EN TEJAS (3)

ALERTA DE ATUALIZAÇÃO: quase quatro horas após o fim da corrida, Lewis Hamilton (segundo colocado) e Charles Leclerc (sexto) foram desclassificados porque as pranchas de madeira sob o assoalho de seus carros apresentou desgaste maior que o permitido. Assim, o resultado foi alterado e o texto, idem.

Verstappen, 50 vitórias: agora, os alvos são Prost e Vettel

SÃO PAULO (para poucos…) – Max Verstappen teve paciência para vencer o tático GP dos EUA hoje no Texas. Largando em sexto, depois de uma punição na sexta-feira que lhe tirou a pole, precisou de meia corrida para assumir a ponta em Austin. Jogou com a estratégia de pneus dele e dos outros, e com a gestão da borracha. Não arriscou muito. Soube esperar o momento certo de tomar o controle da prova. Quando o fez, não teve muito com que se preocupar. Caminhou célere para a 50ª vitória de sua carreira. E a ela chegou.

Faltam quatro etapas para o fim do Mundial. Nas estatísticas, Max tem à frente, em número de vitórias, apenas quatro pilotos: Lewis Hamilton (103), Michael Schumacher (91), Sebastian Vettel (53) e Alain Prost (51). Deve fechar o ano à frente do francês, pelo menos. Se passar o alemão que se aposentou no ano passado, ninguém deve se espantar. É um fenômeno de desempenho, frieza, talento e precisão. Não se sabe onde vai chegar quando pendurar o capacete. Ainda que não solte rojões, nem comova multidões com carisma inigualável, pode ser que atinja o topo do topo: o melhor de todos os tempos.

Eu que não duvido.

E vamos à história desse GP texano, que não foi grande coisa, mas mostrou, mais uma vez, a capacidade da Red Bull e de Verstappen de lidar com a adversidade e, de um limão siciliano, fazer uma deliciosa macarronada com molho cremoso e delicado. E que teve, como visto na caixona vermelha acima, seu resultado alterado cerca de quatro horas depois do final, com as desclassificações de Hamilton e Leclerc.

Norris, líder no início: boa largada e pódio merecido

Com sol e calor, o GP dos EUA começou com a informação dos organizadores de que 432 mil ingressos foram vendidos para os três dias do evento. De fato as arquibancadas estavam cheias. Foi a segunda prova realizada no país neste ano. Ainda tem mais uma, em Las Vegas.

De décimo no grid para sexto ao fim da primeira volta, Oscar Piastri foi quem largou melhor entre os 16 no grid — quatro almas largaram dos boxes, as duplas da Haas e da Aston Martin. O australiano, porém, só foi protagonista no comecinho da prova de Austin. Acabaria abandonando a corrida, com um vazamento de água. Resultado de um esfrega-esfrega com Ocon, que também abandonou. Olho lá na frente, então.

Leclerc se preocupou tanto em se defender e manter a pose de pole-position que acabou sendo superado por Norris, companheiro de Piastri. O inglês da McLaren, segundo no grid, assumiu a ponta nos primeiros metros da prova e se mandou.

Observação sempre relevante, antes de seguir: todos os pilotos largaram com pneus médios – OK, nem todos; as exceções foram Hülkenberg e Stroll, dois dos que saíram dos boxes. Mas é importante dizer porque, ao final das 56 voltas nos EUA, a escolha pelos compostos médios e duros acabaria tendo alguma influência no resultado final.

Verstappen ganhou apenas uma posição na largada, avançando de sexto para quinto. Começou a prova discretamente, sem incomodar ninguém. Ficou ali calminho, assobiando e escutando Duran Duran no toca-fitas Bosch modelo Rio de Janeiro instalado no cockpit. Sem o tradicional e incrível amplificador Tojo, é bom que se diga, preterido por causa do peso. À frente dele, Hamilton mergulhou para cima de Sainz e ganhou a terceira posição. Norris, Leclerc, Lewis, Sainz e Max eram os cinco primeiros na volta 5.

