TETRAMEX (2)

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RIO(vai, Lusa!) – Quem diria que Hamilton seria coadjuvante no sábado ensolarado da Cidade do México… A briga pela pole para a corrida que deve decidir o campeonato, amanhã, foi travada por Verstappen e Vettel. E o alemão conseguiu, depois de três poles seguidas de Hamilton, voltar à primeira posição de um grid. De quebra, impediu Max de bater seu recorde de mais jovem pole da história. A marca segue com Sebastian, estabelecida no GP da Itália de 2008 — quando ainda era piloto da Toro Rosso.

A volta de Tião Italiano, no finalzinho do treino, foi espetacular. Ele superou Verstappinho por apenas 0s086. Lewis nem chegou perto. Na última tentativa, deu uma erradinha e não conseguiu melhorar seu tempo. Ficou em terceiro. Mais do que suficiente para ganhar o título, se nada de anormal acontecer na corrida. Ele precisa de um quinto lugar, apenas.

Verstappen começou o Q3 como favorito, depois de virar 1min16s524 no Q2, tempo que nem ele conseguiria bater depois. Achei, na hora, que seria difícil, mesmo. A temperatura da pista estava aumentando e o asfalto ficava mais escorrregadio. Fora que a volta foi mesmo excepcional. Difícil de repetir. No Q3, seu tempo foi de 1min16s574. “Estou chateado, os pneus não funcionaram tão bem, a volta foi até boa, mas não como eu queria”, lamentou o holandês.

[bannergoogle]Por ter atrapalhado Bottas no Q3, Max poderia receber uma punição, ainda. Escrevo sem saber o que os comissários decidiram. Depois arrumo, se for o caso. A volta de Hamilton foi cronometrada em 1min16s934. Suficiente para o terceiro lugar, não mais que isso. “Eles fizeram um excelente trabalho”, reconheceu o inglês, referindo-se à Ferrari e à Red Bull.

Foi a quarta pole de Vettel no ano e 50ª na carreira. “Che giro!”, festejou pelo rádio. Verdade. Que puta volta espetacular, diria eu com toda elegância possível. Depois dele, Verstappen e Hamilton, fecharam o top-10 Bottas, Raikkonen, Ocon, Ricciardo, Hülkenberg, Sainz Jr. e Pérez.

Se o Q3 foi legazinho, o Q2, que definiu os dez primeiros, foi dos mais sonolentos do ano. Dois pilotos nem foram para a pista, fazendo com que a briga fosse para eliminar apenas três. Alonso e Vandoorne, que perderão 500 posições no grid, preferiram permanecer nos boxes. Isso depois de Alonso andar muito bem no Q1, com uma quinta posição que ele mesmo definiu como “fantástica”.

Outro que não teve chance de tentar nada, porque quebrara logo depois de sua primeira tentativa, foi Hartley. O motor estourou, como já estourara o de Gasly, seu novo companheiro de Toro Rosso, nos treinos livres. Esse nem para o Q1 foi, porque não deu tempo de trocar a unidade de potência. Assim, eram dois os que dançariam no Q2, por falta de candidatos. E foram os dois da Williams, com Massa em 11º e Stroll em 12º.

No Q1, só para registrar, os eliminados foram Ericsson, Wehrlein, Magnussen, Grosjean e o já mencionado Gasly — coitado, perdeu o GP dos EUA para correr pela Super Fórmula no Japão, a prova foi cancelada lá, voou para o México e só conseguiu dar dez voltas em dois dias.

É de se prever uma prova tranquila para Lewis, se ele quiser resolver a parada logo. Não tem muitos motivos para bater roda com ninguém na largada, o que para mim faz de Vettel o favorito à vitória amanhã. Largando bem, o que é provável porque do seu lado do grid a tração será bem melhor, terá apenas de se defender dos previsíveis ataques de Max no início para buscar um resultado que pode até não consolar o torcedor da Ferrari, já que o título não virá. Mas servirá para dar uma alegria a um piloto que liderou a maior parte do campeonato, mas viu seus sonhos de ser pentacampeão desabarem graças aos erros do time, aos seus próprios e, sobretudo, a uma arrancada incrível de seu maior rival.

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