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segunda-feira, 28 de novembro de 2011 - 15:41Brasil

O FIM, O FIM

SÃO PAULO – Edimílson dos Reis Alves, 59 anos, dirigia um ônibus municipal na noite de ontem em Sapopemba, zona leste, quando teve um mal súbito, perdeu a direção, bateu em três carros e três motos e atropelou um rapaz, que ficou ferido. Uma passageira do ônibus teve de puxar o freio de mão para que o veículo parasse porque Edimílson estava desacordado.

Frequentadores de um baile funk que era realizado numa praça ao lado foram ao local, arrancaram o motorista do ônibus e o lincharam até a morte. Ninguém foi preso.

Esta é a cidade onde eu vivo.

 

91 comentários

  1. Renato F1 disse:

    Como se pena de morte e prisão perpétua consertasse uma sociedade! Se isso fosse verdade, os Estados Unidos seriam o paraíso!

  2. Anselmo disse:

    Complementado meu caro FG, não é esta a cidade que vc vive. Mas este é o Estado, o Pais, o Continente, o Planeta, O Mundo em que vivemos. Assim como vc tem os Gominhos, tenho minha “Chimbica” Clarita. O que vms deixar para eles?

  3. Anselmo disse:

    Pelo amor de Deus, acabem com esses bailes funk, pois dai tbm sai gente alcoolizada com carros e motos fazendo atrocidades.
    Quanto ao motorista, que estava trabalhando e não tirando racha bebado. Meus mais sinceros pesames.

  4. Mauricio disse:

    Quando li a noticia, achei-a deslocada, fora de foco com a realidade. Mas o fato é. Exite. Aconteceu mesmo.
    É lamentável que pessoas confundam o mundo ludico com o real e se achem os fodões fazendo esse tipo de demonstração de selvageria tipica de videogames ou de lutas de telecatch que nada mais são que imagens ludicas. Trasnportá-las para a realidade é no minimo uma insanidade. Demonstração de falta de limites.
    Mesmo sendo uma situação onde existem vários culpados, a policia e todos os orgãos responsáveis pela segurança devem levar a perseguição e a punição dos responsáveis por esse ato inominável até os limites possiveis e alem.
    tenho vergonha de ser paulistanos nesses momentos…

  5. Ricardo disse:

    Acho curioso que em vários comentários se atribua a culpa ao funk. Outro fala em funk carioca. Daqui a pouco a culpa vai ser dos cariocas.
    Lamento informar, mas o que dói nessa notícia é que a culpa é nossa.
    A culpa é de uma mentalidade paulistana não vê o outro paulistano como semelhante, mas como inimigo.
    Segregamos os nordestinos, os pobres, os imigrantes até termos grupos isolados dentro de uma massa hostil chamada população de São Paulo.
    O próprio conceito de Cracolândia nos mostra a maneira de São Paulo lidar com seus problemas que é isolando-os.
    Compartimentamos São Paulo em grupos que se julgam com determinados direitos sobre os outros , grupos que julgam que todo aquele que é diferente merecer morrer.
    Deste raciocínio chegamos a conclusão que surrar o outro é um direito de uma turma, dirigir quebrando espelhos é um direito de outra turma, espancar homossexuais é direito de outra e dirigir a 200Km/h de outra. Cada grupo tem seus direitos.
    Enquanto o motorista do Camaro não enxergar o motorista do ônibus como um ser humano IGUAL a ele. A cidade não terá jeito.

    • Ivan disse:

      Só não entendi como vc chegou ao brilhante raciocínio de que este problema é apenas paulistano. De vem tal ideia absurda? Asnos existem aos montes no mundo todo, não apenas em São Paulo (mesmo que alguns se empenhem bastante para nos convencer do contrário).

      • Ricardo disse:

        Só não entendi onde você leu que o problema é apenas paulistano?

      • Carlos disse:

        Ricardo, segue abaixo, trecho retirado do seu comentário:

        “A culpa é de uma mentalidade paulistana não vê o outro paulistano como semelhante, mas como inimigo.”

        Acho que isso é um mal da maioria dos seres humanos….

        Isso pouco importa tbm, pq no atual estágio em que se encontra o mundo, vou desistir dos seres humanos, ditos superiores, e cuidar dos animais, afinal esses não segregam, não apunhalam e não traem ninguém.

        Abs a todos.

  6. Marcelo disse:

    Não me surpreenderia se esses caras do baile funk fossem fãs de UFC. Em um país onde UFC faz tanto sucesso nada disso surpreende. Mal exemplo para a sociedade e especialmente para as crianças.

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