Ao final dela, a volta 5, Verstappen passou pelo espanhol sem muito esforço para assumir o quarto lugar. Naquele momento, tocava “Save a Prayer” no sonzão de seu Red Bull.  A fita do Duran Duran era C90, suficiente para a corrida toda. E Rio de Janeiro, como se sabe, tem auto reverse.

A Ferrari não enchia os olhos de ninguém, mesmo. Tanto que logo depois Hamilton passou por Leclerc com enorme facilidade, assumindo o segundo lugar. O monegasco suspirou e olhou no retrovisor. Ouvia, a distância, alguma música conhecida. Era “Hungry Like the Wolff”, saberia depois. Saía dos alto-falantes Bravox triaxiais do carro de Verstappen, que já vinha colado nele.

Foi na 11ª volta que Max passou por Charlinho. A música ainda não tinha terminado. A próxima era “The Reflex”. “Gostei dessa!”, disse o piloto pelo rádio. “Foi mesmo uma ótima ultrapassagem, Max”, respondeu o engenheiro. “Tô falando da música, GP”, respondeu o piloto. “GP” é como ele chama Gianpiero Lambiase, que fica em contato com ele a corrida toda. “Também gosto, Max. O que vem agora?”, devolveu GP. “É o Hamilton! U-hu!”, informou Verstappen. “Não, Max. A próxima música…”, corrigiu o engenheiro. “Ah, deixa eu ver… ‘New Moon on Monday’, tá escrito aqui na caixinha.” “Também gosto dessa, Max”, vibrou o parceiro de todas as horas.

Na volta 17, Verstappen parou. Colocou mais um jogo de pneus médios e caiu para nono. “Você tem certeza, Max?”, perguntou Lambiase. “Sim, ‘New Moon on Monday’, tá escrito aqui.” “Não, Max, certeza que era para colocar médios? Assim vamos ter de parar de novo.” “Ah, sei lá… Ouve, ouve, vou aumentar o volume aqui. Tem Dolby, mano! Esse Rio de Janeiro é foda!”

Tive alguns. É foda, mesmo.

Alegria com os mecânicos: temporada impecável de Verstappen

No rastro da parada de Max, os pit stops começaram a ser feitos em ritmo frenético. Na 18ª volta, o líder Norris parou também. Colocou pneus duros, insinuando que poderia fazer apenas uma visita aos boxes. Hamilton assumiu a liderança. Pérez, mais atrás, parou e espetou um jogo de pneus médios. Pelo rádio, a Red Bull informou a Verstappen que Lewis poderia estar numa estratégia de apenas uma parada. “Ah, é? Legal… Olha só! Tenho uma coisa pra te dizer, GP!”, falou Max. “O quê? Vamos de macios no fim?” “Não, não! ‘The Wild Boys’ é a próxima, adoro essa!” Foi quando Christian Horner entrou no rádio colocando um ponto final àquele papinho aranha de adolescentes gravando cassetes nas tardes de domingo. E deu-lhe uma senhora bronca: “Max, você só levou essa fita? Duran Duran, sério isso? Na próxima parada temos duas opções pra você. Simple Minds ou Supertramp”, avisou. “Supertramp”, respondeu o piloto.

Quando Lewis trocou seus pneus, colocando um jogo de duros possivelmente para ir até o fim da corrida, perdeu a posição para Verstappen. A parada foi ruim. Leclerc assumiu a liderança, porém sem pit stops. Norris vinha em segundo e Max, em terceiro. Charlinho era o único na pista que não tinha parado, ainda. Sua estratégia — desastrosa, ver-se-ia depois — era de apenas uma troca. Foi para o box na volta 24 e Landinho retomou a ponta. A corrida estava entre ele, se fizesse apenas uma parada, e Verstappen.

