DICA DO DIA

D

RIO (ansioso) – O Matheus Mossmann mandou o e-mail, que reproduzo com os links. Trata-se de uma animação japonesa sobre F-1, dos anos 70, que parece muito interessante. Vi alguns minutos de alguns episódios (são muitos!), mas já gostei! Então, divido com vocês:

“Oi, Flavio. Uma curiosidade/dica para o blog. É um desenho japonês de 1977, em que Niki Lauda atua como mentor do protagonista. Chama-se GRAND PRIX no TAKA. Segue os moldes de aventura de Speed Racer (Mach Go Go Go, 1968). No primeiro episódio, mostra até uma animação do acidente do Lauda em 1976, e a sua superação. Mascarado, ele aconselha o herói da série, mantendo o mistério tal como fazia o Corredor X no Speed — com algumas diferenças, é claro. É curioso que o desenho estreou em setembro de 1977, meses antes de o Lauda conquistar o bicampeonato — infelizmente isso não pôde ser citado na série, pois o campeonato ainda estava em andamento (ou até mesmo no começo, não sei quanto tempo levou) durante a produção do episódio inicial. Também há aparições de outros corredores da época, como Ronnie Peterson, Clay Regazzoni e Emerson Fittipaldi. Segue uma playlist com os episódios dublados em espanhol. Infelizmente a série não foi exibida no Brasil na época. Teve apenas um DVD lançado em 2006, com uma compilação de episódios.”

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

12 Comentários

  • Esta série foi produzida pela Toei Animation, sendo exibida na Fuji Television entre setembro de 1977 e agosto de 1978. O personagem central se chama Takaya Todoroki, que tem como objetivo tornar-se um piloto de grande sucesso, e chegar até à F-1. A série mostra vários detalhes interessantes do mundo das corridas, além do fato do protagonista receber a ajuda de um piloto mascarado que depois é revelado como sendo o próprio Niki Lauda. Para quem curte automobilismo, é uma série muito interessante, e bem mais focada no automobilismo do que Speed Racer, onde o protagonista, apesar de vivenciar o mundo do esporte a motor, era uma série mais focada em aventura. Aqui no Brasil saiu apenas um DVD, contendo os quatro primeiros episódios da série de TV, montados como se fosse um longa-metragem animado, e com os nomes “americanizados” (Takaya, por exemplo, “virou” Sean Corrigan. Infelizmente, esta série nunca passou na TV brasileira. Eu consegui baixar a série completa com dublagem em italiano, ripada dos DVDs que foram lançados na Itália, muitos anos atrás. Vale a pena ser assistida.

  • Interessante! Vi o começo do episodio I. No 19 segundo tenho a impressão que esta retratado o Copersucar (nas cores azul, vermelho e spoiler em amarelo) inclusive com o capacete do Ingo.

    Vou aproveitar algum momento de TV vaga e ver alguns capítulos.

  • Legal! A única pena não ter uma versão em português desse desenho.
    E bem que podíamos ter uma animação moderna que abordasse o tema do automobilismo. Claro que fariam um protagonista japonês que seria mais lendário e fodástico que uma fusão de Nakajima (o pai, não o filho), Sato, Kobayashi e Ultraman, e que, claro, seria o primeiro japa campeão do mundo.
    No Japão há animes e mangás com temas esportivos que fazem um enorme sucesso lá. Talvez até exista e não saibamos.
    Não, animação do Senninha pra mim não conta.

    • De certa forma, tivemos uma animação mais recente abordando o universo das corridas. Chama-se CAPETA (é o nome do protagonista, Capeta Taira), que sonha se tornar um piloto profissional, com a história mostrando os primeiros passos do garoto ainda nas competições de kart, ainda criança, e tendo vários desafios para conseguir vencer, frente a competidores, não apenas com talento, mas com esquemas superiores de competição. Foi produzido em 2005/2006, contando com 52 episódios. Infelizmente, nunca foi lançado no Brasil (e com esse nome, a série seria excomungada, antes de qualquer coisa).

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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