TIM-TIM

GUARUJÁ (plúmbeo) – Um engenheiro aposentado apaixonado por vinhos saiu ontem pelo mundo com o filho e a filha para uma viagem de dois anos e meio visitando vinícolas em 24 países. Vão de motorhome, que pelo que entendi foi cedido pela Iveco. É uma viagem cara e longa, mas acho que vai ser bem legal. Como sempre digo, essas coisas fazem a vida valer a pena. Quando se tem condições de largar tudo por um tempo e meter o pé na estrada, ótimo. Quando não se tem, que se faça um projeto do tamanho de suas possibilidades. A ideia do engenheiro mineiro parece ter sido bem elaborada, é cheia de patrocinadores e tal. Wine World Adventure é o nome da empreitada.

Boa sorte ao trio. Eu, se pudesse, faria algo parecido numa Kombi Safári. Mas isso nunca vou fazer, fica no sonho. Meus pequenos projetinhos, de um jeito ou de outro, já realizei. Os próximos são igualmente modestos e, portanto, factíveis. Nada muito radical, como escalar o Everest ou fazer o Caminho de Santiago. Modestos como o de Julio Cortázar e Carol Dunlop, que em 1982 colocaram uma Kombi na autoestrada entre Paris e Marselha com o objetivo de parar em todas as áreas de descanso ao longo da rodovia durante um mês (num trecho que, sem maiores problemas, se faz em cinco ou seis horas). Dessa aventura tranquila saiu “Os Autonautas da Cosmopista”, um livro delicioso publicado pouco antes de o escritor argentino morrer.

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