Max chegou em Norris na volta 27. E exatamente na metade da prova, na 28ª, passou o britânico do time papaia. “Viram? Viram?”, gritou no rádio. “’A Matter of Feeling’, é linda…”, suspirou o chefe da Red Bull. “Chris, eu passei o Norris! Eu tô em primeiro, é sobre isso…”, reclamou o piloto. “Steal away in the mooooorning…”, seguiu cantando Horner, os olhos fechados, a cabeça gingando para um lado e para o outro, lembrando aqueles dias encantados dos anos 80, sem se importar minimamente com o entusiasmo de seu piloto.

Hamilton à frente da Ferrari: segundo em Austin, mas desclassificado

Em segundo, Norris teria a corrida na mão, se não precisasse parar de novo. Atrás de Verstappen, passou a dedurar o rival. “Ele saiu da pista, olha lá no teipe!”, gritou. “OK, Lando”, ouviu de volta, da equipe. “Ele tá virando a fita sem o auto reverse, olha lá na on-board dele!”, insistiu. “OK, Lando.” “Ele fez tchau pra uma mina na arquibancada e tem namorada, olhá lá!”, seguiu. “OK, Lando.”

Para ganhar a prova, teoricamente, Verstappen precisaria abrir mais de 20s para Norris, para colocar um segundo jogo de pneus e – vá lá – trocar a fita do Duran Duran para a sugerida por Christian Horner, a do Supertramp. Isso, claro, considerando uma hipotética estratégia de apenas um pit stop do inglês do carro #4. Seis voltas depois de passar por Norris, porém, sua diferença para o inglês da McLaren era de apenas 3s4. Não conseguia abrir muita coisa. Então – surpresa! –, Lando foi para os boxes na volta 35. Ué, não era uma parada só? Em tese, sim. Mas, pelo jeito, a borracha não aguentou. Colocou duros, de novo.

E, aí, acabou a brincadeira.

Primeira vitória após o tri: máquina de vencer

“Pessoal, cadê o Landinho?”, perguntou Max, ao assumir a liderança. “Vou parar também.” Foi o que fez, na volta seguinte. Colocou pneus duros, para voltar à frente de Norris. E voltou, com pouco menos de 2s de vantagem. A corrida ficou para ele. À sua frente, Hamilton, Pérez e Leclerc ainda teriam de fazer uma segunda parada cada. Não precisaria passar ninguém.

Pérez foi para os boxes na 38ª volta, e Lewis parou na 39ª, exatamente enquanto Max ultrapassava Leclerc. E, assim, o tricampeão assumiu a liderança de fato e de direito, com todos na pista tendo parado duas vezes. A dupla da Mercedes foi para a fase final da corrida com pneus médios. Hamilton era o quarto colocado e Russell, o nono. Max teria, no máximo, de monitorar Norris, o segundo. Leclerc ocupava a terceira posição.

Foi quando Verstappen reclamou pelo rádio. “Eu queria aquele disco gravado ao vivo em Paris, Chris. Você colocou ‘Breakfast in America’. É legal, mas não é ao vivo”, queixou-se, com razão. Pouco atrás, Hamilton, de pneus médios, passou a atacar Leclerc, com pneus duros. Valia um lugar no pódio. Lewis passou na volta 43. Havia uma chance de buscar Norris, que tinha pneus duros. A diferença esbarrava nos 4s.

“Dá pra ir até o fim?”, voltou Verstappen ao rádio. “Claro, Max. Esses pneus aguentam”, tranquilizou-o Lambiase. “Tô falando de ‘Take the Long Way Home’, que começou agora. Quanto tempo tem?” O engenheiro foi ao Google: “Cinco minutos e nove segundos, Max, menos de quatro voltas”, calculou. “Ah, então vai ter de tocar outra…”, lamentou o piloto.

Na volta 49, com pneus melhores, Hamilton partiu para cima de Norris e, com alguma dificuldade, conseguiu passar o garoto mclariano. Assumiu o segundo lugar e, para ganhar a corrida, teria de escalar uma montanha de 5s para o líder Verstappen. Impossível. O pódio parecia montado, com Lando em terceiro, mesmo. Sainz e Leclerc, este com pneus em frangalhos, vinham em quarto e quinto.

