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quarta-feira, 24 de abril de 2013 - 13:14Arquitetura & urbanismo, Dica do dia

DICA DO DIA

SÃO PAULO (dó) – A história da fábrica da Duchen, projetada por Oscar Niemeyer e derrubada nos anos 80, por Glaucia Garcia, do “São Paulo Antiga”. Um desses crimes que a ganância comete. Custava a transportadora preservar alguma coisa por sua própria conta?

É querer demais. Nesses anos 80 meu pai tinha uma firminha de água mineral e eu trabalhei com ele um tempo, me dividindo entre o jornal, a faculdade e os garrafões de policarbonato de 20 litros. Não sei bem o que fui fazer na Atlas, a transportadora, mas sei que tive de ir até a Dutra para resolver algum pepino, ou buscar alguma coisa. Sei lá.

A fábrica ainda estava lá. Vazia, prédio desocupado e bastante debilitado, mas de pé. Em volta, os caminhões. Achei linda. Não tinha muita noção de sua importância arquitetônica, mas lembro de ter perguntado para quem me atendeu o que eles iriam fazer naquele terreno. “Derrubar”, me respondeu o cara, ou a moça. E por que não fazer um depósito?, perguntei. “Sei lá”, o cara falou. Ou a moça.

No fim das contas, é a indiferença que mata tudo. Tudo.

duchen

29 comentários

  1. José Luis Amarante de Oliveira disse:

    parabéns pelas fotos ea hist´ria dessa grande fabrica de biscoitos

  2. José Luis Amarante de Oliveira disse:

    muito boa as fotos adorei se tiver mais fotos para postar eu agradeço adorei muito de ver as fotos e lembrar dessa fabrica de biscoitos duchen enfilizmente a transportadora vizinha que comprou o terreno mandou pro chão a fabrica sem saber que era um patrimonio historico de São Paulo.

  3. José Luis Amarante de Oliveira disse:

    adorei as fotos da antiga fabrica de biscoitos duchem parabéns.

  4. Será que o sabor dos biscoitos Duchen tinham aquele sabor devido a arquitetura ? Prédio lindo biscoito delicioso saudade dos anos 80

  5. JOÃO PEDRO MARCHINA disse:

    Meu cunhado trabalhava lá, na transportadora, na época que começaram a demolir, na calada da noite eles dinamitavam, pouco a pouco, o mesmo, que me parece, estão fazendo com as árvores do clube da falida VARIG OU VASP, não me lembro, CHUVISCO, dizem que uma rede de supermercados o comprou ou ‘ganhou’ e pouco a pouco estão derrubando as árvores e construções, fica no final da avenida Água Espraiada ( prefiro este nome ao do patriarca da Globo)

  6. cardosofilho disse:

    É o preço muitas vezes caro do progresso. Mudança, renovação, destruição por insensibilidade, indiferença, incompetência e pela ganancia do dinheiro. A Av Paulista e seus belos casarões também sucumbiu .

  7. Luiz Guimarães disse:

    Lembro-me como se fosse hoje: aula na GV sobre “Estratégia para Construção e Localização de Indústrias” (ou coisa parecida), na qual se discutia sobre o formato dos telhados dos galpões. De repente o prof. Kurt Weil cita um tal de “domo geodésico”. Pela cara de espanto de todos pelo “palavrão”, ele logo trata de explicar: “como por exemplo, a fábrica da Duchen” Aí, todo mundo entendeu do que se tratava…. lamentável a demolição!

  8. fabio jorge disse:

    Quando eu era criança e via de longe o predio eu achava que era um binóculo gigante, moleque besta kkk

  9. Nelson disse:

    Me lembro da minha primeira ida a São Paulo com meus pais nos meados dos 50, deveria ter 10,12 anos e pouco antes de chegarmos perto, meu pai avisou para prestar atençao à esquerda pois passaríamos logo logo em frente à fabrica dos biscoitos que eu mais gostava.Pouco depois, me deparo com aquela maravilha grandiosa(já era grande, mas na cabeça de criança, muito maior). A partir de então, sempre que voltavamos a São Paulo ansiava para ver a fabrica pois alem de ser linda ainda me indicava a proximidade da chegada. Infelizmente moramos realmente num país de merda em que só as coisas novas tem valor. Mas o que mais me entristeceu foi o pouco caso que o proprio arquiteto teve para com sua criação, diga-se de passagem, na minha opinião a melhor obra por ele idealizada, uma das poucas realmente bem utilizaveis ao contrario dos tenebrosos edificios dos ministérios em Brasilia, sem falar na bela obra de cartão postal que é o alvorada, mas que como residencia é a pior possivel. Só quem o conhece é que sabe. Triste país das SUVS.

  10. JOANNIS LYKOUROPOULOS disse:

    CONHECI A FABRICA,LINDO É MUITO POUCO PARA ESTA ARQUITETURA.

  11. Pedro disse:

    Eu como típico morador de Guarulhos e trabalhador de São Paulo, passo por lá todo dia.

    Não cheguei a conhecer a obra, ou se vi, era muito novo e nem lembro. Mas toda vez, que passo lá na frente com o meu bom senhor, meu pai, ele comenta a história “Aqui era a fabrica da Duchen, que fazia biscoitos, o arquiteto foi o Niemeyer, etc etc.”

    Mas realmente, vendo as fotos, era uma bela obra, que pena temos perdido de maneira tão fácil e incopetente

  12. Mauricio disse:

    Tenho mais saudade dos biscoitos…
    Já o prédio, o vi pouco antes da demolição, logo após um daqueles temporais arrasa quarteirão que assolam essa cidade no verão (fiquei preso no congestionamento quase o dia todo…). Parte do teto tinha desmoronado.

  13. Andre Decourt disse:

    Como não foi feita por/para órgão público o arquiteto preteriu sua obra…..

  14. Acarloz disse:

    Uma pena… mais uma…

  15. vitorio soder disse:

    niemeyer….cada vez que olho uma obra prima nova deste monstro
    niemeyer vem mesma pergunta sempre..como pode um cara fazer
    o que fazia e ninguem conseguir chegar perto de sua criações…

  16. Espinosa disse:

    Povo sem memória é povo sem cultura, típico de pais emergente.
    Bem diferente do que se vê na Europa.

  17. Zé Maria disse:

    Um país sem memória é um país sem história!
    Triste, mas verdadeiro. . .
    Zé Maria

  18. Rodrigo Ghigonetto disse:

    Flavio,

    Conforme o Caca disse acima o próprio Oscar não colaborou com o processo de tombamento de condephat, se o arquiteto achava sua premiada obra sem importância ficava difícil justificar.

    é uma pena pois a fábrica devia ser linda, as colunas, pelas fotos, eram incríveis.

    Abs

  19. Edson - Cambuquira/MG disse:

    A famosa goiabinha que existe até hoje era a Goiabinha Duchen !!

  20. Não bastasse tudo isso a Duchen era incentivadora do automobilismo, haja visto o patrocínio que teve a vida inteira o Luiz Valente (http://bandeiraquadriculada.com.br/Valente.htm), tanto nos Mecânica Nacional como nas Carreteras, ele sempre era reconhecido como “Duchen Especial”.

  21. Samuel Pavan disse:

    Dá para ver lá no geoportal.com.br, no levantamento aéreo de 1958 (a Fernão Dias não existia!). Comparando com 2008, dá para ver que o estacionamento era na área exata da fábrica, portanto a fundação deve ter sido aproveitada para o peso dos caminhões.

  22. Caca disse:

    Lendo a história, o próprio arquiteto foi indiferente em relação à demolição.

    Começou por aí o fim.

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