BELLA CIAO (3)

Ricciardo: primeira vitória desde Mônaco/2018

SÃO PAULO(tretas, gostamos!) – Por onde começar? Pela dobradinha da McLaren, histórica, emocionante? Pela redenção de Daniel Ricciardo, que não vencia uma corrida desde 2018 em Mônaco, ainda pela Red Bull, e vinha sendo considerado a maior decepção da temporada? Pelos números da equipe laranja, que não ganhava um GP desde 2012 no Brasil com Jenson Button e mesmo assim segue sendo a segunda maior vitoriosa da história, com 183 triunfos (só perde para os 238 da Ferrari)? Pelos 11 anos que se passaram desde o último 1-2 para o time de Woking, com Lewis Hamilton e Button no Canadá em 2010? Ou pelo acidente entre Max Verstappen e Hamilton, os grandes protagonistas do Mundial?

O GP da Itália surpreendeu. Desde sexta-feira, diga-se. Foi um fim de semana em que o favoritismo trocou de mãos entre Mercedes e Red Bull, depois da classificação e da Sprint, e acabou com uma inesperada dobradinha de quem não estava lá muito bem cotado nas casas de apostas. Foi a primeira de uma equipe neste ano — sim, só a McLaren fez dobradinha em 2021, acreditam? E Ricciardo, agora com oito vitórias no currículo, foi o 12º piloto a subir no pódio neste que é um dos melhores campeonatos de todos os tempos. Mais de meio grid já levou ao menos uma tacinha para casa.

Mas vamos começar pelo acidente, afinal ele é mais relevante para o campeonato e terá consequências — a maior delas, o previsível acirramento de uma rivalidade que, para muita gente, corre o risco de passar dos limites do razoável. E uma imediata: a perda de três posições no grid para Verstappen na próxima corrida, em Sóchi, por decisão dos comissários depois do GP, que o responsabilizaram pelo sinistro.

A batida aconteceu na metade da corrida, na volta 26, graças a um capricho dos deuses do automobilismo, sejam eles quem forem. Dois pit stops ruins, de Red Bull e Mercedes, fizeram com que Hamilton e Verstappen se encontrassem na pista depois de passarem o tempo todo, até ali, caçando os pilotos da McLaren em Monza. Max, que largou na pole e perdeu a liderança para Ricciardo, ficou na cola do australiano até a parada para troca de pneus, quando esperava ganhar a posição no famoso “undercut”. Mas um problema na colocação da roda dianteira direita de seu carro, na volta 24, fez com que o pit stop consumisse intermináveis 11s1 de seu tempo precioso.

Pouco depois, na 26ª volta, foi a vez de a Mercedes demorar mais do que o normal na troca de Hamilton, 4s2, perdendo a chance de devolvê-lo à pista na frente de Norris, a quem perseguia desde a primeira volta na luta pela terceira colocação. Ele só conseguiu a ultrapassagem pouco antes do pit stop. Lewis saiu dos boxes e viu o jovem britânico novamente passando à sua frente. E, pior: tendo de dividir a primeira curva, vejam só, justo com Verstappen — que vinha babando logo atrás. Com Max atrasado pela parada desastrosa, Hamilton, se tudo desse certo, voltaria em segundo, tendo apenas Ricciardo à frente. E numa situação interessante: como largou de pneus duros, contra os médios dos principais rivais, faria a segunda metade da corrida com os médios, uma borracha teoricamente mais veloz. Dava para pensar em vitória.

Só que não deu tão certo assim, por conta do pit stop lento da Mercedes. E a dividida com Verstappen resultou nessa sequência de imagens aí no alto. Hamilton cruzou a pista assim que terminou a linha branca da saída dos boxes, deu o lado de fora da tomada para a primeira chicane para o holandês, fez a curva 1 para a direita e Max, ao seu lado, não tirou o pé. Hamilton também não aliviou e reduziu o espaço para o rival. Quando ambos viraram para a esquerda, em baixa velocidade, o choque foi inevitável. Para piorar, Verstappen decolou na zebra interna em forma de salsicha, sua roda traseira se enroscou no carro de Hamilton e os dois foram parar na brita. Um em cima do outro. O Halo, que protege a cabeça dos pilotos, salvou Lewis. Porque o carro de Verstappen aterrissou em cima do cockpit da Mercedes #44.