Max reclamou bastante dos freios até o fim da corrida e chegou a gritar com o pessoal da equipe para não falar com ele quando estivesse brecando o carro. Mas, sem maiores problemas, acabou recebendo a bandeira quadriculada em primeiro, pela 15ª vez no ano, em 18 corridas. Igualou seu próprio recorde de vitórias na mesma temporada, que havia estabelecido no ano passado.

As desclassificações de Hamilton e Leclerc alçaram à zona de pontos a dupla da Williams. Albon ficou em nono e Sargeant, em décimo. Foi o primeiro ponto do americano na categoria, e os primeiros pontos de um piloto nascido no país desde o terceiro lugar de Michael Andretti no GP da Itália de 1993. Norris herdou o segundo posto de Lewis e Sainz ficou com a terceira posição no pódio. Em sétimo, Stroll voltou a pontuar depois de cinco corridas no zero. Mesmo assim, sua Aston Martin perdeu o quarto lugar entre as equipes para a ascendente McLaren. Por fim, Tsunoda registrou a melhor volta de um GP pela primeira vez na carreira. Fez quatro pontinhos do oitavo lugar (tinha sido décimo e subiu duas posições com as desclassificações) e mais o extra pela volta mais rápida.

Esteve longe de ser a melhor corrida de todos os tempos, esse GP dos EUA. Mas, mais uma vez, Verstappen e a Red Bull deram uma aula. Desta vez, de paciência e estratégia. Ao fim, Horner parabenizou Verstappen no rádio. E perguntou qual música estava tocando quando ele recebeu a bandeirada, afinal de contas, na fita do Supertramp.

“The Logical Song”, arriscaria eu.

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Fernando (Pai do Clark)
Fernando (Pai do Clark)
7 meses atrás

Pô FG! Passei só para deixar mais uma babação de ovo aqui.
Seu texto transformou um pequeno-premio chato em peça de deliciosa leitura.
Se esse texto cai na mão do Verstappen, ele vai infernizar o Newey para instalar o kit Rio de Janeiro + Tojo no RB19.

Bruno
Bruno
7 meses atrás

Muito forte

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
7 meses atrás

Mais uma boa corrida da Temporada 23. Tenho um conceito diferente sobre o “melhor piloto de todos os tempos”. Acho que isso nao se aplica no Automobilismo. Acredito que temos ” melhores pilotos” de algumas epocas.

Quem seria melhor que o Fangio (em sua epoca e nas estatisticas proporcionais??)
Quem seria melhor que o Schummy em sua epoca?
Quem seria melhor que o Piquet entre 1980 e 1986?
Quem seria melhor que o Senna entre 1988 e 1993?
Quem seria melhor que o Hamilton no auge das Mercedes???
Quem seria melhor que o Vettel quando enfileirou 4 titulos em seguida? (o proprio Mito Hamilton fazia figuracao no grid nessa epoca).

Dessa forma posso afirmar que o Verstapen caminha para ser o melhor piloto de sua epoca, correndo apenas o risco de nao enfileirar mais titulos caso a RedBull nao acerte o motor para 2026

Afonso
Afonso
7 meses atrás

“Vencedor” da prova: Pérez

Junio Correa
Junio Correa
7 meses atrás

Texto fantástico!
A Kelly Piquet devia ler para o Max!
Ele provavelmente se divertiria de montão!
Parabéns pro ótimo humor de sempre!

Marcus
Marcus
7 meses atrás

Alguém aqui certamente já prestou atenção nisso há muito tempo, mas, apesar do domínio esmagador de uma equipe, as corridas atualmente terminam sempre com quase todos os pilotos dentro da mesma volta. Até o 12o, todos na mesma volta em Austin.
Nos anos 80, até nos 90, era normal o primeiro dar volta no quinto colocado para baixo. E não era incomum o terceiro tomar volta também – como nos anos de Williams e McLaren-Honda.

