GENIAL

SÃO PAULO(que bom) – Já falei aqui dos cachorros-quentes da Geneal, que fazem parte da vida do Rio. Hoje o Marcelo Foresti me mandou o link desta ótima matéria da Globo News, dando conta de que a marca, ressuscitada dez anos atrás por um engenheiro carioca, está pegando de novo. É legal saber que nestes dias de canibalismo entre empresas e desaparecimento de símbolos tão caros à memória afetiva de cada um, mesmo que símbolos simples e banais, como uma marca de cachorro-quente, uma loja, ou um refrigerante, ainda tem gente que aposta neles.

Fiquei feliz da vida, ganhei o dia. Na minha próxima passagem pelo Rio, além do mate na praia e dos biscoitos Globo, é evidente que vou comer um cachorro-quente da Geneal, para lembrar dos meus dias de praia e Maracanã. Quando Maracanã havia, porque estão destruindo o estádio, mais um desses crimes que, espero, leve seus responsáveis às trevas eternas.

Comentários

  • Vale por trazer lembranças daqueles bons tempos. Eu era estudante na época. Dinheiro curto. Ia com o grana contada para o Maraca. Quando batia a fome , tinha de morrer nas mãos dos vendedores do cachorro Geneal. Único lanche no estádio. Um pãozinho bem pequeno com uma salsicha, sabe lá de que, e sem nenhum tipo de molho. Era bem mais caro do que um cachorão da lanchonete que ficava na esquina da Barata com a Rodolfo Dantas. Como disse, o Geneal me fez recordar, mas não sinto saudades dele.

  • vitão perguntou se não vão comentar os bikinis.
    horrorosos naquela epoca, podiam ser q nem hoje, muito melhor kkkkk
    comi muito geneal, aki em jacarepagua ainda existe numa praça , é o unico q sei na rua!

  • Flavio, vi a matéria e a vontade de comer um cachorro quente foi tanta, que precisei passar naquele Black Dog baixo-astral da Joaquim Eugênio. Cachorro quente sem metade do charme.

  • Eu comi muito Geneal no Maracanã, tempo bom… como essas VespaCar, tinham várias pela orla, todas meio estargadas, mas andando e sabe-se lá como…

    Como alguem lebrou, tambem comia o Angu do Gomes, antes ou depois da farra. Antes era melhor, pra “encher o tanque” depois.

  • Uma verdadeira tosqueira esse cachorro quente, 5 dinheiros por um pão com salsicha.
    E nunca vi um na praia, só em shopping.

    Essa Geneal de hoje é tipo a Lotus da malasia, uns toscos pegaram uma marca de sucesso e fazem a maior merda.
    Aliás, a equipe é menos pior que o cachorro.

  • E bons tempos eram também os tempos em que os quiosques da praia eram trailers que vendiam cachorro quente (de salsicha ou linguiça) , carregados de maionese e queijo.
    E não faziam mal a ninguém.

  • Geneal que podia ser vendido em carrocinha tipo bicicleta de açougue (que vc pedala empurrando a caixa), carrocinha de empurrar, as duas coma indefectível tampa de metal), e também na carrocinha Romisetta.
    Grande época, tinha um no Arpoador que era lendário. Acho até que o aí da foto, quando ainda existia na praia do Arpoador a Rua Francisco Bhering (o final da Vieira Souto indo até as pedras no prédio dos Correios).
    Só falta voltar o Angu do Gomes, que veio pouco depois do Geneal, mas este era muito trash!

    • As carrocinhas não eram Romi-Isetta, mas sim Vespacar.
      Existiam também , além da Geneal, outros como o Alô que também eram muito bons.
      Se não me engano, a Geneal pertencia à Brahma.

  • só tem um problema
    um cachorro da Genial está sendo vendido por quase 5 reais, onde vc só encontra atualmente em Shopping Center ou em lugares “chiques”
    se vc for comer um podrão vc paga no máximo 3 reais e vem com vários recheios e ingredientes (quando ñ vem com um refri de 2° linha di gratiz), o da genial (q é ótimo) só é o pão com a salsicha.
    o genial fez e faz parte da minha infância, eu adorava os hot-dogs com um refri.

  • Onde foi parar o refrigerante Gini, o de limão é simplesmente o melhor refrigerante que já tomei na vida. Sprite ou Soda não chega nem nos pés.
    Aliás, vendo esse vídeo da Geneal, me deu uma vontade de comer cachorro-quente.

  • Deviam investir no lendário Cachorro Quente do Sérgio, que fica em São José/SC (região metropolitana de Floripa).

    Eu, como todo bom gordito, digo: é o melhor cachorro quente do mundo! Ahahah.

    O saco é ter que esperar na fila todos os dias, afinal o lugar enche sempre!

  • Flávio, recentemente tenho visto vários casos onde empresários estão resgatando a memória olfativa e gustativa do povo.

    Aqui no Sul desde 2008 o Grapette de uva voltou ao mercado, e pelo visto com um bom sucesso, e apenas com marketing boca a boca.

    Mais recente ainda voltou ao mercado o Brown Cow, um achocolatado líquido que vem numa garrafinha, que pode ser utilizado também como cobertura para bolos, sorvetes etc.

    Só continuo ainda no aguardo da volta da bala Xaxá.

    • ÊPA!!!!!! Da vaquinha da brown cow eu lembro….. era uma gostosura. o Grapette há algum tempo já voltou aqui no grande rio, o geneal era uma maravilha, tinha também o leite com sabores na tetra pak estilo pirâmide, a melhor era de baunilha.
      Conta a lenda que esse nome era porque o seu dono seria um general. Nunca acreditei……. seria uma tirada muito inteligente para um milico…….

    • Grapette é um refrigerante carioca, que já foi produzido por várias fábricas diferentes. A marca pertencia a dois portugueses nos anos 60, depois foi fabricado pela Saborama no suburbio de Inhaúma no Rio. Mais adiante foi parar nas mãos da Pepsi, que repassou para outro grupo, que descontinuou a garrafinha linda e personalizada, e o refri parou de vez.
      Voltou algum tempo atrás fabricado por uma fabriqueta de Pau Grande , cidade próxima onde nasceu Garrincha.Mas só na versão pet, e o sabor não era mais o mesmo dos anos 60 e 70.
      Retorna agora em grande estilo, revivendo a famosa garrafinha,só que de plastico, considerada por todos o design mais bonito de todos os refrigerantes do mundo. Pelo menos eu acho.

  • Eu vi na Globo News outro dia essa matéria, na hora lembrei de que já tinha lido algo sobre ela aqui no blog…

    E pelo que o dono diz, tem intenção agora de ampliar a franquia da Geneal para outras praças deste Brasil, sobretudo em São Paulo… talvez nem precise atravessar a Dutra de Cometão para comer uns dogs, hehehehe…