Paulista, 18h22

SÃO PAULO (meu retrovisor é minha TV) – Avenida Paulista, agora há pouco. O sinal fecha, mas consigo cruzar a Pamplona, direção Paraíso. Ando de vidro aberto, apesar do frio e da paranóia da cidade grande. Olho no espelho, estou na segunda faixa. Na da esquerda, encostada à ilha que divide as duas pistas da grande artéria financeira, uma perua Versailles caindo aos pedaços.

Ela morreu. O farol ainda não abriu para quem vem da travessa para entrar na Paulista, há escassos segundos para resolver aquela situação. Se alguém encostar atrás da Versailles, será o caos. A cidade vai parar. Faixa da esquerda, na Paulista, às 18h22, não pode parar.

O motorista abre a porta, empurra a Versailles pela coluna, o carro pega um pequeno impulso, se move, ele salta dentro, tenta pegar no tranco. Bateria velha, alternador que não funciona direito. A Versailles não pega.

O sinal da travessa vai abrir, ela será engolida por um mar de carros, a cidade vai parar, tenho certeza. Aí o cara que caminhava pela calçada do meio, na ilha que divide a grande artéria financeira, dá meia-volta e empurra a Versailles. O carro engasga, dá um tranco e funciona. O cara que caminhava pela calçada do meio, na ilha que divide a grande artéria financeira, vira as costas e vai embora. O motorista da Versailles tenta agradecer, mas nem dá tempo, abriu o farol.

Pela tela do meu retrovisor, tenho a impressão que o cara que caminhava na ilha abre asas e parte para salvar a cidade em algum outro lugar.

Comentários

  • Ah agora que o pessoal deu uma lição neste pedro ele já baixou o tom e ficou pianinho.
    O analfabeto funcional, entenda a mensagem antes de responde-la com besteiras !!!!!

  • O Brasil é assim, cheio de coitadinhos sem oportunidades….

    É por terem esta cultura que o país está nessa m e r d a toda e principalmente a cidade de São Paulo – sem nenhum preconceto bobo hein – está cheia desses coitados que se acham sem oportunidade, entopem as calçadas com barraquinhas de produtos piratas, contabandos, tudo que há de pior e se acham no direito de fazerem isso!!!!!!

    Aqui é assim, se a pessoa não se estabelece, migra pro ilegal, pois é mais fácil ficar assim e botar a culpa no governo!!!!

    Enquanto houver essa mentalidade, essa cultura do jeitinho brasileiro, este país será isso que aí está.

    repito: sem preconceitos com os que aqui vivem…….só não aceito cobrarem da cidade o que ela fez no passado e já não comporta fazer hoje.

  • Por causa do páu que deu no blog do Gomes, (será que está velho e sem manutenção ?) a minha resposta saiu fora de ordem e ela foi endereçada somente ao Pedro mas, pelo que lí depois, a galera entendeu exatamente o que quis dizer, sem falso moralismo, ou piedade mentirosa.
    Ainda bem que a maioria, pelo menos por aqui, concorda com o que eu disse pois creio que já passou da hora de deixar de sermos uma sociedade permissiva e pacata com os erros, crimes e tragédias que assolam o Brasil, chega de dizer “tudo bem”, não está nada bem, chega de populismo barato pois ele só vai nos levar para cada vêz mais baixo na escala de vida no mundo.
    Chega de falsos moralismos politicamente corretos, pois vivemos num país politicamente podre e incorreto e a mudança desse inferno só dependerá de nós, da nossa mente, da nossa mudança de atitude para com a podridão que nos rodeia e isso será um trabalho longo de várias gerações e deve englobar todos os assuntos sociais a começar pela educação, a verdadeira educação, e nós que temos um pouco mais de vivência e cultura temos obrigação de alertar e modificar a forma de pensar dos menos exclarecidos, mostrando-lhes com fatos e exemplos, e não com discursos populistas medíocres, o que é realmente a ordem e o progresso que estampa a nossa bandeira.
    Caso contrário, cairemos na armadilha tão bem mostrada no comercial anti drogas, onde aquele que compra drogas financia a escola do crime e um recém formado nela, certamente o encontrará em breve.
    Mãos a obra, galera.

