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segunda-feira, 15 de maio de 2017 - 10:16F-1

SOBRE ONTEM DE MANHÃ

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Wehrlein, P8: corrida maravilhosa, abraço caloroso

SÃO PAULO (ainda) – Eu ia começar este “Sobre ontem…” com uma carta aberta ao meu amigo Galvão Bueno. Pediria a ele para olhar para os pequeninos. Para não ficar amaldiçoando a transmissão internacional da FOM porque ela não coloca no ar o rádio de quem ele quer ouvir na hora que lhe apetecer, ou de quem ele acha que é importante. Eu queria ouvir o pessoal da Force India, Galvão, depois do quarto e do quinto lugares de Pérez e Ocon. Era importante. A Force India é uma das coisas boas deste ano. Sabia, Galvão, que é a única equipe a pontuar em todas as corridas com os dois carros nesta temporada? Pois é. Há mais coisas importantes na F-1, Galvão, do que o vencedor e os brasileiros — no caso deste ano, “o” brasileiro. Imagine, amigo Galvão, se fosse Massa em quarto ontem. E entrasse o rádio da Williams antes do da Mercedes de Hamilton, que você queria ouvir e julgava mais importante que o da Force India. Você diria, Galvão, que “ninguém quer ouvir esse Massa aí”? Você, Galvão, queria na verdade chamar o comercial para voltar com as imagens do pódio. Mas a F-1 não se importa com os comerciais da Globo, Galvão. Está cagando para o “Esporte Espetacular” e para a grade da sua emissora. A F-1 é mais que o vencedor. É mais que o Brasil. A F-1 ontem era a Force India, também. E era o Wehrlein. Esse aí da foto que escolhi para abrir nosso pós-corrida. Galvão, você não citou o Wehrlein na transmissão! Ele chegou a ficar em quinto, salvo engano. Esteve quase a corrida toda em sétimo. Fez uma parada só, espertíssima, durante o safety-car virtual. Segurou a Toro Rosso a prova toda, com um carro que no ano passado era pilotado por um brasileiro, Felipe Nasr, que terminou a corrida de Interlagos em nono e, felizmente, pudemos ouvi-lo pelo rádio. E não me lembro de você ter praguejado contra a FOM por ter colocado o rádio da Sauber, em vez do da Mercedes — já que Hamilton tinha vencido. Foi excelente o rádio do Nasr ano passado em Interlagos. Emocionante, sincero, tocante. Wehrlein terminou em sétimo ontem, na pista. Mas foi punido, e você nem falou dessa punição, nem contou que por conta dela o jovem Pascal cairia para oitavo. Você podia ter contado, rapidamente, que Wehrlein é piloto da base da Mercedes, foi o mais jovem campeão da história do DTM, que ficou fora das primeiras provas do ano porque bateu na Corrida dos Campeões numa disputa com Massa na Flórida no fim do ano, que quase ficou aleijado, que é muito talentoso e por isso o amigo em casa deveria prestar atenção nele, que a Sauber conseguiu já na quinta etapa do campeonato mais do que fizera no ano passado inteiro, que isso pode salvar as finanças do time, e que graças a Wehrlein nove equipes já pontuaram neste ano, e a única exceção é a McLaren que já foi do seu amigo Ayrton Senna — olha aí, teria até um gancho para falar do nosso Ayrton. Por isso, Galvão, eu queria ouvir o rádio da Force India e queria ouvir também alguma coisa sobre o Wehrlein, porque esse negócio de só falar de brasileiro por décadas e de esquecer tudo que não seja o cara que vence, o segundo e o terceiro colocados ajudou a formar um público acrítico, desinformado, desinteressado, que não enxerga nada além do que mostram as imagens da TV, e que não se emociona e/ou se importa com nada que fuja desse roteiro pisado, repisado, rançoso e superficial que você e sua emissora julgam que ele, público, se interessa por.

