O PRÓXIMO

RIO(observando) – Sérgio Sette Câmara terá o ano mais importante de sua carreira em 2018. Na semana passada, foi confirmado pela Carlin para a próxima temporada da F-2. A equipe inglesa volta à categoria e terá um grande suporte técnico da McLaren, já que o outro piloto será Lando Norris (que chamarei de Lorris Nando, ou Nando Lorris, várias vezes no ano, como fazia Luciano do Valle com Bryan Riscoe/Ryan Briscoe, a ponto de EU NÃO SABER QUAL É O CERTO), já definido como reserva de Alonso e Vandoorne na F-1.

Brasileiros não são novidade para a Carlin. Nasr correu para o time na GP2, Leist defendeu suas cores na Indy Lights neste ano e o próprio Sette Câmara correu com a Carlin em Macau em 2016, chegando ao pódio.

A experiência de um ano na F-2 vai ajudar muito o mineiro de 19 anos, que sabe ser esta sua última temporada na categoria — três anos no último degrau antes da F-1, quando se chega à F-1, não é o padrão. Não tem obrigação de ser campeão, isso ninguém tem, mas se as pretensões forem grandes, e parecem ser, precisa de bons resultados. A saber: vitórias, pódios e grande frequência entre os primeiros.

[bannergoogle]Pela pequena MP Motorsport da Holanda, Sérgio fez uma boa segunda metade de campeonato, com uma vitória em Spa e um pódio em Monza. Não é muito, mas está longe de ser nada. Ficou em 12º na classificação, num ano dominado pela Prema e por Charles Leclerc, bancado pela Ferrari. Nas primeiras sete rodadas duplas, 14 corridas, não pontuou — o que é muito ruim, apesar de defender um time sem grandes recursos. Mas nas últimas quatro rodadas, fez pontos em sete das oito corridas, mostrando enorme evolução. Além disso, perdeu Macau na última curva, depois de liderar boa parte da corrida.

Como as últimas impressões são as que ficam no automobilismo, e eis aí uma verdade absoluta, terminou o ano em alta. Com 19 anos, tem cinco de experiência na Europa, é um rapaz determinado e talentoso, e agora a bola está com ele. Correr contra Nando, digo, Lando, será um desafio e tanto porque o moleque é muito bom e ninguém do porte da McLaren aposta num mané. Basta lembrar o que virou Hamilton, apadrinhado por Ron Dennis — por onde anda? — desde os 9 anos de idade no kart.

Na fila de brasileiros que miram a F-1, Sette Câmara é o primeiro. São poucos, na verdade — além dele, mais pelos sobrenomes do que por qualquer outra coisa, estão Pedro Piquet e Pietro Fittipaldi, com chances bem menores.

Vamos ficar de olho no garoto. Boa sorte para ele. E vou sentir saudades de ver o carro da MP com a pintura descaradamente copiada do Meianov!

GP ABU DHABI 2017

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