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RIO (tem ele falando naquela fita, acho) – Hoje faz 25 anos do terceiro lugar de Barrichello em Aida, no GP do Pacífico, seu primeiro pódio na F-1. O primeiro de 68, número que faz dele o oitavo piloto com mais troféus na categoria. Foram dois pela Jordan, quatro pela Stewart, 55 pela Ferrari, um pela Honda e seis pela Brawn. Das seis equipes que defendeu, só a Williams não o viu entre os três primeiros de uma corrida. São marcas bem impressionantes, já que Rubens largou para 322 GPs na carreira — a cada cinco, em média, foi ao pódio uma vez.

[bannergoogle]Os números sobre GPs disputados por Barrichello divergem em algumas estatísticas, e por isso se fazem necessárias algumas explicações. No total, ele tem 326 “participações” em finais de semana de corrida. Em quatro dessas participações, no entanto, o brasileiro não chegou a começar as provas. Pela Jordan em 1994, em Imola, sofreu um acidente nos treinos de sexta e não pôde correr. Em 1998, na Bélgica, envolveu-se no acidente múltiplo na largada que motivou a paralisação da prova e seu reinício a partir do zero, com a distância original sendo mantida — não houve uma “relargada”, nem uma “interrupção” com manutenção de posições no momento da parada. Começaram tudo de novo, respeitando as posições originais do grid. Assim, aqueles que não tinham carros-reserva para o novo começo, estatisticamente falando, não disputaram o GP. Rubens, então na Stewart, machucou o braço e foi um deles — os outros que não alinharam para a nova largada foram Panis, da Prost, Salo, da Arrows, e Rosset, da Tyrrell. A corrida, oficialmente, teve 18 participantes.

Os outros dois GPs que alguns estatísticos desconsideram da longa lista de Barrichello são de 2002, na Espanha e na França. Em ambos, sua Ferrari teve problemas técnicos no grid e Rubens não chegou a sair nem para a volta de apresentação. Nas suas contas pessoais, salvo engano, o piloto só não computa como “GP disputado” o de San Marino de 1994, do qual efetivamente não participou. Os demais ele considera “disputados”, seguindo um critério simples: vestiu capacete e macacão, entrou no carro, apertou o cinto, saiu dos boxes e foi para o grid. Na Bélgica, embora não tenha alinhado para a segunda largada, não teria como sofrer um acidente numa corrida que não disputou; tem razão. Nas outras duas, o carro quebrou antes de largar, mas ele estava lá alinhado esperando as corridas começarem; também concordo.

Procurei estatísticas ditas “oficiais” nos sites da FIA e da Fórmula 1. Acreditam que não achei? O site oficial do piloto é ruim, desatualizado e sem uma área específica com os números de sua carreira em diversas categorias, o que é uma pena. Se alguém encontrar algum dado considerado “oficial” sobre os GPs disputados pelo brasileiro, avise aqui.

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Cristiano
Cristiano
3 anos atrás

Bacana que o Stats F1 separa quem bateu sozinho e quem ficou no acidente “coletivo” na largada do GP da Bélgica de 1998. https://www.statsf1.com/pt/1998/belgique/classement.aspx

CRSJ
3 anos atrás

O Rubinho conseguiu o seu primeiro pódio (terceiro lugar) um ano depois da estreia, só que a primeira vitória veio sete anos e meio depois da estreia.
O Senna continuava no seu inferno astral (bateu na largada) onde ele e nós todos imaginávamos que a Williams seria um completo paraíso pra ele, com isso o Schumacher roubava sua cena pela segunda vez consecutiva com essa vitória no GP do Pacífico 1994.
Vale destacar também o quarto lugar conseguido por Christian Fittipaldi nessa corrida do Pacífico 1994.
Pelas estatísticas o Rubinho teve em GPs disputados: Wikipédia, envolvido em 326 (tendo 322 largadas).e Stats F1, envolvido em 326 (tendo 323 largadas).