Fale dos pequeninos, Galvão, olhe para o resto, isso ajuda as pessoas a gostarem da coisa. O GP da Espanha, ontem, foi muito mais do que a bela disputa entre Hamilton e Vettel. Foi, também, um domingo de espanto pelo desempenho ruim da Red Bull e pela performance abaixo da crítica da Williams. Foi, também, um domingo de ótimo trabalho dos pilotos da Toro Rosso. Foi, também, mais uma demonstração de renascimento da Renault, com o sexto lugar de Hülkenberg. Foi, também, um domingo em que oito das dez equipes chegaram na zona de pontos.

Não é legal isso, Galvão?

Bom, eu ia escrever uma carta aberta para ele, mas melhor não, as pessoas hoje ficam muito melindradas com qualquer coisa, e eu adoro o Galvão e não quero que ele fique melindrado comigo. Só queria que ele olhasse com mais carinho para tudo, até porque detesto ver as pessoas ofendendo meu amigo, dizendo que ele não entende nada, que não conhece corrida, que não percebe o que está acontecendo na pista. E isso é o que mais fazem nos comentários das redes sociais, com uma virulência inaceitável. Se o Galvão começar a olhar com mais atenção para algumas coisas que acontecem num GP de F-1, vai ajudar quem está assistindo a entender melhor o que se passa diante de seus olhos, e quem sabe até essas pessoas comecem a gostar do assunto. Já pensou se você ignorasse a pequena Toleman lá em 1984, Galvão? Ou a jovem Jordan em 1993? Ou a discreta Sauber em 2002?

Bom, vou ficar quieto para ele não brigar comigo. Tomara que nem leia isso aqui.

Hora do nosso tradicionalíssimo rescaldo pós-GP. Começamos com…

50espO NÚMERO ESPANHOL

A Mercedes fez ontem a melhor volta de uma corrida pela 50ª vez — Hamilton registrou 1min23s593 no finalzinho da prova, na volta 64. É um número redondo, mas não muito impressionante. Nesse ranking, a liderança é da Ferrari, com 239. Ainda aparecem na frente da Mercedes a McLaren (153), a Williams (133), a Lotus (76) e a Red Bull.

Falei pouco ontem da batida na largada, que tirou Raikkonen e Verstappen da corrida. Ambos culparam Bottas. Bottas disse que não fez nada de propósito, é bonzinho e jamais prejudicaria alguém. Tendo a concordar com ele — e creio que os comissários também concordaram, porque ele não foi punido. Acidente na largada é a coisa mais normal do mundo. Porque piloto é meio burro, às vezes. Acha que dá para fazer tomada e tangência. Não dá. E não gosta de frear para evitar batidas. No caso de ontem, Kimi achou que dava para fazer tangência e Bottas não quis enfiar o pé no freio. No fim das contas, o menos culpado e maior vítima do episódio foi Verstappinho.

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Vettel x Massa: de novo?

Outra treta notada e olimpicamente desprezada por mim no texto de ontem foi a de Vettel com Massa, de novo, no fim da corrida. Não falei nada porque achei que não aconteceu nada. OK, Sebastian perdeu tempo, mas perde-se tempo com retardatários quase sempre. Quando chega no cara num lugar difícil de passar, mais ainda. Aconteceu com Felipe de novo, coincidência infeliz, apenas. E não mudou a história da corrida. Próximo assunto, pois.

Sainz versus Magnussen na saída dos boxes merece algumas palavras? Sim, pela decisão da direção de prova de não punir ninguém. Adoro essa tolerância recém-instalada na F-1. God save Liberty! E falando nela, veja aqui como o estímulo ao uso das redes sociais tem dado resultado desde o início do ano, com uma nova narrativa das corridas tendo nascido imediatamente a partir da visão de cada evento por parte de equipes, pilotos e, claro, torcedores.

Por outro lado, os comissários foram intolerantes — e com razão — com a Force India, única equipe que não respeitou a determinação de identificar direito seus pilotos com números grandes e as primeiras letras de seus nomes. Meteram uma multa de 85,5 mil têmeres golpistas. Mas até nisso estão sendo bonzinhos: a multa não precisará ser paga se a equipe ajeitar as coisas. De fato, não dá para ver os números dos carros de Ocon e Pérez. Coisa fácil de resolver.

