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segunda-feira, 24 de novembro de 2008 - 2:21Automobilismo brasileiro

TRISTES MIL MILHAS

SÃO PAULO (deu pena) – Não vou ficar aqui malhando ninguém especificamente. Faria isso, em condições normais. Neste caso em particular, era só mirar a bazuca em Antonio Hermann, dono da corrida, e disparar. Afinal, Mil Milhas com 23 carros no grid (foi o que contei na foto) é algo ridículo. Com ninguém na arquibancada, idem. O grid da Superclassic, sábado, tinha 33 — fomos gentilmente convidados a participar do “racing weekend”, e aceitamos com a maior alegria e gratidão. E seriam 34 para “nós” contra 22 para “eles” se o Carlão, do Puma preto, tivesse corrido em sua categoria de origem — a nossa.

Não se trata, claro, de um embate entre “nós” e “eles” — o barco do automobilismo nacional está com um rombo no casco e estamos todos dentro dele. Mencionei a Superclassic apenas para se ter uma idéia de como foi fraca e pobre a edição deste ano da corrida que, um dia, foi a mais importante do Brasil. E funcionou como núcleo do automobilismo brasileiro por anos a fio, até que alguma crise de data incerta e razão não-sabida — do Centauro, seu clube organizador, do esporte, do governo, da inflação, da puta que o pariu — a atirou na rota da decadência, levando-a a Curitiba e Brasília antes de cair nas mãos de Hermann, que se esforçou para salvá-la do limbo, justiça seja feita.

Óbvio que o esforço não foi o suficiente, até porque esforço e boa-vontade sozinhos não bastam, é preciso ter apoio, mídia, contatos, divulgação e, fundamentalmente, carros e pilotos. E disposição para gastar, porque já que pegou a prova, tem de saber que ela não se organiza e nem acontece sozinha, à base da combustão espontânea. Custa dinheiro, se o projeto é de médio/longo prazo.

Só que neste ano, depois que a Le Mans Series desistiu de vir correr aqui, Hermann parece ter se esquecido de que havia uma corrida para realizar. A prova de 2007 foi fenomenal, com os carros mais espetaculares do mundo, e mesmo assim Interlagos ficou às moscas. Isso deve ter desanimado demais o promotor. Eu desanimaria. Aí veio a crise do sistema financeiro, a crise virou desculpa para tudo, e a prova de 2008 acabou sendo um desastre de participações, interesse da comunidade automobilística e de público. As fotos abaixo, do Rodrigo Ruiz, falam por si.

Hermann, se ler isso aqui, vai ficar puto e se sentir injustiçado. Afinal, deve ter gasto dinheiro, e mesmo uma corrida mequetrefe dessas custa caro, sei disso. E vai se sentir injustiçado, também, porque realmente batalhou nos últimos dois anos para fazer das Mil Milhas algo relevante de novo. Então, é sacanagem vir um jornalista fedelho qualquer cagar regra sobre a prova, sem saber como é difícil realizá-la, quanto se gasta, como é duro etc e tal.

Bem, eu lamento. Lamento porque Hermann vai ficar puto, e é um cara por quem tenho profundo respeito e de quem gosto muito pessoalmente, apesar de nossos poucos contatos. Mas lamento, principalmente, que ele não tenha conseguido o que queria, ressuscitar as Mil Milhas. Essa corrida aí das fotos não faz jus ao passado e à história da prova. É triste de ver, e é triste constatar que não deu certo.

E se não deu certo, é porque erros foram cometidos. Cabe a ele e seus auxiliares, agora, detectá-los. E corrigi-los, se pretende continuar à frente das Mil Milhas. Para fazer isso que correu ontem, domingo, em Interlagos, é melhor não fazer nada. Não gasta dinheiro, não passa nervoso e, principalmente, se poupa da tristeza de ver um grid e uma arquibancada vazios. Quem gosta de corridas, como Hermann, fica deprimido com essas coisas.

