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Saturday, 27 de February de 2010 - 0:15Museus & coleções

FNM, FNM, FNM…

SÃO PAULO (de boa na lagoa?) – Não resisto, preciso postar mais fotos. Escolhi nove das que tirei hoje na chácara do Osvaldo Strada. É a coleção mais impressionante que já vi, como disse. Ah, um deles aí, o basculante, é o que foi de JK. Está no documento. Incrível. Construiu Brasília. Uma coisa.

28 comentários

  1. Fabrísio Melo says:

    Olá!!
    Estou interessado em adquirir o logo do FNM (redondo com o fundo vermelho).
    Poderiam divulgar?
    Moro em Curitiba.
    Um forte abraço!!!

  2. josé roberto pereira sales says:

    oi boa noite eu gostaria de saber o significado do logotipo do fnm, aquele tipo medalhão?

    • Marcos Somano says:

      O símbolo da F.N.M. baseia-se no logotipo da Alfa Romeo que é composto pela bandeira com a cruz vermelha (brasão da cidade de Milão) e pela serpente devorando um homem (símbolo da família real milanesa).

  3. Caro Flavio Gomes, cada vez fico mais orgulhoso de conhecer uma pessoa como você que com denodo e clareza desenvolve um verdadeiro resgate da indústria automotiva brasileira.
    Tenho orgulho de ser neto de um brasileiro que muito fez pelo desenvolvimento industrial brasileiro, tendo começado sua vida como mecânico ajustador, aos 14 anos numa indústria açucareira, em Lorena, São Paulo.
    Estudando por conta própria, dirigiu diversos departamentos técnicos dos mais variados segmentos da nossa indústria, que buscava recuperar o tempo perdido; foi o encarregado da construção da Fábrica de Projetís e Armamentos do Andaraí, durante o Segundo Conflito Mundial do século passado, que garantiu a vida de muitos brasileiros; foi interventor do Governo Federal em empresas alemãs durante esse conflito e, segundo seus relatos que ouvia quando criança, sempre elogiou o empenho, a constância, a seriedade e a técnica dos alemães. Com ele aprendi, junto com o alfabeto, o significado de Normas DIN, schnell und danke!
    Em 1951, a convite de diversos militares entre eles o Ten-Brig-Cel do Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo e do Marechal do Ar Eduardo Gomes, foi indicado para assumir o posto de Diretor Técnico da Fábrica Nacional de Motores que, nessa época, mudava seu foco de produção, pois com o fim da II Guerra, os primeiros motores fabricados pela FNM (Wright-Ciclone de 450cv) se tornaram obsoletos. Assim, buscava-se reaproveitar a capacidade da empresa em outros setores, evitando que ele fosse fechada.
    Em dezembro de 1947, a FNM transformou-se em sociedade anônima, com parte da ações de capital aberto e o restante subscrito pelo governo federal. A seguir, assinou-se um contrato com a fábrica italiana Isotta Fraschini, para a produção da primeira série de caminhões brasileiros – modelo FNM D-7300 – com motores diesel de 130cv. No final de 1949, a FNM apresentou seus cinqüenta primeiros caminhões, mas o índice de nacionalização já diminuíra para 30%. A Isotta Fraschini não recebeu financiamento do Plano Marshall e faliu, levando a FNM a entrar em novos entendimentos, desta vez, com a Alfa Romeo.
    Em 1951, reiniciava-se a fabricação de caminhões pesados, substituindo-se o modelo primitivo por outro mais potente, sob a denominação de FNM D-9500.
    Mas apenas 8 meses após ter assumido seu posto e implementado o setor de Controle de Qualidade, meu avô foi acometido de séria doença que o privou de todo o conhecimento técnico e sua capacidade de falar. Faleceu em 1973, no ano em que iniciei o curso de Engenharia Mecânica na então Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de janeiro e em 1976 estagiei nessa mesma fábrica na linha de montagem do Alfa Romeo 2300, tendo como função traduzir as especificações de tratamento térmico das peças do câmbio.
    Meu avô se chamava Lavio Cesar de Carvalho e em sua homenagem, dei esse nome ao meu segundo filho, recentemente formado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro

