SUZACQUA (3)

jap178

RIO(bye) – Que coisa mais broxante. O campeonato acabou na madrugada de hoje em Suzuka. E acabou na segunda volta de um GP chocho, quando Sebastian Vettel, com duas palavrinhas pelo rádio, pregou a tampa do caixão da Ferrari em 2017: “No power”. Um prosaico problema de vela do motor, detectado já no grid, tirou o piloto alemão da corrida no final da quinta volta, quando já tinha despencado para o sétimo lugar. A perda de potência levou a equipe a chamá-lo para o box. “Vamos retirar o carro”, informou seu engenheiro, com voz cavernosa e solene.

Faltando quatro etapas para o fim do Mundial, Lewis Hamilton, que ganhou a prova com um pé nas costas, abriu 59 pontos de vantagem para aquele que, até então, era seu principal adversário na luta pelo título. Não estou a fim de fazer muita conta a essa hora da madrugada. Tião Italiano precisa descontar 15 por corrida para ser campeão. Não dá mais.

[bannergoogle]A sequência de três desgraças para Vettel minou suas chances de ser pentacampeão. Em Singapura, onde tinha enormes chances de vencer, se envolveu num acidente múltiplo na largada e zerou. Lewis venceu. Na Malásia, um piripaque no turbo na classificação atirou seu carro para a última posição no grid. O inglês chegou em segundo. E, agora, outro abandono com mais uma vitória do piloto da Mercedes.

Não tem como ganhar um título desse jeito, menos ainda numa disputa que, desde o início da temporada, prometia se arrastar até as últimas voltas da última corrida do ano. No pau a pau contra uma dupla como Hamilton/Mercedes, ninguém pode se dar o luxo de errar tanto. A Ferrari entregou o ouro para o bandido, que agradeceu.

O GP do Japão começou sem imprevistos, no sol, 26°C, largada limpa, Lewis mantendo a ponta com Vettel, ao seu lado na primeira fila, em segundo. Mas já na primeira volta Verstappinho, que largou bem e pulou para terceiro, passou o alemão e assumiu o segundo posto. A manobra, que aparentemente fora brilhante, na verdade foi facilitada pela ruína ferrarista que se avizinhava.

Antes mesmo da entrada do safety-car na volta 2, após uma batida besta de Sainz Jr., Sebastian já tinha sido ultrapassado também por Ocon, Ricciardo e Bottas. Assim que o carro de segurança saiu da pista e a relargada foi autorizada, na quarta volta, o alemão desistiu.

Daí para a frente, Hamilton só teve de se preocupar em manter Verstappen a uma distância segura. O holandês foi o primeiro a trocar pneus entre a turma da ponta, na volta 22. Lewis veio na 23, voltando atrás de Bottas, que saiu com pneus macios e esticou seu stint um pouco mais, até a 29ª. Antes de parar, deu passagem ao companheiro e aproveitou para dar uma seguradinha de leve no piloto da Red Bull. Tudo estava sob controle para os prateados.

As posições se estabilizaram com Hamilton, Verstappen, Ricciardo e Bottas puxando o pelotão, apesar do esforço do jovem Max para se aproximar do líder. Mais para trás a torcida japonesa, que não lotou as arquibancadas de Suzuka como outrora, se divertiu com Raikkonen passando um monte de gente para fincar bandeira no quinto lugar, à frente da explosiva dupla da Force India — Ocon à frente de Pérez –, e com a briga dos dois pilotos da Haas para chegarem em Massa, oitavo, o que acabou acontecendo na volta 43. Os dois passaram.

[bannergoogle]Restou, para as últimas voltas, esperar pela previsível chegada de Bottas em Ricciardo, na luta pela última vaga do pódio. Como tinha pneus supermacios, foi tirando a diferença para o australiano até chegar perto na volta 52. Mas aí já era tarde. Ricardão é o tipo de piloto que sabe defender uma posição sem sacanear ninguém, com classe. E Sapattos não é propriamente um virtuoso, daqueles que chegam e passam sem muita negociação. Um safety-car virtual após o estouro de um pneu de Stroll ainda ajudou. Os comissários demoraram para retirar o carro do canadense da grama, dando um refresco para o sorridente canguru rubro-taurino.