Luciano
Luciano
3 anos atrás

Tem estatísticas que merecem ser ignoradas. Na F1 pra mim só conta títulos, número de vitórias, pole positiions e pódios. O resto, descarta. Brasileiro adora isso: Estatísticas insignificantes. Kimi Haikonen vai passar o barrica e não tá nem aí…

Fernando
Fernando
Reply to  Luciano
3 anos atrás

Onde você leu que o piloto brasileiro se importa com esses números? Você se referir aos torcedores, então precisa avaliar os torcedores da Finlândia. De qualquer modo, não se trata exatamente de estatística. Eu avaliou o trabalho que o Rubens e o Massa fizeram e o respeito que todos têm por eles dentro da F1. Me frustraram não conquistando títulos, mas não voltaram com o rabo entre as pernas. Apenas vira latas – e quase sempre hipócritas – que não conseguem avaliar a conquista profissional que ambos possuem em suas carreiras. Mas tudo bem, a maioria dos brasileiros vão para seus trabalhos, fazem apenas a suas funções de forma satisfatória, e se sentem melhor do que eles e realmente se acham mais dignos. Acima de tudo eles são empregados naquilo que fazem. Possuem um patrimônio considerável. Eu tenho uma vida boa. Um emprego satisfatório e me sinto realizado e nem de longe conquistei o que eles conquiataram. O que te faz pensar que eles teriam motivos para estarem decepcionados? Não fode cara. Decepcionaram a si mesmos não tendo títulos, mas nenhum se sentem fracassados. Nem deveriam.

Bola da Vez
Bola da Vez
Reply to  Luciano
3 anos atrás

E quando é que foi que o Raikkonen esteve aí pra alguma coisa?

Rafa
Rafa
3 anos atrás

Trocentos GPs, e nenhum título, piloto mediano que será lembrado apenas pelo número de corridas, tipo o Massa.

Mansell
Mansell
Reply to  Rafa
3 anos atrás

Gilles Villeneuve tb faria parte dessa sua crítica, portanto ?

Fernando
Fernando
Reply to  Rafa
3 anos atrás

É cada vira lata que aparece.O interessante, é que são pessoas exatamente com esse discurso, que concorrem concursos públicos, por exemplo. Sequer são aprovados, mas se sentem bem consigo mesmo, achando que valeu o empenho e o esforço. Bando de hipócritas.

Bola da Vez
Bola da Vez
Reply to  Fernando
3 anos atrás

Não entendi. O que tem a ver concurso público com estatística da Fórmula-1?

Paulo
Paulo
Reply to  Rafa
3 anos atrás

Na mesma linha do “Mansell”: Sir Stirling Moss foi uma baita “braço” também e o “Dick Vigarista” não presta porque ganhou mais títulos que o “Santo”

Denis
Denis
3 anos atrás
Christiano Lamardo
Christiano Lamardo
3 anos atrás

Flávio,
creio que também foi o primeiro pódio da equipe Jordan.

Abraço

Squa
Squa
3 anos atrás

Incrível! 7 títulos mundiais numa única foto!

Comentarista Crítico
Comentarista Crítico
Reply to  Squa
3 anos atrás

Em 1995 Schumacher e Capachello passaram longe um do outro.

Celio Ferreira dos Santos
Celio Ferreira dos Santos
3 anos atrás

E tem piloto endeusado pela mídia que não foi ao podium ….

Kaike
Kaike
3 anos atrás

Flávio, eu acompanho muito pelo StatsF1, não é oficial, mas é completíssimo e nele diz: 326 participações e 323 largadas (https://www.statsf1.com/en/rubens-barrichello.aspx)

Rodrigo Rocha
Rodrigo Rocha
Reply to  Kaike
3 anos atrás

Eu concordo com 323. Certa vez vi uma explicação de que o correto é computar a primeira largada, então seria correto considerar BEL 98 e não seria correto computar os demais.

TYRRELL
TYRRELL
3 anos atrás

Oi, Flávio, conheço esta aqui: https://www.statsf1.com/en/rubens-barrichello.aspx, espero que ajude. Abraços

Geraldo Flávio Chaves
Geraldo Flávio Chaves
3 anos atrás

Acredito sim Flávio, são sites que a gente procura dados oficiais e não encontra nada!

Leandro
Leandro
3 anos atrás

Alguém já deve ter escrito, mas considero este um bom site: (https://www.statsf1.com/pt/rubens-barrichello.aspx).

Sobre os dados, eu não tenho certeza.

Paulo Pinto
Paulo Pinto
3 anos atrás

O site STATSF1 aponta 323 GPs na carreira do Rubinho.