  4. marcelo carmona says:

    Flavio, os videos do site da ESPN nao rodam na minha maquina (politica da empresa que trabalho) you tube nao tem.. nao teria outro site para poder mostrar para os meu amigos da empresa:

  5. a propósito, meu avô era caminhoneiro, fã de Fenemês, teve alguns… cheguei a viajar neles quando criança… carreta inclusive… e falando em caminhões, dê o recado ao Indiana Gomes… ainda não tive o prazer de conhecer mas deve ser bem interessante o museu do Corpo de Bombeiros, se não me engane em frente ao metrô Santa Cruz… o que fica num shopping.

  6. Flávio, você não está em algum site de fotos? Essas fotos que voce coloca aqui no blog dariam ótimos álbuns, sucesso absoluto… um álbum para cada tema, Cars & Girls, Saco de Maldades… no Picasa pode postar 1 gb… o FlickR eh um espetáculo… estou nesses e no Panorâmio… cada um com suas qualidades… para comparar, os links para minhas fotos nos 3 estao no site: http://www.coelhovoador.net … eh incrível navegar nesses sites…

  7. paulo cesar alves says:

    A primeira vez que me lembro de um fnm,era criança nos anos 80,e eu moro em ladeira,às vezes ficava brincando na calçada,e eis que sobe um modelo destes que hoje sei que era um d180,três eixos,que estava prestando serviços para terraplanagem,carreagado até onde não podia mais de terra bem vermelha.O barulho dava para ouvir antes de ele aparecer antes da curva lá embaixo…mas fiquei para ver o que que era na minha curiosidade de criança,quando apareceu,eu saí correndo com medo,pois aquela grade do radiador parecia para mim no momento,uma boca,fazendo uma cara feia de um monstro que ia me pegar.Ele passou fazendo um barulho ensudercedor,mas bonito para mim naquele momento(sim eu gostei do ronco mesmo com medo e isso me marcou)corri para dentro de casa mas fui logo para a janela pois não queria perder o espetáculo,e era tanta fumaça que quase não vi nada!tanta fumaça que ficou por uns cinco minutos depois de ter passado…na minha inocência de criança,eu enchiea os pulmões para respirar o cheiro que era gostoso,e minha casa estava do lado da ponteira de escape.Fiquei marcado,pois mesmo na janela,senti a fumaça sendo jogada com força ainda na minha cara mesmo na distãncia que hoje sei,ser de uns cinco metros,eu pensei que era um monstro que ia entrar em casa mesmo assim para me colocar na caçamba junto com a terra,e me levar embora!Depois meu pai me explicou direito o que que era o “mostro”,o nome,a origem,as intenções pacíficas,e disse-me que quem vê cara não vê coração,era feio(hoje eu acho bonito)mas não precisava me assustar,e a fumaça era porque os seus donos não o cuidavam direito,que assim não era normal,se bem que eu depois achava divertido a fumaça quente e seu cheiro gostoso na minha cara…e na mesma temporada subia Mercedes,Volvo,Vabis…mas os únicos que eu saia para ver era esses Fnm que me conquistaram a simpatia de uma maneira que até hoje,quando passa um destes,eu paro e fico olhando,sentindo e ouvindo,pois deve ser por isso…eles mexem com quase todos os sentidos,diferentemente de outras máquinas “menores”,que podem até ser melhores,mas nunca mais sedutoras do que estas…Mexem com todos os sentidos das pessoas!

  8. Alan Magalhães says:

    Lindos lindos, lindos, maravilhosos! Que achado. Fecho os olhos e ouço o ronco deles, inesquecível. Lembranças da infância. Parabéns!

