LEGIÃO URBANA

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Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

19 Comentários

  • Tive 3 GTBs. Uma branca, uma vermelha e uma bordô. A bordô era ano 1982. Linda, compramos do irmão do hoje treinador Roberto Cavalo, lá em Criciúma. A viagem que fiz trazendo ela na BR de Criciúma até Brusque (onde morava) para mim é até hoje inesquecível. Carros mais novos e potentes colocavam-se no acostamento para que pudessemos passar. O respeito era grande. Quando paramos em Palhoça para tomar um caldo de cana aglomerou gente ao redor dela, admirando, fazendo perguntas…. quando já tinhamos ela há uns 10 dias um fato curioso aconteceu. Um senhor de Brasília (DF), que passava férias em Santa Catarina, em 1993, dizendo que era “radialista da Voz do Brasil” parou seui carro e se aproximou de meu pai perguntando se queria vender. Eu e meu irmão tomamos a frente e berramos “NÃO!!!”. Ele perguntou quanto tinhamos pago: “6 mil”. E arrematou: “Pago o dobro, 12 mil”!. E lá se foi embora o melhor carro que dirigi até hoje!

  • Sonho dos anos 80, ao lado do Santa Matilde!!!

    http://i159.photobucket.com/albums/t151/gabrielgti/2008/Encontro-Museo-Aeroespacial_2008-07-27/SantaMatilde01.jpg

    Reza a lenda que na década de 70, quando a importação de carros era proibida no Brasil, o Dr Humberto Pimentel Duarte que era um doido por automóveis presidente da Companhia Industrial Santa Matilde que fabricava componentes ferroviários e agrícolas comprou um Puma GTB (um carro esportivo da época), como a fila de espera desse carro era grande, ele cansou de esperar e resolveu criar seu próprio automóvel. Usando um projeto desenhado pela sua filha Ana Lídia. Nascia em 1975 o Santa Matilde SM 4.1.

    O sonho continua impossível em 2013…

    • Eu trabalhei na Santa Matide.
      O projeto original do carro foi encomendado pelo Humberto Pimentel a um designer italiano cujo nome não sei.
      Para quem conheceu a Ana Lídia, parece meio improvável que ela tivesse capacidade para projetar um carro.
      A produção do carro era toda feita nas instalações da fábrica, em Três Rios/RJ, do monobloco até os bancos! Os instrumentos eram exclusivos e personalizados com o logo da empresa.
      Lá, além dos 3 modelos (SM 4.1 Coupè e Cabriolet e o 4 cilindros Turbo), era feita uma réplica do Shelby Cobra, que saia sem motor e câmbio, e era exportada para o Canadá onde era motorizada.

    • Tive um desses ..era lindo , porem nao parava e não fazia curvas ,tomei um ralo de um uno sx 1985 descendo a anchieta .Eu o atropelava nas retas e ele me atropelava nas curvas . fiquei traumatizado e na mesma semana vendi o carro . hoje tenho saudades dele .

      • Fabio Souza, acho que você nunca dirigiu um Puma GTB. Irineu (como pode ter pais de péssimo gosto pra nome, não?), até hoje não vi nenhuma modificação que tenha dado certo pra melhorar a estabilidade dos GTB.

      • Realmente, nunca dirigi um GTB. Só tive 4 Opalas e nunca tomei ralo de Uno, seja em serra ou reta. Se você quiser andar nestes carros como os atuais, é melhor rever seus conceitos. Alguns carros, como Opala (e acredito que o GTB também, de quem herdou a mecânica), tem o jeito certo de andar. Agora se não sabe, bom, aí é melhor vender mesmo.

      • Não tem como comparar Opala com Puma GTB. Somente a mecânica é a mesma, o restante não.
        A dirigibilidade do carro é função da suspensão em conjunto com o chassis. Opala é monobloco e tem pouca ou quase nenhuma torção. Não sei como é feito o GTB, mas como é de fibra de vidro deve ter uma espécie de chassis em metal com a carroceria acoplada ou até fundida com o metal, ou seja, muita torção e, na prática, nada a ver com Opala.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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