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sexta-feira, 1 de maio de 2009 - 20:41Legião urbana

LEGIÃO URBANA

SÃO PAULO (tem até gancho) - Como a Chrysler abriu o bico, pediu concordata e ninguém sabe o que será dela (o que a Fiat quer com a Chrysler?), minha materinha para o “Limite” da semana que vem, gravada hoje, foi feita com o primeiro carro que a montadora americana batizou no Brasil, o Esplanada. Que era um Ford.

Explica-se. O Esplanada nada mais era que um Simca Chambord com a frente e a traseira remodeladas, carro que veio da França para o Brasil em 1959. Chambord que, por sua vez, nada mais era que um Ford Vedette, cujo projeto foi vendido para a Simca francesa no início dos anos 50. Aí, quando a Chrysler comprou a Simca brasileira, em 1966, levou o primeiro Esplanada para Detroit (o carro foi lançado naquele mesmo ano), fez testes rigorosíssimos, mudou 53 itens no bichinho e meteu nele uma plaquinha “fabricado pela Chrysler” a partir de 1967.

Esse da foto, personagem da matéria, é 1967, mas ainda é Simca. Nota-se pelo farol hexagonal. Um dos últimos, praticamente um Chrysler. Lindo de morrer. O Aquillon V8 ronca que é uma beleza com seus 140 hp, mas o desempenho era sofrível. Um Belo Antônio, como chamavam os Simca na época. Tinha garantia de dois anos, o que era uma enormidade naqueles tempos. Mas durou pouco, só até 1969, quando a Chrysler descontinuou o Esplanada e suas versões Regente (mais simples) e GTX (esportiva) e lançou a linha Dodge, para concorrer com o Galaxie da Ford.

A Chrysler ficou no Brasil só até 1979 e foi derrubada pela crise do petróleo. Lançou o Dodginho para tentar se safar, mas o carro foi para o mercado precocemente, sem ser devidamente testado, e queimou o filme do modelo.

O Esplanada era legal. Tinha um painel lindo e acendedor de cigarros para os passageiros do banco de trás. A fábrica, em frente à Volkswagen, deu lugar, hoje, a um depósito das Casas Bahia, acho.

39 comentários

  1. O ESPLANADA E O CARRO MAIS BARROCO DOS NACIONAIS DA SEGUNDA FASE DA NOSSA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

  2. Edilson Vieira disse:

    O post do Mark, acima, é bem didático, valeu, blog é cultura. Posso dizer que lamentei muito quando a Land Rover deixou de ser a tradicional fábrica e marca dos ingleses e foi para as mãos dos alemães, depois americanos e agora dos indianos. Uma coisa é fazer objetos, outra coisa é se produzir um objeto de desejo como o automóvel ou motocicletas. Jamais compraria por exemplo, uma moto chinesa, ou coreana, dessas fábricas sem tradição ou história que siplesmente copiam modelos famosos estrangeiros.

  3. Cristiano, o ruivo disse:

    @Fernando Carvalho
    Segundo a lenda, Cornowagen era o Fusca com teto solar dos anos 1960, salvo engano 1965.

    Nunca tive o prazer de ver um “Simca da Chrysler” como esse. Meu ex-vizinho tem um Tufão branco com interior vermelho, um Willys Itamaraty preto monocromático e um Mustang.

  4. Décio disse:

    Não sei se é,

    Se este automovel for do Sr. Cezar, é bem legal. Como este Sr. conhece carro,história,detalhes, alem de muito agradavel, E se não for vc tem que conhece-lo.

  5. Pedro Henrique disse:

    Há dois erros no último parágrafo sobre a Chrysler do Brasil,primeiro ela parou de produzir seus automóveis em 1981 e não 79.

    Em 79 a linha Dart / Charger foi atualizada,e teve o surgimento dos luxuosos Le Baron e Magnum.

    Em 80 a Volkswagem comprou boa parte da empresa,mas quase não os modificou.No ano seguinte ela foi extinta.

    Segundo erro,o Dodginho,o “1800″ foi lançado em 1973 e não em 1979.Somente em 76 ele foi rebatizado para “Polara”.

    Abraços,

    Dodge_PH

  6. Cláudio Orestes. disse:

    Olha Eduardo, tenho quase certeza(99,9%) que entre os nacioais o Willys-Iinterlagos saiu na frente em matéria de pintura metálica com opções em prata(aluminio) ou dourado(areia).

  7. Chatão Bueno disse:

    O carro da foto está a venda pela bagatela de R$48.000,00. Com esse valor dá pra comprar uma frota de 72 ladas laikas.

