MAIS MZ

SÃO PAULO (amadurecendo) – E graças ao post aí embaixo com uma antiga propaganda das MZ fabricadas no Brasil, eis que descobrimos muita coisa sobre a marca. O André Merguglios mandou o link com o site da fábrica, que segue firme e forte. Explico. Depois de toda a zona do fim da Alemanha Oriental, a MZ passou pelas mãos de um grupo malaio, que tinha decidido fechar tudo alguns anos atrás. Aí, foi comprada por dois ex-pilotos de motocicletas. Hoje a MZ participa até da Moto2 com equipe oficial! E faz scooters lindas, além de uns patinetes elétricos esquisitos e uma bicicleta monumental.

Bem, já tenho para quem torcer na Moto2.

Comentários

  • Boa tarde FG.
    Complementando o que foi dito acima, somente a fabricação de chassi é que é livre. O uso do motor Honda 600 cc, baseado no motor da CBR600 é obrigatório. Inclusive os motores são sorteados e lacrados. O pulo do gato é no desenvolvimento do chassi. A partir de 2012, a categoria 125cc passará a ser Moto3, com motores monocilindricos de 400cc. Ainda não está definido se os motores serão de um único fornecedor. Assim, com Moto3, acaba-se a vida dos 2T em competições.
    Abs,

  • Tambem gostei do que vi na nova MZ!
    Isso porque está nas mãos de dois pilotaços dos anos 80, que tinham um lado de conhecimento técnico bem desenvolvido.
    Martin Wimmer, ex piloto Yamaha das 250cc tinha um estilo muito bonito de tocada, limpo e ao mesmo tempo agressivo.
    Infelizmente, só pude apreciar o seu estilo por fotos e vídeo.
    Já Ralf Waldmann, ex piloto das 125cc, era um dos andavam muuuuiito na 125cc!
    Especialmente, na chuva.
    Então,… senta que lá vem história!
    Me lembro que os primeiros treinos da única corrida que o mundial de motovelô fez em Interlagos foram debaixo de boa chuva e lá estava eu vestido com a minha capa de chuva na pontinha da arquibancada, bem na tomada da curva Descida do Lago.
    Quando começou o treino das 125cc, lá pela sexta ou sétima volta, veio o maluco do Peter Öttl e se jogou para dentro da curva com a traseira da 125cc soltinha, dançando um samba do crioulo doido.
    Pensei que era um erro de pilotagem e que ele tinha escapado de um tombo certo.
    Na próxima volta, Öttl veio mais forte, repetiu a manobra e foi embora.
    E assim foi, enquanto a pista esteve molhada!
    Os únicos pilotos que faziam aquela manobra maluca eram Ralf Waldmann e Peter Öttl.
    Um show de pilotagem!
    Alem de estar nas mãos certas, a MZ está focando em dois segmentos aonde o prazer da pilotagem e o melhor custo-benefício disso se encontram: motos de média cilindrada com uma tecnologia de chassis esperta e motos de Enduro.
    E, de quebra, toda essa tecnologia de materiais, estudo de geometria para desenvolver um chassis bom para a Moto 2 e outros etcs e tal, pode se tornar um bom diferencial na fabricação dessas belas bicicletas que estão no lá site deles.
    Olha, acho que realmente virei fã deles!

    • Bem lembrado ! Também estive lá na tomada da descida do lago, foi um belo espetáculo ! Naquele final de semana o público foi uma decepção, os ingressos estavam muito caros.
      Valeu pois foi o único GP em Interlagos (92).

  • O vídeo explicativo da bike é meio ridículo. Colocar um cara empurrando a suspensão pra baixo pra ver como ela teoricamente funciona é piada. Até tive interesse pela bicicleta, mas deveriam testar ela em terrenos em que ela seria exigida e fazer um filminho, isso sim é marketing…. afff… cada coisa.

  • Grande Flávio, dá uma olha neste link: http://www.bmzrc.org.uk/ na inglaterra os caras correm de ETZ 250 numa especie de “classic” para motos. Show. Também torci para a MZ esse ano e no ano que vem eles terão dois pilotos, muito bom. Viu tb aquela moto de enduro, no passado eles erão muito bons nisso e estão no caminho novamente, boa sorte a eles.