N’URSS (1)

N

RIO (sunny) – Nada de novo no front. Mercedes andando sozinha, o resto a partir de 1s atrás. Falo dos treinos livres para o GP da Rússia, em Sóchi. A notícia do dia, hoje, vem de fora da pista: a confirmação de Stefano Domenicali, ex-Ferrari, como novo CEO da F-1 no lugar do bigodudo Chase Carey, na Liberty.

O nome foi muito bem recebido na categoria. Domenicali, que estava no grupo VW (Audi, Lamborghini, DKW, Fusca etc.), é um cara das corridas e goza de muito prestígio entre seus pares. Tomara que tome decisões certas a respeito do futuro. Do GP do Brasil, inclusive.

Dia corrido, hoje, voltamos mais tarde com novas informações.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

18 Comentários

  • Eu acho o Domenicali um pulha, mas depois de Mattiacci e Binotto dando as caras na Ferrari o cara tem o seu respeito, até porque lidava com uma primadonna chamada Fernando Alonso de um lado e a mão de ferro de Luca Cordero di Montezemolo do outro

  • O Rico Penteado (Engenheiro Renault) parece estar certo, sem o “modo festa” a Renault está podendo aproveitar melhor o motor durante todo o final de semana, sem a sobrecarga das voltas rápidas do qualifying.

    Azar da Ferrari e da Honda que não tem como lutar contra essa nova realidade de maior potencia disponível durante o final de semana inteiro dos motores Renault e Mercedes.

  • A F-1 vive um grande momento, mesmo em meio a esse pandemônio todo.

    O duro é a Mercedes andando mais rápido 1 segundo do resto. Isso sim é um problema. Como resolver isso?

    A sorte da organização é que nunca antes na historia recente da Formula-1 o Grid esteve tão cheio de ótimos talentos como temos hoje. É divertido vers o Norris, Sainz, Leclerc, Verstappen, Albon, Vettel, Russel, Stroll, Gasly, Kvyat e Tcheco a correr.

  • E pensar que um dia ficaríamos felizes em ver o Domenicali comandando alguma coisa de novo.
    Os Ferraristas adorariam vê-lo no lugar do Harry Potter.
    Bottas sempre andou muito bem na Rússia. É uma química diferente que o cara tem por lá. Hamilton vai ter que tirar um coelho preto da cartola pra igualar o recorde do Schumacher nessa corrida. Ou talvez dois.
    Tá ficando chato o choramingo do Verstappen. Me faz ter mais antipatia ainda por ele do que eu já tenho. A Honda daqui a pouco pega as malinhas dela e mete o pé. E os homens das latinhas já começam a fazer mea-culpa pra justificar que o carro não é lá essa coca-cola toda. E não é mesmo. Pelo menos não é um anti-mercedes.

      • Pois é. Não ganhou nada ainda. Tem quase tudo para ser um dos grandes da geração. Mas precisa ter paciência, coisa que pelo jeito ele não tem nenhuma. Até Hamilton precisou ser paciente para ganhar títulos. Mesmo chegando na F-1 numa condição incomum, já chegar na categoria no andar de cima, as coisas não vieram tão de mão beijada assim, e ele abraçou da melhor forma possível as chances que teve. Fosse ele um Nakajima da vida e teríamos o Bottas mandando na equipe e empilhando vitórias, talvez pensando em superar Kimi ou Mika.

      • Se não me engano, teve prova em que eles perdiam vinte, trinta posições, algo assim. Era bizarro. Verstappen nessa situação ia dar um chilique a cada treino. Seria tragicômico de ver.
        Aí largavam da fronteira da cidade, no mínimo… Latifi pilotando uma Mclata Honda estaria provavelmente terminando agora a última corrida de 2015.

  • Infelizmente, o GP da Rússia será narrado pelo Cléber Machado. Eu estava contando com a narração brilhante e correta do Everaldo Marques nos próximos GPs, mas a Globo trouxe de volta o pior narrador de F-1.

    É muito difícil fazer humor em um país governado por Jair Bolsonaro, mas vou tentar. Segue abaixo o que eu gostaria que acontecesse com Cléber Machado nas próximas corridas, para que ele possa ser substituído pelo Everaldo Marques:

    Nürburgring: diarréia brava, com duração de 48 horas.

    Portimão: dor de dente insuportável e tratamento de canal no dia da corrida.

    Imola: infelizmente, um amigo de infância, que hoje mora em Manaus, faleceu.Ele irá ao enterro, que será no mesmo horário da corrida.

    Istambul: inflamação gravíssima na garganta, que o deixou completamente sem voz.

    Sakhir: infelizmente, a Tia Cotinha faleceu, vítima desse maldito CoronavÍrus.O consolo é que ela viveu muito: tinha 97 anos. Cléber irá ao enterro, que será no mesmo horário da corrida.

    Sakhir: Cléber apresentou dois sintomas de Coronavírus, como febre alta e muita tosse.Não corre risco de vida, está medicado, mas afastado da função de narrador por alguns dias.

    Yas Marina: dois dias antes da corrida, Silvio Santos ofereceu uma proposta para quadruplicar o salário do narrador, e Cléber Machado foi contratado pelo SBT: Sistema Bozo de Televisão

    Voltando ao GP da Rússia, e agora falando sério: sem Everaldo Marques, a melhor solução para se livrar da narração de Cléber Machado, que eu já venho adotando há muito tempo, é a seguinte: colocar o volume da Rede Globo no zero e ouvir a corrida na Band News FM.

  • Saudações!!!
    Um treino pra lá de enigmático… a equipe Mercedes Mercedes deve estar preparando uma surra generalizada , mas a equipe alemã precisa bater o recorde do Schumi e não deverá dar a Bottas, apesar do cara ser um ” BOTA “…O Hamilton precisa acabar de vez com essa torcida negativa aqui do Brasil, em especial, do Edgard de Melo Filho, Thiago e os fãs da Nascar …Uma turma do mau olhado e finalizar a sua história.
    Salve a Centralina !!!
    abs

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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