SF1000

RIO (vermelho sempre) – Começou a temporada de lançamentos da F-1, com a Ferrari apresentando hoje seu modelo 2020 num espetáculo feérico em um teatro em Reggio Emilia. Teve dança, malabarista e orquestra. Pode ser uma retomada das grandes festas de apresentação de carros novos, que nos anos 90 eram quase um campeonato à parte — para saber quem fazia a mais legal e quem oferecia a mais jeca. Nos últimos anos, o padrão tem sido dois pilotos retirando a capa diante dos boxes de Barcelona, a coisa mais sem graça do mundo.

A Ferrari, seguindo seu critério de não ter critério, batizou o modelo como SF1000. SF de Scuderia Ferrari, 1000 porque neste ano a equipe completa mil GPs — está na F-1 desde a primeira temporada, mas pulou uma prova ou outra, entre elas a que inaugurou a categoria, em Silverstone.

Pelas minhas contas, o time italiano tem 991 GPs no lombo de seu cavalinho rampante e bate na milésima em Montreal. Será que em clima de festa?

A ver.

O carro novo, que segundo informações de cocheira não foi um grande espetáculo nos primeiros testes de túnel de vento, teve como mola-mestra de seu desenvolvimento — adivinhem — a busca por uma melhora nos fluxos de ar sob, sobre e em volta do pacotão vermelho fosco. Melhorar o “downforce” era preciso, foi o que disse Matia Binotto.

Todas as equipes dirão o mesmo, porque o regulamento não mudou e não há muito o que fazer a não ser aprimorar a aerodinâmica. Batendo o olho, chama a atenção a barbatana esquisita e os chifrinhos ao lado da tomada de ar atrás da cabeça do piloto. Mas, como sempre dizem os engenheiros, por baixo da carcaça é tudo novo.

Melhor que seja mesmo, porque no ano passado o que havia ali não deu nem pro cheiro.

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Todas as informações sobre o lançamento da SF1000, com entrevistas, declarações e análises, estão no Grande Prêmio.

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