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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019 - 0:35One comment

ONE COMMENT

Um país que deixa o último vapor do mundo, construído em 1913, definhar num rio não presta. O texto é de Jorge de Souza e a foto, de Danilo Verpa.

vapor

18 comentários

  1. Rodrigo Freitas Caldas Freitas disse:

    Cheguei a fazer um passeio no Benjamim Guimarães há alguns anos (uns 10, talvez). Há uns três, com o vapor já parado há algum tempo por causa do baixíssimo nível do rio, ele abrigava uma orquestra de jovens. Cheguei a assistir uma apresentação em que o palco era o Benjamim Guimarães.

  2. Roberto disse:

    Este Navio deveria ser tombado pelo patrimônio histórico. Virando um museu atracado como acontece em diversos países. Ainda há tempo.

  3. Ricardo Bigliazzi disse:

    Tem razão, os ultimos 30 anos foram bem dificeis para o barquinho…

  4. Nicolas disse:

    Achei interessante a história por trás desta reportagem. Sendo assim, através do seu blog, compartilhei no facebook a matéria. Quantos deputados estaduais, Federais e Senadores tem Minas Gerais? Mais de 100 certamente. É impressionante que nenhum deles (1 só que seja!) não faça um projeto visando a recuperação e posterior conservação em loal seguro ou museu desta embarcação…

  5. charles disse:

    Faz quanto tempo que está abandonado? Um mês e meio? Isso?

  6. Thiago Azevedo disse:

    Bem eu lembro a reação do Bozonaro depois do incêndio do Museu Nacional: “Já queimou, o que quer que eu faça?”. O que esperar de um sujeito desse?
    Não há respeito com a história.

    Esse vapor deve ser restaurado e ir para um museu. Sim, não deve voltar à ativa, pois as margens do Rio São Francisco foram dizimadas para obter a lenha que alimentavam essas embarcações. Se não me engano, os engenhos de cana também ajudaram a exterminar a biota de lá. O equipamento faz parte da história e deve ser bem guardado. Mas que fez um baita estrago, fez.

  7. Reinaldo Bascchera disse:

    Flávio, bom dia!

    Preocupante a história do Vapor. Mais do que isso, é muito triste essa história. Importante saber de histórias como essa para quem sabe, mudar o seu rumo. Créditos ao autor da matéria que você replicou aqui. Contudo, algumas questões colocadas na matéria, suponho que por desconhecimento do autor, mais atrapalham a causa do que ajudam. do que ajudam. Senão vejamos:

    “Esta é a segunda vez que o velho vapor se vê abandonado e entregue à própria sorte. A primeira foi em 1986, quando ficou duas décadas apodrecendo ao relento, até que a prefeitura de Pirapora conseguiu evitar o pior e o restaurou a tempo. Em seguida, ele foi transformado em “Patrimônio Histórico” – o primeiro barco brasileiro a receber tal honraria. Mas foi justamente aí que começaram os problemas — porque, sendo “Patrimônio Histórico”, qualquer intervenção no barco depende de intermináveis projetos e procedimentos burocráticos, sem contar que a verba para isso precisa vir do governo de Minas Gerais, que, como se sabe, está quebrado.

    “O antigo governador havia prometido recursos para o Iepha – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais coordenar a restauração do barco, mas deixou o cargo sem fazer isso”, diz Orlando. “E nem se tivesse esse dinheiro o nosso município poderia bancar a reforma, porque, como o barco foi tombado, só o Iepha pode cuidar dele”.