  • Caros colegas,

    Como disseram algumas pessoas abaixo, quem não tem competência que não se estabeleça e isso também é válido para os órgãos governamentais que são sustentados pelo povo para dar condições de vida ao cidadão e combater as irregularidades. Quando digo que não é culpa de um coitado que tem um carro velho e o coloca nas vias para sobreviver e trabalhar, ele não o faz porque quer andar poraí colocando em risco a sua própria vida e a dos outros e sim por uma condição de vida, da realidade brasileira que muitos, talvez, queiram teimar e não conhecer. Repito, a obrigação do governo é dar condições de segurança nas cidades e punir ou retirar de circulação aqueles carros sem segurança e não colocar fogo como diz o tal HP, pois pimenta nos olhos dos outros é refresco, e não estou aqui defendendo os “Coitadinhos” que andam com as tranqueiras irregulares não. Quanto a andar nas referidas vias que alguns citaram de São Paulo, não o faço porque moro em Brasília, apesar de ir sempre a São Paulo e conhecer razoavelmente esta situação, que não é privilégio apenas desta cidade, mas aqui, pelo ao menos, esta situação de trânsito é mais combatida e não se vê tantas “latas velhas” circulando. Tenho carro sim, inclusive, um antigo, pois aqui não dá para andar de ônibus nem metrô, pois são precários e fica mais barato andar de carro devido as passagens extremamente caras.
    Espero que tenham entendido o meu ponto de vista.

    Pedro

  • Marcello, é verdade o que você disse.Os motoristas andam no meio da rua. Aqui em Montes Claros, nas grandes avenidas, para que os motoristas respeitem a mão a prefeitura coloca uns quadrados luminosos( não sei o nome daquilo) na faixa. Quanto ao sinal também é igual, quase niguém respeita o amarelo. Mas ao contrário de você eu prefiro nossa calma(não confunda com lerdeza), talvez por ser mineira.
    Bejim e boa estada em Minas

  • Você deve ser daqueles que eu disse abaixo que ficam com a b… enfiada no sofá, totalmente alienado, no seu mundinho particular, revezando entre a televisão e a geladeira no intervalo do JN, só um toque na tv cultura passa um programa chamado nossa língua portuguesa, vê se levanta daí e muda de canal, garanto que vai ser muito mais produtivo pra você falou!

  • … E existem acéfalos e mal educados que tornam o nosso país cada vez pior, ( existe um no cargo máximo do país, eles se reporduzem) e pode ter certeza que única ferramenta de quem está no trânsito e é refém de latas velhas e se depara com esses acéfalos é a buzina

  • Daniel, preferi não entrar no detalhe das bicicletas, porque senão meu texto ia ficar enorme, e já estava extenso, mas sei que os ciclistas daqui não respeitam os sinais de trânsito e ainda cruzam na sua frente olhando pra vc com aquele ar soberbo, como se estivessem dizendo: “eu sou o dono da rua, me atropele e eu o processo”, aí vc tem que esperar ele passar com o sinal aberto pra vc! E o que acontece? Quando ele acaba de atravessar, o sinal fechou de novo!!

  • Interessante os tipos de pessoas:

    -Um consegue narrar um fato cotidiano c/ um olhar poético(muito bom, parabéns!).
    -Outro é solidário s/ se importar se quer a esperar um gesto de agradecimento.
    -O outro é um aventureiro (talvez um coitado) c/ sua lata velha ferranddo mais ainda nosso trânsito.
    -E por fim um ignorantte, c/ tendências polítcas (espero que não seja um, mas não me espantaria se fosse), que provávelmente é um desses iddiotas que ficam c/ a mão colada na buzina ferranddo os ouvidos de quem já esta ferraddo em nosso trânsito.

  • Abaixo a pensadores como o Sr. Pedro, abaixo aos carros podres, abaixo a alta do GNV, abaixo ao presidente da Bolívia, abaixo ao congresso nacional, abaixo ao presidente da república, ABAIXO A REPÚBLICA DOS BRASILEIRINHOS CONTRA ESSE MUNDO TODO!!!!!!!
    Vamos mudar o Brasil já, OUTUBRO TAÍ MINHA GENTE, ACOOOOOOOORDA!

  • Me mudei de SP para Porto Alegre há 2 anos. Sinto saudades de poucas coisas… Esse tipo de atitude é uma delas.
    O paulistano não sorri a toa como em outros lugares. Somos democraticamente estúpidos com qualquer um, não importanto a cor, credo ou condição social.
    Até quando ajuda alguém, o paulista vira as costas e some antes de qualquer agradecimento, como se aquilo fosse um aborrecimento.
    Não somos um povo chato ou ruim, somos econômicos.

    Digo que sinto falta, pq as vezes me irrita ouvir uma balconista de farmácia me contando toda a saga da família dela desde que o bisavô Fritz desembarcou no porto de Santos, só pra poder me vender uma aspirina.

