NO PARQUE DO ALBERTO (3)

noparque222CURITIBA (aqui vai ser meio no laço) – Vixe.

(“Vixe” é expressão bem antiga, remonta ao início do século II a.C. e, ao contrário do que muita gente pensa, não nasceu no Ceará. Vem do latim “vix”, tendo derivado no começo do século II para “veesh” nos Países Baixos, depois conhecidos como Holanda, e há também registros de “vish” em textos gálatas descobertos na Capadócia datados provavelmente do primeiro século da era cristã. No latim original, a palavra “vix” significa “mal”, e normalmente vinha acompanhada de “ibi”, formando a expressão “vix ibi”, ou “mal aí”. Sabe-se que era muito usada na Roma antiga sempre que jovens alcoolizados derrubavam canecas de vinho em seus colegas durante bebedeiras ditas “homéricas” nas tavernas da Via Appia — Homero foi um notório manguaceiro grego que ficou conhecido por encher a cara e nunca passar mal, tendo até escrito a “Ilíada” e “Odisseia” em estado lamentável, segundo consta. “Vix ibi” transformou-se rapidamente em “vish be” entre os gálatas no sentido de “ser mal”, o que era dito em referência a crianças traquinas que devido ao seu comportamento irascível “seriam más” no futuro, donde resultariam em bons guerreiros. A derivação para “veesh” no holandês data do fim do século XIII, quando uma grande inundação matou mais de 50 mil pessoas e alguém, ao notar o estrago e o tamanho da tragédia, exclamou: “Veesh”. Pegou. Tanto que quando os holandeses chegaram ao Brasil para estabelecer sua colônia ultramarina em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte diziam “veesh” o tempo todo, a cada descoberta ou índia pelada que encontravam. De “veesh” para “vixe”, numa simplificação para o português, foi um passo. Maria eu não sei quem é.)

Ninguém gostou do novo formato da classificação. “Lixo” foi a expressão mais amável utilizada em Melbourne. A coisa foi tão terrível que já tem reunião marcada para tentar mudar já na próxima etapa, no Bahrein. “Não sei por que estão espantados, estava na cara que ia ser assim. Mas algum gênio achou que ia ser legal, então tudo bem”, resmungou Vettel, que desde o início é um dos maiores críticos da bagaça. “Temos de admitir que ficou ruim e não deu certo”, emendou Christian Horner. “Uma porcaria”, resumiu Ecclestone. “A gente tinha dito…”, completou Hamilton.

[bannergoogle] Na prática, não funcionou, mesmo. Não sei se é precipitado dizer já que não vai dar certo nunca, mas o fato é que ficou uma merda, especialmente no Q3. Cada equipe e piloto sabe mais ou menos onde pode chegar, e não gasta pneu à toa. Mesmo no Q1 e no Q2, os últimos e iminentes eliminados não tentaram nada suicida para evitar a degola. O conformismo era geral. E os “degoláveis” ficaram com menos tempo de pista, no fim das contas.

Tudo junto e misturado, Hamilton ficou com a pole e Rosberg larga em segundo. A ordem do ano passado se manteve, com a Ferrari logo atrás. Red Bull e Toro Rosso avançaram, a McLaren foi decente perto do que era no ano passado, Massa começou melhor que Bottas, Kvyat foi o único que se deu mal com o novo treino (larga em 18º) e as duas nanicas fecharam o grid, mas com desempenhos aceitáveis. Foi a 50ª pole da carreira de Lewis.

Se a gente olhar o grid vai ver que oito equipes se classificaram em duplinhas — só Toro Rosso, Williams e Red Bull tiveram seus pilotos separados na classificação. A Force India decepcionou um pouco. Nos treinos livres houve maior equilíbrio no cronômetro, talvez porque a Mercedes estivesse segurando um pouco seu ímpeto. E talvez porque, na classificação, muito pressionados pelo relógio, os times tenham mandado seus pilotos para a pista de qualquer jeito.

Sei lá o que imaginar da corrida da madrugada. Tomara que chova. Agora vou me despedir do autódromo de Curitiba que o atraso é enorme.

