Por via das dúvidas, tocado pelo apelo, resolvi atender ao missivista e criar a seção “Ladaland”, que quando me der na telha pingará aqui retratos desta máquina sublime.

Começando com esta, enviada pelo blogueiro K2.

Comentários