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Ocon ou Pérez? Não dá para ver o número, mas ambos arrebentaram a boca do balão em Barcelona

Mas dá para ver bem os números de desempenho da equipe, que completou mais uma prova nos pontos — são 17 seguidas, e 15 para “Checo” Pérez. Neste ano, a Force India é a única que pontuou com seus dois carros em todas as provas — acho que já falei isso. Ocon tem impressionado pela maturidade. Pérez, pela regularidade. Quarto e quinto não é pouca coisa, não. Claro que os abandonos de Kimi, Bottas e Verstappen ajudaram. Mas é bom olhar com afeto para esses carros cor-de-rosa. São bem melhores que os da Williams. E, na classificação, a Force India está em quarto, apenas 19 pontos atrás da Red Bull.

Falando nos pontos, acho que também já mencionei que a McLaren é a única equipe zerada no ano, e achei que daria alguma coisa ontem. Mas o choque de Alonso com Massa na largada estragou a corrida de ambos. Fernandinho foi até o fim bravamente, se disse feliz por ter terminado a corrida — foi a primeira vez que viu a quadriculada no ano — e se mandou para os EUA. Hoje já anda em Indianápolis. “Descanso no avião”, falou, correndo para o aeroporto. Sobre o ex-companheiro, a propósito, Hamilton disse que morre de pena: “Você pode ser o melhor de todos e não ter nada, na F-1″. Tem toda razão.

Em Barcelona, aliás, o Grande Prêmio ouviu bastante gente sobre a aventura do espanhol na Indy. A maioria curtiu demais a ideia. Fernandinho está, como se dizia antigamente, na crista da onda. Só se fala nele, inclusive na Mercedes. Toto Wolff, por exemplo, acha que não pensar no asturiano para o futuro é uma burrice. Olho nesse namoro, então.

Button, interessadíssimo (mode ironia: on), vai hoje a Woking andar no simulador para se preparar minimamente para o GP de Mônaco. No fundo, está odiando interromper as férias.

Ainda na McLaren, faltou dizer que o pobre Vandoorne, punido com dez posições no grid sábado por trocar o motor, recebeu outra punição por bater em Massa ontem e vai perder posições no grid de Mônaco. Oh, céus, oh, vida.

Mas, meu caro Gomes, não vai falar nada do Hamilton, que ganhou a corrida, a 55ª da carreira, se recuperando da Rússia e o escambau de Madureira? Ele mesmo fala:

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Lewis: admiração por Vettel

A FRASE DE BARCELONA

“Perdi dois quilos nessa corrida. Estava suando bicas para manter Seb atrás de mim. É um privilégio correr contra alguém tão bom como ele.”

Quanto amor… Ah, esse “suando bicas” é uma licença sudorípara deste que vos bloga. Achei que cabia a expressão.

E faltou dizer algo?

Faltou.

Faltou falar mais do garotinho que derreteu os corações embrutecidos do povo do automobilismo, que arrancou um sorriso de Raikkonen, que fez todo mundo lembrar de como é gostoso ser criança e puro. Ele, Thomas, vai para nossa premiadíssima seção “Gostamos & Não gostamos”. E gostamos, claro! Adoramos!

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Renault tirou casquinha

GOSTAMOS…

…não só do que a a F-1 e a Ferrari fizeram ao levar o menininho para o motorhome, como também de como ele foi paparicado por todo mundo no paddock, dando entrevistas, tirando fotos e conversando com outros pilotos, como Hülkenberg >>>. A Renault meteu um bonezinho nele! Aliás, gostamos também do sexto lugar de Nico, que fez ótima corrida.

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Pneu furou, Williams zerou

NÃO GOSTAMOS…

…nada, nada, nada da <<< Williams, que zerou e caiu para sexto entre as equipes, sendo superada pela Toro Rosso na tabela (21 x 18). E a Renault, com 14, está na cola. Para quem tinha saído cheio de otimismo da pré-temporada, péssima notícia. Massa atribuiu sua desgraça pessoal ao pneu furado na largada.

Para fechar, o cartum da corrida do nosso genial Maurício Falleiros (cada vez mais genial) e uma informação interessante: nos três dias de GP, 177.984 pessoas passaram pelas catracas de Montmeló. É um público considerável.

Agora vamos virar nossa própria chavinha para ver como vai se sair El Fodón de Las Américas em Indianápolis. Hasta!