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-94306928-em-sp-simca-v8-esplanada-67-premiada-impecavel-_JM

  8. Bah, tchê! agora que tu falou do Dodginho (Polara) me deu uma nostalgia… Meu velho teve um. Era um canhão de motor e o resto do carro era muito confortável também, até estourar o setror. Aí virou um caminhão queixo-duro.

  9. Clezio Soares da Fonseca disse:

    São quase 22 hs, tá comendo pizza com a família e esqueceu
    de nós? Se beber nao dirija, se tiver de Deka, deixa que eu dirijo.

  10. Antonio Seabra disse:

    Os Simcas e Esplanadas com motor Emi Sul andavam muito para a epoca !!! ESte motor com 140 cavalos oferecia muito mais do que os Tufão, e houve um grande salto de desempenho. Meu pai teve um Esplanada 68 de 4 farois, e um amigo meu, na faxia dos 19 anos, também. Dirigi bastante o carro, e posso dizer que era muito gostoso: bom nas curvas, bom de freio (aesar dos tambores nas 4) e embora um pouco pesado, tinha aceleração razoável, melhorando muito entre os 60 por hora e os 160 (de velocimetro).
    A titulo de referencia, aquele meu amigo barbarizava no Rio do final dos anos 60 com seu Esplanada 68 standard, equipado apenas com 4 pneus radiais Pirelli Cinturatto !. Dificilmente perdia um pega de media para alta com os fuscas com motor 1600-1800, envenenados, com dupla carburação 40, etc.

    Em algumas arrancadas que fizemos, na rua (de madrugada, naquela epoca nõa havia tanto carro na rua !!!), ele perdia dos fuscas no 0-100, mas ganhava quase todas no 0-140. Se a arrancada fosse já rolando, ou seja, de 20 km/h pra cima, o Esplanada dificilmente estaria atras quando chegasse aos 100km/h.
    Esta amigo, chamado Otavio, chegou a participar de prova de subida de montanha com o carro (Petropolis), completamente std (motor/suspensão/rodas/ etc) e colocou o carro, se não me engano em 10 lugar, com tempo proximo aos de Alfa GTV 1750, e também muito proximo de alguns fuscas 1600 bem bravos, com carburação Webber, rebaixados e com rodas largas ! A titulo de comparação, os 4 primeiros eram 2 fuscas 2.200 com eixo roletado, Webber 48, caixa 3 da Puma, freio a disco nas 4 e etc, -um era o famoso “casquinha de ovo” , com teto rebaixado, partes em fibra, do Jose Moraes da Speed Motors – e dois eram Pumas preparados do Tony Rocha e do Paulo Renha, feitos pelo Reiner.
    E olha que na arrancada o esplanada saiu patinando embreagem que foi uma “beleza” (!!!), perdendo muito tempo, e o cambio de 3 marchas era um enorme handicap negativo na subida da serra de Petropolis. Acrescente-se ao caso que o Otavio não conhecia a estrada e não havia treinado ali, e que a maioria dos participantes ou eram habituées, sendo que netre os 10 primeiros, muito moravam em Petropolis !!!

    Na volta, na descida da serra, ele sumiu de um cara que tava com uma GTV 1750, e no plano, esperamos o cara e andamos junto com a Alfa, de “final”, velocimetro batendo nos 190 km/h.
    Este velocimetro já era o circular, da Vdo que nao era “envenenado” como os Jaeger dos antigos Simca !!!

    Então, não concordo com o argumento de que o desempenho era ruim..já quanto a qualidade…os defeitos do carro eram incriveis, principalmente os de parte eletrica. O sistema de seta, totalmente eletrico, se ficasse ligado por um temo mais longo saia fumaça dedentro da capa do volante !!!!! Ai sim, o carro continuava um belo antonio !!!

    Com a chegada (tardia) do cambio de 4 marchas no assoalho no GTX, o desempenho do carro melhorou ainda mais, acabando com os “buracos’que havia no cambio.

    Aliás, na epoca eu cheguei a andar num Chambord 67, motor Emi de 140 HP + algum trabalho bem simples, suspensão melhorada e rebaixada e cambio de 5 marchas no assoalho, numa adaptação muito bem feita pelo Tomas e João Luis Woenderbag (que preparavam a Lola T-70 dos irmãos de Paoli, entre outros carros – João é o pai do cantor Lobão), e o carro era um demonio, para a epoca !!! deixava muito V8 americano (mustang, Camaro, etc) na saudade, subindo a serra de Petropolis.

