TCHAU, TIGRÃO

SÃO PAULO (e assim vamos…) – A Cosan e a Shell vão fundir suas operações no Brasil e, a partir do ano que vem, a marca Esso vai sumir do mapa. Presente no Brasil desde 1912, a Esso estava prestes a chegar ao seu centenário por aqui. Todos os postos que têm sua bandeira serão transformados em Shell. O tigre da Esso, assim, vai parar de rugir. A gotinha já tinha sumido fazia um tempão. O Repórter Esso também já não existe mais. O Prêmio Esso, pelo jeito, vai para o mesmo caminho.

Sou vizinho de um posto Esso. Farei questão de ser o último a abastecer antes da mudança. Nesta semana, para homenagear a marca, todos os “Enche o Tanque” deste blog trarão fotos de postos Esso.

Comentários

  • (Eu tinha um macacão da Esso qdo tinha uns 4 anos de idade)

    GOMES,

    Por quê você não faz uma matéria especial do Limite sobre a história da Esso, e o que significou? É possível ou é “fazer propaganda gratuita”?

  • Temos um posto em São Roque que foi bandeira Esso por 67 anos, mas aí eles (Esso) resolveram que não precisavam mais de nós, então encerraram a longa parceria. Ficaram de lembranças centenas de latas de óleo de várias marcas (Pennzoil, Gulf, Esso, Mobil, Veedol, Aviation, Texaco, Castrol, Bardahl), placas, brindes (chaveiros das Gotinhas macho e fêmea, flanelas, luvas, mapas, etc), bombas de combustível, luminosos, etc. Pelo menos agora estes objetos virarão ainda mais relíquias.
    Fernando – Enche o tanque 47

  • Trabalhei na Esso no final dos anos 90, na sede, naquele edifício art-déco onde hoje é o IBMEC (Av. Pres, Roosevelt). Empresa fdp e opressora, fábrica de malucos! Trabalhava-se 12h/dia sem hora-extra. Depois de dois anos, pedi demissão e voltei pra universidade, onde estou até hoje como docente. Tenho muita pena dos escravos que ficaram por lá… Se você está com 45/50 anos e não chegou a gerentão, é pé na bunda na certa!

  • Meu avô não deve estar sabendo disso, ainda. Ele foi caminhoneiro na Esso entre 1953 e 1964. Dirigia um caminhão-tanque, de madrugada até a noite. Saía da Ilha Barnabé, em Santos (onde até hoje há tanques enormes, dos quais muita gente ainda tem medo de que explodam), levando combustível até São Paulo pela única ligação existente na época (a Via Anchieta). Subia e descia duas ou três vezes por dia. Deixou a empresa quando ela fechou o escritório que mantinha em Santos, pois não quis se transferir para a Capital.

  • Aqui pelo SUL de SC os ESSO já estão meio extintos.

    Mas tenho boas recordações de um posto Esso que tinha (ou tem) na via Dutra, e a minha alegria das férias era ir pro caminhão de meu pai viajar com ele para o RJ e parar pra fotografar aquela imensa estátua do Tigre. Aliás tenho fotos daquele Tigrão desde 1985 quando tinha próximo de 1 ano e dei meus primeiros passos, justamente aos pés do Tigrão.

    Ótimas recordações.

  • A marca ESSO ainda terá uma sobrevida no Brasil de no maximo 03 anos.

    Para os que são mais velhos é uma noticia que mexe com a gente um pouco.

    Realmente a marca foi um icone a algumas decadas atras. Lembro que uma vez assistia um filme americano na televisão e derrepente vejo a marca ESSO na televisão, prontamente falo do alto de minha ingenuidade: “Lá também tem posto ESSO…”

    Coisas de criança… acho que a molecada de hoje solta algumas parecidas como essa… só que com outras marcas.

    Imperador

  • Ano passado, sempre que dava abastecia o carro num posto Esso localizado na Av. do Estado. Era o posto de bandeira mais barato que eu tinha conhecimento e nunca o carro apresentou problemas após abastecer lá.
    Outro posto Esso que costuma ter um preço bom é um localizado ao lado do Sambódromo.

    Falando nisso, outra marca que tambem caminha para a extinção é a Texaco. Aqui perto de casa tinha dois postos da Texaco, que no ano passado deixaram de existir (viraram Ipiranga). Não me lembro de ter visto postos da Texaco depois disso.

    Tambem há um posto Esso perto da minha casa e nessa mesma rua, a uns 1,5km de distância, tem um posto Shell. Nem abasteço nesses postos perto de casa pois são um assalto. O que sei é que provavelmente um deles vai rodar (ou vai ficar sem bandeira).

  • Nossa, quanto choro nesta caixa de comentários…

    O posto aqui da esquina, reformado, vai trocar pra Shell, então…engraçado, o dono desse era dono de outros dois Shell hehe

    Pra quem disse que o “álcool” é nosso, imagino que essa pessoa seja dono de fábricas ou de plantações…pois o brasileiro, em si, não é dono de nada, nem dos “nossos campos, nossas matas”… isso não existe.

