MEXE-MEXE

ITACARÉ (andando…) – O dia ontem foi de intensa boataria no mercado de pilotos, que vai ter uma boa mexida no ano que vem. Importante dizer que nada foi confirmado ainda. Mas, para facilitar a compreensão, vamos às especulações, uma a uma — sempre chamando a atenção para o uso exagerado dos verbos “poder” e “dever”, sendo o segundo um pouquinho mais forte na hierarquia das possibilidades.

Mercedes: é cada vez maior a chance de George Russell ser mesmo confirmado no lugar de Valtteri Bottas. Ao anúncio, que pode ser feito em Monza, deve-se seguir um movimento em cascata.

Alfa Romeo: Bottas deve continuar na categoria, agora na Alfa Romeo e no lugar de Kimi Raikkonen, que por sua vez deve se aposentar — da F-1, pelo menos. A novidade é que Antonio Giovinazzi pode sair também, para a chegada de Nyck de Vries. Essa é a especulação mais estranha, porque De Vries, piloto da Mercedes na Fórmula E, estava sendo mais cotado para o lugar de Russell na Williams — que usa motores Mercedes. Então, não me perguntem por que andaram colocando o nome do holandês na Alfa. Eu não sei. Mas como a Mercedes já avisou que 2022 será sua última temporada com os carros elétricos, pode ser que De Vries tenha pedido autorização para picar a mula antes que seja tarde. Além do mais, ele conquistou o título da categoria, já, e talvez não tenha mais o que fazer por lá.

Albon: nome voltou às especulações

Williams: a provável saída de Russell, com quem a equipe, sendo bem realista, não conta mais, abre uma vaga que deixou de ser uma roubada depois das últimas duas corridas. Acreditem ou não, a Williams é a única que pontuou com seus dois pilotos na Hungria e na Bélgica! Depois que De Vries ganhou o título da F-E, começou o diz-que-diz de que a Mercedes iria alocá-lo por lá. Mas, agora, o nome que veio à tona foi o de Alexander Albon, dispensado pela Red Bull no ano passado e exilado no DTM, ainda com o patrocínio da marca das latinhas. Ganhou corrida lá, inclusive, no último dia 22 em Nürburgring. Albon está correndo com uma Ferrari — o DTM foi totalmente reformulado e passou a usar carros de GT3 — pintado nas cores da AlphaTauri. Do nada, voltou a ser nome forte no mercado. Ninguém fala em tirar Latifi do time. Ele coloca muito dinheiro lá, então esqueçam. Ninguém rasga dólares na F-1. E digam o que quiserem, mas o simpático canadense pontuou nas últimas duas etapas do Mundial. Está todo pimpão.

AlphaTauri: com a renovação já anunciada de Pérez na Red Bull, Gasly, que tinha remotas esperanças de voltar à matriz, fica onde está. A má temporada de Tsunoda poderia representar algum risco para o japonês, mas ele deve ter seu contrato mantido por pelo menos mais um ano.

Ferrari, McLaren, Alpine, Haas, Red Bull e Aston Martin são as outras equipes que, a exemplo da AlphaTauri, não vão mexer em suas duplas. Seguem com os mesmos macacões, portanto, Leclerc e Sainz, Alonso e Ocon, Schumacher e Mazepin e Vettel e Stroll. E segue o barco.

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