A imagem está aí embaixo. E é assustadora.

Hamilton x Verstappen: podia ter terminado mal

Verstappen saiu do carro e nem quis saber de Hamilton. Voltou a pé para os boxes sem olhar para trás. Atitude lamentável. Sabendo que tinha pousado em cima do colega, nem foi ver se estava tudo bem com ele. Coisa de moleque marrento e mal-educado. Pouco depois começou a batalha das versões, com declarações fortes de todos os lados. A saber:

Verstappen: “Ele não me deu espaço. Veio para cima de mim quando saiu dos boxes, tive de colocar o carro na parte verde da pista e fui por fora. Claro que ele imaginou que eu faria isso. Mas continuou me espremendo. Não precisava, e eu não esperava que ele fizesse aquilo. Mesmo se me desse espaço, acho que continuaria à frente depois da curva 2. Mas continuou me apertando e eu não tinha para onde ir. Aí o carro passou na salsicha e por isso o carro voou e aconteceu o que aconteceu. Mas somos profissionais o bastante para continuar disputando um contra o outro, e essas coisas acontecem”.

Hamilton: “Eu estava dando tudo de mim e finalmente passei o Lando antes do pit stop, estava na liderança. Mas nossa parada foi lenta. Quando saí, vi que Ricciardo tinha passado e Max chegando. Deixei um carro de espaço para ele, entrei na curva 1, estava na frente indo para a curva 2 e, do nada, quando vi ele estava em cima de mim. Na primeira volta, na curva 4, tirei o pé para deixar ele fazer a chicane na frente e fui na zebra. Foi uma situação idêntica e eu dei o caminho para ele. Assim é uma corrida. Mas ele, não. Sabia o que ia acontecer, que ia pular na zebra, mas mesmo assim fez. Não sei mais o que dizer”.

Christian Horner: “Não dá para culpar ninguém, acho que é 50/50. Um incidente de corrida”.

Toto Wolff: “Comparando com o futebol, Max fez uma falta tática. Sabia que se ficasse atrás, Lewis possivelmente ganharia dele. Eles vão conversar com os comissários. Agora, se ninguém disser nada, vão continuar até um parar em cima do outro num ponto de alta velocidade. Onde isso vai parar?”.

Não sei onde isso vai parar. Mas sei que vão me perguntar o que acho, e acho que quando alguém como Christian Horner não ataca o adversário diretamente, é porque sabe que seu piloto tem alguma culpa no cartório. Mas é uma culpa relativa, não carece pendurá-lo numa cruz. Verstappen poderia, sim, aceitar o fato consumado, tirar o pé e fazer a chicane atrás de Hamilton. Em vez disso, apostou: ele vai me dar espaço, saio da chicane mais forte e passo o cara.

Perdeu a aposta, porque Lewis não deu o espaço desejado e, da mesma forma, contou com a boa vontade do holandês para contornar a segunda perna da chicane. Afinal, tinha feito algo parecido na primeira volta, na Roggia (a curva 4 citada acima), evitando a batida — o que fez, inclusive, com que perdesse a terceira posição para Norris.

É meio briga de rua, um tentando falar mais alto que o outro. São dois pilotos combativos, nenhum deles disposto a ceder. Pode-se dizer que até este momento, na temporada, Hamilton cedeu mais. Evitou batidas em Ímola e Barcelona, por exemplo. Mas foi duro em Silverstone, onde venceu mesmo tendo levado uma punição, e hoje, de novo. Vejam bem: duro, não desleal. Da mesma forma, acho que Verstappen não foi desleal ao forçar a barra na chicane. Foi igualmente duro. Um pouco otimista além da conta, talvez. E essas disputas, quando ninguém cede, normalmente acabam como acabou hoje. Fica cada um defendendo seu lado, e no fim das contas todos têm razão. Resumindo: se eu tivesse de julgar o caso, colocaria o episódio na categoria de “incidentes de corrida”. Mas chamaria os dois às falas para alertar: isso aí ainda vai dar merda.

A FIA, no entanto, considerou Max culpado, como já informado. Assim, nas duas refregas mais intensas do ano temos um empate em punições.

