FW43

FW43: pior que no ano passado, impossível

RIO (e não sei não…) – Prestem atenção nestas duas sequências de números e digam o que elas representam para vocês:

3 – 3 – 5 – 5 – 10 – 10

320 – 257 – 138 – 83 – 7 – 1

Não é muito difícil assim desvendar o enigma proposto. Trata-se do desempenho da Williams desde 2014, quando assinou com a Mercedes e começou a era híbrida da F-1.

Na primeira fila de números, a posição do time em cada campeonato entre os construtores. Foram dois ótimos terceiros lugares (dá para acreditar que foi há tão pouco tempo?), dois quintos meio decepcionantes e duas lanternas patéticas.

A segunda série mostra a pontuação da equipe no mesmo período. Dispensa maiores comentários. Cabe apenas um suspiro lamentoso.

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2019 foi o pior ano da história da Williams em todos os sentidos técnicos (claro que o pior, de longe, foi 1994 quando um piloto morreu num de seus carros, Ayrton Senna). Não há muitos sinais de que em 2020 uma reviravolta radical aconteça.

De bom, eu diria que a Williams tem apenas um de seus pilotos, George Russell. O estreante Nicholas Latifi, embora possa se orgulhar das quatro vitórias e do vice na F-2 no ano passado, não fez nada de muito notável até então — ao contrário, tem uma carreira de parcos resultados e algum fôlego financeiro, suficiente para colocá-lo num time que há algum tempo aluga seus cockpits.

Fiquei meio espantado com as explicações do corpo técnico da Williams sobre o FW43, apresentado hoje. De modo geral, todos disseram que se trata de uma “evolução” do carro do ano passado.

O carro do ano passado não merecia ser tomado como base para nada. Poderia ser esquecido em algum canto do museu de Grove com um alerta para os futuros engenheiros do time: “Não são permitidas cópias. Não façam nada igual a isso nunca. Thank you”. Ou então picotado num ferro-velho.

Evolução do FW42 não me parece algo muito promissor. De qualquer maneira, não dá para imaginar em 2020 uma temporada tão ridícula quanto 2019. A Williams não parecia uma equipe de F-1 no ano passado. Se esse carro aí tiver um desempenho compatível com o que um F-1 deve apresentar, já será um avanço.

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