Falle1ros

Alonso e o menino 01

183 comentários

  1. Segafredo disse:

    Só corrigindo……..”o choque de Massa em Alonso na largada….”
    Hamilton está usando de qqr expediente pra valorizar suas vitorias, inclusive dizer ser um privilégio ganhar do pilotinho de merda!!

  2. ms disse:

    sobre o episódio do garotinho flagrado chorando ser levado pra conhecer raikkonen é uma daquelas atitudes que trazem “mais humanidade” pra esse mundo de gladiadores sempre blindados e envoltos por suas gélidas armaduras de aço e borracha tendo apenas um pensamento em suas mentes: vencer corridas! agora, quanto ao Galvão Bueno, em que pese alguns rompantes de genialidade em sua locução (e falo isso a sério) pra mim o cara é caso perdido que nem merecia toda essa atenção já que suas falas e análises são sempre tendenciosas e mercadológicas porque está sempre atento e fala aquilo que o “mercado quer ouvir” com o olho na audiência….. $$$$$

  3. Marcio disse:

    No fim das contas acredito que não foi um descaso com as nanicas o que ficou claro foi um desespero insano de “liberar” os comerciais. O povo dessa emissora terá que se adaptar com os novos rumos da F1 que aparentemente quer envolver o público em si com todo o universo da categoria e não só mostrar quem está na frente…

  4. Alan Borghini disse:

    O Galvão Bueno não é e nunca foi narrador.
    É apenas o porta-voz maior da mediocridade cultural que a Globo nos impõe.
    Ele decifra tudo errado, não tem noção das exigências de pilotagem, não conhece nada de tecnologia, nada de estratégias e não narra os momentos marcantes de uma corrida com a devida empolgação, além de passar batido pela maioria deles, sem perceber o que está acontecendo na pista.
    O Cleber Machado, que não é do ramo, consegue ser mais empolgante e preciso que a múmia que nos assombra até hoje.
    Nosso melhor narrador, hoje, é o Luc Monteiro, disparado o mais atento e conhecedor das categorias a que se dedica.
    E esqueçam de enganadores como Sergio Mauricio e Lito Cavalcanti, que apenas se somam à mediocridade acima descrita.

  5. Kako JC disse:

    Tá lôco, falou e falou bem, eu gostaria de ter dito isso só que faz tempo e para mim lugar de dinossauro é no museu, tem coisa melhor por aí e não podemos parar porque o Gavião é tudo que existe no universo conhecido, né????????????
    Gomes te acompanho desde que tu tinha cabelo caindo nos olhos e sempre me surpreendo com teus comentários, mas deixa o Gavião e seus asseclas de lado e sigamos a vida, ele não muda mais pois não precisa, já se esqueceu o que é HUMILDADE faz tempo…….!
    Belíssimo texto!!!

  6. José R. disse:

    Não é só o Rubinho…
    E assim nasce um novo bundão:

    http://grandepremio.uol.com.br/mobile/f1/noticias/bottas-admite-que-teve-missao-de-segurar-vettel-para-ajudar-hamilton-a-vencer-gp-da-espanha-e-assim-que-funciona

    Enquanto isso o Alonso na barca da McLaren Honda!! Muito triste…. Desde quando automobilismo é esporte em equipe!!!!

  7. Pro seu Galvão Bueno só vale alguma coisa se é do Brasil, e os outros ficam como resto. A batida na largada, que tirou Raikkonen e Verstappen da corrida quem fez o Strike batendo no Bottas e tirando o Verstappen foi o Vovô Raikkonen. O Massacrado que abra o olho que a Force India começa sobrar em cima da Williams, e fora a Toro Rosso! Parece que nós vamos ver o Massacrado mais vezes como retardatário do Vettel esse ano. O Lance do Wehrlein sofrer punição de 5 segundos eu só fiquei sabendo nesse texto bem depois da corrida. Na Década de 80 do Século Passado nem todo Dinheiro do Mundo salvaria o Lance Stroll de uma possível demissão.

