TONY FICA

SÃO PAULO (aliviado) – Tony Kanaan, aos 40 do segundo tempo, assinou com a equipe de Gil de Ferran e segue na Indyno ano que vem, revela Victor Martins. Vai precisar levar grana, o que é uma aberração, já que se trata de um piloto campeão, rápido, talentoso, experiente, em forma. Mas é a realidade do automobilismo. Mesmo caras como Tony precisam oferecer lastro financeiro a quem tenha um cockpit para oferecer. Parece inacreditável, mas é assim. O piloto pode não colocar a mão no bolso, mas tem de arrumar quem pague a conta. De certa forma, até com Alonso é assim. Não fosse o banco Santander, talvez a Ferrari não tivesse como pagar seu salário. Claro que Fernandinho não foi a nenhuma agência bancária com uma pastinha debaixo do braço para mostrar o currículo e tentar arrumar patrocínio. Mas é claro, também, que o Santander só despeja um caminhão de dinheiro em Maranello porque Alonso está lá. Fosse outro o piloto, talvez esse patrocínio não existisse.

Bem, o fato é que Tony terá de levar uma grana, e na semana que vem pode ser que se saiba quem vai patrocinar seu carro.

Comentários

  • Essa de pastinha em baixo do braço pedindo patrocínio foi ótima.

    Será que ele conseguiu patrocínio da 7 eleven assim, Tentou ser caixa de uma loja e acabou piloto da Indy?

    A cerca de patrocínios nas principais categorias de automobilismo sinto falta de algumas empresas que deveriam estar na F1, Indy e Nascar e não estão, tipo:

    Embora algumas destas tenham algum logo em carros de uma ou outra categoria não pode ser consideradas integradas ao esporte a motor de forma umbilical:

    Unilever; Coca-Cola; IBM; General Eletric; Interbrew-Stella Artois; TetraPak-Laval; BP (British Petroleum); Gillete; Google/android; Pepsico; Nokia; Bank of America; Bic; Dassault; Nestlé; Carrier/Springer; Procter & Gamble; Microsoft; BAES….

    Todas estas companhias, estão praticamente nulas nos esportes automobilísticos de ponta, apesar de seu faturamento ser 1.500 vezes maior que por exemplo da Red Bull.

    O caso mais enigmático é da Castrol que elegeu o futebolista Cristiano Ronaldo como Garoto-Propagando ao invés de um Jimmy Jonhson, Mark Weber ou Scott Dixon.

    Há algo errado nisto.

  • Sinceramente a equipe é menor, mas tinha um apoio mais ou menos com a penske no passado, não hoje mais.

    O Importante que ele tem uma equipe trabalhando somente para ele, ele não precisa acertar os carros da Danica e o resto da Andretti como ele sempre fez e se ferrava.

    Acertou o carro de todo mundo para Indy 500 esse ano e teve que se virar para entrar na corrida, e fez até que uma ótima prova !.

    Gil de ferran conheçe muito da Indy, conforme os resultados forem aparecendo ele vai subir o nivel da equipe junto com TK.

    Andretti sem TK ?
    agora quero ver que vai acertar os carros lá !

    Lembrando que Raphael Matos este anos fez boas provas com o carro. O problema mesmo era com ele que vivia lambendo o muro quando estava em boas colocações, tipica falta de experiencia por andar no 1º ano na Indy.

    Coisa que o Tony era extremamente regular com o carro da Andretti que era pior e ele conseguia andar ali no bolo da frente tranquilo !

  • Infelizmente, no automobilismo atual é assim. E na F1 não é diferente, além do cara ser bom piloto precisa ter patrocínio, senão não arruma nenhum lugar para correr. Acho que podemos esquecer a idéia de vermos algum piloto sentar num cockpit levando apenas talento… Hulkenberg foi o melhor exemplo disto neste final de temporada… ou alguém acha que Pastor Maldonado é mais piloto que o alemão?

  • Óia só, será que o tempo dele já não tá passsssssano??? …esses cara da indi tipo ferram e aquele otro implicado com o fisco que não tem nem nunca terá um convite pra f1 , já vi tudin: ano que vem mais um correno de caminhão!

  • Qdo Alonso foi pra McLaren, a mesma tinha o patrocínio do Santander e um orçamento de declarado de U$400 milhões. Alonso saiu da McLaren, o Santander tb. Alonso foi pra Ferrari, o Santander tb.
    Se ele for sentar no colo do capeta, o Santander vai também?

  • Que bom que ele conseguiu.

    Esse tipo de atitude (equipe exigir grana do piloto) demonstra que o dinheiro não corre mais de forma tão fácil no mundo do automobilismo. Com o fim do patrocínio do cigarro, ficou complicado convencer empresas a investir em automobilismo.

  • Pois é… e a Bia Figueiredo ainda diz – com certa dose de recalque – que não gosta da F1 porque lá “só se dá bem quem tem dinheiro”.

    Agora, o Tony é um piloto respeitável e campeão, mas que fez uma temporada bem “xôxa” em 2010, não tem como negar.

    De qualquer forma, sucesso para ele na nova equipe.

  • O que você escreveu aí é uma foto da dura realidade do automobilismo mundial… se a maioria das empresas soubesse os efeitos positivos que se consegue ao usar uma corrida de carros como ferramenta de ativação junto aos clientes… Algumas pessoas passam o fim de semana no autódromo e saem de lá mais extasiados do que se tivessem ido à Disney.
    E o Trabi, está curtindo? Trouxe mais um irmãozinho para a turma da fumacinha azul? Meu próximo projeto aqui vai ser uma moto que faz fumaça azul também…
    Abraços