Largada: Ricciardo assume a ponta e vai embora

Mas Ricciardo não tem nada com isso, e o sorriso aberto voltou à F-1 com uma vitória deliciosa, conquistada a partir de uma excelente largada e com uma pilotagem segura e madura, lembrando o Ricardão dos tempos de Red Bull. “I never left”, ele falou, uma frase que fica melhor em inglês do que numa tradução livre em português, algo como “eu sempre estive aqui”.

Porque muita gente achava, de fato, que ele já não estava mais lá. Daniel faz uma temporada sofrível em seu primeiro ano de McLaren. Tinha como melhor resultado, até hoje, um quarto lugar na Bélgica, no GP que não aconteceu. Em corrida, mesmo, um quinto em Silverstone. Mesmo com a vitória, sua colocação no Mundial é discreta oitavo lugar com 83 pontos. Seu companheiro Norris tem 132 e está em quarto.

Nada disso importa hoje. É fato que depois das férias ele melhorou, e é fato que… ganhou uma corrida, ora bolas! E não foi porque todo mundo abandonou, ou porque algum lance de sorte o colocou no lugar certo na hora certa. Não. Ricciardo foi terceiro ontem na Sprint, pulando uma posição no grid com a punição a Bottas. Fez uma largada perfeita e se sustentou com muita competência em primeiro, com Verstappen fungando no seu cangote, até a bateria de pit stops.

Voltou em primeiro já com outro piloto a assediá-lo — no caso o companheiro Norris, com um carro igual. O safety-car entre as voltas 26 e 31 não alterou o cenário. Foi um triunfo merecidíssimo, clássico, que muda sua história na McLaren. OK, Lando não o atacou — seria uma besteira monumental instigar os dois a brigarem loucamente, arriscando mandar uma dobradinha para o brejo. Mas tampouco precisou da camaradagem da chefia. Prova disso foi a melhor volta da prova, na última. Uma demonstração de que, se precisasse brigar para defender a liderança, tinha suas armas.

Bottas: de último a terceiro

Outro que andou pacas foi Bottas. Largou na última fila e terminou em terceiro. Foi o quarto a receber a bandeirada, mas Pérez, o terceiro, recebeu uma punição de 5s por ter levado vantagem ao passar Leclerc por dentro da chicane, caindo para quinto. “Eu disse para a equipe que hoje iria chegar pódio”, festejou o finlandês, cumprindo a promessa. E a Mercedes tem de agradecer a ele pelos 18 pontos acumulados no fim de semana, ajudando a ampliar a liderança da equipe para 362,5 pontos, contra 344,5 da Red Bull. Já a luta pelo terceiro lugar ficou mais favorável à McLaren, que com os 45 pontos somados em Monza foi a 215, contra 201,5 da Ferrari (que marcou 20 com Leclerc em quarto e Sainz em sexto).

Ricciardo, Norris e Bottas no pódio, com Leclerc, Pérez, Sainz, Stroll, Alonso, Russell e Ocon fechando a zona de pontos, este foi o resultado do GP da Itália. Com destaques para a boa prova de Lance pela Aston Martin e de Jorginho, de novo nos pontos com a Williams — que já deve ser olhada como uma força de meio de grid, e não mais como time da parte de baixo da tabela. A Alpine também merece uma menção honrosa por colocar seus dois carros entre os dez primeiros.

A festa foi bonita em Monza, que teve metade de sua capacidade vendida em ingressos por causa da pandemia, sem a tradicional invasão da pista pelos torcedores ao final. Ricardão, por sua vez, manteve a tradição de tomar champanhe na sapatilha, o tal “shoey”, levando junto na balada Norris e Zak Brown, o chefe da McLaren. “Já não gosto de espumante, e na sapatilha dele é pior ainda”, brincou Lando — que demonstrou uma legítima felicidade pela vitória do companheiro. “Nós não tivemos sorte. Tivemos ritmo, tomamos decisões corretas, trabalhamos para acertar o carro, fomos atrás daquilo que queríamos conquistar. Tivemos de ultrapassar, tivemos de nos defender, tivemos de fazer tudo. E o resultado foi incrível. Uma dobradinha! Eu podia pensar em atacar? Podia. Mas sei que minha hora vai chegar”, disse. E está certíssimo.

Norris e Ricciardo com Brown: “shoey” para comemorar

Depois de três finais de semana seguidos com corridas, a F-1 faz uma pausa agora e só volta daqui a duas semanas em Sóchi, para o GP da Rússia. Serão dias de alguma tranquilidade no noticiário, já que muitas das dúvidas sobre a dança das cadeiras para 2022 foram dirimidas na semana passada — Russell na Mercedes, Bottas na Alfa Romeo, Albon na Williams.

