MERCEDÃO, 25

RIO (só prata) – A Mercedes postou vários tuítes hoje comemorando os 25 anos da marca como safety-car oficial da Fórmula 1. Juro que procurei, mas não achei qual foi o primeiro GP — acho que foi em 1996, e portanto esta é a 25ª temporada; a foto acima, furtada legalmente do site da Mercedes, supostamente é do primeiro SC, um belo C36 AMG prata.

Tem uma historinha por trás desse automóvel aí. Não sei se é verdade, mas é boa. Bernd Mayländer, que há exatos 20 anos é o piloto oficial do SC, corria no DTM pela marca de Stuttgart em meados da década de 90. Quando foi contratado, mandaram que ele escolhesse um carro na fábrica para uso pessoal.

Moleque, todo malandrão, cheio de vontade de se exibir com a caranga, Mayländer escolheu uma AMG C36 prata, e ainda pediu uma placa especial: S-BM 300. Na Alemanha dá para escolher a placa. A primeira letra é da cidade onde o carro é registrado, no caso das maiores como Berlim, Munique ou Frankfurt — o S é de Stuttgart, no carro do nosso amigo. O resto você escolhe, se estiver disponível.

Mas Bernd ficou pouquíssimo tempo com ele. Em maio de 1996 a Mercedes pediu o bichão de volta para ser usado justamente como safety-car da F-1. É o que está escrito lá no site da Mercedes. Estou vendendo o peixe que comprei.

Em 1998, durante uma prova da FIA GT em Imola, Mäylander recebeu o convite de Herbie Blash e Charlie Whiting para pilotar o SC nas competições da entidade. Começou na F-3000. Em 2000, “subiu” para a F-1. Em mais de 350 corridas desde então (não fiz a conta exata), diz que só perdeu quatro, por motivos de saúde.

O carro que é usado hoje, um AMG GT R V8 4.0 biturbo com 585 HP, é o 11º modelo da Mercedes na função. Todos eles, desde sempre, preparados pela AMG — uma espécie de braço esportivo da montadora. Esse aí chega a 318 km/h, de acordo com as informações da fábrica.

Ele é bonito, sem dúvida. Mas o lá de cima era mais charmoso.

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