Comentários

  • Enquanto isso, na formulaumlândia, esse formato cagado de classificação já foi alterado para a próxima corrida.

    Parabéns, Charlie Whiting e chefes de equipe, vocês pagaram um mico leão dourado de proporções monumentais. Pelo menos desfizeram a asneira imediatamente quando sentiram a bosta feder.

    • Pior foi o Galvão querendo ludibriar a todo custo o povo dizendo que o sistema novo era “muito interessante”, que “parecia coisa de videogame” e que “todos tinham adorado a mudança”, quando nós sabíamos que 99,99% tinham detestado a bagaça.

      Ufanismo tem limite!

  • Vou lhe dizer… tem uns duzentos anos mais ou menos que eu não faço um comentário aqui, mais este texto que você fez sobre o Vix ou Vixi, Sensacional!!! Gostei demais!!! sério!! O Lula esta precisando de uma pessoa assim para escrever suas defesas…bota criatividade nisto!!!(palmas.palmas).

  • Austrália que por sinal foi palco da ultima vitoria do maior de todos. Porem em outro circuito, adelaide. De qualquer forma, FG, tomara que chova. Se o mito estivesse vivo até hoje, ganharia está corrida da madrugada mesmo com 55 anos nas costas. Rei da chuva e Genio. Certo, Flavio?

  • Artificialmente (como sempre) tentaram criar um suspense com as eliminações.
    Acabaram com a pouca emoção que ainda havia…
    Uma Bosta completa, como quase tudo que inventaram nos útimos tempos…
    A F1 está em extinção.

  • Eu achei , Q1 e Q2 , muito legal e pra consertar o Q3 é só a Pirelli dar 2 jogos
    de supermacio para os oito finalistas do treino , com direito a duas tentativas.
    DETALHE : a cada 1,30 min. tinhamos um piloto na tela e volta de tudo ou nada , co o cronômetro acionado na tela , e vimos carros sendo expostos
    na mídia , que as vêzes a gente não vê . O Q1 virou corrida , o Q2 o desespero , o Q3 , sem pneus , pra acompanharem a Mercedes.

    • Corrida e desespero e desgaste… digamos que isso se chama caos. Mas caos pra quem? Pra quem está na berlinda. Mas o objetivo não era dificultar os mais fortes? Bem, nesse formato os mais fortes assistem ao circo pegar fogo de camarote, com o carro limpo na garagem.

  • Não perco mais tempo para ver os treinos oficiais, porque a RGT faz essa palhaçada de mostrar somente os últimos 15 minutos, quando mostra!!, se é de dia passa aquela merda de programa de sábado com àquelas biscastes e aquele viadinhos, mas deixa para lá.
    Mas voltando à F1, queria que voltasse aos velhos tempos que todos ficavam 60 minutos medindo forças a coisa era mais simples.
    Eles tem que se lembrar daquela velha expressão onde menos é mais.

  • Putz…. é muito mimi… virou a fórmula da choradeira !! Ok… Q1 e Q2 legais … entao deixa o Q3 na moda antiga e aumenta o limite de pneu dessa galera.

    Estao a vida toda tentando baixar os custos dessa encrenca e quem tem o melhor carro é sempre o que tem mais grana… nao dá ! virou coisa de maluco.

  • Até gostaria de opinar sobre o treino, mas fiquei muito emocionado com a história das duas famílias rivais que se unem em uma corrida de canoas, no momento em que uma das mulheres vai dar à luz e batiza o filho com o nome do avô, Steve Martin – desculpe o spoiler.

    Quando começou finalmente a transmissão do treino, queria saber quem já havia sido eliminado no Q1 e Q2. Tive que esperar os pilotos saírem para a pista e concluir por eliminação. Queria ver as novas McLaren e Renault, e queria ver o carro da Haas andando também.

    A única emoção deve ter acontecido para quem tem fobia de contagem regressiva. Quem jogou muito Resident Evil, por exemplo.