  8. Alexandre disse:

    Post corretíssimo. É inegável que o Galvão Bueno é o melhor narrador entre os disponíveis na Globo: a leitura da estratégia da corrida que ele faz é excelente (o Luciano Burti também se destaca nesse quesito). Mas beira o ridículo o Sr, Galvão achar que pode determinar qual rádio é importante. Se a FOM colocou ele no ar, pra alguém é importante: inclusive para alguns brasileiros que ainda assistem à F1 pela competição como um todo e não por causa de duas ou três equipes ou de algum piloto brasileiro.

  9. … fenomenal! Mas no seu blog isto é um padrão.

    Em alguma oportunidade (no ano passado), tive a nítida sensação de que o GB fez comentários se referindo a seus artigos. Não me lembro em qual oportunidade.
    Tenho “certeza” que ele já leu este artigo, e me parece que esculta mais do que demonstra. Sim, ele é permaloso (como traduzo isto?), mas de burro não tem absolutamente nada.

    Novamente parabéns!

  10. Emerson disse:

    Tomara que a f1 saia da tv aberta e deixe a coisa pra quem gosta: publico e tv.

  11. helder do Amaral oliveira disse:

    A Globo deixa a desejar no empenho de automobilismo que a direção da emissora prefere encher a paciencia do espectador com porcaria de futebol e volei ad nausean, mas comparando a transmissão de automobilismo da Globo com as transmissões da Band e do Fox Sports , a transmissão da Globo passa a corrida na íntegra e a propaganda mostra o logo com o anunciante , bem melhor que a transmissão da Band e do Fox Sports que demora o intervalo e a pessoa fica desnorteada , mas aí a culpa são das emissoras norte-americanas que não tem o mesmo timming.
    Quanto a narração , Galvão Bueno aínda é melhor com todos os seus defeitos que Cleber Machado e Luiz Roberto para narrar a corrida na Globo aberta , e o pior que além de não transmitir mais os treinos em canal aberto ela o faz pelo Sportv , por questões de custos e crise financeira que também atingiu a Globo ela não pode mandar o Galvão e o Reginaldo e o Burti aos autódromos para narrarem in locco de lá do autódromo e a narração é feita do estúdio em São Paulo.
    Mesmo sendo no Sportv também feito em estúdio no Rio de Janeiro a narração de Sérgio Maurício e de comentários tecnicos de Lito Cavalcanti e Max Wilson são excelentes melhor sim que o Galvão Bueno,, agora, para narrar automobilismo que também conhece do riscado, e essa fera se chama Edgard de Melo Filho, Vejo as transmissões da Nascar no Fox Sports. O Edgard ele num comentário técnico ele é mestre e sabe narrar (vide as narrações dele na época da Manchete) . Se por ventura na hipotetica situação de transmissão de F1 botasse narrando Sérgio Maurício é o melhor substituto do Galvão e ele narra também a Stock car e fazendo a analise tática o Edgard de Mello Filho, cometários de Reginaldo Leme e Lito Cavalcanti seria uma excelente narração .
    Quanto a punição do time de Vijai Malia por não ter a numeração bem estampada a vista do público acho justa , mas deveriam punir também os seguintes times: McLaren , Renault, Haas, e Williams . Nesse quesito os tres melhores times que tem uma boa identificação visual são Ferrari e o visual da F2017 agora sim lembra a mistica 312T do tempo de Niki Lauda , a Mercedes e a Sauber apesar do numero ficar estilizado ficar esquisito e a Red Bull e no caso o contraste branco ficaria melhor que o vermelho.
    Sobre os times intermediários vale dizer embora eles são deixados de lado pelo Galvão Bueno ,mas também há de convir que parte da culpa seja da geradora das imagens que é a Liberty e só dão destaques aos tmes “primma donna” : Mercedes, Ferrari, RBR, Renault , Williams e McLaren os holofotes vão para esses times e o fato de a Globo omitir a decisão do Alonso disputar a Indy 500 ao invés do GP de Monaco se deve aos contratos comerciais e de direito de transmissão que a Globo tem (e feitos na época da gestão de Bernie Ecclestone) e a Indy é transmitida pelo grupo Bandeirantes e há emissoras que sequer faz menções das duas categorias como é o SBT

  12. Cenzi disse:

    Em tempo: esta nova seção foi sua melhor ideia para o blog. Muito legal mesmo.