    Grande Abraço

    Antonoi

  11. Mark Kweirotz disse:

    Esqueci de mencionar, como exemplo do que disse, a Rolls-Royce e a Bentley.
    Essas marcas foram parar nas mãos da BMW e da Volkswagem, respectivamente.
    Os carros e as marcas estão aí, com tanto prestígio quanto antes. Agora a “Vickers”, antiga fabricante dos produtos dessas marcas (Rolls e Bentley), até onde sei, nem existe mais.

    O lado positivo dessa separação é que antigas marcas que foram retiradas do mercado, estão voltando, como é o caso da Bugatti.

  12. Sérgio Hingel disse:

    O motor do Esplanada não era o Aquillon,que tinha as válvulas no bloco,e sim o EmiSul,que tinha as vávulas nos cabeçotes hemisféricos,já baseados nos famosos Hemi da Chrysler.

  13. Mark Kweirotz disse:

    Com o acordo que foi feito a FIAT já detem 35% da Chrysler, e vai chegar aos 51% até 2016, segundo os termos do acordo (quando os 4 “interventores” do Obama saem e a FIAT assume tudo sozinha)
    A Chrysler vai deixar de existir como era até hoje.
    Como, ao menos de inicio, os americanos estranhariam e poderiam rejeitar a troca de “Chrysler” por “FIAT North America”, a bagaça vai acabar recebendo o nome de “Chrysler-FIAT” ou “FIAT-Chrysler” durante um bom tempo.
    Inicialmente a FIAT ganha por poder entrar no mercado norte-americano (que, bem ou mal, ainda é o maior do mundo), e por ter acesso à tecnologia de veículos pesados (afinal, apesar da retração, o mercado de pickups e suvs continuará a existir e sendo um nicho extremamente lucrativo).
    Posteriormente, depois de 2016, se a FIAT assumir tudo de uma vez, pode herdar marcas de prestigio, como a DODGE e JEEP, o que não seria nada mal.

    Um detalhe interessante, e que muitos não estão observando, é que, hoje em dia, o que vale é a marca e não a empresa em si. É preciso ficar claro que marca e empresa são coisas bem distintas. Apesar de minha formação jurídica, sou pos graduado com MBA em marketing por uma grande intituição da área e, quando fiz meu curso, já discutíamos que o formato das empresas de sucesso do século XXI seria marcado por uma separação entre os setores mercadológicos e industriais. A primeira a fazer isso, e já faz há muitas décadas, foi a Coca-Cola, que possui muito poucas ou nenhuma fábrica no mundo. Você vai dizer “ah, mas tem uma fábrica da Coca-Cola aqui perto de casa”. Se vc for na razão social dessa fábrica vai descobrir que, na verdade ela chama “refrescos ‘algumacoisa’ ltda”, e os donos, na maioria da vezes, são pessoas da propria cidade onde a fábrica está sediada. Essa “refrescos algumacoisa” produz a linha de produtos da Coca-Cola para a Coca-Cola . Assim é no mundo inteiro. A Coca-cola cuida do marketing (desenvolvimento de produto, métodos de fabricação, logistica de distribuição, etc..) e licencia fabricantes de bebidas para fazer seus produtos.

    Muitas outras fazem o mesmo, tais como Nike (calçados) e Diesel (vestuário/jeans), para citar algumas bem conhecidas.

    Falei isso tudo para dizer o seguinte: essa história de Chrysler, GM, Opel, Saab, etc, entrarem em concordata e falirem não significa que seus produtos ou marcas deixarão de existir. Se alguem assumir uma dessas marcas numa eventual liquidação dos bens de suas detentoras, não assume qualquer passivo dessas empresas insolventes. Tanto que, uma das alternativas estudadas para a concordata da GM , é que seja feita outra empresa para assumir as marcas Chevrolet, Cadillac, Buick e GMC. Essa nova empresa nasce sem passivos e com marcas de valor, enquanto a GM “original” vai pro brejo com as marcas podres como a Pontiac e Hummer.

    Aí entra o lado facínora do mundo corporativo moderno que tanto falo, pois com essa separação, o que sobra pra pagar credores e dívidas trabalhistas e previdenciárias, são prédios (as fabricas em sí), ferramentas e móveis. Mais nada…

  14. sergio disse:

    Boa Noite, Flavio.
    Para mim, a melhor maneira de entender o que foi o Simca , é a musica “Simca Chambord” do Camisa de Venus. O aperto dos anos 60 e a “redentora do primeiro de abril de 1964″ – a maldita “dita”.
    Que belo carro. E um p.uta de um rock’ roll do MarceloNova e Cia.
    “…no caminho da escola eu ia tão contente,
    pois não tinha nenhum carro
    que fosse na minha frente
    nem Gordini nem Ford.
    O bom era o Simca Chambord….”