Ah, e para não dizer que não falei das flores, a prova foi vencida pelo trio Raul Boesel/Max Wilson/Marcel Visconde, com um Porsche 911 GT3 RSR, depois de 368 voltas em 11h00min015 (a distância original era de 372 voltas, mas estourou o limite de 11 horas por causa da chuva). A vantagem do trio para o Mitsubishi Eclipse do trio Geraldo Piquet/Eduardo Souza Ramos/Leandro Almeida, segundo colocado, foi de 23 voltas. O relato da prova, do amigão Milton Alves, está no site oficial da prova, na área de “Notícias”.

36 comentários

  1. Marcos Antonio Androvinovik disse:

    o zé beilstrein , num passa de um louco , bandido que desde os tempos remotos já era calhorda !!!

    afundou o cmc !!!

    duvida ?

    veja vc mesmo :

    http://www.canaljudicial.com.br/auction/offerDetail.htm?offer_id=643843&auction_id=20916#barranavegacaoleilao

    todas as marcas do cmc sendo LEILOADAS !!! ou seja , ele jogou tudo na bosta !

  2. José Roberto Beilstrein disse:

    vcs estão falando do Hermann e do Piquet mas quem esta acabando com o automobilismo é a fasp. primeiro resolveram desfiliar o CMC clube fundador.depois solicitaram a marca MM.
    sabedores da marca que pertence ao CMC e que vamos renovar em 2013 por mais dez anos. eu não me lembro do nelson falar que o zé do CMC era picareta, pois o mesmo zé do CMC arrumou
    patrocinio para o nelsinho correr F3. que seria a Unioil do brasil.
    pergunte ao nelson. em 1997 levamos a corrida para brasilia onde
    o nelson,ceccoto,es.souper ganharam aprova em ’10h e 40minutos.
    que duvido alguem quebrar esse record.
    quanto ao sr,Hermann piloto empresário veio para somar e fazer o evento crescer o Hermann sabe quanto éra dificil para o CMC
    organizar o evento eu mesmo procurei o Sr.Antonio Hermann para organizar as MM. em uma parceria com o CMC ,quando souberam disso que o CMC tinha fechado com um grande grupo financeiro logo arrumarm um jeito para disfiliar o CMC e se apropriarem da marca das MM. vcs não sabem a missa ao meio.
    mas posso disvendar esse mistério ai a casa vai cair. quem sabe o automobilismo com a saidas desses calhordas,
    eu adóro fazer prova de longa duração. por isso estou focado em provas de longa, agora com as 500 milhas das américa onde a 1 etapa em sua 13 edição em 2010 no Autódromo de Interlagos.
    Motovelocidade Endurance, Motos de 600cc a 1300cc F.Livre.
    Veja nosso site; http://www.500milhasbrasil.com.br mais um dia após
    vencer o contrato com AH emp.Esportivos irei organizar as MM. novamente prova essa que será genuinamente brasileira com
    largad a 0; h do dia 25 de janeiro.

  3. ivan de jesus e silva disse:

    O ZE DO CENTAURO FOI CHAMADO DE PICARETA PELO NELSON PIQUET QUANDO ORGANIZAVA A PROVA! AGORA O BOLO MUDOU DE MÃO! MAS PARECE QUE QUANTO MAIS MEXE MAIS FEDE!

    UM OTIMO 2009! A TODOS!

  4. Beto disse:

    Mil milhas é uma corrida tradicional, e deve ser respeitada como sempre foi, mas essa mil milhas foi demais sem nenhuma divugação as arquibancadas vazias, foi um fracaso.

