ČEZETA ELÉTRICA

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SÃO PAULO (melhor que nada) – Não, não sou um fã enlouquecido de veículos elétricos, embora compreenda que eles são o futuro etc. e tal. Por isso, não considero um crime de lesa-humanidade pegar um ícone da indústria que nasceu com motor dois tempos para transformá-lo em algo que anda sem fazer barulho.

[bannergoogle] Desta forma, vamos dar as boas-vindas à versão elétrica da Čezeta, a scooter checa que entrou para a história com seu design futurista, tanque de gasolina à frente do piloto, enorme espaço para bagagem debaixo do banco, fabricada de 1957 a 1964 — objeto de desejo de muita gente, eu inclusive, e o Piquet tem uma.

A marca renasceu através de um grupo na República Checa liderado por um inglês que criou os protótipos em cima de scooters antigas. Neil Eamonn Smith se juntou a um uruguaio e a um checo para refundar a Čezeta em Praga, lançando o modelo 506 com o mesmo desenho, preço de 9,9 mil euros e baterias de lítio montadas onde ficava o tanque que dão à lambretinha uma autonomia de 83 km a 60 km/h.

Para dar uma carga completa na bichinha são necessárias quatro horas e meia, mas a empresa trabalha no desenvolvimento de um carregador rápido de meia hora. Elas são feitas a mão, num processo quase artesanal que, caso a coisa prospere, deverá exigir certa paciência dos futuros clientes. A meta para 2016 é produzir apenas 100 unidades.

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