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terça-feira, 7 de julho de 2015 - 2:27Antigos em geral

O VOYAGE DELES

SÃO PAULO (alguém me acha um!) – Olhem para ele lá embaixo. Um Voyage, né? Não, meninos e meninas. Um Fox. O Voyage que a VW fez para exportar para os EUA e Canadá no final dos anos 80 e início dos 90 — de 1987 a 1993, para ser exato. Não vou lembrar o número preciso, mas na época diziam que ele tinha mais de 100 items modificados em relação ao modelo vendido aqui — 112 modificações, se bem me lembro. Estou numa fase Google-free. Então, se quiserem o número correto, procurem.

Sei que eu olhava para esse carro e não conseguia ver 112 mudanças para o meu verde metálico 1.8, dos grandes carros que tive na vida. Faróis, lanternas, para-choques, aqueles olhos-de-gato laterais, que na verdade eram lanterinhas, velocímetro em milhas, painel invocado com comandos satélites, o que mais? Emblema atrás: Fox em vez de Voyage. Meia-dúzia de diferenças, mas é claro que tinha um monte de coisa mecânica e itens de segurança, aquelas frescuras exigidas pelo mercado americano que não saberei precisar quais eram — uma delas era injeção eletrônica no lugar de carburador, certeza.

E sei também que nessa configuração ianque o bichinho ficava bonito demais. Já vi um ou outro rodando no Brasil, mas nunca soube se eram originais ou se não passavam de Voyages (e Paratis, que também foram enviadas para lá como Fox Station Wagon) decorados com os detalhes estéticos de exportação — procurando bem, dava para comprar uma coisa ou outra no Brasil, afinal era tudo fabricado aqui.

Um amigo me mandou o link de um à venda nos EUA. Custa 1.100 dólares, uma ninharia. Muito rodado, é verdade, com ferrugem aqui e ali, mas plenamente recuperável. Diz esse amigo que vira e mexe aparece um no eBay. Não sei quantos foram exportados, mas não devem ter sido muitos, porque são raros lá, inclusive. OK, dei um Google, 200 mil. Provavelmente a maioria acabou num ferro-velho, compactado por aquelas máquinas assassinas de amassar carros, virando cubos de metal depois transformados em panelas ou granadas.

Fato é que eu me esforçaria por um igual a esse da foto, pingada no Facebook pelo Mário Cézar Buzanfan.

vwfox1

35 comentários

  1. Carlos A Augusto disse:

    No último domingo dia 05/07, tinha um Fox azul igual ao da foto na feira de carros antigos do Parque da Luz.

  2. tom sem freio disse:

    Aqui no Chile, se veem esses modelos mais antigos com o nome de Amazon. Já os modelos novos vem com o nome de Fox.

  3. Ronaldo disse:

    Trabalho na VW Anchieta e tempos atrás em um jornal interno era citado mais de 2000 modificações para atender legislação e gosto dos gringos.

  4. Jr. disse:

    Sinceramente?
    Prefiro os faróis/frente do modelo nacional.
    Farolzinho estreitinho, tá parecendo de Gol. O dos Voyage/Parati são mais largos.
    Agora, quanto a essa linha BX, prefiro o Voyage da primeira geração.
    Acho a frente mais bonita, o painel à la Variant II também é especial… quadradinho
    Ainda vou deixar o meu 85 como zero, este é o meu sonho!

  5. Rodrigo Abreu disse:

    Voyaginho 85 brasileiro que foi enviado ao Canada para apresentação aos concessionários antes do lançamento do Fox e acabou ficando por la:

    http://www.lunaticfringe.org/vwfox/specs/VW-Voyage-1985-Canada.html

  6. Rafael disse:

    Deve ter alguns rodando ainda no Canadá. Vi alguns entre 2004 e 2011, quando morei lá, principalmente na província de Québec, inclusive uma Parati.

    E lá tem também um monte de VW Jetta 2a geração, anos 80.

  7. Alfredo Junior disse:

    Já encontrei alguns inclusive um a venda que fui ver mas estava sendo pedido na época 18 mil dilmas ( em 2008), igualzinho o da foto. Encontrei um 91 frente nova que antes de estar a venda circulava pela estrada do M, Boi Mirim na Zona Sul, e sempre aparece um no Sambódromo nas terças feiras.

  8. guilherme disse:

    Quando morei nos Estados Unidos, entre 94 e 95, a família com quem me hospedei tinha um Fox station wagon branco, o que aqui era a Parati. A mãe da família tinha um orgulho enorme do que ela chamava de “my little German car”, acho que ela tinha alguma ascendência germânica, coisa assim, mas contava que o pai teve carros da VW e que ela sabia que duravam para sempre, coisa e tal.

    Aí eu comentei que aquele carro era feito no Brasil. Como assim?, não é, a Volkswagen é alemã, não é possível, o carro é alemão! Ficaram irredutíveis, provavelmente achando que aquele brasileiro orgulhoso estava contando vantagem sem fundamento. Pairou um silêncio meio constrangedor na hora em que eu apontei no cantinho do vidro traseiro a inscrição Made in Brazil. A filha mais nova ainda argumentou que era só o vidro, que o resto do carro era da Alemanha, então eu, com toda a pachorra e insistência, levantei o capô e mostrei a mesma informação em diversas peças. Eles continuaram adorando o carro, que já tinha alguma idade na época, mas tenho a impressão que parte do brilho se perdeu.

    De qualquer forma, lembro de reparar que o interior especificamente era muito distinto do que se vendia por aqui, com um nível de acabamento que até hoje não é muito comum em carros de menor padrão econômico. Talvez esteja aí a grande diferença das 112 modificações, juntamente com componentes da suspensão — muito macia — e do motor. Que, talvez fosse mesmo carburado, mas não cheguei a verificar.