O crítico
O crítico
7 meses atrás

Quem me dera ter um Bosch, qualquer um, no meu 147 1978. No máximo um paraguaio meia boca, mas que me serviu bem durante um bom tempo. Nas fitas eu tinha de tudo, com preferência pelo metal da época (anos 1980s) e hard rock dos 1970s. Mas, estrategicamente, guardava no porta-luvas um best of da Renaissance, para momentos, digamos assim, mais íntimos enquanto acompanhado. Que voz tem Annie Haslam e que músicas tem a banda! Difícil de não se entregar…

Glen
Glen
Reply to  O crítico
7 meses atrás

Eu tinha um no meu 147 em 1988 E era aquele que você tirava do painel para não ser roubado

Carlos Henrique
Carlos Henrique
7 meses atrás

Ainda bem que não dei fim ao meu Roadstar cara preta nem ao Tojo e minhas fitas TDK. The Logical Song foi demais.

Pedro Leonardo
Pedro Leonardo
7 meses atrás

Ótimo texto sobre a corrida. Max parecia estar na calmaria de um Duran Duran, mas, como o rádio revelou, ao final da prova estava numa pegada mais heavy. Terminou a prova com um k7 de Master of Puppets.

Hilton Vaz Pezzoni
Hilton Vaz Pezzoni
7 meses atrás

Super Max ! SuperTramp ! Super FG !
Ainda tenho esse LP “Breakfast …” Ouvi pela 1a vez esse LP no apartamento do SUPER goleiro Gilmar Neves, eu e o filho éramos vizinhos e colegas no Col Dante Aligieri. Saudades…..

Marcos Bertolo
Marcos Bertolo
7 meses atrás

Flavio, o toca fitas estava fixo no painel ou na boa e velha gaveta?kkkkk

Emerson Moraes
Emerson Moraes
7 meses atrás

Ótimo texto, parabéns!!

Douglas
Douglas
7 meses atrás

Mui legal esse lance de fitas, em 1980 quem não tinha um bom toca fitas não era ninguém, só pegava gripe.
Max é sublime simples simpático como não amar um cara desses?

O crítico
O crítico
Reply to  Douglas
7 meses atrás

Ah, com certeza eu bebo a cerveja da estrela vermelha por causa da simplicidade e da simpatia do rapaz no comercial…

Barreto
Barreto
7 meses atrás

Deselegante foi a torcida vaiando Verstapen no pódio e gritando por Checo. Foi a cafonice texana do ano.

Valmir Dantas
Valmir Dantas
7 meses atrás

Eu,eu,eu….o Hamilto se fod***u!! vai ter que devolver a taça aproveita e devolve o título de 2008 que pertence ao nosso Massa guerreiro brasileiro
Agora o vice campeonato tá mais pro Perez , uma corrida a frente n do Amilton e Babau.
MAX VERST. O SUBLIME,
VIVA MAX VERSTAPPEM!

O crítico
O crítico
Reply to  Valmir Dantas
7 meses atrás

“Massa guerreiro brasileiro”… Putz, minion detectado…

Last edited 7 meses atrás by O crítico
lagerbeer
lagerbeer
7 meses atrás

Boas lembraças .. da época que dava pra lavar o carro de sábado na calçada sem ser assaltado e ouvindo o sonzão do fusca … e twitter era apenas de onde saíam os sons agudos

O crítico
O crítico
Reply to  lagerbeer
7 meses atrás

Tweeter, não twitter, Prezado.

lagerbeer
lagerbeer
Reply to  O crítico
7 meses atrás

Obrigado pela correção

Carlos Tavares
7 meses atrás

Textão clássico do Blog. Lembro que em 2012 você chamava o Schumacher de Matusalém. Tá na vez do Él Fodón receber essa alcunha!

Luigi
Luigi
7 meses atrás

Fábio: diante de uma corrida bem “meia boca”, o seu texto é o que realmente a salvou! Quem viveu os anos 80, realmente, deleitou-se com as referências e recordações. Parabéns e muito obrigado! Sou grande fã, há muito, muito tempo… grande abraço!