  5. drews disse:

    Quem levou foi o carro mais caro, mas o segundo lugar, ainda que 23 voltas atrás, foi montado numa gaiola antiga de estoque, processo quase “artesanal”. Deve ter levado muita grana, mas faz a gente pensar…

  6. cacá Clauset disse:

    Caros, quase inacreditável. 23 carros no grid é phodda (isso mesmo, com dois D de Toddy e PH no começo). Em 2001 tive a oportunidade de competir em uma equipe Argentina (sou brasileiro nato mas fã do automobilismo de nossos hermanos) com um Alfa Romeo 156 JTD (o primeiro carro a diesel que correu nas Mil Milhas – e um pouco mais lento do que o último). Foi um sufoco largar. Limitaram o grid em 60 carros. Tinham mais de 70 inscritos. Fizemos o 63 lugar. No final liberaram todos – acho que alguns nem largaram. Nosso carro era lento, virava 2,01 em média. Só que era diesel e com apenas 160 cavalos, quase não gastava combustível. Cada piloto rodou cerca de 2h30 direto. No final, terceiro lugar no grupo 1 e quinto na Geral. Além de mim, os pilotos eram: Cocho Lopes, Bianchi e Cristiano Ratazzi. Saudades daquela Alfa! Saudades daquele tempo!

  7. Airton disse:

    Fico triste de ver como a própria imprensa trata o automobilismo nacional. Uma prova com a importância ( pelo menos com a história) das Mil Milhas não poderia ter passado totalmente desapercebida.

    É claro que não havia público, ninguém sabia da existência do evento.

    Leio diariamente este Blog, e só fui descobrir que houvera uma Mil Milhas depois que ela já tinha acontecido. Não ví nenhuma noticia anterior sobre datas, horários , inscritos treinos etc.

    Se a própria imprensa especializada ignora uma Mil Milhas , o que se pode esperar do nosso automobilismo ?

  8. VaaaaLNeeeeY disse:

    Ver isso é triste =[

  9. vitão disse:

    Muito bom comentário Aurelio; relamente essa mentalidade SPFashion Week em que o cara vai pra contar vantagem é uma droga, porque esse é o tipo de público que os (poucos) assíduos evitam, e só comparece quem procura “estatus” , nem que seja em enterro de celebridade, principalmente se tiver bebida e comida de graça. Trazer o público de novo é uma tarefa gigantesca. Se não me engano a FGV fez um trabalho para FASP a uns 2 ou 3 anos.

  10. Roberto Borges disse:

    Concordo com as críticas do Flávio e o Léo Murgel está corretíssimo em afirmar que a mudança de data matou a prova. Mil Milhas em dia de Stock?? Sem Ingo e companhia?
    Tudo bem que se tentou a Les Mans Series (foi maravilhoso para nós, os meia dúzia de gatos pingados que foram). Mas quem soube que ia haver corrida? E a TV para a largada?
    A prova ressurgiu nos anos 80 e eu estive lá em todas daquela época, graças ao retorno às origens.
    Inter-temporada (tem hífen?), equipes européias em fase inicial de desenvolvimento e loucas para testar no calor, pilotos de folga, público idem e sem concorrência de outras categorias.
    Janeirão na cabeça Herman!! Dia 25/01 de 2010!
    Vamos fazer campanha?

  11. Flavio disse:

    Léo,

    A esperança é a ultima que morre!!
    Não tenho a pretenção de que a corrida volte aos moldes de 10 ou 15 anos, mas que pelo menos se mantenha as caracteristicas originais da prova, como vc falou, largada a 0 h do dia 25, largada tipo Le Mans, e com os preços mais acessiveis para que os pobres mortais como nós, ainda sonhassemos em ter uma participação, apenas pela alegria de estar correndo em um prova de longa duração.
    Quem ja participou como eu( tanto no circuito antigo, como no novo), sabe da emoção de pilotar a noite, de ter aquele monte de farol em todo o que é lado.
    pode parecer coisa de doido, mas não é! é coisa de quem gosta de corrida de altomovel.

  12. Josaurelio disse:

    Alguns problemas da Mil Milhas: 1-Brasileiro, grosso modo, só vai na F1 (única que dá status, a quem vai, junto aos amigos e vizinhos) e à F-Truck pq os ingressos são de graça e dão brindes (camisetas, etc.)…2-Ninguém ficou sabendo que ia ter Mil Milhas. Não foi divulgada por ninguém nem por mídia nenhuma. E, como estamos no Brasil, ou paga jabá ou não sai nada. (exceto futebol). Dúvidas?