  13. Cenzi disse:

    É uma tristeza o que se tornaram as transmissões de F1 no Brasil. E é engraçado você ter escrito a esse respeito, porque domingo, ao final da corrida, pela primeira vez eu percebi que o Galvão perdeu o tesão pela F1. Foi deprimente ouví-lo durante a corrida toda, sem nenhuma empolgação, com uma voz que já não é mais a mesma. Parecia que ele não estava vendo a mesma corrida que eu. E, ainda assim, ele não deixou seus companheiros falarem.
    Então ontem à noite eu assisti à reprise da prova, no Sportv. Sempre gostei muito do Sérgio Maurício, mas nem tanto do Lito Cavalcanti. Prestando bastante atenção à narração, me pareceu que o Sérgio Maurício está indo por um caminho muito ruim: está se tornando torcedor. Ele é muito empolgado e isso é ótimo. Mas várias coisas importantes da corrida passaram batido.
    Acho que, já que os carros de F1 já não tem mais ronco, o negócio é passar a assistir sem som, infelizmente.

  14. murilo medeiros disse:

    Galvão chato demais, o programa dele (Bem Amigos) só vale à pena assistir quando ele não apresenta! A F1 na Globo só se salva o Reginaldo e os comentários do Burti. Em Interlagos 2008 na fatídica corrida que o Massa ganhou mas não levou o Galvão se esguelou, gritou, esperniou com a possibilidade de título, enquanto a narração britânica ao mesmo tempo já antecipava o fato do Glock estar de slick na chuva… Não tem comparação, Galvão apela demais pra emoção e não narra.

    F1 eu espero a reprise do SporTv!

  15. J Fernando disse:

    Você não acha que quem deveria deixar o Senna em paz é o Galvão?
    Porque em toda corrida tem que citar o Senna??
    Agora, é engraçado você considerar o blogueiro chato e vir ao blog ler e comentar as chaturas dele. Inexplicável…

  16. Julo disse:

    Bela crônica sobre o papel da televisão e a F1, no Brasil.
    Costumo acompanhar todas as voltas pelo livetiming da FIA e isso da outra visão para tudo que ocorre.
    Justamente a isso que gostaria de destacar: olhando a lista das voltas mais rápidas ao final do GP…e vendo o segundo que ficaram os willians, em que Alonso não só ficou em 4o. Como Um dos únicos 4 que ficaram no mesmo segundo do vencedor. Observando como Alonso passou pelos 2 FW da para ver o quanto p chassi desse ano, no momento, esta ruim. Já q Barcelona eh uma pista técnica e difícil.
    Infelizmente gostam de enaltecer o obvio… Já era assim n tempo de Jesus, não? Soltem Barrabas….e ai temos um exemplo de como o marketing muda a cabeça da massa. Pois eh, Vettel não me desce. Não engulo. Alonso eh superior a todos eles, e Lewis em condições iguais poem o bebe chorão Alemão no bolso (bem capaz de chover críticas….pouco m importo. Há 40 anos acompanhando a F1 de forma muito alem do que a imprensa nada especializada (nas palavras do Wilson….disponível no youtube) fazia e ainda faz por aqui hoje. Se comparado com o semanário auto Sprint com análise técnica de cada carro, corrida a corrida….estamos no submundo da era jurassica. O brasileiro bem que tenta…mas ainda esta dificil de entender a F1 e o esporte para além de onde os holofotes apontam. Por isso que outros nomes acabam sendo ídolos pelo mundo e aqui…mal se tem conhecimento. Ate mesmo Massa ..e Rubinho… Padessem disso. ..mais fácil engulir o Nasr que o Galvão papagaia..(e não q ele seja ruim… Mas a torcida não nasce que não pelo fato de fabricarem uma imagem ao invés de lidar com detalhes que exigiriam mais da equipe e da grade da emissora. Lembro o quanto o Luciano do Valle era um Mestre nisso… Afinal, foi ele que massificou na Band tudo que era preciso saber sobre a Indy….e também com Volei… Com sinuca….). Mas eh isso, vamos a Monaco.