Marcos Bassi
Marcos Bassi
Reply to  Flavio Gomes
7 meses atrás

Desculpe…não me exclua Fabio Gomes….espero pra assistir a Live com o Flávio Seixas….eu tive que rir…

Xico
Xico
7 meses atrás

Rio de janeiro, Duran Duran, Supertramp… Quanto tempo… Que delícia… Não pare nunca de escrever aqui, Flavio!!! Nem precisaria ver o GP pra entender o que aconteceu!! Me arrisco dizer que quando Max cruzou a linha de chegada estava rolando um Goodbye Stranger na Basf C90… Ou seria uma TDK???

Jeferson
Jeferson
7 meses atrás

Sensacional o texto Flávio! E o Max, mesmo sem o carisma do autor do texto.

Edson
Edson
7 meses atrás

E não é que o sargento marcou um pontinho correndo em casa???
Voltou pra briga por um lugar ano que vem #SQN

Chupez Alonso
Chupez Alonso
7 meses atrás

Resultado alterado, texto alterado, vamos alterar a foto também.

Dos três abaixo, apenas um está regular.

Advinha qual dos três?

Nada como estar dentro das regras.

Todo castigo pra picaretagem é pouco.

IMG_5543.jpeg
Douglas
Douglas
Reply to  Chupez Alonso
7 meses atrás

Ótimas fotos amigo, mostram tudo.
E o Lec indo pro mau caminho seguindo o tutor Hamiltreta.

O crítico
O crítico
Reply to  Douglas
7 meses atrás

Ah, sim, e o two and a half champion está na fila pra canonização.

Alceu
Alceu
Reply to  Chupez Alonso
7 meses atrás

Excelentes fotos. Obrigado por compartilhar. Ficou muito claro o motivo das punições.

Elmimimi
Elmimimi
Reply to  Chupez Alonso
7 meses atrás

Mi-mi-mi

O crítico
O crítico
Reply to  Elmimimi
7 meses atrás

Sim. Coisas de lady baba.

Carlos Albuquerque
Carlos Albuquerque
7 meses atrás

Notorious Max.

Paulo Leite
Paulo Leite
7 meses atrás

Lewis e Charles desclassificados porque havia um fio do cabelo entre o assoalho e o horrível asfalto de catabi. Eita mundo chato da moléstia.

Douglas
Douglas
Reply to  Paulo Leite
7 meses atrás

Mundo chato é a desonestidade deles,.seu leite vai azedar

Edson
Edson
Reply to  Paulo Leite
7 meses atrás

Regras são Regras… tanto que eles nem reclamaram

Chupez Alonso
Chupez Alonso
7 meses atrás

O crime não compensa.

IMG_5544.jpeg
Tales Bonato
Tales Bonato
7 meses atrás

Muito boa a trilha sonora clássica. Melhor do que a corrida. Que foi média.

Chupez Alonso
Chupez Alonso
7 meses atrás

50 and counting…

E sem freios!

Por outro lado, vamos ver se a máFIA vai deixar passar mais essa picaretagem:

IMG_5542.jpeg
Leonardo
Leonardo
Reply to  Chupez Alonso
7 meses atrás

É… Dessa vez não deixou passar, os 2 desclassificados da corrida 😬

Edson
Edson
Reply to  Chupez Alonso
7 meses atrás

Não deixou

Elmimimi
Elmimimi
Reply to  Chupez Alonso
7 meses atrás

Mi-mi-mi

O crítico
O crítico
Reply to  Chupez Alonso
7 meses atrás

Uma coisa não se pode negar: lady baba não abre mão de suas convicções, ainda que totalmente foras da realidade. E as babetes vão pelo mesmo caminho.

Last edited 7 meses atrás by O crítico
Paulo E T Vasconcellos
Paulo E T Vasconcellos
7 meses atrás

se tivesse nascido 30 anos antes ,seria um cronista que teria escrito no Cruzeiro ou na Manchete e teria livros de crônicas ….cariocas ,of course, pois moraria no Rio , para não deixar a peteca cair e o cachimbo chiar

Grande Flávio, olho vivo ,que cavalo não desce escada!