A rivalidade Hamilton x Verstappen vai render algumas discussões, mas a temperatura delas depende um pouco da disposição de ambos, e de suas equipes, para esticar o assunto. Conhecendo Hamilton, acho que ele não vai passar os próximos dias soltando indiretas contra Max. Sabe que isso é improdutivo e não é muito seu estilo. O piloto da Red Bull, por sua vez, também não é um adepto da troca de farpas pela imprensa. Assim, o tema tende a esfriar, para ser retomado na Rússia.

Mas a gente pode falar da treta, como não? Então, às 19h, corram lá no meu canal no YouTube para o “Fórmula Gomes” de hoje, que vai estar bem divertido!

Comentários

  • “Lewis estava bem. Ele ainda estava tentando dar ré quando eu já estava fora do carro. Quando você não está bem, você não faz isso”, disse o piloto da Red Bull. O Lewis estava bem. Ele ainda estava tentando dar ré quando eu já estava fora do carro. Quando você não está bem, você não faz isso”, disse o piloto da Red Bull. No canal onde assisti a corrida eu também vi a Mercedes tentando sair debixo do outro carro dando ré. Mas parece que que a Mercedes é mais forte em tudo….

  • Uma briga pra valer pelo título. Espero que ambos cheguem vivos ao final do ano, porque se ninguém ceder, como é o esperado, vai dar ruim. Provavelmente acabarão a última corrida embolados numa barreira de pneus, um xingando e apontando o dedo pro outro.
    Ainda aposto no Hamilton pro octa. Verstappen é, como sempre digo – apesar de não ter a minha simpatia – um cara muito fora da curva. Mas parece que se agarra ao objetivo de ser campeão como se sua vida dependesse disso.
    Fora sua já notória falta de empatia por tudo e todos. Reclamou de falta de empatia em Silverstone “ain, tadinho de mim, tô aqui na UPA medindo pressão, tomei cinquentagê na caixa de catarro e o cara tá lá Sennanizando no pódio” e agora “passei com o pneu na cabeça do cara, ah, foda-se, tadinho de mim, o cara não me deixou fazer a curva, a AACD cuida dele se precisar”
    Não preciso ter empatia com um cara desses. Não estou desejando mal, mas não terá minha torcida. Se for campeão do mundo, tudo bem, e isso se for pelos seus méritos de desempenho e equipamento. Se não for, amém.
    Mais uma vez o Halo salvou a cabeça de alguém. É a tira de havaianas mais eficiente do mundo. Ninguém mais diz que é feio. Só se pensa porque não se colocou antes. Dá pra fazer um vídeo de duas horas só com revivals de acidentes que poderiam ter desfecho diferente e menos trágico se o Halo já existisse (digo menos, porque o imponderável sempre está ali, talvez o Halo arrebentasse no acidente do Bianchi e não adiantasse de nada, sei lá)
    Parabéns ao Ricciardo. Corrida soberba. Não foi golpe de sorte, ele pode não ser o fora da curva que gostariam que fosse. Mas é um dos grandes de sua geração. E terminou de provar isso hoje.
    Além de Vettel e Verstappen, é um cara que pode se dizer que deu certo na Red Bull.
    Foi pra Renault, traçou como objetivo um pódio, fez dois. Sorte? Sorte só vem para quem faz por onde.
    Foi pra Mclaren, que traça há anos o objetivo de retomar o caminho das vitórias, agora como um papaia sobre rodas. Do motor de GP2 a um carro eficiente, competitivo e agora vencedor, com um cara experiente e que agora volta a vencer, e um garoto que é um possível futuro campeão do mundo, pois tem potencial pra isso.
    É o caminho que a Williams tem tudo pra voltar a trilhar, se unirem o business de resultados à vontade de vencer. Por isso acho que Albon está numa boa situação. Se fosse 2020 diria que era o fim de sua carreira. Mas agora em 2022 pode ser um recomeço glorioso. Russell encaminhou a parada, Latifi traz a grana, mostra que não é um Russell, mas também não é um Mazepin, e Albon pode continuar de onde parou. Terá que provar que tem capacidade pra isso.
    Russell pontuando de novo. Agora que tirou a zica, e o contrato tá assinado, o garoto tá trinta quilos mais leve. Deve ser trabalho da Mother Little Girl of Oxford.
    Kubica passa Mazepin no campeonato. Esse cara é gigante. O que ele faz com um braço e meio o cabeça de ovo não faz nem se tivesse três. E não tem desculpa da defasagem do carro, até porque a Alfa hoje é o segundo pior carro do grid.

