ROLÊ DE E

R

naovaiterslickRIO (faltam 8 dias mais uma Copa) – Bruno Senna deu um rolê com o carro da Fórmula E em Donington hoje, na primeira de quatro sessões de testes coletivos de preparação para o campeonato que começa em setembro na China.

O brasileiro vai correr pela equipe Mahindra, da Índia, que tem o comando técnico da Carlin inglesa. Foram cerca de 100 km para checar sistemas com potência limitada a 180 hp. Os motores, ou seja lá qual for o nome que será dado a eles, terão 270 hp em configuração de classificação. Quem quiser conhecer mais do carro deve clicar aqui.

Bruno disse que o automóvel elétrico é “interessante”, e que o mais esquisito é trocar as marchas sem escutar barulho de motor. Deve ser estranho, mesmo.

E os pneus, como vocês notam, não serão slicks. A Michelin fará pneus de uso misto, para pista seca e molhada, por uma questão de custos. E com um viés ecológico, claro, porque tudo na F-E é voltado para dar uma mensagem de preservação do meio-ambiente e blablablá.

Quem também andou foi Lucas di Grassi. O relato do dia na pista inglesa está aqui.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

43 Comentários

  • Fórmula E, ‘E’ de excluídos…dos pilotos que passaram pela Formula Um, nenhum chegou ao pódio, melhorzinho da lista é Sébastien Bourdais:

    Adrien Tambay (França)
    Alex Brundle (Grã-Bretanha)
    Ben Collins (Grã-Bretanha)
    Bruno Senna (Brasil)
    Christian Klien (Áustria)
    Christijan Albers (Holanda)
    Conor Daly (EUA)
    Daniel Abt (Alemanha)
    Franck Montagny (França)
    Jaime Alguersuari (Espanha)
    John R. Hildebrand Jr. (EUA)
    Karun Chandhok (Índia)
    Katherine Legge (Grã-Bretanha)
    Lucas di Grassi (Brasil)
    Ma Qing Hua (China)
    Marco Andretti (EUA)
    Narain Karthikeyan (Índia)
    Nicolas Minassian (França)
    Oriol Servia (Espanha)
    Robert Doornbos (Holanda)
    Sébastien Bourdais (França)
    Sebastien Buemi (Suíça)
    Takuma Sato (Japão)
    Vitantonio Liuzzi (Itália)

    Sébastien Bourdais:
    Campeão da Fórmula 3 francesa em 1999.
    Campeão da Fórmula Internacional 3000 em 2002.
    Tetracampeção da Champ Car em 2004 , 2005 , 2006 , 2007.
    Poles-31
    Vitórias-31
    Pódios-44
    Segundo lugar na 24 Horas de Le Mans em 2011, classe LMP1, Team Peugeot Total.

    Em compensação, Bourdais tomou uma “sova” de Vettel na Toro-Rosso em 2008, o alemão foi 8º no mundial de pilotos e Bordais 17º. Em 16 de julho de 2009, a Toro Rosso anunciou oficialmente a demissão do francês, alegando que o piloto não correspondia as expectativas da equipe.

  • Lá vai os indianos brigarem por desenvolvimento tecnológico em categoria voltada ao futuro. Enquanto isso, nós brasileiros estamos preocupados se o carros do futuro varão ou nao varão mais barulho que os da moribunda F1.
    Svegliate.

  • Pra mim, vai ser bem divertido ver essas baratinhas sibilando por aí. Feio por feio, pra mim feio mesmo é um fim de semana sem uma corrida pra contar a história… E com essa pá de gente experiente pra pilotar, vão ser pegas bem divertidos. Antes que digam que são só os degradados da F-1, eu digo que são caras que, na grande maioria, estiveram na F-1. Isso já é coisa pra caramba.

    • Penso exatamente o contrário: são esses pneus que devem servir para nós futuramente, não slicks. Aliás, gostaria de ver provas de turismo com pneus normais. Isso certamente impulsionaria a busca de melhores borrachas para dar mais aderência mantendo ou melhorando a durabilidade.