José Maurício Nunes
José Maurício Nunes
7 meses atrás

Rindo como poucas vezes nos últimos tempos. Ficou ótimo o texto.

Antonio Seabra
Antonio Seabra
7 meses atrás

O Bosch Rio de Janeiro era foda mesmo !
Mas no meu tocava mais Neil Young, Dire Straits e Eric Clapton.

Ah, a corrida ? Foi isso ai que voce falou. A acrescentar só que o Hamilton voltou a andar muito.

Antonio

Airton Silva
Airton Silva
7 meses atrás

O meu era um Los Angeles, mais modesto que o Rio de Janeiro. Foi furtado, infelizmente, apesar do meu hábito de retirar do suporte e levar comigo quando estacionava na rua ou na universidade. Minhas fitas de cromo eram preenchidas com músicas gravadas das rádios.

Luiz Fernando Batista Gomes
Luiz Fernando Batista Gomes
7 meses atrás

Flavio, parabéns e obrigado pelo post da corrida de hoje. A corrida foi muito boa, o post melhor ainda, delicia de ler e varias vezes o sorriso na boca e boas lembranças dos anos 90 na cabeça. Muito bom!

Próximo fim de semana aqui no México, perto de casa. Igual que no ano passado so o pessoal do Grande Prêmio precisar de alguma coisa estou à disposição.

Wbj
Wbj
7 meses atrás

Tive nos anos 80 um Fuscao 72 1500 cc mais beberrao que o Vampeta e que tinha um Miami 3 com Tojo GR 300 (se nao me engano) que era um excelente amplificador….de ruidos ! Tudo colado numa bandeja presa no painel inferior, logo à frente da alavanca de cambio. Vira & mexe aquela praga dava mal contato mas como era fumante na epoca, nada que 1/2 duzia de palitos de fosforo sem cabeça nao resolvessem esse probleminha.

Marcos Bassi
Marcos Bassi
7 meses atrás

Continuo na torcida pra Mercedes se arrumar…acho que tudo fica mais tenso…até Verstappen fica mais tenso quando tem o Hamilton tirando diferença. Acho que ele sabe que Hamilton é o que pode lhe dar trabalho de verdade. Enquanto Norris não perder a virgindade…não sabemos quem mais. É difícil…mas…quem sabe.

Marcus
Marcus
7 meses atrás

“A matter of feeling” é, para mim, a música mais legal do Duran Duran e um enorme sucesso no Brasil. Mas a banda nunca a tocou em seus shows.

Marcos Bassi
Marcos Bassi
Reply to  Marcus
7 meses atrás

Gosto de “A Matter…” porque uma moça disse uma vez que era nossa música. Tenho ela na minha playlist. Mas confesso que nos anos 80, eu tinha preferência…e tenho até hoje…pelo The Cure…que se tivesse por São Paulo…assistiria agora em dezembro…

Marcus
Marcus
Reply to  Marcos Bassi
7 meses atrás

Eu quero ir no show do The Cure. Se eles tocarem “The Walk”, vai ser demais.

Marcos Bassi
Marcos Bassi
Reply to  Marcus
7 meses atrás

Se eles tocassem um monte delas…as clássicas…gosto de quase tudo….mas ainda tenho minhas prediletas e meio irmãs “Pictures of You” e “A Letter to Elise”. Gosto de baladas pop meio bundonas…sempre..

Last edited 7 meses atrás by Marcos Bassi
Alex
Alex
7 meses atrás

Bonito o público vaiando ele… Mais uma corrida estilo Schumi. Max será o maior de todos se não encherem seu saco…

Luiz Gustavo Martins
Luiz Gustavo Martins
7 meses atrás

Por sinal, esses rádios toca-fitas eram sensacionais mesmo. Obrigado pela nostalgia evocada!!

Luiz
Luiz
7 meses atrás

Supertramp, ótima referência.

Luiz Gustavo Martins
Luiz Gustavo Martins
7 meses atrás

Prefiro Duran Duran a Supertramp. Muito legal o texto!