  13. Filipe disse:

    Léo, concordo que a melhor solução seria devolver a prova para janeiro. Vale dizer que foi muito infeliz marcar esta prova a uma semana da final da GT3. Terminou de esvaziar uma edição que já tendia a ter grid pequeno.

  14. Satoru Gonzales Naka disse:

    Difícil acreditar que um ano atrás os lindos 907 estavam acelerando nessa mesma pista…

  15. disse:

    Ceréga, vc. ainda perde tempo com eles?
    Para imaginar, nem sair podia, estava descendo com o Lameirão para o briefing da Regularidade, nos barraram e intimaram. Se sair não entra mais. A minha já havia dado para um Casal que passou o picado. Demos risada e passamos……
    Os seguranças não tem culpa, dia fazem rave, outro desfile de moda, outro corrida.
    Sabia que a CBM, fazem anos, sempre leva dois irmãos que conhecem todo mundo e evitam estes mal estar?
    Agora, voto de louvor e parabéns pra moçada que andou.

  16. Léo Murgel disse:

    Flavinho,
    concordo com tudo o que vc escreveu! Tanto na parte de malhar a organização da prova, quanto na parte de pegar leve com a mesma (entenda-se Hermann).
    Não sei se ele ainda tem esperanças de voltar a fazer parte do calendário da Le Mans Series ou do FIA GT, mas acho que a primeira coisa a fazer é levar as 1000 Milhas de volta ao “Calendário de Comemoração do Aniversário da cidade de SP”, como sempre foi até 2006.
    Pois como é uma época em que nada acontece aqui no Brasil, pelo menos as grandes equipes (Matheis, Action Power, RC, entre outras) do nosso automobilismo voltariam a alinhar no grid da prova e trariam de volta grandes carros, como aconteceu em 2006, mesmo sem fazer parte de um campeonato gringo.
    Nelson e Nelsinho ganharam com um Aston Martin DB9R, ao lado do Helinho Castroneves. A família Marques (Thiago, Tarso e Paulo de Tarso) correram com uma Ferrari. O Xandy sempre usava o Audi TT – DTM. O falecido Alcides Diniz não correu naquele ano, mas Tony, Losacco e o português Pedro Lamy disputaram a bordo de um Mercedes CLK – DTM…
    Ainda tem esperança! Mas acho que a primeira coisa é voltar às origens! Largada à 0h do dia 25 de janeiro!
    Está é a opinião de um reles aspirante a jornalista, que, como você, se encontra nesse Titanic chamado “automobilismo brasileiro”. O que você acha?

  17. Flavio disse:

    Mil Milhas boa era quando pra começar se largava a meia noite de sábado. O grid, tinha no MINIMO uns 50 carros, e haviam carros de varias categorias, os boxes eram compartilhados, e havia um espírito de cooperação entre quem participava.
    Quando ia chegando o final do ano, já começávamos a pensar na corrida, no inicio de Janeiro, já tínhamos uma idéia de quem iria correr e com que carro, juntávamos todas as nossas tralhas em uma só oficina, e elegíamos o carro que achávamos melhor, ai era só trabalhar em cima dele. Lembro bem que saia do escritório e ia para oficina ficar ajudando até meia noite ou mais, esse era o espírito das “Mil Milhas”.
    Me lembro bem quando corri em 1989 (saudosismo talvez), de que foi o maior grid de uma edição das Mil Milhas já teve, havia a TV transmitindo flashs diretos, havia gente nas arquibancadas até o amanhecer do domingo, gente como eu que quando não corria, ia assistir e ficava até bem próximo do final.
    Hoje o que se vê das Mil Milhas, é uma prova medíocre em numero de carros, de organização e de divulgação, onde só paricipam uns poucos afortunados.
    É uma pena que chegou a esse ponto, mas a vontade de se fazer uma prova internacional aqui, foi maior do que seguir a tradição de uma corrida que já fez historia, e que a maioria dos pilotos que competiam em território nacional , sonhavam em participar.
    Espero realmente que para o próximo ano, quem organizar a prova, não se esqueça dos pilotos nacionais, gente que nas edições anteriores, juntava grana o ano inteiro, só para participar da prova.
    Que tenha divulgação em faculdades, cursinhos, que os valores dos ingressos sejam acessíveis a todos, e que alem de tudo se resgate o verdadeiro espírito das Mil Milhas.

