Nossos mínis

SÃO PAULO (vazia, fria e triste) – Como não sei se todos vão ler, sinto-me na obrigação de reproduzir o que escreveu o blogueiro Joaquim, cara sensível e firme, desses que se o Brasil tivesse mais uma meia-dúzia seria uma nação.

“E, quando tudo parece perdido, esperanças abandonadas, eis que ela às vezes ressurge, dentro de um singelo TL azul, num senhor de bela cabeleira branca.”

É isso, Joaquim, que ninguém se vergue, vamos em frente. Esse senhor de cabeleira branca que vi no trânsito sorrindo ontem me mostrou que temos de ir em frente, e em frente vamos.

E vamos com nossos carros e nossas paixões. Anísio foi e é um visionário, fez Carcará, Puma, Míni Dacon.

Os mínis… Idéias para um mundo do futuro, quando as cidades seriam intransitáveis. O Brasil fez dos seus. O Aruanda de Ari Rocha, de linda história que pode ser lida no WebMotors.

Não foi o único, claro. Quando nem se pensava em minivans ou coisa que o valha, lá estava o Aruanda na Itália, ganhando prêmios e fazendo sucesso. E teve também o Míni Puma, parece que foi feito um só, acharam.

É isso. Que nos alegremos com as pequenas coisas.

Comentários

  • Valeu Marcos,
    não devia ser um foguete mas andava bem, gostei do lance do alternador, boa sacada para ganhar aquele cavalinho a mais.
    Sem correção de 11 devia ser um espanador quando descia a lenha nas curvas hehehe.

    abraço

  • Oi Filipe !
    O TL era SS ! Super Stander !!!
    Afinal, a 25 horas era para D1.
    Mas tinha um belo trabalho no motor, com balanceamento estático e dinãmico, câmaras equalizadas, modificações nos carburadores e no distribuidor.
    E a suspensão traseira trabalhava com 11 graus, para diminuir um pouco a abanação !
    Tinha também um interruptor para desligar o alternador. Afinal, na D1, qualquer cavalinho a mais fazia diferença.

  • Me lembro de ver um TL Divisão 3 aqui no Rio, creio que era branco ou bege bem claro, achava muito legal ocarro todocom cara de bravo, paralamas alargados, pneus slick, e aquele escapmento comprido 4×1, acho que nunca teves grandes resultados, mas sempre torcia por ele, apesar de nem me lembrar quem era, mas o TLzão ficou na minha memória.

  • TL azul diamante 1971.
    Que saudade !!!
    Corri na 25 horas de 1974 com um !
    O carro era um relógio: 4m10s por volta, uma em cima da outra !
    Não troquei nem pneus.
    Andava 42 voltas sem abastecer !
    Terminei na frente de muitos Opalas e Mavericks !

  • TL azul? Com certeza não é aquele que foi de meu pai, aquilo não era carro e já deve ter sido derretido, para felicidade geral da nação.
    A década de setenta foi um desastre em matéria de carros fabricados por aqui, acho que pior que os anos setenta.

  • A história do Auranda é muito bonita… Finalmente o Brasil está aprendendo a preservar a própria história!!!!

    E ainda dizem q o cara lá de cima não existe!!!! O cara reconheceu a carroceria maltratada a anos pelo tempo no meio de uma pilha de sucata!!!

    E se não bastasse isso ainda devolveu para o dono sem cobrar nada… O povo brasileiro sempre nos surpreede de maneira positiva…

    Estou torcendo para q esse carrinho seja restaurado com o carinho q merece!!!

    PS para FG. Lembra-se q eu estou desenhando um carro para um concurso de rendering??? Um dos carros eu já acabei, outros dois estão a caminho… Assim q o site estiver pronto eu passo a URL. A história do Aruanda só confirma a minha tese… Nós designers desconhecidos temos q participar de todos os concursos q pudermos… Quem sabe assim algum bom contato profissional aparece!!!

  • Correção: o Mini-Puma está em Santa Cruz do rio Pardo (SP). O estranho é que O Puma Club de Curitiba diz ter uma carroceria, sem portas do Mini-Puma e o Puma club do Rio tem uma foto de uma carroceria do Mini-Puma. Será a mesma ou existem três exemplares?

  • Eu era menino, colecionava 4 rodas e sempre tinha matéria sobre os minis brasileiros. Quem viveu esta época, como eu, se lembra da crise do petróleo do começo dos anos 70. O contexto mundial era esse: ” vai acabar a gasolina e precisamos de carros pequenos e econômicos.”
    Daí a genialidade brasileira gerou esses minis maravilhosos e tinha o Gurgel elétrico também, cheio de linhas retas. Lindo.
    Pena que nossa indústria automotiva genuinamente brasileira nunca vingou e nossos construtores entraram para a história como meros visionários…
    É duro ser um país que apenas monta carros que vem de fora.
    Nunca faltou talento na área de design e engenharia automotiva, pra citar alguns nomes é só lembrar de Anísio Campos, os Malzoni, João Conrado do Amaral Gurgel e tantos outros. E tenho dito.

  • Se for o Joaquim que estou pensando, o cara é dez… Ele me ajudou a contar a história de um kart que tenho em casa… em breve, vou mandar umas fotos para o FG… Valeu Joaquim… Muito obrigado! Quanto ao Puma, o que dizer… o carrinho é show… nada como os clássicos!

  • Estava agora na página do Puma Club e, pelo que está lá, existem pelo menos dois Mini-Pumas. Um está andando no Paraná, se não me engano, e outro apenas a carroceria no Rio de Janeiro. Se bem que pela descrição estou achando que o do Paraná é um Emis, carrinho que lembra muito o Mini-Puma.

  • Bom dia Amigos
    Deixando pra traz o que passou, vamos olhar pra frente, trabalho, familia, responsabilidades e Deus, em Ele a gente não passa de mais um na multidão, fiquei pensando, acho que todos tem algo com Deus, algo pra falar, algo pra resolver,algo pra confessar, e nesses momentos que a gente fica mais sencivel às circustancias, onde as coisas simples se toram importantes com Joaquim escreveu eu digo a todos, pensem nisso, nada acontece por acaso nessa vida, nada, abraço a todos e um Otimo dia!!!

  • Não há como não ler os textos do Joaquim.
    Diz ele que “sempre escreve porque tem tempo”.
    É mais do que isso.
    Tem um raro dom de transformar emoções em palavras.
    Como o FG.
    Quem leu seus Diários de Viagem, e mesmo estes posts soltos e despretensiosos, percebe bem essa marca.
    Carro de corrida é um troço violento, agressivo, barulhento – “A bagaça é braba.”
    Paz tem a ver com isso?
    Nada.
    Paz tem a ver com gente.
    Não com máquinas.

  • Parece que ninguém ainda se deu conta que isto é só o começo. O que houve foi uma T.P.C. – tensão pré-convocação. E na provável eliminação logo na primeira fase, o que esperar? Neste momento temos que ser implacáveis. Acabar com este negócio de celular e instalar orelhão nos presídios, e orelhão com ficha, nada de cartão, pros presos não colecionarem ilegalmente!

  • Acho que vou ter o privilégio de ser o primeiro a postar… e também é a primeira vez que escrevo aqui nesse blig. Mas terá mais vezes, pois sou mais um que se tormou um fã de sua pessoa. Um abraço