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sexta-feira, 27 de agosto de 2010 - 17:55ESPN Brasil

FRANCESINHO NA TELINHA

SÃO PAULO (acelera, Gomes!) – Lembram desta “Legião Urbana”  de um ano atrás? Pois o carrinho ficou pronto e hoje gravei com ele e com o Osmar, que fez essa restauração incrível. Incrível porque pegar um Renault 16 TS 1972 todo esbagaçado e deixá-lo desse jeito é tarefa para malucos. Encantadores malucos. Uma restauração da era da internet. Na rede, tudo se consegue. E com as pessoas certas para trabalhar, não tem como dar errado.

O carro é impressionante, motorzinho 1.600 cc, 85 hp, e com o câmbio montado na frente do motor, entre o bloco e o radiador. Alguém sabe de algo parecido, uma configuração como essa?

A restauração ficou impecável. Até o vidro elétrico funciona. O 16 teve 1,8 milhão de unidades fabricadas entre 1965 e 1979. Não se sabe ainda como esse carro da matéria chegou ao Brasil. Possivelmente era de algum diplomata, sei lá.

Terça-feira que vem, sua história no “Limite”, da ESPN Brasil.

29 comentários

  1. Rudolfo Lago disse:

    Flávio, meu pai teve um Renault 16, prateado. O dele tinha sido da frota da Willys e, depois, da Ford. A intenção da Willys era fazer aqui o Renault 16, essa caminhonete, e, se não me engano, o Renaul 8, sedã. Aí, a Willys foi vendida para a Ford, e o que a Ford fez? A Belina e o Corcel. Meu pai comprou o 16 da frota da Ford em 1973. Se não me engano, o ano dele era 1968. Ficamos com ele até 1979. Aí, começou a ficar difícil achar peça pra ele, e meu pai vendeu o carro para um francês, funcionário da Renault, que tinha um sítio em Jacarepaguá e um outro 16, vermelho. Ele comprou o 16 do meu pai quebrado para aproveitar as peças no carro dele.

    • Osmar Mateus disse:

      Olá Rudolfo, eu sou o proprietario do renault 16 ts 1972, e a sua informação bate com a que eu tinha de que existe outro R16 no Rio de Janeiro mas não se sabe seu paradeiro. O R16 que foi de sua familia pertenceu a Willys e foi usado em testes no Brasil. Ele foi flagrado pela revista quatro rodas , edição numero 92 de março de 1968 , página 54. Se em 1979 já estava dificil arranjar peças imagine o trabalho que eu tive em restaurá-lo. Se tiver mais alguma informação nos avise.

    • Osmar Mateus Martins disse:

      Olá Rudolfo ,olhe como o mundo é pequeno : conversei com o Roberto Nasser que me contou que comprou um cabeçote do carro de seu pai para colocar no seu lotus europa e citou seu nome .

  2. Glauber disse:

    Eu sempre vejo um desses em Santo André, será q é o mesmo?
    Ele tb é verde, na mesma tonalidade, mas ele não parece estar tão bonito assim …

  3. ingo disse:

    pq meu cht tem apenas 73cv,esta regulado para economia?

  4. João Carlos S. Bevilacqua disse:

    Não percam o LIMITE de terça próxima e avaliem a restauração, o capricho, o talento de Mestre Vavá.

  5. Bianchini disse:

    O trabalho de funilaria e pintura ficou excelente, a cor do carro é muito bonita, tecnicamente apresenta soluções muito interessantes… mas que trabalho de design tosco! É mais um integrante da conspiração frencesa para enfeiar as ruas do planeta! Não me conformo como um país com tanta tradição nas artes desenha carros tão pavorosos (exceção feita aos Citroën, que não são feios, são diferentes).

  6. Harerton Dourado disse:

    Minha tia teve um quase igual a esse na França. Esse carro tinha um torque violento!!!! O velocímetro era tipo o do Galaxie, na horizontal!

  7. ALEX B. disse:

    Tá lindo o bicho! Lets wait and see!

  8. Orlando Salomone disse:

    Impressionante restauração. Seria este o precursor do nosso Corcel? Interessante o posicionamento do trem de força, nunca vi igual, mas com certeza é bom para a distribuição de peso.