  18. Mário disse:

    é lamentável essa situação, ontem passei duas vezes na frente de interlagos levando minha filha ao vestibular, ainda pensei em ficar no autodromo para passar o tempo, mas o movimento na frente e o baixo ronco dos motores não me estimularam a entrar, na verdade lamentei mais ter perdido a superclassic no sabado, já a algum tempo venho alertando para o fato de nossas categorias de base não existirem para forma novas gerações, ainda vamos pagar um preço caro por esses desleixo de nossas “otoridades” esportivas

    abs

    Mário Salustiano

  19. Claudio Ceregatti disse:

    Corroborando com o Eric e com o Dú:
    O nível de frescura, de agressividade daqueles palhaços e palhaças com o leitor de código de barras nas mãos nas catracas, e de distanciamento total da realidade já apareceu no sábado:
    Se não tivesse chegado cedíssimo, não teria entrado. Precisava de credencial para catraca eletronica, não podia ir até o estacionamento, parecia que esperavam um horda de famintos miseráveis, milhares de pessoas ansiosas para invadir os boxes, os portões, as bilheterias. De novo e como antigamente, todos eram tratados como lixo.
    E não apareceu ninguem. De gente de fora das equipes, só a nossa turma pra ver a SuperClassic, gente que gosta de verdade. Muitos observaram a multidão lá no fundão dos boxes, e ninguém ninguem preocupado com os carros das MM.
    Provinha chulé, sem ninguem pra ver.
    Uma piada pra ninguem. Tratamento de “mega-evento”, mas a maior parcela do público foi ver os carros antigos e nem apareceu no domingo, só os que foram para a prova de regularidade.

  20. vitão disse:

    no sábado o fdp do portão 7 me pediu 50 pilas pra entrar com o carro; dei a volta e o cara do kartodromo pediu 30 paus, enquanto o valor do tal selinho era 20 contos. Levou um vtnc na cara e fui fazendo débito de calorias até a ponte do paddock; depois outro parto pra entrar, até que o boa praça do S facilitou; Tem ladrão roubando ladrão, eu deixaria eles se matarem,como briga de gang, mas com isso o automobilismo vai pro buraco; tem carinha de clube que merece enquadramento por pedofilia, é só o MP chegar junto, é assunto velho. E o problema não é despejar dinheiro de balde, tem que investir em promoção/divulgação.

  21. Juliano disse:

    Onde se lê “duais” entenda-se “dois”.

  22. Juliano disse:

    Vou sonhar um pouco aqui, mas vamos lá….

    Por que não inserem as Mil Milhas como uma etapa especial do GT3, em dezembro, no começo do mês, pra encerramento das atividades automobilisticas no Brasil, no ano. Todo mês de Dezembro, a última etapa da GT3 num formato diferente, onde cada carro é conduzido por 3 ou 4 pilotos, ao invés dos habituais duais.

    Um grid com carros do naipe (é assim que se escreve?) de Porsche 997, Ferrari F430, Dodge Viper, Lamborghini Gallardo, Ford GT, Audi, Corvette, Aston Martin, BMW, Maserati, Mercedes.

    Os pilotos, além daqueles que disputam a temporada completa da GT3, acrescidos de outros pilotos da Stock Car (Nextel, Vicar e Pick-Up Racing), da Truck, do Trofeo Maserati e a da Porsche Cup, da F-3 Sulamericana, da Super Classic e até por que não com os brasileiros que correm na F1, na IRL e na GP2. Embora, eu sei, os contratos da turma da F1, impedem a participação de seus pilotos em outras corridas, mas não custaria tentar (ou custaria $$$???)

