BRUCE, 50

RIO (do jeito certo) – A McLaren realizou uma cerimônia privada hoje em Woking para marcar a passagem dos 50 anos da morte de seu fundador, Bruce McLaren. Sua filha, Amanda, desvelou a estátua em tamanho real do pai, cercada por 50 velas no saguão de entrada da fábrica.

Bruce morreu testando um carro de Can-Am em Goodwood, Inglaterra, em 2 de junho de 1970. O modelo M8D que aparece na foto (à direita) foi pilotado naquele ano por seu amigo Danny Hulme, que ganhou o campeonato — Bruce tinha sido campeão em 1967 e 1969, e sua equipe conquistou cinco títulos consecutivos na categoria a partir de 1967.

A estátua de bronze foi criada pelo artista Paul Oz. Ele também fez uma escultura de Senna, que está na sede da equipe. “Bruce foi um herói do esporte”, disse Zak Brown, CEO da McLaren Racing.

De fato, o neo-zelandês é um dos grandes nomes da história do automobilismo, como piloto e empreendedor. Ganhou quatro GPs na F-1, três pela Cooper e uma com seu próprio carro, o GP da Bélgica de 1968. O legado que deixou se transformou num grupo gigantesco que, além da equipe de F-1, atua hoje em diversos campos de engenharia e tecnologia, e desde 1992 produz superesportivos que enfeitam garagens de bilionários pelo mundo.

Na F-1, são 182 vitórias, 12 títulos mundiais de pilotos e oito de construtores — nos números, é a segunda maior equipe da categoria, só perdendo para a Ferrari. De quebra, ainda tem uma vitória em Le Mans (1995) e três vitórias em Indianápolis. A McLaren, aliás, voltará a disputar a Indy neste ano com equipe própria depois de 40 anos.

Tudo que se disser de Bruce McLaren, portanto, é pouco. Foi um dos maiores de todos.

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