HABEMUS CALENDARIUS!

RIO (alvíssaras!) – Onde a pandemia foi controlada, onde há governo — apesar do primeiro-ministro britânico ser uma besta –, onde a população entendeu o que estava acontecendo, onde a ciência é o farol e não o obscurantismo, onde negacionistas não são levados a sério, onde não tem presidente que anda a cavalo, onde se acredita que a Terra é redonda, onde há ministro da Saúde, onde há civilização, enfim, a vida vai começar a voltar aos poucos. E a F-1 junto.

Hoje o Liberty Media Group e a FIA divulgaram o calendário das primeiras oito corridas da temporada, que se tivesse começado na Austrália em 15 de março, como previsto antes de o planeta ser engolido pelo coronavírus, estaria chegando neste fim de semana à oitava de suas 22 etapas.

O esboço desse calendário já estava rascunhado com a solução inédita de abrir o campeonato com corridas em finais de semana seguidos nas mesmas pistas — o que facilita, inclusive, o controle das pessoas envolvidas promovendo uma espécie de confinamento nesses locais. Quando o governo da Áustria deu sinal verde para receber a F-1 em julho, as coisas caminharam. Detalhe não pouco relevante: por enquanto, de acordo com os organizadores, os eventos não terão público.

O Mundial de 2020, assim, começa no dia 5 de julho com o GP da Áustria no Red Bull Ring. No domingo seguinte, dia 12, o mesmo circuito abriga o GP da Estíria (nome da região austríaca onde fica o autódromo). Em seguida, todos se deslocam para Budapeste, ali do lado, onde no dia 19 será realizado o GP da Hungria.

Após uma semana de folga, Silverstone se prepara para sua rodada dupla. No dia 2 de agosto, GP da Inglaterra; no dia 9, uma semana depois, a pista recebe mais uma prova, que foi batizada como GP do 70º Aniversário, numa alusão ao primeiro GP da história, lá mesmo, disputado em maio de 1950.

Na correria, o domingo seguinte, dia 16, verá o GP da Espanha, em Barcelona. Aí, mais uma semaninha de folga e a F-1 segue para o GP da Bélgica, em Spa, no dia 30 de agosto; e uma semana depois, em Monza, GP da Itália no dia 6 de setembro.

Por enquanto é só. A F-1 segue com a intenção de fechar um calendário de 15 a 18 corridas até dezembro, mas as outras provas ainda dependem de negociações com promotores, autoridades de saúde de cada país (todas as etapas restantes vão acontecer na Ásia e nas Américas) e de desatar os nós de logística. Aguardemos. Eu cheguei a pensar, em algum momento, que não teríamos campeonato. Mas que bom que errei feio!

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