  • É por cabeças pequenas e medíocres como a sua que o Brasil não cresce e se contenta sempre com pouco ou quase nada, acreditando em milagres e falsos milagreiros.
    Em paises devastados por guerras e catástrofes seculares e que hoje pertencem ao chamado primeiro mundo, um carro nestas condições sequer sairia às ruas colocando em risco a vida de outras pessoas, além da sua própria, e menos ainda com essa desculpa de pobre coitadinho que não tem culpa disso.
    Esse pensamento pequeno e medíocre como o seu é que forma essa mentalidade permissiva do brasileiro, ávido por justiça social desde que não saia do seu bolço ou que o problema fique longe das suas vistas.
    Sem essa de coitadinho mané, está na hora de pensarmos como um pais e não como um estábulo.

  • Caro Pedro,

    vc acha que o cara que deixa o carro assim e anda com esse carro nessas condições, paga IPVA, faz vistoria, enfim cumpre com todas as obrigações no tocante ao veículo dele ?

    Acho que não, o que Veloz quiz dizer é que se vc não tem condições de ter um carro, não tenha, eu queria morar numa cobertura na Vieira Souto, mas não moro, queria ter um Porsche, mas não tenho, temos que ir até aonde alcançamos, e lutar para ir além.

    Mas política de “coitadinho” é extremamente prejudicial, uma sociedade séria tem cidadãos e não coitados, todos temos nossos direitos e deveres, se eu tenho que arcar com vários impostos e obrigações ao comprar um veículo, todos tem de cumprir com as mesmas obrigações e não pensar “puxa o fulano é pobrinho coitado, então deixa ele andar com aquela lata velha,” isso não vai melhorar a condição dele e abre precedentes para que outros façam o mesmo, transformando tudo numa bandalha generalizada, afinal se um pode pq outros não podem tb.

    Se vc não tem as mínimas condições de ter um carro, é melhor não te-lo, até pq isso põe em risco não só a vida de outros como a do próprio e ao contrário do que pode se pensar um carro cacarecado vai ser uma fonte de despesa a mais para o dono.

    Por isso discordo de vc quando diz que é problema do detran e pronto, na verdade é um problema meu, seu e nosso, já fui vítima de um acidente com motorista de um carro nessas condições escabrosas e ainda tive que escutar o “cara é pobrinho coitado, já teve o maior preju, vc tem dinheiro pode arcar com o seu” ora quem não tem competência não se estabelece !

    Então cuidado a proxima vítima de um “coitadinho” pode ser vc.

  • Me esqueci Pedro:
    Você tem carro?
    Se tem, você já ficou parado na marginal por causa de carro quebrado? Nem digo carro velho!
    Você acha que esse cidadão paga o IPVA em dia?
    Você já percorreu de carro o trecho da paulista que vai do paraíso até consolação? Te garanto que sem aquele trânsito de ontém levaria no máximo 25 minutos!
    Eu vi o carro e garanto que se o cara não cuida do seu carro quem dirá pagar IMPOSTOS em dia.
    Agora eu faço que de tudo para meu carro estar em ordem, tenho que me submeter aos caprichos de um cidadão que compra um carro que com certeza está todo irregular, caindo aos pedaços e tem plena consciência disso, porque ele é um pobre brasileirinho contra esse mundo todo e por isso se acha no direito de atrapalhar o mundo todo porque ele é um coitadinho, faça-me um favor! Você já ouviu aquele ditado: quem não tem competencia não estabelece, quem tem carro quebrado deixe-o em casa e vá de ônibus, metrô o raio que parta, mas atrapalhe a vida dos outros, a cidade agradece!
    Realmente ninguém faz nada mesmo, a começar por nós mesmos que votamos se bando de picareteas e depois ficamos em casa enfrente a televisão reclamando ou fazendo de conta que não com a gente! Vamos parar com isso já, o que tem que existir é bom censo e respeitar o direito dos outros exigir que os nossos sejam respeitados, outubro taí! Ok.

  • AHAHAHHAHAH– SOU DGOVERNADOR VALADARES—

    Morro no Rio de janeiro a 5 anos! e vc descreveu com perfeição o transito daquela cidade!!
    Povinho pe redondo viu… ficam com carro no meio da rua a 20 KM/h.
    Agora vc so esqueceu que é a cidade com maior numero de biciletas por habitante do BRASIL!!! é os 300 sinais de transitto(FAROL PARA OS PAULISTAS)
    que tem no centro da cidade!!

    chega a ser comico de tão ridiculo!!!

    lá prefiro andar de bicicleta! se chega muito mais rapido ao seu destino!!