  • Bruno Senna admitiu que não se animou em correr com carros de turismo(queria correr de monoposto), mas tinha que escolher justamente esse lixo de Formula E? Jamais trocaria aquele Aston Martin do WEC por esse carrinho de autorama!

    6 horas de São Paulo-2013
    Divisão LMGTE-PRO, a principal entre os carros de Grã-Turismo, equipe Aston Martin Racing.

    Carro: Aston Martin Vantage V8
    Motor: Aston Martin V8 4,5 litros
    Potência: 600 HP
    Pneus: Michelin
    Câmbio: Xtrac sequencial de 6 marchas
    Peso: 1.215 kg

    Se a vontade era correr de monoposto, o sobrinho tinha que batalhar pra voltar para a GP-2. Nem que levasse dez anos pra buscar do título, valeria a pena! Não sei se o regulamento mudou, mas até o ano passado os carros da GP-2 utilizavam chassi Dallara e motor Mecachrome feito pela Renault de 4.0L e 612 cavalos de potência!

    Coloquem pra largar no retão o Aston Martin, o carro da GP-2, e esse carrinho da Formula E!

    “Você não entendeu Marcelo a proposta da Formula E é outra”

    Já existe categoria de carrinho bate-bate-elétrico nos parques de diversão, não precisavam inventar a Formula E.

    Bruno disse que o automóvel elétrico é “interessante”, e que o mais esquisito é trocar as marchas sem escutar barulho de motor.

    Na verdade o sobrinho achou bem chato essa parte, ele só não falou com medo de ser “linchado” no meio, mas a merda já estava feita, agora só resta participar da categoria. Se estão reclamando do barulho dos carros de F-1, imaginem nos carros da Formula E. Os torcedores nas arquibancadas vão broxar de desanimo. Até Stock-Car é mais interessante que essa F-E, barulho nos carros pode até diminuir, mas se FALTAR…adeus categoria!

    Formula E já nasceu morta…

  • Acho a ideia original bastante interessante independente da potência, etc. é uma alternativa bem legal, gostando ou não este parece ser o caminho que será seguido no futuro visto que até a F1, de uma certa forma, se tornou híbrida….

  • F-E ? Uma boa iniciativa (mas 180CV è muito, potencia excessiva, deveriam ser limitados a 65CV no maximo em prol do meio ambiente). Agora devo voltar para a agencia (estamos no meio de uma campanha nova na TV !!) ) com minha bicicleta laranja mas daqui ate a Vila Olimpia e so descida.!!

  • E os pneuzões de perfil baixo com roda aro 18 que a Michelin queria na F1 estão lá…

    Isso da potência é pro primeiro ano. A questão da inovação tecnológica tem potencial pra alavancar essa Fórmula E muito rápido, porque as montadoras vão entrar na parada.

    Achoi que a coisa tem futuro.

  • Quem é o projetista? Ou o responsavel? Vá p pqp, o cara tá fazendo algo novo, inovador, cutting the edge, como gostam de falar os ingleses, porra, faz um negócio entregue a proposta! O carro é tem aspecto frígido, essa é a palavra, frígido e a culpa não é da eletrecidade.

  • O comentário do bruninho quero-ser-piloto é típico daqueles que giram o volante prum lado e pro outro e não fazem a mínima ideia do que está acontecendo. Para um piloto nato o ouvido é apenas um dos sentidos, um piloto nato usa todos os 5, e pasmem, o mais importante é o tato, pois para um piloto nato toda a superfície do corpo funciona como um acelerômetro natural, sentindo e interpretando instantaneamente cada grama de pressão aqui e ali, não precisando do ouvido pra saber quando mudar uma marcha, efetuar uma correção, contra-esterçar ou comandar freios ou motor. Isso não se aprende, um bom piloto guia com a pele, é dotado de sensores especializados na primeira camada da derme.