  17. Marcos Abrucio disse:

    Quem viu a corrida pela Globo ouviu que o safety carro virtual estragou a estratégia da Mercedes e não entendeu entendeu nada quando o Hamilton ganhou. É que era meio que o contrário: https://www.formula1.com/en/video/2017/5/How_strategy_and_fortune_helped_swing_Spain_Hamilton's_way.html

  18. Buzz disse:

    Vc exgindo alguma integridade e seriedade de personalidades da globo?? Ta de piada, a FIA so tem a perder vendendo transmissao para essa corja. Se vc realmente acredita nessa historia de temer golpista, pq da trela pra quem botou ele la?

  19. Carlos Tavares - Campinas disse:

    Flávio.

    Muito obrigado por ser nosso porta-voz. O Galvão irrita até quem é surdo.

    abraços

  20. Anselmo Coyote disse:

    Muito bom, muito mesmo, o texto.
    E como é inglória a vida. Se o Galvão, nesse caso melhor seria Pavão, ler esse texto, em vez de refletir sobre o escrito provavelmente levará para o lado pessoal, o da vaidade. Bem… foi vc que disse ao final “Tomara que nem leia isso aqui.”. Então vc sabe.
    Abs.

  21. Luiz disse:

    Sugestão para a Globo:

    - transfere a F1 para o SportTV
    - Muda a equipe de transmissão para: Sergio Maurício, Reginaldo Leme e Marcos Wilson

  22. Gurgel disse:

    Caro Flavio,
    Sempre acompanho seus comentários. Bons tempos daquele programa.
    Realmente não entendo porque ninguém comenta um excelente desempenho da Force India, em destaque o piloto OCON.

  23. Isaac disse:

    Acompanho teu blog desde os primórdios e, sem dúvida, este foi um dos mais fantásticos textos que você produziu. Realmente é uma pena o que vem acontecendo na narração, eu adoro F1 mesmo sem brasileiros, mas isso não entra na preparação para a narração. O Galvão não se prepara mais, ele não é mais um narrador tecnicamente bom como já foi, ele hoje é mais torcedor mesmo, mas reflete muito do que a patroa dele quer. Os bordões dele já entraram para a história, a emoção dele faz falta ( o tetra do futebol e os tempos de narração de Senna e Piquet deixarão saudades) mas narrar mesmo, prestar atenção aos detalhes, é cada vez menos importante. Poderiam dar mais tempo para o Reginaldo dar destaques sem a interrupção e, às vezes, imposição, das opiniões do Galvão. Acho que o maior culpado é mesmo a emissora, pois cabe a ela orientar como deve ser feita a narração. Infelizmente, ao contrário do que alguns disseram aqui, em minha opinião nem as narrações e comentários da SporTV são toleráveis. São muito frequentes comentários vazios e falta de informação prévia, de preparação, fora os erros não concertados de narração. Creio que hoje, ao menos em termos de juntar informação com emoção e marca registrada na voz, os melhores narradores sejam o Guto (MotoGP) e o Teo José (Indy). Sinceramente não me recordo do Luciano do Valle em termos de comentários técnicos, mas que saudade da voz dele narrando os áureos tempos de Indy, F1, voleibol geração de prata, Hóquei sobre patins Sertãozinho e Maguila. INteressante que, à exceção das corridas, os outros aqui ainda eram “pequenos”, e o Luciano dava muita atenção a isso já, o que falta na narração da F1 hoje! Abraço!

  24. Paulo Pinto disse:

    Estou impressionado com o desempenho e a regularidade da Force Índia. E já acho, salvo uma reviravolta, que o Hulk fez uma má escolha deixando a equipe.

  25. emerson57 disse:

    No dia em que tive a certeza que o Galvão se julgava mais importante que o Jim Clark, o Fangio, o Piquet, e o Shumacher somados, desliguei o som da globobo. Passei a assistir a corrida com a narração do rádio. Fazem uns vinte anos. Ai o narrador da rádio que eu ouvia começou uma brincadeira com a ótima reporter de pista alegando que a escolha dela de Button como favorito era porque ele, Button, era bonito!…. foi o dia em que preferi ser surdo. Assisto a corrida sempre, sem som. Não tenho a atenção desviada por qualquer narrador e com isso percebo muito mais detalhes.
    Recomendo!