Para não dizer que Hamilton teve uma tarde absolutamente tranquila, nas duas últimas voltas ele reportou pelo rádio vibrações estranhas em seu carro, o que permitiu a Verstappen esboçar um ataque. Mas até aí a sorte estava ao seu lado. Antes de abrir a volta derradeira, passou rápido pelos retardatários Massa e Alonso, algo que Max não conseguiu. O garoto perdeu preciosos décimos de segundo atrás dos dois e já não havia tempo para mais nada.

Hamilton, Verstappen, Ricciardo, Bottas, Raikkonen, Ocon, Pérez, Magnussen, Grosjean e Massa foram os que pontuaram. Foi a 61ª vitória do britânico, que chegou a 306 pontos na classificação, contra 247 de Vettel e 234 de Bottas. Desconfio que nem o vice-campeonato Tião Italiano irá conseguir, tamanho o baixo astral que vai acometer a Ferrari depois de mais uma tragédia mecânica.

jap176

Comentários

  • Quero saber aonde estão aqueles que, há 3anos, diziam que esse Schukrute levaria a Ferrari aos dias de glória, kkkkkk. Nem perto de Alonso chegou, quando este, lá esteve! Bando de babacas, isso sim. Piloto igual ao outro que vencem por circunstâncias e não por merecimento/talento.

    #chupemschukruzetes

  • As Schukruzetes estão pirando vendo que Mirtão está igualando os nrs. de titulos do FakeJr, kkkkkk. São os mesmos recalcados que torcem pro alface e que tbm já teve seu recorde (fake) de poles superado…..kkkkkk

    #quecontinuemosjogos

  • Eu gosto quase tanto dos comentários, quanto da opinião do FG, eu disse quase. Tem alguns leitores que escrevem entortando uma gelada, só pode, é cada coisa. São de inventar apelidos aos pilotos, que ao contrário do blogueiro, não tem nada com nada. Será q

  • Tomem vergonha na cara. Chega de tanto revanchismo viúvas!
    As viúvas haters são anti Vettel (e anti Ferrari) e “pró Hamilton” porque o inglês se diz fã de Senna. E ficam curtindo revanchismo transferindo Hamilton x Vettel como se fosse Senna x Schumacher.
    Porque não engolem o recalque de terem presenciado o Schumacher superar os recordes de Senna e ter ainda mais que o DOBRO de títulos do falecido. Essa é a verdade de toda essa torcida sennista pelo inglês e a raiva pelo Vettel.
    Revanchismo e recalque eterno. Parem de encher o saco. Senna está morto, conquistou 3 títulos tem/teve seus méritos. Schumacher está acamado depois de um acidente horrível, mas nada nem ninguém vai tirar seus números MAIORES que o de Senna. Não adianta o Hamilton conquistar dez títulos, ou o Vettel conquistar mais dez. São 4 pessoas diferentes, sem parentesco algum ainda por cima.
    Hamilton nem é brasileiro!
    E alguns caras como aquele “Segafredo” personificam o cúmulo dessa doença.
    São anti Vettel, anti Ferrari, anti Alonso…
    Mais odeiam alguns pilotos do que admiram um piloto favorito.
    Tem cara que nem viu Senna em ação, só por videos no youtube, porque era muito criança ou nem tinha nascido naquela época, mas idolatra Senna e odeia todos os grandes pilotos que vieram depois, e esses sim eles testemunharam em ação na pista, que para seus desgosto profundo bateram (e baterão) alguns recordes do seu amado ídolo morto.
    Haters revanchistas babacas.
    VÃO SE TRATAR.