  • o que incomoda nesse papo de ecologia em competições automobilísticas é que não se sabe bem qual é a finalidade. É evidente que o impacto ecológico de uma corrida de automóvel é zero. A questão está com os milhões e milhões de carros a combustão andando 24 horas por dia nas cidades. Então, a proposta seria educativa? Didática? Pode ser. Mas aí basta lembrar que estamos na era da hipocrisia desenfreada, e discurso é o que não falta… tem as empresas que falam em ecologia e estão poluindo mais do que nunca, tem aquelas que falam em “responsabilidade social” (vontade de vomitar…) ao mesmo tempo que não exitam um segundo em vampirizar, não só seus funcionários, mas países inteiros. Dessa forma, é esquisita esta súbita preocupação ambiental do automobilismo.

    • Alex, me desculpe, mas já está provado que vacas peidando poluem mais do que os carros andando, depois de usar catalisadores e controles de emissões os carros a combustão já deixaram de ser vilões faz muito tempo.
      Esse discurso de carros assassinos, motoristas endiabrados e pedestres ou ciclistas vítimas eternas só serve para políticos atingirem o povão desinformado. Hoje vc dirigindo seu carro polui menos que os fornos da padaria da esquina.
      Um motor a combustão moderno emite durante o funcionamento um pouco de água, ozônio, CO2 e um pouquinho de enxofre. Um fumante emite água, CO2, enxofre (bem pouco também), alcatrão, nicotina, amônia e ainda deixa as cinzas e a bituca, portanto muito mais poluente, nem por isso existe o discurso de que o mundo estará perdido caso as pessoas não deixem de fumar.

  • Imagino que alguns coroas que gostavam de corrida de cavalo no início do secXX também achavam absurdo corridas sobre rodas com motores que explodiam… mas o mundo seguiu.

    Se no futuro ainda for aceitável continuar queimando recursos pra curtir um esporte caro e poluidor, já será muito lucro.

  • Só 270 hp, jovem?Meu voiajão turbo tinha mais, brincadeira ecológica, isso ai.Quando vi a apresentação do carro com o próprio Di Grassi falando que os carros poderiam chegar até 750 hp fiquei com uma boa impressão, mas 270 hp é pouco, bem pouco. Assim até o Di Caprio (dono de uma das equipes) pode ser piloto.Quanta expectativa pra ter uma xoxeira dessas!

    • Não sei por que reclamam tanto a falta desse bendito barulho. Pelo que eu ouvi dizer, para o público espectador nas arquibancadas da reta principal, AINDA é necessário usar tampões nos ouvidos ao assistir as corridas da Formula 1 In Loco. Você realmente acham mesmo que os atuais V6 da Formula 1 fazem pouco barulho?! Melhor procurarem um médico, pois devem estar surdos!

      • Talvez estejamos perdendo alguma coisa na tradução entre o motor de combustão interna e o elétrico. Um motor elétrico tem 100% da potência disponível o tempo todo, isso com certeza faz diferença. 270 hp é nível de F3.

      • A potência final parece pouca, mas o torque vai compensar. A velocidade final vai ser de 220, 230km/h, mas os bichos vão de 0-100km/h em 3 segundos! Acho que vai ser muito legal de assistir, especialmente em circuitos de rua fechados onde não há mesmo muitas retas pra chegar a 300… os pegas vão ser ariscos.

        De certa forma, é o que muita gente tem recomendado pra melhorar as corridas da F1: reduzir velocidade das curvas de alta (com menos aerodinâmica) e aumentar a capacidade de andar rápido nas curvas de baixa (com pneus mais aderentes).

      • é preciso pensar na relação do peso do conjunto versus a capacidade do motor empurrar o conjunto. se o peso for baixo, talvez uns 350hp sejam um setup melhor. essas baratinhas devem voar… mas é outra página do automobilismo… sabe o q me estranha? esses sapatos. essa suspensão pelada e a quase completa ausencia de acessorios aerodinamicos em cima dessa frente…

      • mas 270hp em um carro muito mais eficiente deve dar uma boa diferença não? mesmo acho que vai ser no nível de F3 mesmo, não que isso seja ruim, as F3 hoje em dia tão mais divertidas que a F1

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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