    De acordo com o texto, a primeira reforma do barco ocorreu em 1986, ou seja 73 anos depois de construído. Ainda de acordo com o texto, após a reforma ele foi Tombado como Patrimônio Histórico. Logo, não é difícil deduzir que ele não recebeu os devidos cuidados ao longo de 73, ainda que não estivesse Tombado. Frequentemente o Tombamento, instituição importante para a Cultura do país é tido como um problema. Algumas vezes por desconhecimento da sua importância e real significado, outras por má fé mesmo. Também é estranha a informação que “sendo “Patrimônio Histórico”, qualquer intervenção no barco depende de intermináveis projetos e procedimentos burocráticos, sem contar que a verba para isso precisa vir do governo de Minas Gerais”. Ora, se o barco é de tal forma único e importante, não apenas do ponto de vista material, mas também e quem sabe, principalmente, do ponto de vista afetivo, como a própria reportagem bem demonstrou, não é possível que haja qualquer intervenção que não seja bem estudada e responsável. Mutilações e descaracterizações de bens culturais ocorrem, infelizmente, com frequência e certamente esse não é o objetivo do Tombamento. Não sei se o dinheiro “precisa” vir do Governo de Minas Gerais”, mas o governo mineiro tem uma política fiscal específica para promover a manutenção de seus patrimônios tombados. Há lei nesse sentido. Muitos governos municipais em Minas tem conselhos locais para se beneficiar dessa política que, diga-se de passagem, é algo positivo. Outra afirmativa que merece uma atenção é esta: “sendo “Patrimônio Histórico”, qualquer intervenção no barco depende de intermináveis projetos e procedimentos burocráticos, sem contar que a verba para isso precisa vir do governo de Minas Gerais”. Não conheço a legislação mineira para desmentir categoricamente essa informação, mas apostaria que isso não procede. O órgão de preservação mineiro, ou qualquer outro órgão de preservação da memória Brasil afora, incluindo o IPHAN, os órgãos estaduais e também os municipais, não tem a atribuição de manter do ponto de vista financeiro todo os bens que eles Tombam. Se fosse assim, Ouro Preto que é uma Cidade inteira tombada deveria ser mantida pelos órgão de preservação, não é? Uma informação relevante sobre o instituto do Tombamento é que ele NÃO interfere na propriedade do bem. Ou seja, se um bem móvel ou imóvel é Tombado ele continua sendo de quem era o seu proprietário antes do ato do Tombamento. Portanto, imaginando-se que o barco tenha um dono, e deve ter, por óbvio, esse detentor da propriedade do barco é seu primeiro responsável por ele. Evidentemente, nem sempre quem é o proprietário do bem possui as condições financeiras para manter o bem, razão pela qual o Estado oferece recursos das mais diversas fontes, vindo dos impostos de todos, para a sua manutenção. É claro que se tudo isso funcionasse como deveria, essa história não estaria sendo contada. Há muito a ser feito e, infelizmente, a Cultura não é exatamente uma prioridade da maioria dos Governos e certamente nesse momento, muito menos ainda. Tempos estúpidos. Como diria o grande Gilberto Gil, “gente estúpida, gente hipócrita”. Por fim, gostaria de parabenizar o autor da matéria por ter tornado público o estado de penúria em que o Vapor se encontra e à você, que sempre sensível ao tema da preservação, nos permitiu neste espaço, que visito diariamente, saber dela. Em tempo: não sou do IEPHA, nem de nenhum órgão de preservação, nem tampouco do governo de Minas. Apenas conheço o assunto, ainda que de forma superficial, pois me interesso por ele. Forte abraço.

    • Flavio Gomes disse:

      Acho que, em geral, usam tombamento no Brasil como desculpa para não fazer nada. Por isso disse que este país não presta. Seja porque o Estado embaça para autorizar intervenções (às vezes acho que ocorre), seja porque políticos e empresários brasileiros se apoiam nessa muleta para não gastar dinheiro naquilo que realmente importa.

  8. Edison disse:

    Vc ainda tinha alguma dúvida de que esse país não presta? Está tudo podre.

  9. FUMIO KURIHARA disse:

    Sinceramente Flavio, esse país que você fala, deixa pegar fogo locais como Museu Nacional, Memorial da America Latina, deixa às traças o Museu do Ipiranga e covardemente e por total desleixo deixam crianças sem escolas de qualidade, sem proteção em CT’s, sem futuro. E assim fica largado relíquias como essa e muitas outras que devem estar espalhadas pelo país.

  10. Gabriel P. disse:

    Boa lembrança Flávio
    Mas no Brasil é sempre assim.
    Grana para corrupção jamais falta e tem até demais, no entanto…
    para nossa cultura, história e educação nunca tem, falta sempre e dane-se o país e seus habitantes.

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