  15. emerson disse:

    tai meu primeiro carro.

    azul metálico, teto de vinil preto.

    aro 15 diagonal, depois trocado por aro 14 do dojão.

    dois platinados, com avanço de ignição no painel.

    pneu diagonal, teto de vinil, platinados,

    aposto que a maioria dos seus leitores nunca ouviu falar disso

  16. Eder disse:

    FG

    Passeando pela net hoje (sabadão a tarde na frente do pc é bem deprimente, concordo…) achei essa materia que assim como você, fugiu um pouco da mesmice ao falar dos 15 anos da morte do Senna. Achei interessante, (http://tazio.uol.com.br/f-1/textos/10072/) e resolvi trazer pra cá, mesmo sabendo que esse post não era o melhor lugar.

    Caso você também ache interessante, publique o comentário, ou o link. Se não, delete o danado!!!

    è sobre oque andam fazendo os pilotos daquele domingo de 94.

    Abraços!!!

  17. Ricardo disse:

    A Chrysler chegou a fabricar barcos e motores de popa nas décadas de 60 e 70… O motores de popa eram jóias raras, já usavam ignição eletrônica naquela época!
    http://www.allpar.com/old/boats-1969.php

  18. Luiz TTaquara disse:

    não conheço bem esse carro, mas esse aí não é um Regente? pelo que me lembro o Esplanada tinha 4 faróis?
    mas que é bonito de doer, ah isso é.

  19. José Brabham disse:

    Meu pai também teve um Regente, verde musgo, com estofamento verde-metálico, lindo, entre 1970 e 1973.

    Foi o primeiro carro de de meu pai que eu tenho lembranças nítidas, e foi onde comecei a brincar de dirigir… passava logas horas atrás do volante daquele carrão!

    Lembro que o velocímetro indicava máxima de 200 por hora… eu achava aquilo o máximo!!!

    Boas lembranças de minha infância…

  20. ALEX B. disse:

    Putz, Flavinho, tinha me esquecido do “belo Antonio”!!!Era lindo este Esplanada, cheio dos cromados, e com um motorão V8 então? Boa lembrança!! Dá-lhe MEDIANUEV!!!!

  21. V. Maghetti disse:

    Meu primeiro carro foi um Simca Chambord 65. Carrão, muito confortável, estável e com ótima suspensão e freios (todos a tambor!). O motor, de fato ,era seu ponto fraco, os seus 100 HP só apareciam com o motor “cheio”, em alta rotação, o que fazia com que fosse fraco nas arrancadas e subidas. Mas depois que embalava, ia embora!

    Já os Esplanada, bem como os Simca Chambord 67 (o último ano da linha Simca) não tinham este problema de falta de potência. Com o lançamento do motor Emi Sul, na qual o bloco original da Simca ganhou um cabeçote com câmaras hemisféricas, a potência subiu para 140 HP, e o desempenho dos Simca 67 e dos Esplanada do mesmo ano (eu dirigi um) era bem superior ao dos carros anteriores, as arrancadas eram bem mais rápidas e as subidas eram vencidas com maior facilidade. Pena que isto durou pouco, como os Dodge Dart iam ser lançados em 1970, a linha Esplanada foi descontinuada em 69.

    Mas tenho saudades de meu Simca Chambord até hoje…

  22. Ulisses disse:

    Olá Flavio Gomes,

    Comentarei aqui o assunto de outro post (me perdoe, é por que gostaria muito que você lê-se esse meu comentário).

    Referente ao post SEM NOÇÃO DO RIDÍCULO
    Gostaria de parabenizá-lo pela sua notável coragem ao descer a lenha na VW. Esse post (assim como aquele dos motoqueiros) mostra que você é um jornalista de coragem, um cara de personalidade, espécie em extinção.

    Meu parabéns. Tenho acompanhado todo o seu trabalho (de podcast a Tv). O respeito que tenho por você cresce a cada dia.

    Sou um apaixonado por mecânica, mecatrônica e desenvolvo alguns “projetos particulares” na área automobilística. Creio que um dia nos conheceremos pessoalmente. Farei questão disso.