    Definida a pole position com uma brochada desse novo sistema, quis saber a classificação geral. Onde teriam ficado as McLaren? A Haas teria ficado à frente da Manor?

    Não soube.

  • Meu, o duro é isso… A f1 cada vez mais cara e inviável faz com que as equipes pensem em quanto vão economizar em pneu, gasolina, etc…

    Já que o lance é esse, faz uma volta lançada para cada equipe e acabou.

    Cada um dá uma volta com pista limpa e vamo que vamo…

    Ninguém gasta muito com nada e vai ter (um pouco de) sorte quem pegar a pista melhor…

  • Esse formato de treino não foi de todo ruim, pelo menos nos dois primeiros “Qs”, entretanto, o problema do Q3 está na escassez de pneu, uma vez que a maioria das equipes já gastou toda a sua cota de borracha supermacia no Q1 e Q2, restando a penas aquele jogo extra que a Pirelli fornece. Logo, a solução mais simples seria a FIA autorizar que a Pirelli fornecesse mais uns dois jogos extras de pneus para quem conseguisse passar para o Q3, fazendo com que todos tenham pneu suficiente para rodar o tempo todo.

    Outras solução mais simples ainda seria voltar às regras do ano passado.

  • O dia que para ter alguma idéia “diferente”, os cartolas da F1 (como os cartolas de todos os esportes) ouvirem a opinião dos PILOTOS, a F1 vai parar de dar bola fora e invetar idiotices pelo desespero de perder audiência.
    Só pioram a situação!
    Vão ouvir o Hamilton, o Vettel, o Hulkenberg, o Verstappen, o Button, o Ricciardo, que tipo de F1 (carros, motor, pneus, regulamento, traçados, pistas e regras) que eles preferem. Quase nada do que é hoje em dia!
    E seria o mesmo que os fãs de F1 gostariam de ver.
    É muito VELHO GAGÁ atrapalhando o esporte! (todos os esportes!)
    A Associação de Pilotos deveria ter mais postura, mais força.
    Inaceitável tantas trapalhadas e idéias estapafúrdias.
    E ainda vão dar um jeito de dizer que fizeram “o que o espectador de F1 pediu”!
    Cara de pau.

    • Ia dizer isso, mas, antes, resolvi dar um Ctrl+F pra ver se algum sabichão chegou primeiro.

      Em algum momento do colegial, estudamos a redução de palavras/abreviaturas, tipo vossa mercê – vosmecê – você – cê ou ô, minha gente – ô, gente – oxente – oxe (que, muitas vezes, na língua falada, é reduzido a um chiado, tipo “shhhhh”)

      Lá ouvimos que o vixe, ou vish, viria de Vixe, Maria, que por sua vez vinha de “Virgem Maria!” De “virgem”, reduziram pra virge, vige e virou vixe.

  • Antes, você aguardava até o último momento da última volta, já com o cronômetro zerado, a passagem do último carro com chances de pole. E muitas vezes, você assistia uma virada sensacional e até surpreendente, com comemorações esfuziantes.

    Agora, você assiste um piloto conquistar a pole com vários minutos de antecedência (e o “reloginho” marcando um tempo que não tem mais importância), vendo seus adversários diretos passeando pelos boxes e tomando um suquinho. Isso, sem falar nas “comemorações”.

  • O Q1 e o Q2 foram bem legais. Gutierrez (que vinha em volta rapida) e Kvyat vacilaram e dançaram cedo. Mas o Q3 foi um horror, só deu tempo de 1 volta rápida. O Massa ainda estava completando a volta e ja estava na degola. No fim das contas o que o Alonso falou tem todo o sentido, esse formato ajuda ainda mais as grandes, porque as equipes do meio do pelotao tiveram que torrar varios jogos de pneu pra fugirem da degola enquanto as grandes dao apenas 1 volta rapida e esperam tranquilamente o fim da sessão. Enfim, acho que esse formato ja nasceu com data de vencimento bem próxima

  • Se a classificação foi uma merda…imagine pra TV brasileira que só transmite os últimos suspiros do treino? os narradores entram e devem apresentar a pista, mostrar as curva, se está fazendo sol…e tchau…seu menino…se formou em história?…rs

  • /msg s2__kitty__s2

    Em termos objetivos: que bosta, hein?