    Já imaginou uma prova dessa tendo na mesma pista Emerson, Wilsinho e Christian Fittipaldi; Nelsão, Nelsinho e Geraldo Piquet, Felipe Massa, Rubens Barrichello, Tony Kanaan, Gil de Ferran, Cristiano da Matta, Helio Castroneves (se a corte americana deixar), junto com um Ingo Hoffmann, Chico Serra, Paulo Gomes, Raul Boesel, Cacá Bueno, Giuliano Losacco, David Muffato, Xandy Negrão, Roberto Moreno.

    Podiam até mesmo trazer alguns gringos como o Esteban Tuerno (que fez prova de Stock duas vezes) e Gaston Mazzacane (que já corre na Truck), Jimmy Vasser (amigo do Da Matta), Simon Pagenaud (que corre com o Gil de Ferran na ALMS).

    Tenho certeza que seria uma brincadeira bem bacana…

  23. Adriana Greco disse:

    O maior problema foi a divulgação…ninguem sabia da corrida. O feriado tbem não ajudou, por um lado…pois se fosse um puta evento seria ao contrario…pessoas aproveitariam o mesmo para vir a Sampa assistir ao evento. Faz tempo que a Mil Milhas não é mais a Mil Milhas, na minha opinião. Começa pela mudança de data…parece que não sendo em janeiro, não é as Mil Milhas. Busquei noticias no final de semana todo…e nada. Fora alguns Blogs e o proprio site do evento ninguem falou nada sobre ele. Lembro que antigamente, mesmo sem internet se sabia muito mais do que hj. Na minha opinião as Mil Milhas acabaram.

  24. Humberto Corradi disse:

    Quer ver encher a arquibancada? Vai pra uma cidade que raramente vê corridas e oferece pra prefeitura!

    Aqui em Vitória/ES quase todo ano tem corrida no aniversário da cidade (Fórmula ford, renault, etc). Não deve dar ninguém em outros lugares, mas aqui é festa! Traz a Superclassic pra cá e vai ver a galera que vai aparecer.

    Penso que qualquer campeonato que fosse disputado em circuito de rua de muitas de nossas cidades seria um sucesso.
    Uma corrida em Aracajú não enche? E em Governador Valadares? E Belém?

    No caso das mil milhas acho que o formato (cansativo) e o local não ajudam em nada.

  25. Cyro De Cicco disse:

    Fui nas 1000 milhas de 1995 e não foi muito diferente do que ocorreu ontem. O público era maior, mas não foi um sucessoooo. Me dá a impressão que o pessoal de Sampa só lota o autódromo na F1 (óbvio que com a ajuda das pessoas de outras diversas cidades, estados e países), na F Truck (essa sim o pessoal paga pra ver) e da Estoque (com a ajuda dos setores “vips” dos patrocinadores). Antigamente existia gente em Sampa que curtia corrida de CARROS DE VERDADE, hoje, acho que esse pessoal está mais situado no Sul do país… Pessoal, sou de Santos/SP e amo São Paulo!

  26. Lui George disse:

    Foi uma pena mesmo essa edição das Mil Milhas. Depois que perderam a corrida da Le Mans Series para os chineses cheios da grana, o pessoal fico sem saber o que fazer com a prova. Fica calro que esse ano a Mil Milhas só aconteceram para cumprir tabela, só para não falar que não teve corrida. Ah, e para aqueles que realmente acreditam que automobilismo é feito por fanáticos e não por grana, infelizmente (ou não) o automobilismo em qualquer lugar do mundo é feito por grana, muita grana, não é a toa que a etapa da Le Mans Series foi para a China e que o carro que ganhou as mil milhas foi o mais caro, com mais patrocínios e com os pilotos mais caros. Não adianta um bando de fanáticos organizar uma corrida que seja sem patrocínio, grana, sem a verba ela não sai…

  27. Léo Engelmann disse:

    Quero ver quando não tiver mais F1 no Brasil. Vai ser difícil não ter. Mas quando não tiver, quem vai falar o que de quem?