  9. wag disse:

    Trabalhava num fornecedor de materiais termoacústicos (isso ficou muito feio…) na época e uma das diferenças do projeto era que seus materiais deveriam resistir a 40° negativos. Normalmente era -25°C. Estavam de olho no mercado canadense.
    Seu preço era 5.500 dólares. Considerado “entry-level” (é palavra estrangeira, posso usar…) sucumbiu com um o coreano de 4.500 dólares…
    Reforço de material anticorrosivo na parte inferior para resistir ao sal jogado nas estradas para derretimento da neve, além de pintura mais espessas.
    Imagine a quantidade de componentes “adaptados” para essa situação, mais os detalhes de acabamento, chega tranquilo nas 100 alterações…

  10. Luiz Morais disse:

    Nem todos viraram sucata!
    Vi um em 2007 na Philadelphia. Verde metálico e em perfeito estado. A pintura provavelmente não era a mesma usada aqui e o carro ainda parecia novo!!

  11. Nilton Camargo disse:

    Esse carro até o para brisas era diferente, já era colado, não usava borrachas, e era com injeção sim, o ponto de fixação dos cintos de segurança dianteiros também eram diferentes, se não me engano, os que ficaram por aqui tiveram seus motores trocados por carburados e outras coisas mais foram retiradas do carros, alguns foram vendidos a funcionários da VW.

  12. Nelson Barreiros Neto disse:

    Poxa, mas o volante era feio demais… de cair o c.. da bunda não???
    Pra quem teve um fusca com volante de gol gt… Maravilhoso…

  13. Luis felipe disse:

    Interessante isso voce mencionou.. Eu passei muito tempo olhando um deste, igualzinho o da foto, vinho, aqui perto de casa, em Brasilia , e ficava pensando onde diabos eles colocaram mais de 100 mudanças ….e pra que rs?

    • guilherme disse:

      Pra atender às exigências e gostos do mercado americano. Da mesma forma como carros que são exportados para o Brasil passam por várias adaptações, principalmente na suspensão e motor, para lidar com as nossas condições.

  14. Sacco disse:

    O Québécois era carb eletrônico e o Yankee era SPEFI. Alguém confere? Destaque para a versão Cabriolet, feita pela Karmann Ghia alemã, que tem o emblema traseiro da Brasília com as duas últimas letras cortadas. Aliás, copiaram a ideia toda da Sulam.

  15. Douglas disse:

    Achei alguns no cars.com
    http://www.cars.com/vehicledetail/detail/602398025/overview/

    Nao sabia que vieram 2 portas tambem.

  16. xs1xs2 disse:

    voyage (ou fox) é sempre bem vindo. meu único carro zero km até hoje, voyage gl 1.8 4p, em 1993.

  17. Cacá Camargo disse:

    A Volkswagen disponibilizou alguns para o aprendizado no Senai!

  18. Marcelo disse:

    Sei que tem um em São Gonçalo do Sapucaí – MG, caso você se interesse.

  19. Paulo Torres Garcia disse:

    Curiosidade: No primeiro Batman do Tim Burton, vários deles foram utilizados como “extras”. Alguns foram literalmente explodidos.

  20. Ricardo Linares disse:

    Ví um faz uns quinze dias, andando perto da minha casa. Azul marinho, bem conservado. Lindo o carro. Placas de São Bernardo do Campo se não me falha a memória.

  21. Marcos disse:

    Sou mais um Passat Iraque…não ?

  22. Segafredo disse:

    Porra Flávio…esse carro era demais…tinha um 89-CL à alcool…..chamado bielão!

  23. Fernando disse:

    Meu padrinho comprou um Voyage-Fox zero Km na época, em uma concessionária de São Paulo. Preto, com todos os opcionais possíveis em um VW naqueles dias. Era lindo demais.

  24. Andre Decourt disse:

    O Jasão, como eu deve ter visto os dois que existiam no Bairro Peixoto aqui em Copa, um azul, com tudo, inclusive os faróis saled bean, e parachoques bombados, e outro dourado, com os parachoques brasileiros e faróis assimétricos ( possivelmente sem injeção eletrônica), mas com o resto dos equipamentos export.

  25. Helton Fernandes disse:

    Putzzz, uma penca desses carros foi destruída no primeiro filme do Batman, aquele do Tim Burton, de 1989. Com o Jack Nicholson e o Michael Keaton.
    Parece que a maior parte da frota foi exportada diretamente para Gotham City.

  26. Ricardo disse:

    Moro em Trois-Rivières em Québec, no Canadá. Perto da minha casa tem um na cor laranja, morro de curiosidade pra dar uma olhada por dentro, mas o carro nunca está parado próximo a rua.

  27. Roberto Borges disse:

    Caro Flávio,
    tive um desses de 1989 a 1993. A única diferença era a grade e faróis, iguais aos nacionais e o velocímetro em km.
    Comprado da VW, pois por algum motivo andaram encalhando e eles repassaram um monte para as gerências. Peguei um desses.
    Muito diferente de andar em relação ao nacional, a começar pela maravilhosa suspensão, macia mas sem perder a característica estabilidade. Molas mais moles, amortecedores menos duros (aí o bicho pegou pela baixa durabilidade). Não era o motor com injeção também, mais essa diferença.
    Acabemento interno, maciez das portas e porta-malas nem se comparavam ao similar nacional.
    Tempos bem tupiniquins, as carroças nacionais do Collor.

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