Safra boa

SÃO PAULO (e hoje, tem alguém?) – Foto interessante o Eduardo Benvenuti sugou da página que Ruben Carrapatoso tem no Orkut. Mostra um pódio no kartódromo de Interlagos em mil-novecentos-e-bolinha que tem, segundo a legenda do próprio Ruben (campeão mundial de kart em 1998), da esquerda para a direita: André Nicastro, Ruben Carrapatoso, Antonio Pizzonia, Fábio Carbone, um certo Rosset (pela diferença de idade, não deve ser o Ricardo) e Felipe Massa, escondidinho no canto.

Todos, exceto este desconhecido Rosset (ele é de 1968, não tinha idade para correr com a molecada), de um jeito ou de outro, progrediram em suas carreiras.

Se fizerem uma foto de um pódio de kart em SP hoje, arrisco dizer que nenhum passará disso, do kart. O que é uma pena.

Comentários

  • E o pior é saber que:
    1) Talentos devemos ter aos montes, e hoje só não aparecem porque o kart ficou carésimo e inacessível. Gente tem, mas nem sabem porque não tem chance de saber disso, e pegar gosto.
    E depois pular para uma categoriazinha qualquer de monoposto… Nem pensar. Hoje em dia caras como nossos 3 campeões mundiais teriam muito mais dificuldade pra evoluir. Quantos desses estão perdidos por aí, hoje?
    Alguns apenas? Talvez dezenas? Nunca saberemos.
    2) Que os maiores responsáveis por essa situação, ou seja CBA, mais suas Federações satélites e seus clubes caça-níqueis sejam tão ambiciosos, tão cegos, tão burros e tão inúteis que só enxergam seu próprio umbigo e seu bolso, vendendo carteirinhas fajutas e nada, mas absolutamente NADA fazendo para mudar esse cenário.
    3) E pra turma que começou em provas de estreantes e novatos, então?
    Gente como toda a geração de ouro dos anos 60 – toda ela.
    E depois seus herdeiros, como Ingo e Guaraná, mais uma centena de pilotos que apenas puderam experimentar brincar de piloto, com seu carrinho original e seu santantonio de cabo de vassoura…
    Essa raça que tomou posse em definittivo do automobilismo brasileiro devia ser exterminada como vermes que de fato são.
    Pobre Brasil, pobres de nós.

  • Ja ganho demais, o Pizzonia.
    Agora ele devia desistir dessa vida e procurar um emprego de verdade, ou não trabalhar, porque ele deve ter um dinheiro e pode se dar ao luxo de não trabalhar por enquanto, sei lá, procurar outra coisa pra fazer porque sua carreira de piloto ja deu o que tinha que dar.

  • Eu acho engraçado esse comentário de vocês sobre essa geração.

    Quantos pilotos da geração de Piquet, Senna viraram alguma coisa que preste?

    Só as gerações pós-Barrichello é que foram fantásticas, com inúmeros pilotos talentosos que acabaram nem indo para a Fórmula 1 e foram para a Indy e similares.

    Tudo bem que no vácuo do Senna, qualquer brasileiro se tornava sensação, se até o Rosset virou piloto de F-1, mas foi na geração do Barrichello em diante que surgiram inúmeros pilotos brasileiros que inclusive entupiram a Indy.

    Hoje em dia, tudo voltou ao normal e possivelmente aparecerão um ou dois nomes a cada geração.

  • Que fique registrado (suspeito que seja a sua opinião também, FG), sobre a sua penúltima frase de que nos dias de Kart de hoje, ninguém passa disso:
    Não que não tenhamos bons pilotos. TEMOS. Mas a CBA não está permitindo que eles tenham chance de prosseguir carreira em monopostos, já que a categoria multibolha está se multiplicando igual capim (onde já se viu picape-buble???).
    Quem é que tem dinheiro pra pular do Kart para a F3-Sudam?

    A última safra decente de pilotos de fórmula que o Brasil consseguiu erguer já está lá fora (GP2, Atlantic, F-Nippon, etc). Daqui pra frente, já era!