MOCO EM CASA
SÃO PAULO (melhor assim) – Recebo press-release assinado pelo amigo Américo Teixeira Jr., assessor de imprensa da CBA, com um relato sobre a transferência dos restos mortais de José Carlos Pace para Interlagos. Fotos abaixo, explicações idem:



Por iniciativa da Confederação Brasileira de Automobilismo, por intermédio da Comissão Nacional de Veículos Históricos (CNVH), o autódromo de Interlagos foi palco de um evento marcado por emoção, simbolismo e valorização da memória do automobilismo brasileiro. Na sexta-feira, 23, os restos mortais de José Carlos Pace foram depositados no circuito que desde 1985 leva seu nome. Paulo “Loco” Figueiredo, presidente da CNVH, foi o idealizador da homenagem.
Tudo começou quando se tornou pública, através do site “São Paulo Antiga”, a situação de abandono do túmulo de Pace no Cemitério do Araçá. O piloto morreu em 1977 num acidente de avião. Segue o release:
Foi automática a ideia de trasladar os restos mortais do vencedor do GP Brasil de F-1 de 1975 para o autódromo, de modo a depositá-los junto ao busto em homenagem ao piloto que correu por equipes dirigidas por nomes lendários como Frank Williams, John Surtees e Bernie Ecclestone. Foram três meses de trabalho, que incluíram a aprovação da família Pace, tratativas com órgãos da Prefeitura, exumação do corpo, autorizações para o traslado, decoração do local, confecção da placa, distribuição de convites e tudo mais.
No dia marcado, às 12h, as atividades da Porsche Cup foram interrompidas para que Rodrigo Pace, filho do “Moco”, desse uma volta pela pista com o Karmann-Ghia que seu pai pilotou com os irmãos Fittipaldi nos anos 60. O carro pertence ao colecionador Maurício Marx. Coroas de flores foram depositadas no local, junto ao seu busto que fica na entrada do túnel que passa sob a pista. Elda, viúva de Pace, sua filha Patrícia e netos estiveram presentes, assim como a viúva de Wilsinho Fittipaldi, Rita, e ex-pilotos como Chiquinho Lameirão, Paulo Gomes e Alex Dias Ribeiro.
Foi uma boa ideia. Cemitérios são vandalizados o tempo todo em São Paulo. Se não tem ninguém para cuidar dos mortos onde eles costumam ficar, que se mudem os mortos. Parece ser a lógica perversa da cidade.
Merecidíssima homenagem ao grande Moco! Parabéns a todos os envolvidos.
Não esqueço a chamada da revista Placar em 1977 sobre o acontecido:
“A morte não esperou o título”.
Censura?
Como?
Infelizmente, o Américo Teixeira contou a metade da história que interessa à CBA.
Como?
Parabéns ao Paulo “Loco” Figueiredo e a CNVH pelo feito.
Uma homenagem justa para um grande driver!
Pace era um piloto superlativo!
Et: Fica também a homenagem ao Marivaldo “Fiapo” Fernandes que acompanhou o Moco em sua jornada final.
Que bonito isso.
Linda e merecida homenagem. Emocionante.
Faço uma certa comparação de Moco e Emerson com Garrincha e Pelé: os quatro foram gênios em seus esportes, mas Moco e Garrincha sempre mantiveram um certo espírito amador durante toda a carreira, enquanto Emerson e Pelé representam a gênese do profissionalismo no automobilismo e no futebol como os conhecemos hoje no Brasil.
Vc esta equivocado, colega: o Moco tinha atençao especial ao seu preparo fisico numa epoca em que ninguem se preocupava com isso. Esse movimento fora iniciado pelo Stewart e depois seguido pelo Moco
Foi um ato de reconhecimento, e uma linda homenagem ao Mooco, parabéns para todos que trabalharam e concluíram essa ação, que tem um simbolismo e de gratidão.
Bela homenagem a Pace e pena que o cemitério do araçá chegou neste estado lamentável.