OUTROS TEMPOS
RIO (não lembrava disso…) – O Henrique Almeida Silva Júnior mandou o vídeo abaixo e a mensagem que divido com vocês. Volto depois dela:
Olá Flavinho tudo bom? Desejar bom 2020 pra você e agradecer ao livro que adquiri e ofereci ao meu pai de presente de aniversário (“O Boto do Reno”). Gostaria de compartilhar um vídeo que achei no Vocêtubo com uma corrida no Estoril em 1989 a bordo do carro do Berger. Fico me perguntando se a FIA de fato desligava a transmissão ou se esses vídeos estão disponíveis dentre as inúmeras câmeras a bordo que choveram na F-1 no começo da década de 80.
Marquei alguns pontos interessantes para você ver que são: 1) o alinhamento da Ferrari e a largada aos 3min40; 2) o primeiro retardatário aos 30min22 (ou seja, em meia hora de prova); 3) Berger sinalizando para a equipe que iria entrar no box, hilário como ele precisa levantar o braço, aos 49min; 4) a vitória tranquila e a última volta tirando o pé, em 1h39min; e 5) na volta da comemoração, o piloto vai tirando as luvas, capacete e tudo. Não lembro dessas coisas nessa época, mas o esforço físico era algo incrível. Sem contar o motor Ferrari e esse som delicioso de ouvir, sempre em alta rotação, durante toda o vídeo de quase duas horas.
Voltei. Bem, ninguém precisa ver a corrida toda, até porque Gerhard ganhou de ponta a ponta. Foi uma das três da Ferrari naquele ano. As outras foram de Mansell, no Brasil (primeira vitória de um carro com câmbio semiautomático) e na Hungria. O campeonato, vocês lembram, foi vencido por Alain Prost. Boutsen, da Williams, venceu duas provas. Nannini, da Benetton, uma — o famoso GP do Japão. Senna ganhou seis e Prost, quatro.
[bannergoogle]
De fato é intrigante ver uma corrida inteira naqueles tempos gravada na câmera on-board, e é claro que imediatamente todos vão se perguntar das imagens do carro de Senna em Imola cinco anos depois — que a FIA e a FOM juram não existir, porque só existem aquelas que estavam no ar. Não tenho resposta para isso.
No mais, é realmente divertidíssimo ver Berger arrancando luvas e capacete enquanto leva o carro de volta para o modesto Parque Fechado do Estoril — que nada mais era que um pequeno pátio ao lado da sala de imprensa. Alguém imagina algo parecido hoje em dia?
e alguns (muitos) anos antes de 1989 lembro de assistir a uma prova em que Emerson Fittipaldi passava na reta dos boxes apontando qual o pneu para trocar na próxima, e Luciano do Vale narrava essa indicação. Outros tempos mesmo.
Flavio, não foi de ponta a ponta. Mansell ultrapassou o Berger na volta 24, e só perdeu a posição por causa da lambança no box.
Fiquei curioso, resolvi pesquisar e achei o GP do Brasil de 2012 todo em câmera onboard de diversos pilotos:
https://www.youtube.com/watch?v=jxkV7Ehqw9s
Sensacional
Me lembrou do Webber tirando o capacete em Interlagos, na sua despedida.
Me impressiona também a altura das zebras, tinham uns 50 cm :D
Engraçado que este vídeo apareceu como sugerido para mim no Youtube uns dias atrás. Eu assisti algumas partes e o que me surpreendeu, mesmo, foi a velocidade nos boxes.
Nos anos 80-90 as câmeras onboard ainda estavam em fase experimental. A cada corrida apenas uma equipe era escolhida para levar a câmera. Isso faz dessas imagens do Berger algo bem raro.
Cara, nao tinha limite de velocidade nos boxes nao?
Não.
Rapaz, que loucura, que delicia. Fiquei meio impressionado com o Berger trancando o pe logo que o mecanico liberou…
Temos que tirar o chapéu pra esses caras….correr nessa época tinha que ter culhão.
Mas o Berger queimou a largada….hehe!!
Ele não queimou. Como parou antes da linha da posição, ele pode avançar até ela antes que o sinal fique verde, e aí sim acelerar para valer. Fazia isso, deu errado no Canadá em 90 e foi punido.
Quanto a tirar capacete e luvas, também costumava fazer isso. Fez em Adelaide, em 87.