    Unica coisa que salva realmente é a BELEZA da Ibituruna e a UNIVALE que está cada dia MELHOR!!!

    VLW ALOHA!!!!!!!1

  • Mais idiota é que chama o outro de idiota, porque você não nos convence com argumentos e não com chingamentos é mais bonito e educado, eu acho que aqui não tem mais crianças e sim homens inteligentes que leêm blogs inteligentes como esse!
    PS: Eu acho!

  • O que é relevante não é o ano de fabricação do veículo, e sim o seu estado de conservação, como sua manutenção é feita e com que freqüência, se não me engano, na aviação é assim.

  • Pedro, discordo de vc em parte, tem gente que coloca carro antigo, e não velho, na rua por opção, eu e o Flávio nos encontramos nesse universo, eu tenho um Del Rey/84 e um Monza/89 e não os vendo por nada, mas só que os levo freqüentemente à oficina para manutenção preventiva, sendo que o Del Rey, que é meu preferido, viaja toda semana 300km, e por esse motivo é revisado de 15 em quinze dias, posso garantir que meus carros estão melhor de manutenção do que muito carro novo, até recusei uma proposta feito por um de meus sócios, quando ainda morava no Rio, em que ele me dava o Vectra/2000 dele se eu jogasse fora o Del Rey, recusei a oferta e pra aplacar a ira dele, comprei o Monza, usando-o para ir ao escritório, mas para as outras atividades ia com o meu velhinho.
    Agora HP Veloz, quanto ao problema das sucatas que circulam pela cidade de São Paulo, a solução para pelo menos minimizar isso já existe há seis anos, basta cumprir o que estabelece o CNT, que instituiu a vistoria veicular anual, onde os carros só recebem a documentação obrigatória após serem vistoriados pelo Detran, isso já é feito no Rio e meus carros passam por ela anualmente, pode não resolver o problema, mas que diminuiu muito o número de carros em estado precário nas ruas, isso diminuiu, e muito. Aqui em Minas acontece o mesmo problema que aí em Sampa, tem carros que dão até medo de passar perto, pois o risco de vc contrair tétano é grande, de tanta ferrugem.

  • Pedro, não discordo de você que esses carros estão na rua por necessidade mas também não discordo do Veloz que diz que eles representam um risco. Veja meu exemplo: Sofri um acidente de moto em Out/2005 e agora estou começando a andar com muletas(até agora estava na cadeira de rodas). Bati na traseira de um carro que, caindo aos pedaços, simplesmente parou na faixa da esquerda da Via Dutra. Eu vinha logo atrás dele e não consegui desviar. Fiquei em coma por nove dias. Não sou a favor de que “taquem fogo” em todos mas que são perigosos são.

  • Ninguem coloca um carro velho nas ruas porque acha bonitinho e romântico, mas sim por uma necessidade financeira que não lhe permite ter algo melhor. Deveriam é colocar fogo é na sua alma. Como tem i d i o t a postando besteiras neste blig sem o mínimo conhecimento de causa ou da razão. Se o carro está irregular o problema é do Detran e da justiça que o deixa circular e não de um cidadão que batalha e paga os seus impostos para ter o mínimo de dignidade e de condições de vida.

    Pedro

  • Flávio, sua narração parecia enredo de Graphic Novel do Will Eisner. O clima frio e sombrio, o cidadão em sua miséria angustiante empurrando a velha bagaça em meio ao caos urbano do rush das 18:00 horas. Legal mesmo.
    Pena que o Eisner não está mais aqui pra ilustrar este texto. Parabéns.

  • Pois esse cidadão ajudaria mais a sociedade se, ao invéz de empurrar o carro podre do outro, ateasse fogo nele, para tirá-lo de vêz de circulação.
    Causaria um imenso congestionamento mais valeria a pena pois seria uma sucata a menos nas ruas.
    Pode parecer crueldade mas não é, apenas penso na segurança e nas milhões de pessoas que são prejudicadas por esses trastes velhos que circulam impunes por aí, que não possuem só uma bateria defeituosa mas também freios que não freiam, direção que não vira sem folga, suspenção que não amortece nem estabiliza, pneus que não aderem e documentação que só documenta a nescessidade de se fazer o que disse no início, porque além de tudo, existe o aspecto legal e jurídico que uma pessoa dessas pode causar a outra, ou outras, em caso de acidente e que restará o onus final em valores,sequelas físicas ou perda de vida somente para a vítima.
    Essa desgraça não acontece só com carros, ela está nos caminhões, ônibus urbanos e estradeiros, motobois, enfim, o pu.teiro é geral e nada pode justificar e aceitar isso, nem padres e petistas bradando justiça social no palanque dos pobres mas apodrecendo o país nos bastidores.
    Amigo não é quem tem pena de você, mas quem te ajuda e resolve de verdade um problema e não o posterga até você se ferrar de vêz, desde que seja bem longe dele.