    Um formato antidesportivo em que nem todos pilotos têm o mesmo tempo de pista para buscar tempo, em que os minutos finais de cada sessão são reservados à pasmaceira constrangedora de pilotos sendo degolados dentro dos boxes por uma contagem regressiva deprimente, equipes não tendo tempo de reabastecer os carros para uma mísera segunda volta lançada, espectadores prestando atenção no relógio em vez de no desempenho dos carros na pista. E imagina a situação de quem está nas arquibancadas, sem entender nada, apenas vendo os carros minguando sem acesso ao relógio do juízo final.

    Sabe o que é engraçado? É que o Charlie Whiting tirou essa ideia de dentro do próprio… chapéu e, apesar de engenheiros serem unânimes em apontar que isso não ia dar certo, detalhando o resultado patético da exata forma como ocorreu, os chefes de equipe acabaram votando pela aprovação dessa que foi a classificação mais bizonha de todos os tempos do esporte a motor. E, a ironia extrema, a ordem de largada foi bastante próxima do que se esperaria em uma classificação normal, com o agravante de que os que ficaram para trás, como Bottas e Kvyat, foram devido ao tempo da degola, não por falta de desempenho por parte dos pilotos ou problemas mecânicos.

    E a classificação, que antes começava lenta e ia aumentando em emoção até uma disputa nos segundos finais em que os espectadores ficavam de olho no cronômetro para ver se os últimos cruzando a linha de chegada iam conseguir melhorar o tempo e galgar posições, com narradores gritando no microfone em antecipação, nesse formato exdrúxulo, a coisa vai esfriando até uma conclusão melancólica em que a bandeira quadriculada é agitada para uma pista vazia. Triste.

    Honestamente, eu estava esperançoso de que as classificações passariam a ser muito mais emocionantes, apesar de ter sido contra desde o primeiro minuto prevendo injustiça e menos agito. Como disse Christian Horner, em vez de se concentrarem no que estava de fato errado, resolveram mexer em uma questão secundária que já funcionava muito bem.

  • Eu gostei do treino…acho que precisa melhorar o Q1…Como ???… Fazendo com que todas as equipes, que estão nesta etapa, tenham 3 jogos de pneus do mais macio da etapa, para disputar a pole…Assim terão pelo menos 3 voltas lançadas…Não poderão guardar esses jogos de pneus…Terão que devolvê-los.

  • Não entendi uma coisa. Por que a volta de Gutierrez(que ele melhorou e passaria para o Q2) não foi validada quando o tempo de eliminação acabou no meio da volta dele, enquanto a volta de Palmer foi validada na mesma situação(volta em andamento, cronômetro zerado)?
    Edit: acabei de perceber. Foi porque a volta de Palmer coincidiu com o final da sessão. Achei injusto. A volta dele deveria ser invalidada como a do Gutierrez.

  • É, na verdade não mudou muita coisa, a única diferença é que agora os carros mais rápidos são obrigados a fazerem os melhores tempos logo no início de cada parte do treino, daí é só recolher pros boxes e esperar acabar. O que achei uma “puta falta de sacanagem” foi permitirem que os pilotos que fecharam a volta depois de terminar a classificação tivessem seus tempos considerados. Achei injusto isso…
    Acho que agora, a Globo deixa de transmitir o treino de vez: se ela tinha pouca audiência no ano passado transmitindo só os 15 minutos finais, imagina agora, com esse marasmo todo na última parte do treino…

    • “…permitirem que os pilotos que fecharam a volta depois de terminar a classificação tivessem seus tempos considerados”

      A regra sempre disse isso. Na verdade, o termo “dança da cadeira” é que não cola, e induz ao pensamento de que todo mundo teria seus tempos zerados a cada 90 segundos. Mas a regra nunca disse isso. Quem usou o termo “dança das cadeiras” é que confundiu a cabeça das pessoas. Um termo mais apropriado pra esse formato é o “resta um”.