  • Flavio, a Cosan já tinha comprado a marca Esso no Brasil há dois anos. Se vc observar, vários postos da marca foram remodelados, e embora o logo fosse mantido, acrescentaram as palavras Grupo Cosan, em verde, logo abaixo do Esso.

    A Shell entrou na operação com a Cosan no ano passado e agora vão fundir os negócios numa joint-venture. Se engana quem acha que a Shell aplicou 171 na Cosan. Quem vai comandar a companhia é o presidente do conselho da Cosan, Rubens Ometto. Esse cara não dá ponto sem nó.

  • OI Flavio, ja que vc está falando de postos de combustíveis, hj fui visitar o Museu Do Automóvel de Curitiba já que estou de férias na cidade e lá há várias referências do agora antigo rede de postos Texaco, inclusive com materais antigos como bombas de combustível, mas chegando no local foi uma desagradável suspresa ver que o museu foi atingindo pela enchente decorrentes das chuvas que assolam o PR. Atingiu praticamente todo o acervo, a água chegou +/- 40 cm. O pessoal do museu ainda estava tentando calcular o prejuízo, talvez a maioria precise apenas de uma boa lavagem e higienização, mas alguns carros atingiu o motor aí vai ser um pouco mais complicado…pelo que me informei o museu vai ficar um bom tempo fechado, uma pena…Abraços

  • OI Flavio, ja que vc está falando de postos de combustíveis, hj fui visitar o Museu Do Automóvel de Curitiba já que estou de férias na cidade e lá há várias referências do agora antigo rede de postos Texaco inclusive com materais antigos como bombas de combustível, mas chegando no local foi uma desagradável suspresa ver

  • É lamentável assistir, em prol das políticas capitalistas de compras de empresas por outras empresas, o fim de uma marca que participa da vida dos brasileiros desde que os automóveis começaram a andar em terras tupiniquins. Isso é fruto das “grandes fusões” dos mercados… da mesma forma que a Ipiranga comprou a Texaco no Brasil. Mas a vida é isso aí…

  • A Shell deu 171 legal na Esso.
    Agora, vamos saber quem é dona do que nesta empreitada.
    Só sei que a mão de obra escrava vai continuar cortando cana, e a Shell, não vai cuidar.
    Como não cuidou em Paulínia dos vazamentos, onde dezenas de famílias foram contaminadas, conheci uma delas.
    Só fuçar no Santo Google isso: http://bit.ly/ghODC2

  • A COSAN (“nuvem de gafanhotos” em hebraico, FDP em galês), veio para acabar com tudo, a “marca ESSO” é só mais uma, ela acabou com a Usina da Barra S/A (“UBASA” para os intimos), acabou com o uniforme verde que meu pai usava e transformava ele em meu herói (eu tinha 8 anos) pois era aquele o uniforme dos motoristas de treminhões, tremiões(?), caminhões gigantes que só macho sabia pilotar, com responsabilidade diga-se, e como eram respeitados os “motoristas das usina da barra”, a COSAN esta acabando também com os fornecedores de cana e pequenos produtores da região, impondo à eles sua política de mono-cultura, no fim nada restará além de terras áridas, arenosas, rios mortos, pobreza e fome.

  • Mas que pena, né, fusão é assim mesmo, como dizia a minha avó “Negócios são negócios” e o resto que se danem, a Lância se foi, virou um lexus, o gurgel também, esse mundo está uma lástima.

  • Em breve teremos praticamente 3 marcas apenas de postos: Shell, Ipiranga e BR. Agora é que nós vamos pagar caro de verdade no álcool, que é patrimonio nosso, produzido aqui, e na gasolina – que dizem que somos autossuficientes.
    Como é que se permite uma fusão destas?
    Em breve álcool a 3 reais o litro e gasolina a 5. Aguardem!

  • Cacilda…já há algum tempo que eu percebia que a marca Esso já não estava bem das pernas, principalmente quando mudarão para aquele “Logo” sem graça, algo como se tirasse a conchinha da Shell ! E pensar que há tempos atrás, as duas eram uma espécie de Palmeiras X Corinthians ! Uma pena….

  • Sempre abasteci num ESSO em Botafogo, posto antigo com 2 boxs de lavagem e lojinha de peças, era o Posto Granizo, arrendado pela ESSO como muitos aqui no Rio pois afinal era a sede da Standard Oil. O posto de dimensões pequenas para abrigar uma loja de conviniência sucumbiu no início do sec. XXI talvez para se subir um prédio, como vem acontecendo na Z. Sul do Rio, mas as leis de descontaminação do solo apertaram e o terreno está sub utilizado. ( http://migre.me/3SOeI ).

    Agora sou um cara nômade de postos, abastecendo em vários conhecidos debandeira no qual sei que são de petroleiras, aqui na Z. Sul há vários.