  9. Eduardo Isidoro Gasparrini disse:

    Flávio, olha só o que a Ilmor está desenvolvendo.
    Um motor de 5 Tempos.

    http://www.ilmor.co.uk/concept_5-stroke_1.php

    Fica o registro.
    Att

  10. é um corcel mesmo. era um carro que estava sendo desenvolvido pela willys pra ser usado tanto aqui quanto lá. a ford assumiu o corcel e a renault criou o 12. o motor cht ficou sendo usado até meados da década de 90.

    saudades da belina del rey que meu pai tinha. confortável…

    • Paulo F. disse:

      Motor CHT é uma evolução do motor Ventoux (em alusão ao Monte Ventoux, no sul da França, onde se realizam provas de subida de montanha), projeto da Renault para o Renault 4CV, usado de 1947 até 1997, alguns Twingo usam este motor, . Quando a Ford comprou a Willys, o motor passou ser desenvolvido pela engenharia da Ford Brasil. Do lançamento do Corcel até o advento do Corcel II eram praticamente identicos, salvo detalhes menores como cilindrada. Quando do advento do Corcel II as diferenças entre o Ventoux e o Ford se aprofundam, a Ford oferecendo o motor 1.6, quando foi introduzido o Escort, há outra modernização é ai surge o conceito de CHT, que era adaptação do conceito CHV dos motores Ford europeus desenvolvidos no Reino Unido e Alemanha, que possuiam comando no cabeçote para a realidade nacional, o motor com comando no bloco; e a denominação desta evolução motor CHT. Na minha familia o motor esta presente desde 1973, e quase initerruptamente! Primeiro em um Corcel, depois em um Corcel II, após isso em um Del Rey, após em um Escort (este ficou dez anos na familia de 1995 até 2005, quando foi roubado! E sim gostamos de Fords) e sobrevive hoje a tradição no Twingo da minha filha!
      Os links da wikipedia abaixo são bem legais
      http://en.wikipedia.org/wiki/Renault_Ventoux_engine
      http://en.wikipedia.org/wiki/Ford_CHT_engine
      O Renault 16 era enquadrado na categoria “carro executivo”(representada atualmente pelo Renault Vel Satis) enquanto o Renault 12 pertencia a categoria “carro familiar grande”(representada até recentemente pelo Laguna ). Na Europa o 16 foi lançado antes do 12. O 16 no salão de Genebra de 1965 e o 12 ( “irmão” do Corcel ) em 1969. Vale lembra que o Corcel foi lançado no Salão de São Paulo em 1968.
      O motor do 16 iniciais é na denominação da Renault o motor Cléon, também ele uma evolução do motor Ventoux.
      E parabéns pelo belo trabalho aos resturadores!

    • vitão disse:

      Corcel = Renault 12 , mas o 16 não tem nada a ver com os dois. A Willys e a Renault já estavam desenvolvendo a dupla em 1.963, e no ótimo livro do Claudio Habara tem fotos do mock-up deles feitos no estúdio da Renalult em 62/63 . Até pelo configuração do Powertrain, corretamente descrita acima, dá para ver que eram 2 bichos bem diferentes. E posso garantir que a Ford, pelos atritos no final do projeto com a Renault ( que fez os estampos, e não queria embaraca-los para o Brasil sem o pagamento, a matriz teve que intervir, foi um rolo danado) queria ver os franceses pelo desireé , se é que me entendem.

  11. Andre Decourt disse:

    A torradeirazinha é muito simpática e eu adoro carros de cor verde

  12. João Carlos S. Bevilacqua disse:

    O responsável pelo maravilhoso trabalho de FUNILARIA E PINTURA foi o Mestre Vavá ( Valério ) à esquerda na foto. O cara é um monstro da restauração.
    Trabalha sozinho e é dono de um preciosismo incrível.

  13. Fowler T. Braga Filho disse:

    Vi o carro no dia desta foto em Santo André. Foi um belíssimo trabalho de restauração.

  14. claude bes disse:

    renault 12 tambem fabricado na argentina tinha a mecanica do corcel invertida na frente…

  15. Pedro Fetter disse:

    Já li algo sobre um Buick dos anos 30 que tinha essa configuração de câmbio. Lindo carro.

  16. Fernando disse:

    Os Citroens 11 e 15 tinham esta configuração

  17. Jason Vôngoli disse:

    Câmbio montado na frente do motor?
    Cord 810, DKW pré-guerra e Citroën Traction Avant, para citar os mais conhecidos.

  18. Danilo Candido disse:

    P.S.: Estranha mesmo essa configuração motor-câmbio. Parece só servir para aumentar o desequilíbrio na distribuição de peso frente/traseira. Sem contar que deve complicar um pouco o mecanismo de engate das marchas.

  19. Danilo Candido disse:

    Chega a ser “bunitinho” de tão feio…parece um Corcel I sem bunda ! Brincadeiras à parte, belo trabalho !

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