  • boa tarde Gomes e galera.

    Gostei de movimentado treino….as regras anti MB tambem serao inocuas…

    Parabens Tri Campeao Lewis ….voltou das ferias Bem… dando… PAU GERAL…hahahahahaharssss.
    Se a MB permitir…sera TETRA FACIL….go N1 do Grid LEWIS !!!!!!!!

    Esta night sera novamente Boa e lonnnnga….valeu.

  • Vixe! Eu não sabia que o “vixe” era tão complicado. :)
    É uma pena já ter ido para o saco essa ideia do treino de “dança das cadeiras”, mas o fato é que o pessoal não pensa só no treino e sim na corrida (leia-se gasto de pneus).
    Tem que pensar algo que leve em conta essa questão e traga um diferencial para animar a classificação. Algumas opções citadas:
    – o Bernie quer grid invertido – eu acho muito estranho o mais rápido largar do fundo (poderia ser legal ver os caras velozes passando os outros, mas também poderia ocorrer um frustrante fim de corrida/semana em caso de uma batida na largada ou começo do GP);
    – poderiam adotar a inversão e dar uma pontuação extra;
    – poderiam não inverter e criar um sistema de lastro ou algum esquema em relação ao escolha/uso de pneus;
    – poderiam também voltar ao treino tradicional (todo mundo andando durante toda a sessão) ou o anterior, mas com restrições de combustível e de pneus (para dificultar) ou sem limites (para deixar todos andando o tempo que puderem) na classificação, mas sem prejuízo em relação à corrida.
    Acho que ideia é o que não deve faltar. Vamos ver o que acontece nos próximos capítulos.
    PS. Outros:
    – gostei do cockpit para-brisa da Red Bull;
    – e a emissora oficial, hein? Putz! Vou nem comentar.

  • É… tudo indica que o tédio vai ser ainda pior esse ano. Oito décimos da Mercedes pra Ferrari, oito décimos da Ferrari pro resto. Equilíbrio só do quinto pra trás. Parece inclusive que a Mercedes aumentou a diferença pro resto, por isso a decepção de Tião Germânico.

    Sobre o novo formato, não adiantou forçar os pilotos a andar mais pra evitar uma eventual degola se eles tem que economizar motor e pneu. Q1 e Q2 foram a mesma coisa do passado e o q3 foi um lixo pq cada equipe só tinha um jogo (exceto Mercedes, que na minha opinião faria a pole até de pneu macio).

    Se as equipes tivessem 2 jogos de graça no q3, ainda seria a mesma coisa do ano passado. O formato antigo não era de todo monótono. A dominação da Mercedes sim é que é chata. O qualify deveria ser uma sessão única de 25 minutos e cinco jogos de pneus de graça pra galera.

  • Eu gostei muito, com exceção do Q3. Mas acho que é mais culpa das próprias equipes. Elas q nao quiseram sair, Só Hamilton foi atrás de melhorar seu tempo. Acabou pneu pq todo mundo saiu de supermacio no Q1, até Mercedes. O Q2 foi a melhor parte. Encolhe o Q3 para 8 minutos, quero ver se as equipes vao deixar alguem no pit.

    • As Mercedes foram pra pista pq foram as únicas em condições de salvar os pneus, pq são as melhores. A Red Bull, por exemplo, queimou QUATRO jogos de pneus, pra chegar aos pedaços ao Q3. A questão é simples: o formato “caótico” sempre vai beneficiar quem tem mais recursos. Se pra Mercedes pode embananar no início, imagina uma Hass. E foi o que aconteceu: os caras tinham até condições de ir pro Q2, mas o limite pra eles é menor, então, não basta dar uma volta, tem que arriscar tudo, e é aí que muita equipe pequena vai se lascar. E a Mercedes vai sobrar ainda mais.

      Se esse formato seguir, na próxima corrida vai ser uma lavada ainda maior, pq a Mercedes já percebeu que pro Q1 pode usar os pneus mais duros que mesmo assim ela consegue ir pro Q2 e aí vai salvar não um mas DOIS jogos de pneus pro fim do treino e pra corrida. Ou seja, se achavam que estava ruim, podem se preparar que vai piorar ainda mais.