  • Muito bom ver a McLaren voltando a vencer, a Williams com regularidade nos pontos. Duas grandes lendas que se mantém na F1 apesar das adversidades destas na última década.

    Quanto a Hamilton X Verstappen, esta disputa não vai terminar bem… O acidente de Verstappen foi muito forte em Silverstone, não fosse a melhoria das pistas e dos carros nos últimos anos poderia ter ficado com sequelas…. o de ontem com Hamilton como foi comentado por alguns aqui teria matado Hamilton. A imagem é impressionante.
    Na minha humilde opinião é necessário chamar os dois e os respectivos chefes de equipes e responsáveis pela segurança da F1 para uma boa conversa…..

  • Flavinho ! Saudações ao melhor da F1 !

    hj volto…depois de reler, assistir tudo e, por incrivel que pareça, ler todos os comentários de todos os que frequentam o seu Blog…

    Caramba!!! Tive que recorrer a História ade Al Capone para entender a Red Bull e a galera macabra …

    Sinistros, um homem de um olho só (Marko), comanda uma equipe que gasta trilhõe mundo afora deixando jovens com asas para fazer MERDA, e esta tudo aí… Um garoto deformado e que se junta a família Piquet, Minion !!!!!

    Vespa, acorda !!! o Massa de Galvão, viúvas de Vettel, hoje transformistas dignos de uma boite em Sain tropez…Acabou o campeonato ! Hamilton, 5 corridas seguidas…

    Acordem !!! acabou!

  • Concordo com a FIA, Verstappen foi culpado, Hamilton esteve sempre com o carro a frente, é dever de quem está atrás ceder ou, no mínimo, não cometer uma barbeiragem dessa. Outro ponto importante, a próxima perna era para o holandês, logo, menos necessidade de ser tão otimista assim numa dividida com um cara que está disputando o mundial com vc.

  • Quem diria hein, pra vc ver como o mundo da voltas.
    Quando o Halo foi lancadao, eu lembro claramente de ler notas de pilotos dando sua opiniao. O Felipe Massa por exemplo era favoravel, e dizia que era muito bem vindo. O Hamilton era critico ferrenho, dizia que todos os pilotos tinham consciencia do perigo e blablaabla e era a natureza do esporte. Ontem o mesmo Halo que ele critiava tanto salvou a vida dele.

  • O Hamilton apesar de ter uma carro inferior pode surpreender e levar este campeonato. Já passamos da metade e o Max não consegue abrir uma vantagem confortável. O cara pra ser campeão tem que ter um algo mais além da velocidade e do melhor equipamento. O Max esta muito afoito, perdendo corridas e pontos importantes além apresentar de um comportamento de quinta categoria em algumas situações. O genial Hamilton se aproveita e vai mordendo pelas beiradas. Se o Verstappen não abrir o olho perde o título.

  • O Hamilton não deu espaço, ele ainda não enxergou que agora ele tem um adversário a altura. O Max estava mordido, e está com a faca nos dentes. Essa punição não foi merecida, o Hamilton está jogando sujo, mas se continuar assim vai terminar mal esse campeonato, espero que eu esteja errado. Mas se a Mercedes jogar limpo, o Verstappen ganha esse título.

  • Flavio, você sempre será o mestre por aqui.

    Entretanto, ser discípulo é discordar do mestre.

    Sem transformar as coisas em editorial de programa policial, perdão, o Verstappen é o Neymar da Fórmula 1: gênio no que faz, imbecil na postura.

    Atletas de alto rendimento legitimam determinados comportamentos na sociedade.

    Aqui no Brasil o Renê Simões dizia sobre o cai cai: “Estamos criando um monstro.”

    Se a Fórmula 1 não der uma enquadrada daquelas no Verstappen, a história estará se repetindo.

    Abraços poços-caldenses do amigo.

