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segunda-feira, 7 de maio de 2012 - 2:15Museus & coleções

LEE, O PRIMEIRO

SÃO PAULO (que dê tudo certo) – É longo, mas alguém aí está com pressa? O vídeo acima é um documentário sobre a história de Roberto Lee, o primeiro grande colecionador de carros antigos do Brasil. Como se sabe, no ano passado o acervo de seu museu em Caçapava foi repassado à prefeitura. Agora está em curso um trabalho dificílimo de recuperar o que sobrou e, tomara, transformar a cidade num polo de antigomobilismo. Entre os carros, sobreviveu um Tucker cuja história vem sendo contada pela revista “Classic Show” em capítulos e pode até virar livro. Espero que vire.

Quem mandou o documentário para nosotros foi o Mestre Mahar. A história de Lee é muito legal. É o herói dos que gostam de carros antigos e lutam por sua preservação.

15 comentários

  1. Enko disse:

    tenho acompanhado a classic show, também espero que vire livro.
    foi uma pena ver o que sobrou de tão belo carro no salão do automovel antigo ano passado no anhembi. como é uma pena ler o que um visionário fez no,carro adaptando um chassis de cadilac, apenas porque queria o motor traseiro para utilizar em sua lancha de corridas.
    a miriam lee era dona da fábrica de molas suedem e arrumou uma briga monumental com o delfin neto porque ele queria dar uma fabrica de molas para a ford no nordeste.
    a suedem tinha como praxe para todo funcionário antigo que se aposentava, dar de presente um chevette zero kilometro, entreguei vários na fabrica quando trtabalhava em uma concessionária chevrolet onde eles eram adquiridos, isso se chama respeito pelo material humano da empresa..

    • erico pereira disse:

      vc sabe como esse miriam lee chegou a ser dona do molas sueden ?

      • Ivan Lee disse:

        A Miriam Lee que se casou com o Eduardo Lee? tio do Roberto Lee?
        Lógico que ela herdou do Eduardo, tanto o Eduardo como o Fernando (pai do Roberto), o Alberto (meu avô) e o William, eram engenheiros e industriais, riquíssimos, meu avô Alberto era dono de 3 fábricas.

        Pelo que eu saiba, o Fernando ainda manteve o museu aberto até antes de sua morte, em 94.
        Agora a Mariângela que deixou ficar tudo abandonado né? Ela se faz de santa nesse vídeo mas a culpa de todo aquele abandono foi dela.

  2. Reynaldo disse:

    Abandono é a especialidade da condephat de merda. Pra quem não sabe, a coleção foi “tombada” quando estava íntegra.

  3. Flávio obrigado por compartilhar esse vídeo. Demais.

  4. Jason Vôngoli disse:

    Vídeo institucional da Prefeitura de Caçapava, primariamente editado para não melindrar a herdeira.
    Lá pelas tantas (24:52) soltam um “Roberto Lee faleceu em 1975″ – assim, sem qualquer outra informação, como se tivesse morrido de sopro.
    Não falam que o pai do colecionador tocou o museu enquanto pode e que, depois disso, a maior parte do acervo foi vendida ou vandalizada. citam apenas que “os carros que não pertenciam a Lee foram devolvidos a seus proprietários” (…) e que “o acervo começou a deteriorar”.
    Passaram batido pela tragédia que foram os anos de abandono e saques.
    De quebra, a edição é cafona às pampas, com direito a duas músicas trepadas no final – e o clichê de Louis Armstrong cantando “What a wonderful world”…
    Tá… É melhor do que nada – e os caras da Prefeitura salvaram o que sobrou dos carros.
    Eu é que estou muito amargo.

    • Romeu Nardini disse:

      Acharam por bem amenizar, “dourar a pilula”, mas eu prefiro aguardar as cenas dos próximos capítulos.

    • Sem dúvida é melhor que nada, mas estão recomeçando muito mal insinuando que a Alfa Romeo Grand Prix que tem lá era da Helenice ou mesmo que seja um Alfa Romeo.
      A Alfa Romeo da Helenice está na Alemanha e muito bem restaurada em versão stradalle pelo colecionador de Ferraris Hartmut Ibing. Nunca pertenceu à Helenice, pertencia ao franco argelino Marcel Leroux, irmão do piloto de GP Gaston Leroux.
      O carro do museu é uma colcha de retalhos que chegou aqui da Argentina nos anos 60 e foi apreendido por não ter documentos. Foi cedido ao museu pelo Paulo Pestana, diretor do Detran na época. Portanto, nunca pertenceu ao museu, pertence ao Governo do Estado de São Paulo que não sabe.
      O escombro usa motor americano e eixo traseiro de carroça Studbaker, jamais poderia ser confundido com um Alfa Romeo P3 de Grand Prix que tem dois cardans saindo do cambio direto para as rodas. O carro merece uma maior investigação por especialistas. Pode ser que tenha algo de Alfa Romeo, além da água do radiador e do distintivo. O chassis e a carroceria merecem uma investigação bem feita, pode ser que hajam surpresas agradáveis.
      Tem algo de muito estranho nessa história, quem levou o carro da Helenice foi o Colin Crabbe que alegou ter comprado da família Lee, alegou, não sei se comprou mesmo, o Colin é criativo, basta ver o episódio do AutoUnion encontrado por ele em Riga, mas isso é outra história.
      Interessante, na realidade pode ser que sejam DOIS carros nesse imbróglio, um que era legítimo e pode ter sido vendido ao Colin e outro que é esse aí e que ficou com a história. Quem iria falar alguma coisa? Somos um país de botocudos que acreditam em qualquer besteira.
      Em resumo, acho que um Museu que se preze tem que legitimar suas coisas de maneira transparente e não ficar insinuando coisas que podem não ser verdadeiras.

    • erico pereira disse:

      roberto leee, que foi casado com a biliardaria Maria Pia Matarazzo, filha do conde, foi assassinado por uma senhora que, ao que parece, era manicure do C A Paulistano.

  5. ags disse:

    Ele é o pai da Rita Lee?

  6. Mil Novecentos e Antigamente disse:

    Flavio,
    O Indiana Gomes faz planos para voltar? Caso positivo, sugiro que faça uma uma aventura internacional mostrando a fantástica coleção de carros antigos do Hotel Cassino Imperial Palace, em Las Vegas. São mais de 600 carros que eles exibem em rodízio de 200 de cada vez, todos em primoroso estado de conservação, parecendo zero km. Ao que me consta, é a maior do mundo. Acho que daria uma bela reportagem.

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