    Um grande abraço
    Ulisses

  23. Fabrício Passos disse:

    Realmente a Fiat quer é ter uma presença maior no mercado norte-americano. Mas ela vai ganhar mais do que isso. É só pnsar que a Chrysler é proprietária da Jeep. A Fiat iria fazer uma parceria com a Tata para projetar uma picape para o mercosul. Agora ela terá todo o conhecimento da Jeep nessa área para fabricar algo muito melhor.

  24. Mario disse:

    Belo carro mesmo, principalmente o GTX. Pro Belo Antonio hj, acabou a miseria, com a quimica moderna…

  25. eduardo garcia lopes disse:

    Alguem sabe dizer qual foi o 1 carro a usar pintura metálica?

  26. Alexandre Luis disse:

    “Descontinuou”… parece até telemárquetingue (huahuahua)…

  27. Fernando carvalho disse:

    O que a Fiat quer é tudo que disseram aí em cima e também vender Alfas nos E.U.A e aprender a fazer utilitários …..
    Quanto aos apelidos tinhamos este , para o SIMCA , de Belo Antonio , que comparava o carro ‘a um personagem , Antonio Magnano , representado pelo Marcelo Mastroianni , de um filme itálo-frances de 1960 , que na hora ” H ” falhava ),
    Havia também para os Dauphines/Gordines , que era Leite Glória (desmancha sem bater, analogia ao leite instantâneo desta marca que foi lançado na época e que usava este ” mote publicitário” , logo na boca do povo )
    Para a VW ( aquela dos ” estressádinhos Dura lex , sede lex ” , no cabelo só GUMEX ….,) tinha para os fuscas conversiveis (raríssimos) os invejosos (custava mais caro) os batizaram de Cornowagen…Além da Kombi que foi batizada de pão de forma Pullman,
    Tinha também a Chevrolet , com a Pick-up Marta Rocha( por 2 polegadas deixou de ganhar o concurso….) ou a Dodge , com a Pata Choca….
    ou ainda os Fiat 147, que tomaram o apelido de Marmicok ,panela de pressão, pois ” apitava ” (fervia ) com facilidade ou ainda de carrinho de Pipocas ….
    e por aí vai……

  28. Os últimos Aquilon, chamados de EmiSul, não tinham desempenho tão sofrível assim. Curiosamente, tinham válvulas no cabeçote graças a um kit semelhante aos desenvolvidos por Duntov nos anos 50 para envenenar Fords dos anos 30. Outra coisa interessante é que o modelo da foto, durante poucos mese, não foi nem Simca nem Chrysler, chamado apenas de “Esplanada”. Sem querer abusar, uma historinha está aqui:

    http://antigomoveis.blogspot.com/2009/03/o-sem-marca.html

  29. Thiago Azevedo disse:

    Gomes!

    Tô aqui com a minha mãe comentando. Na época do meu nascimento, meu pai teve um exatamente como esse, da mesma cor!
    O carro ainda existe e é de colecionador! Uma beleza!

  30. Roberto Bascchera disse:

    Esse post bateu fundo. Meu pai morreu em 1972, Seu último carro foi um Regente 67, azul metálico. Vivia encavalando marchas, mas era estiloso demais. Lindíssimo, por dentro e por fora.

  31. Ademir disse:

    A Fábrica virou mesmo um depósito das Casas Bahia, alias passando´se me frente percebe-se que a loja é uma empresa de logistica que vende móveis tal a quantidade de docas de carga e caminhoes

  32. Pablo Vargas disse:

    Não era a Chrisler que tinha um Karmann Guia chupado ?
    Castigo divino, tarda, mas não falha !

  33. Clezio Sores da Fonseca disse:

    FG, outro dia lhe mandei a imagem de um cupom da Chrysler
    para que os visitantes do stand no salão do automóvel de 1968
    preenchesse a fim de concorrer a um Esplanada GTX. Será que
    os blogueiros saberiam dizer quem foi o sortudo?

  34. Rodrigo Duarte disse:

    FG, esse texto particularmente me deixou feliz, já escutei muito meu pai usando essa expressão do “Belo Antônio” e, sinceramente, não achei que outra pessoa ainda utilizasse essa expressão. Parece que teve origem em um filme na época em que o Antônio era muito bonito mas não era um cara de “marcar presença”, pelo que entendi. E esse Esplanada, muito bonito e charmoso.

  35. zeca disse:

    Olha ai a Fiat além da Chrysler, tá de olho agora na Opel.

  36. Sípoli disse:

    A fiat quer a rede de concessionárias da Chrysler nos EUA e a Chrysler quer a rede de concessionárias da Fiat no mundo, uma troca justa!

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