RELÍQUIA TOTAL

R

SÃO PAULO (sensacional) – Que baita achado me manda o Everaldo Marques. Narração da última volta do GP do Brasil de 1975 com Galvão Bueno na rádio Gazeta. Não consegui identificar os demais que estão na transmissão, mas é legal pacas. Como se vê, Galvão está nesse negócio, mesmo, há muito tempo. Adoro zoar com ele, mas essa história não deve ser desprezada de jeito nenhum.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

40 Comentários

  • Como profissional nao tem erro, mas essa de brasilllsilsilll com amor e muito orgulho so´enche o saco….E querer que acreditemos que o Massalento e o Barrilento sejam pilotos que fazem a diferença e´de tb encher o saco.As vezes e´preciso dizer; cala boca Galvao…..

  • Incrível….o Galva é demais….
    Fui junto na narração, e olha que tenho uma péssima memória pro circuito antigo de Interlagos….mas deu pra imaginar Pace e Emerson, fazendo a 1, 2, retão, 3 , ferradura, descida do lago, curva do lago, reta oposta, sol, sargento, laranjinha, pinheirinho, cotovelo (bico de pato), descida da junção, junção e café…

    Meu, pode parar…o Galva é o cara pra F-1do Brasil. Minha geração vai associar F-1 com Galvão pro resto da vida… Não tem jeito, por mais que seus desafetos digam o contrário. Pra quem como eu, desde pequeno, está acostumado a ver um F-1 na pista sob a sua voz, acompanhado do Reginaldo, é indissociável um do outro.

    Logicamente que ele fala suas galvonices, que antigamente não existiam, bastar ver o tom sóbrio das narrações. Aí nesse dia ele aloprou porque foi a primeira dobradinha e tal, com um F-1 brasileiro na pista, ainda por cima…… mas normalmente ele não tinha essas afetações, era bem contido. Mas gosto do estilo gonzo dele. Se quero prestar atenção em uma informação técnica mais apurada, ou seja (como diria o comentarista): ouço , ou o Regi ou o Burti. Galvão é pra dar risada….

    Mas o próprio Piquet disse uma vez: em termos de narração, ele é uma sumidade. Fala um bocado de bobagens, mas chamar a atenção, manter a atenção, só ele mesmo.

    Show de narração, será que alguém teria a manha de fazer uma junção entre a narração, e um vídeo da última volta de 75?

    Incrível cara: tínhamos um campeão do mundo (Emerson), tínhamos um baita dum piloto (Pace) e ainda um F-1 brasileiro. Automobilismo brazuca forte, fórmulas em expansão (F-Ford, Divisão 3, F-Super Vê, entre outros), autódromos mantidos pela administração pública (em que pese prefeitos biônicos e etc) e que não fugiam da raia….

    Outros tempos em que os governantes tinham o automobilismo em pauta…. hoje em dia, é o seguinte: é coisa de rico, burguês. Acho que interlagos só não acabou por causa da F-1. Só ver o resto….

    Voltando ao Galva: minhas reverências!

  • O Galvão é o reflexo do fã de esportes brasileiro. Reflexo do que os de bom senso tentam esconder de qualquer jeito. Por isso é tão odiado/amado. Nada melhor do que debochar do próprio quando queremos debochar de nós mesmos. Infelizmente é assim.

    Mas é um excelente narrador sem dúvida. Torna qualquer evento esportívo,(que não deveria ser levado tão a sério),em algo apoteótico e,de certa forma,até “apocalíptico”. Ele consegue fazer com que,em certo momento das transmissões,o espectador tenha certeza que a sua vida depende daquele acontecimento. E isso é pra poucos. Ou talvez,só pra ele mesmo na TV.

    • Santa psicologia barata!!
      O cara e um mala e pronto!
      Nao sabe nada de automobilismo, tenta adivinhar as coisas, nao deixa ninguem opinar, etc,etc,etc…
      Ainda vem neguin fala que e reflexo de nao sei que la, do carater da personalidade do ego bla bla bla….
      Cada uma viu!

  • O Galvão como narrador de automobilismo é fantástico ele simplismente não tem concorrente.

    Minha única resalva em relação ao Galvão é um defeito irritante que ele tem de esnobar os adversários dos brasileiros, e isso acontece com todos as competições que narra não somente com o automobilismo.

  • “Bem amigos da Rede Globo. Estamos aqui em Buenos Aires, no Equador”(???)

    “E os jogadores estão entrando em CAMPO” (tudo certo se a transmissão não fosse do vôlei)

    “Gooooooolllllllll do São Caetano”(jogavam Palmeiras e Santo André)

    Aula de física, corrida de Mônaco:
    ”Reginaldo será que Raikkonen aproxima do Schumacher? Olha, Mônaco possui a RETA-TORTA, será que ele consegue ultrapassar?” (Quem consegue ultrapassar é vc Galvão, de tanta ignorância!!!)

    GP da Turquia:
    “Vejam, a ASA de tubarão usada pela Renault fazendo moda na RBR”(Galvão descobre o tubarão alado)

    “Chutou com a perna que não era a dele” (olha só, andam roubando até pernas)

    Era uma quarta feira e o Galvão disse:
    “E não percam amanhã o doce e animado lar do Casseta & Planeta(quinta passa A Grande Família)

    Aula de física:
    Final da libertadores São Paulo x Atletico PR quando um jogador do atletico cruzou e a bola saiu pela linha de fundo e voltou para o campo ele disse que a bola só voltaria se tivesse um elástico na bola, que a lei da fisíca não permitia a bola voltar..

