EU QUERO!

RIO (isolamento vem de “isola”, que em latim é ilha. De nada) – Vejam o que será leiloado dia 24 na minha querida Pelotas, e vai sair quase de graça! Mas como está sendo vendido como sucata, não é qualquer um que pode comprar. Precisa ser cadastrado como empresa autorizada a desmanchar carros e tal…

Espero que quem compre não desmanche. Isso aí é uma cápsula do tempo. Não sei se pode regularizar ainda para rodar, mas mesmo se não for possível eu pegaria no colo e deixaria guardado desse jeitinho aí. Esse Chevette era usado como carro de auto-escola pelo Touring, que já foi mencionado aqui em outros posts.

O Touring era uma potência, uma marca muito forte principalmente nos anos 60 e 70, quando houve uma explosão na produção de automóveis no Brasil. Digo “era” porque pesquisei rapidamente na internet para concluir que não existe mais — se alguém souber de algo mais, me conta.

O Touring, basicamente, prestava serviços a donos de carros. Fazia o que fazem hoje as seguradoras. Sócios do Touring tinham direito a guincho numa época em que carros enguiçavam muito (adoro “enguiçar”, aqui no Rio ainda se usa muito), havia uma rede de postos de gasolina com sua marca, hotéis e motéis (que na época eram hotéis de estrada) ostentavam orgulhosamente sua chancela, acho até que o mesmo acontecia com restaurantes testados e indicados — coisas como adesivinho do Tripadvisor na porta não surgiram semana passada, pimpolhos. Tudo que tinha a ver com automóvel passava pelo Touring Club do Brasil.

Inclusive, como se vê nesse Chevette que vai a leilão, auto-escola.

E inclusive, como se vê neste post do meu amigo Luiz Salomão, rali.

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