  • FG (dei uma de globo agora), a historia não acaba aí , eu estava indo em direção a consolação nesse mesmo horário e o pobre coitado provocou o caos na altura da augusta, deve ter tentado ir para direira e sua barcaça morreu de novo e ali ficou só que desta vez o nosso herói não pode salvá-lo, ao invés disso um motorista de ônibus implacável, histérico no seu volante, esmurrava sua buzina frenéticamente (talvez pressionado pelos probes trabalhadores braçais que carregava) e eu que já tinha gasto 1 hora da vila mariana até ali, olhava aquela cena da faixa da esquerda com um misto de ódio e pena pois eu não queria ser aquele pobre homem, fui embora e o rapaz ficou lá no seu calvário

  • O fato poderia ser chamado de “Retratos Automobilísticos do Cotidiano nas Grande Cidades”. Seria legal abrir um espaço no Blig para selecionar (eu sei que dá trabalho) os fatos inusitados que acontecem nas ruas e avenidas das grandes cidades.

  • Vi essa pessoa outro dia, na marginal. Nessa ocasião, ela era uma mulher. Desceu do carro e com grande esforço, arrastou, sozinha, uma banda de rodagem enorme, de pneu de caminhão, que estava atrapalhando o transito, para liberar a faixa para todos nós. Depois, subiu no carro, bateu asas, como sempre…

  • Ora, ora, direis ouvir estrêlas?…por certo perdeste a razão.
    Mares, ventos, tempestades, rolai das imensidades, varrei os mares tufão!
    Vês,… ninguém assistiu ao formidável enterro da tua última quimera..quimera
    Poético o nosso Flávio hoje, não? Ou apenas um olhar arguto e cáustico sobre a impermanência da vida e a nossa insignificância nesse caos de cada dia? Um porreta, esse Flávio.

  • Ana, estou morando em Gov. Valadares há dois anos e concordo com vc, o ritmo dos mineiros é mais lento, muito mais lento mesmo. Mas o que me irrita profundamente aqui, não sei se aí em Montes Claros é assim, os motoristas insistem em andar no meio da rua, exatamente entre as duas faixas de rolamento, impedindo qualquer tentativa de ultrapassagem, e ainda acham que estão certos. Agora, se estão chegando próximo a um sinal, ou semáforo, ou farol (essa última para os paulistas), e ele fica amarelo, eles aceleram de repente e pimba, avançam na maior cara de pau. Sem querer te ofender Ana, mas dá vontade de passar por cima! Prefiro a correria do Rio e de São Paulo. E antes que alguém pergunte porque então estou aqui, eu já respondo, questões financeiras, já que aqui estão remunerando melhor os professores universitários. Gostaria mesmo é de voltar pro Rio ou ir morar em Sampa, aqui estou sem opções automobilísticas, nem kart aqui tem!

  • Ele seria engolido mesmo. Fui, pela primeira vez, pra São Paulo visitar minha prima no feriado de 1º de maio. Meu Deus fiquei chocada! Como vocês correm, como vocês xingam no tânsito. Voltei para Minas com a sensação de que vocês paulistas não sobreviveriam na minha cidade.O trânsito está começando a ficar caótico, mas em 20 minutos consigo ir ao centro da cidade ou até a faculdade( dois extremos de Montes Claros), as pessoas ainda tem a mania ( péssima por sinal) de andar na rua, parece que a calçada é enfeite; os motoristas andam BEM mais devagar e de vez em quando vejo umas carroças. Mas, infelizmente, Flávio, nunca vi nenhum anjo. Acho que ele tem mais utilidade aí.
    Bejim

  • hahaa fg e seus textos
    gosto dos seus textos sao bem diretos e nos prendem a leitura haha eu tava doido pra le a ultima linha desde o começo
    a proposito FG tb gosto e nao perco um texto seu sobre os DIARIOS DE VIAGEM vc deveria postar mais eles sao d+
    fica a sugestão