    “Todo mundo aguardando a entrada de Romário para se despedir do povo brasileiro”(ótimo se a despedida não fosse do Ronaldo)

    Palmeiras x São Paulo, Galvão dispara:
    “o goleiro do São Paulo aranha defende outra!”(sendo que aranha era o goleiro da Ponte Preta)

    Recentemente, Galvão chegou a chamar o UFC de IFC, mas rapidamente corrigiu. O narrador também chamou Cain de Kéin.

    “Ah! Eles estão grampeando a cabeça dele. Tomara que seja algum tipo de grampo cirúrgico” (Depende, se for o Valdir Papel, pode ser grampo normal mesmo)

    “Os Chineses agora estão todos torcendo contra o Brasil!!!”(Não acho, só porque a seleção deles está jogando contra a nossa? Isso é preconceito)

    “Agora o Brasil tem que correr atrás do PREJUÍZO!” (No prejuízo já tá burro, tem que correr atrás do lucro)

    “Olha lá o Péricles Chamusca orientando o time” (O Chamusca tava suspenso e era o auxiliar que estava no banco)

    No ano passado na final da Copa sulamericana quando o “inter” ganhou a final Galvão disse:
    “este é o paraguaio Guinazu” (ele é argentino)

    Durante o jogo de despedida da seleção brasileira de Ronaldo, Galvão relembrou os dias em que ninguém acreditava na volta do jogador após a operação do joelho. Para ilustrar as recordações, se apoiou em “um texto de um poeta argentino, chamado Alberto Briti”. No entanto, as palavras são do dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898 – 1956).

    Lembrando que, na última corrida o Galvão viu Keke Rosberg ser ultrapassado durante a prova.

  • Eu estava la’, com 14 anos de idade e sentado justamente atras (acima) dos narradores das radios brasileiras que estavam todos na arquibancada da reta dos boxes, em “cabines” abertadas sujeitos ao sol e chuva como todos nos…

    Foi sem sobra de duvida a maior festa que eu ja’ vi em um GP Brasil… acho que maior ate’ que a primeira vitoria do Senna.

  • O Galvão, embora já cometesse suas gafes (duas são lendárias: ao trocar um jogo pelo outro na copa de 74, confundido pela imagem que recebia no estúdio em preto e branco; e na decisão do título de 83 da F-1, vencido pelo Piquet, quando Prost entra no box e abandona e o Galvão demora 2 horas pra perceber que ele já tinha ido embora, tem no YouTube), era um excelente narrador até meados dos anos 80, até virar amigo do Senna. Aí desandou a fazer papagaiadas, o ufanismo explodiu, etc e tal. Ficou chato pra kct, babando o ovo dos brazucas sem senso crítico nenhum, e, quando este falta, a pessoa se torna arrogante no mesmo momento. Ele sabe como dar emoção ao que narra como ninguém, mas ficou insuportavelmente chato para boa parte das pessoas. Inclusive no seu “Bem Amigos” no Sportv, é impressionante como ele não deixa os outros convidados participarem, ele monopoliza a fala, ninguém aguenta.

    Além de “simancol”, ele precisa tomar cuidado com a voz, que anda falhando muito desde o ano passado.

    • E o padrao global: O Jo Soares quando voltou pra Globo nao faz mais entrevistas, faz monologos,nao deixa o entrevistado completar uma frase sequer, e o mesmo caso do chato do Faustao, nao deixa seus convidados falarem, interrompe a toda hora: “Oh loco meu” ” e isso ai”, chato de galocha! O Galvao solta cada batata quente que vou te falar… assisto corrida na globo com o volume no zero!

  • Gostando ou não, o Galvão foi e ainda é o melhor divulgador da F1 no Brasil. A Indy que também é uma grande competição e que tem e teve vários brasileiros vencedores, ainda fica num plano bem distante do gosto dos brasileiros. Ótimos pilotos competindo e péssimos vendedores narrando!

  • O Galvão tem uma relação de amor e ódio com os brasileiros. Se por um lado ele irrita muito quando peca pelo ufanismo, ele está no imaginário coletivo da minha geração. Não esqueço da emoção da vitória do Senna em Interlagos, a Copa de 94 e claro a Libertadores de 92, com o Galvão na TV Gazeta narrando o título do São Paulo contra o New’s Old Boys.

  • O narrador é um gênio!!! Conseguir passar a emoção de uma volta de F1 narrando como ele fez não é pra qualquer um não. E pra quem acha que o Galvão é ruim, sugiro assistir as transmissões da F Indy que a Band faz!

  • Tenho um compacto [faz tempo, né?] Manchete/Edição Sonora com as vitórias do Emerson em 1972, narradas pelo Barão na Jovem Pan. No lado A, partes dos GPs da Espanha/Inglaterra/Áustria [faltou a Bélgica]. No B, a corrida de Monza, mais extensa já que valeu o título. Com direiro a choro do Barão!

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
ASSINE O RSS

Categorias

Arquivos

TAGS MAIS USADAS

Facebook

DIÁRIO DO BLOG

abril 2012
D S T Q Q S S
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930