BYE BYE, BRAZIL

RIO (esperado) – A Fórmula 1 confirmou hoje que o GP do Brasil está fora do calendário de 2020, assim como as outras três etapas americanas do calendário original — México, EUA e Canadá. O motivo é óbvio. Os dois mais populosos países do continente, Brasil e EUA, são comandados por psicopatas negacionistas que os colocaram nas duas primeiras posições do ranking de casos e mortes por Covid-19. Agradeçam a Bolsonaro e Trump. Não faz sentido, mesmo, vir correr nestes manicômios gigantescos, colocando em risco a vida de tanta gente. O mais prudente é guardar distâncias desses malucos genocidas.

O Canadá até teria condições sanitárias de receber uma corrida, mas o custo de transporte é muito alto para fazer uma prova só na América do Norte, e o frio em outubro é um inimigo. Inverno lá costuma ser o ano inteiro, exceto em junho.

Ao mesmo tempo, três novas etapas europeias foram anunciadas hoje — sem surpresas, onde o mundo é civilizado e as coisas estão sob controle. O bom dessa história toda é que os palcos confirmados são maravilhosos. A F-1 volta a Nürburgring depois de sete anos para o GP de Eifel no dia 11 de outubro (talvez haja algum impedimento contratual para usar o nome de GP da Alemanha, daí designá-lo com o nome da região onde fica Nürburg). Depois, volta a Portugal após um lapso de 24 anos — a última corrida lá foi em 1996, no Estoril. A pista escolhida é fabulosa, o circuito de Portimão, no Algarve, e a prova está marcada para 25 de outubro. As primeiras informações dão conta de que esta prova terá público nas arquibancadas, assim como o já agendado GP da Rússia.

Por fim, Imola retorna depois de 14 anos para hospedar o GP da Emilia Romagna no dia 1º de novembro. Este será um evento de dois dias, de acordo com o calendário divulgado hoje. Desta maneira, sem atividade na sexta-feira, que é reservada aos treinos livres. Não entendi os motivos, e não explicaram. Aguardemos.

Assim, o calendário revisado de 2020 chega a 13 etapas e deverá ter no total algo entre 15 e 18 corridas até meados de dezembro, com provas que deverão acontecer no Bahrein e Abu Dhabi, uma delas talvez em rodada dupla (o mais provável é Bahrein), com uma possibilidade, ainda, de o Vietnã fazer sua estreia no Mundial, ou até de uma reaparição de Sepang, na Malásia.

É triste saber que o Brasil deixará de ter uma corrida de F-1 pela primeira vez desde 1972 — a prova inaugural não contou pontos para o campeonato; desde 1973 que o país faz parte do calendário ininterruptamente, com provas em Interlagos e no falecido autódromo de Jacarepaguá. Ano que vem? O que se sabe é que as negociações serão retomadas assim que possível para uma renovação do contrato com São Paulo, que termina neste ano. Rio? Como digo sempre, do ponto de vista lógico, esqueçam. Mas a lógica que conhecíamos não norteia mais nada no mundo, muito menos no hospício brasileiro a céu aberto. Na prática, um autódromo novo em Deodoro levaria pelo menos dois anos para ser construído se começassem as obras hoje. Como se sabe, isso está longe de acontecer. Assim, pode ser que o Brasil demore para voltar, ou nem volte, se Interlagos não renovar seu contrato. Ao mesmo tempo, o país é interessante para a Liberty por registrar as maiores audiências de TV em números absolutos, o que pode pesar no esforço para que seja reincluído no calendário o quanto antes.

Vai ser esquisito passar um ano inteiro sem ver F-1 por aqui, ô se vai…

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