  • Max achaque todos tem que abrir caminho para ele.
    Ele estava atrás, tanto que a roda dianteira dele bateu na roda traseira de Lewis, então ele que deveria ter tirado o pé
    É um piloto excepcional, mas precisa parar de achar que sempre está certo

  • “Mas chamaria os dois às falas para alertar: isso aí ainda vai dar merda.” By Flavio Gomes.

    Agora? Você acha que vai dar merda?

    Ficou óbvio desde a corrida na Inglaterra, quando Lewis tirou Max, e venceu.

    O holandês, deve ter pensado, então compensa, daqui pra diante, será assim… …escrevei isso pós GP da Inglaterra.

    Foi a primeira, acredito que veremos outras, sorte que Suzuka está fora, porque se fosse naquela curva de alta para a esquerda; poderia ser complicada.

    É isso.
    Sobre a corrida, parabéns aos laranjas (e dessa vez não são holandeses).

  • Aquela chicane já é complicada em condições normais, quando os dois postulantes ao título se encontram ali então…
    Quando Max saiu do carro ele viu o Hamilton – claramente com um parafuso a menos – tentando dar ré no carro (!?!?!), se os comissários ficassem atentos a esse “detalhe”, talvez teriam considerado a colisão um incidente de corrida, pois quem tenta tirar o carro daquela situação, dá sinais claros que não aliviaria em nenhuma etapa do processo pré-acidente (também assumiu riscos).
    Nenhum mereceria a punição, faz parte no final das contas. Mas foi muito legal ver a dobradinha da McLaren, eles merecem.

  • Quem diria hein, pra vc ver como o mundo da voltas.
    Quando o Halo foi lancadao, eu lembro claramente de ler notas de pilotos dando sua opiniao. O Felipe Massa por exemplo era favoravel, e dizia que era muito bem vindo. O Hamilton era critico ferrenho, dizia que todos os pilotos tinham consciencia do perigo e blablaabla e era a natureza do esporte F1, e o Halo descaracterizava a F1, entre outras bobagens. Ontem o mesmo Halo que ele criticava tanto salvou a vida dele.

  • Pra mim, hoje, incidente de corrida. Alias, se nao fosse aquela merda de salsicha ao lado da zebra, o acidente poderia ter sido menos grave. Por que botar aquilo ali? Deve ter sido ideia do mesmo imbecil que resolveu colocar tartarugas de concreto no meio das rotatorias em Goiania.

  • Depois dessa pode – se dizer que Hamilton e Verstappen não podem mais dividir uma curva, a maior sorte disso foi o Halo ter salvado o Hamilton que em alguns poucos anos atrás estaria sem cabeça.
    Acabou sendo o dia do Ricciardo, Norris e McLaren que depois do abandono do Hamilton e Verstappen os mecânicos já faziam a festa, com essa vitória Ricciardo voltou a ter o maior Sorriso do Mundo e de quebra voltou a beber Champanhe na Sapatilha seguindo sua tradição.
    Bottas larga em último e leva o terceiro através da penalidade do Pérez, melhor impossível.
    A Coadjuvante Ferrari pontuou com seus dois carros, nada mais que isso poderia ser feito.
    Enquanto a McLaren volta aos seus melhores dias a AlphaTauri tem o seu pior dia, que contraste.

  • O fato é que se estivéssemos em 2017 quanto não existia o Halo, Verstappen teria matado Hamilton.
    Simples assim.
    Alguém deveria dizer isso a ele, se é que já não percebeu a merda que fez.
    Muito burro e imaturo, pode ser que ganhe o campeonato mas, NÃO MERECE.
    Se continuar assim, vai mesmo matar alguém ou se matar.

  • Sobre o acidente: não achei incidente de corrida, pois na posição do Max ali, pelo que ele tentou, não havia qualquer perspectiva de a manobra ocorrer sem bater no carro do Hamilton. Se fosse um Norris ou Ricciardo ali no lugar do Hamilton, o Max faria aquilo? Acho pouco provável.
    Bater roda com roda acontece, mas o que se espera: que isso ocorra com os pilotos evitando o toque.
    Três posições ficou barato…

  • Hamilton e Verstapen deveriam maneirar nas disputas .Uns querem ver sangue na arena
    outros como eu acho que na hora que derem uma panca a 300 p/h pode ter resultado ruim.
    Gostei da volta por cima do Ricardão , e seu Bottas correndo livre leve e solto.