  26. Klauter Saciotto disse:

    Não somos todos, mas em maioria a idade corrompe o bom senso. Galvão passou, envelheceu e não se reciclou. Fico feliz quando ele é escalado para algum futebol da vida…
    Não sei se este e-mail será lido mas gostei muito daquele período em que o Rubens Barrichelo estava atuando como comentarista; alguém saberia me dizer o que ocorreu que tiraram ele daquela atividade?

  27. Fumio Kurihara disse:

    Ok Flavio. Voce precisa estar antenado nas pessoas influentes nesse esporte. Parabéns por escutar o GB e suporta-lo quase 2h. Por essas que ele faz e pelo ufanismo não tenho essa paciencia vejo a corrida no mudo.

  28. Heverton Elias disse:

    Bom, eu ia escrever uma carta aberta para ele, mas melhor não, as pessoas hoje ficam muito melindradas com qualquer coisa, e eu adoro o Galvão e não quero que ele fique melindrado comigo.

    Tou me mijando de rir. kkkkkkkkk
    Flávio, você é ótimo.

  29. Cacá Camargo disse:

    Por texto igual a esse que após você ter me mandado embora do seu blog , eu não fui!!!!! Parabéns…

  30. Quando ao vivo é só na Globo, torço sempre para que no SporTV a equipe titular de transmissão grave os comentários para poder assistir a reprise e não ter que ouvir o pobre Burti servindo de intérprete de comunicação de rádios, porque quando ele quer fazer algum comentário mais inteligente via de regra é atropelado pelo indivíduo.

  31. Marcio disse:

    Pior ainda é Nem a Globo e nem a Sportv falarem absolutamente nada sobre o Alonso naindy indy 500. Globo desinforma. Não serve para nada essa emissora. Só pra ver a F1 pq não tem outra opção.

  32. Alex Mendes disse:

    Todo profissional precisa se aposentar um dia, mesmo os mais brilhantes chegam na hora de parar em qualquer profissão. Galvão já foi grande, hoje é apenas um chato.

  33. Costa disse:

    O problema não é o GB, que já está ultrapassado para narrar um esporte dinâmico com a F1. O problema é o pachequismo da emissora, com seus narradores, comentaristas e jornalistas se gabando da amizade dos atletas, e a idéia de que brasileiro ´é sempre o melhor do mundo, nunca erra e, quando não vence, foi culpa de algum evento extraterreno. Juntando o medíocre do Massa com a babaquice do GB, temos a atual transmissão da Globo.

  34. Por isso que eu assisto motogp.

    1000 vezes melhor e não tem Galvão.

    Abraço

  35. Sandra disse:

    Esse ufanismo tacanho não é exclusividade do Galvão e nem do Brasil, mas aqui as coisas tomam ares de boçalidade, pieguice, despropósito. O resultado é a criação dos torcedores de ocasião. Não há continuidade. Com a aposentadoria do Guga, que canal aberto transmite um grande slam? Nenhum. Quantas vezes, nos jogos olímpicos do Rio a tv não cortou uma prova importante, um pódio para ouvir um brasileiro (que em outras circunstâncias nem participaria) explicando seu resultado aquém do esperado (não por ele, pois todo atleta sabe até aonde pode chegar, nem pelos verdadeiros especialistas das modalidades), frustrando um público com falsas expectativas (pois tem uma pífia cultura esportiva)? As falsas expectativas afastam o torcedor ocasional; minguando o público, a cobertura desaparece, modalidades somem como fumaça no vento.

    • Anselmo Coyote disse:

      Várias vezes o Rubinho encontrando-se em uma corrida impossível de ganhar foi queimado pelo Galvão por criar expectativas dizendo que daria e isso e aquilo. O torcedor não muito atinado ficava ali em frente ao aparelho crente que bastaria ao piloto acelerar mais e… (nem se o Rubinho fosse um piloto que acelerasse daria).
      Abs.

  36. mario disse:

    Eu achei engraçado o cara escrever rgt pra rede globo televisao , mesma coisa que eles fazem com a rbr hahahhahahahha

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