  • Eu falei que seria uma merda, desde o começo.
    O Q3 não existiu. Gastou-se 2 ou 3 minutos de carros na pista. Imagina quem pagou ingresso para assistir o treino?
    Ridiculo esperar 7 minutos para o final, sem carros na pista, e finalizar com uma bandeirada PRA NINGUÉM e sem a foto dos 3 melhores colocados. Patético.
    Bizarra a imagem de Hamiton comemorando a pole sozinho com o Vettel (terceiro colocado) já todo trocado, de jeans, jaqueta, bebendo “água”…
    Isso aí é “mais emoção e disputa no fim do treino?”. “Essa é disputa pela pole”?
    “Emoção”?
    E os outros pilotos então? Que merda é essa de 90 segundos “pra se salvar”??
    E como se dois times de futebol numa partida começassem com 90 minutos, mas se um time faz dois gols até os 30 minutos inicias, o outro tem só mais 15 minutos para empatar, senão o jogo acaba aos 45 do primeiro tempo!
    Morte súbita e nem tem o segundo tempo!
    Uma PORCARIA, que é INJUSTA com 80% dos pilotos, INJUSTA com quem paga o ingresso para o treino e para quem acorda de madrugada para assistir pela tv.
    Um treino que antes tinha 30 minutos totais de carros na pista, agora tem a METADE, se tanto para maioria das equipes.
    O que vimos é que nada muda, e só isolaram mais ainda a Mercedes na frente, tirando tempo de pista (e chances) para Ferrari, Williams e RBR.
    E as equipes pequenas foram as mais prejudicadas de novo.
    Uma bosta.
    Se souberem de alguma pesquisa pela internet, da FIA, sobre esse formato, me avisem que quero votar CONTRA.

  • É bem triste a situação da F1. Buscas cada vez mais desesperadas e sem nexo para trazer a emoção de volta às corridas. Ainda bem que esse fds tb tem MotoGP… Essa não deve decepcionar.

  • Como eu havia dito aqui no blog, o formato privilegiou os mais fortes, que marcaram rapidamente seus tempos e deixaram os “mortais se matarem” entre si, enquanto a Mercedes (e até Ferrari nos Q1 e Q2) limpava o carro nos boxes por falta do que fazer.

    O pior ainda está por vir, porque esses carros vão largar do jeito que está. Então, a Mercedes vai ter uma vantagem AINDA MAIOR, pois está com pneus e motor mais inteiros e o carro LIMPO!

    Volto a dizer: o problema da F1 não é esse formato de treino, nem regrinha de pneu rosa e bla bla bla; o problema da F1 é excesso de INFORMAÇÃO. Esse grid com os carros das mesmas equipes juntos, mesmo com apenas 1 hora de treino livre, escancara isso mais uma vez.

    Já houve um primeiro passo neste sentido ao limitar o áudio aos pilotos. Porém, se quiser melhorar mesmo, precisa limitar o acesso à informação e simulação também às equipes, com limitação de telemetria, túnel de vento, CFD, etc, porém, liberando os testes e o desenvolvimento do chassi e motor ao longo do ano. Assim, apesar de provocar um retrocesso sob o aspecto da tecnologia e desenvolvimento, a intuição e a experiência voltam a se tornar diferenciais, trazendo de volta o que faz o automobilismo encantar a todos: o “feeling” dos pilotos na hora da decisão e a possibilidade de um projeto mal nascido dar a volta por cima! As pessoas precisam entender que a tecnologia é bem-vinda sim, e deu muito certo na F1. Só que agora extrapolou, a coisa tá exagerada e é preciso reduzir a dose, pois como em excesso faz mal.