  28. Tito Neto disse:

    completando o comentário…

    …Ainda não tenho dinheiro, patrocínio e nem tempo. Mas um dia terei. E tenho medo de quando esse dia chegar, os infelizes tiverem acabado com essa corrida.

    Isso que aconteceu ontem foi lamentável.

  29. Eric disse:

    É uma pena mesmo…e um puta cú doce para entrar com catraca eletronica,nego falando….E daí que vc está com a CBA….NÃO VAI ENTRAR…..eu entrei pelo portão do S sem problemas….e peguei a credencial do chefe.

    Uma pena.Só 23 carros é de doer.

    E a vitória da Porsche TOP é obrigação.

    Do resto,ficamos bem na fita.

  30. Tito Neto disse:

    Desde pequeno eu tenho o sonho de construir um carro e participar das 1000 Milhas. Ainda não tenho,

  31. Daniel disse:

    Flávio,
    E se cobrassem Ingressos a preços bem populares para atrair o público para essas corridas que tem arquibancadas às moscas? Por exemplo, o mesmo que uma entrada de cinema? :^P

  32. Marcel Pilatti disse:

    conheço o trio que terminou na sexta colocação… (uou, que importante hein!)

  33. Danilo Gaidarji disse:

    Foi lamentável.
    Muito, muito triste.
    Acho que a HISTÓRIA acabou…

  34. disse:

    A esqueci. Para quem foi lá domingo.
    Por acaso o Locutor se ligou que o Jan Balder, que deu aula de pilotagem no sábado, ganhou no domingo a Regularidade, era o mesmo que correu junto com o Émerson?
    FG, o Eric e o Rodrigão mandaram ver lá. O Saloma tá fazendo escola ahahaha.

  35. Filipe disse:

    De certa forma acho que simboliza muita dessas Mil Milhas (e eu diria da situação do automobilismo nacional como um todo) que o Ricardo Rosset e Walter Salles tenham se inscrito na prova exclusivamente com a intenção de usar os treinos para testar o carro para a final da GT3 semana que vem.

  36. disse:

    FG, o desprezo é total.
    Havia conversado e solicitado via telefone, ao Toninho de Souza, um credenciamento para o cara que mais venceu as Mil Milhas, e que seria levado uma réplica de um dos carros que ele correu em Interlagos.
    No Sábado, fui a secretaria de prova, perguntar do Toninho, o qual não conheço pessoalmente, e o Sr. Barranco me informou que as “2” credenciais, e para entrar com o Carro, seriam só com o Toninho, que no momento não estava, mas já havia chegado ao Autódromo.
    Resumo da ópera. O Toninho a tarde disseram que foi embora, e no Domingo, LUIS PEREIRA BUENO ficou de boa na casa dele, e o Maverick Hollywood em Itupeva na MFG.
    O Hermam deveria se ligar, que o Automobilismo Brazuca é feito pelos fanáticos, que correm por tesão, não por grana.
    Fazer uma prova desta para cumprir calendário, uma prova que foi respeitada e veiculada no mundo inteiro, quando a agência de noticias era soviética. Me poupe. Os caras não estão nem ai, querem é papar grana como no treino de regularidade sábado, onde, NÃO HAVIA BANDEIRINHAS na pista, e 40 carros com uma chuva braba.
    E nem adianta desmentirem, pois eu, imagina só, com mais uns fotógrafos, ficamos no posto de Bandeirinhas no S. Falando nisso, ali é o lugar para se ver a F1. Sorte dos Bandeirinhas.
    Tô botando puta fé no Zé Bilstrein, que dirige o Centauro hj.
    Vem ai as http://www.500milhasbrasil.com.br

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