    • Ao contrário do que muitos pensam, é mais barato testar com um carro na pista do que investir em tecnologia na F1. A razão é simples: a tecnologia, ao contrário de um desenvolvimento de pista, não é limitada fisicamente, então torna-se um investimento infinito em que o céu é o limite, pois sabe-se que no futuro vai gerar retorno. Resultado: as grandes equipes elevam seus investimentos até onde podem (US$ 400 milhões), enquanto que as nanicas elevam até podem (US$ 100 milhões). Por isso, a F1 encareceu nos últimos 20 anos.

      Se fizessem uma análise do budget das equipes de F1, facilmente seria verificado que a maior parte vai para investimento em tecnologia. Soma-se a isso o fato da FOM pagar ao campeão 10x mais do que o último, numa competição em que o dinheiro prevalece sobre a competência. Por fim, vira uma bola de neve.

  • Bacana e agora deu um tom chique pra uma expressão maneira vixe! Agora Flávio nos brinde com um Giramondo sobre este momento tenso da nossa democracia. Lula é Foda. Ouvir a massa gritar Lula ladrão roubou meu coração me emocionou como quando era jovem. Eu compraria um carro usado do Lula sem vistoria.

  • Parabéns, Mercedes! Mais um 1-2 para a coleção!

    Enquanto isto, a “equipe” do pangaré amarelo fez jus à cor do burro: amarelou na hora da verdade! A Se Ferra-ri já pode estrear uma nova pintura nas carroças: o amarelo-cor-de-burro-quando-foge!

    Quanto ao treino, o C1 e o C2 (C de classificação; escrevo em português mesmo) foram razoáveis porque o número de carros era maior e a rotatividade dos tempos auxiliou. Já o C3 foi horroroso! Todo mundo fez uma volta e só as Mercedes voltaram para a pista!

    Um treino classificatório é pouco para fazer uma boa avaliação deste formato. Entretanto, a ideia não parece que vai dar muito certo porque pouco se erra. O Rosberg errou muito nestes quatro treinos, tendo inclusive batido com o carro, e ainda ficou em segundo.

    Aguardemos as cenas do próximo capítulo!

  • Não vou dar uma de sabichão e dizer que tava na cara que isso iria acontecer. Mas era óbvio que faltava aparar as arestas desse formato.

    Sinceramente, eu não sabia que não havia mais aquele jogo de pneus extra para o Q3. Na verdade até agora não sei. E isso deveria ser mantido. Poderiam aproveitar para, agora que menos carros vão para o Q3, disponibilizarem mais um jogo extra, só pra queimar sem dó.

    Já que é pra deixar a bagaça mais interessante, seria bom permitir um motor exclusivo para classificação. Já que a regra define apenas 4 motores para o ano inteiro, acho que não seria fazer um motor somente para as classificatórias do ano inteiro.

    Enfim, há muitas alternativas pra melhorar a proposta e a pressa em aprová-la culminou nesse final brochante. Agora é esperar que tomem as decisões certas.

  • Odeio teorias da conspiração, mas esta história não faz sentido. A dinâmica do Q2 e Q3 foi completamente diferente do Q1. Desde quando pilotos que estão um décimo atrás do da frente, ou ainda menos de um décimo, desistem de ir para a pista? Se fosse apenas falta de pneus, era só distribuir outro(s) jogo(s) para quem está no Q3. As equipes deliberadamente mandaram seus pilotos parar, para poder critiicar o formato que, como o Q2 e o Q3 mostraram, é bom por um motivo óbvio: sempre tem algo acontencendo, além de eliminar carros rápidos que cometem erros, como Kvyat.

    • Os pilotos não iam pra pista porque não havia tempo hábil para isso. No sistema não é possível fechar a volta após os 90 segundos terem se esgotado, logo, se um piloto que está em décimo, e cai repentinamente para 12o, não tem como reagir, a não ser que saia pra pista bem antes. Mas como ele faria isso, se ele mal retornou da 1a tentativa?

  • Liberem o uso de qualquer pneu sem restrições nos Q(1,2,3). Na corrida liberado a escolha de qualquer pneu usado em treinos(Aí cada da um dá uma volta com um jogo que preferir e guarda pra corrida). Tendo pneu sobrando no Q3 acho que muitos arriscariam uma volta “suicida”