  9. BALTAZAR says:

    caro flavio gomes , não sabe como estas fotos me deixaram feliz, pois estou com 61 anos e desde os 10 anos de idade vivo respirando fnm. ja tive alguns , uns d.11000 e outros 180 , e ainda ando louco pra comprar outro ainda mais agora que aposentei no serviço publico aqui em brasilia, aliaz tem um 210 la em rio claro sp. que é só tiver um dinheirinho vou la comprar ele nem que seja pra limpar a cara dele todos os dias de manhã. olha se eu tivesse dinheiro eu iria em são paulo só pra ver esta colecão , tenho cereteza que poderia até chorar de emocão quando visse essas joias que o brasil não deu valor , poderiam ser os melhores caminhões do pais sou um verdadeiro apaixonado por esses caminhões, parabens flavio pela lindas fotos e parabens tb. para o sr. oswaldo strada por ter preservado esses herois das estradas brasileiras herois tb. são os motoristas que desbravam estradas de terra por todo brasil.

  10. arnaldo najib mattar says:

    FNM-FELIZ NATAL MANOEL

  11. André says:

    Ainda bem q os FNM são muito mais força do que velocidade,pois segurança para os ocupantes da cabine na FNM era um verbo inexistente!
    Uma batida frontal com a cabine e o motorista era cortado ao meio!
    No resto,uma história muito bonita e rica!
    Meu avô materno dirigia um Brasil afora.Pena q ele tenha morrido antes de eu nascer =\

  12. Marcos B. says:

    Meu Pai teve um. Quando era criança, e ele era vivo, viajava constantemente num deste. Faz tempo. A matéria trouxe um porrada de velhas lembraças.
    Abs

  13. Orlando Salomone says:

    Andei em um bicho destes uma única vez na vida, quando servia o exército. Fomos buscar uma carga de pedra brita, e, quando retornamos ao quartel, pude ter uma idéia da força do brinquedo. Impressionante. O motor, então, é lindo de se ver. Enorme, bloco de alumínio, dá p’ra enfiar a cabeça dentro do cilindro. A propósito, falhou a digitação, e no comentário do Marcão saiu Bitatá. Acho que muitos que aqui lêem sabe que é Boitatá, aquele ser da mitologia brasileira que não tem cabeça e solta fogo pelo pescoço. Tudo a ver.

  14. Jayme says:

    Grande reportagem e o site é melhor ainda, quem tem no mínimo 40 lembra muito bem dos Fenemes, cara de maus, barulhentos e fumacentos, hoje seriam politicamente incorretos. Uma dica tem um sujeito de Limeira que tem uma coleção de caminhões e onibus antigos incrível, parece que ele é revendedor Mercedes por lá. Todo ano dá um show em Águas de Lindóia, poderia ser uma pauta para uma matéria futura. E a propósito fale de automóveis e deixe a política pra lá. E por último, belo galpão o sujeito tem, fale uma fortuna.

  15. ALEX B. says:

    Que trabalho espetacular esse do Strada! Estou doido pra ver o LIMITE na terça!

  16. Venax says:

    O pessoal mais antigo aqui de Brasília conta a lenda que estes caminhões entravam carregados com areia (ou outro material) e saiam em seguida por outro portão sem descarregar nada e depois de um tempinho entravam novamente na obra como se fosse uma nova carga e assim recebiam várias vezes pela mesma mercadoria. Se for verdade mostra que a roubalheira neste país é bem antiga.

    • MARCELO C. says:

      É verdade, pois meu pai contava que muita gente aqui de São Paulo ia para lá carregado de asfalto e fazia isso. Ás vezes nem o caminhão aparecia só a nota. Ele não participou, mas muita gente ficou dono de transportadora e concessionárias que existem até hoje.

  17. Marcão says:

    Já tive dois Arfão 180, um era 74 verde, que dois meses após vende-lo ou vende lo (sei lá vendi o bicho) caiu (derrubaram) numa serra do estado do Rio, e outro 78 azul, que apesar de ser mais novo não era tão bom quanto o 74. Tinha 18 anos quando meu Pai me deu o Arfão, pois era louco pra ser caminhoneiro e o velho pensou que com um Fenêmê desistiria rápido da profissão, mas eu acabei foi é gostando do Bitátá e viajei por tres anos, e acabei desistindo da profissão somente quando resolvi alcançar novos horizontes, mas não seria mal quando sobrar uma grana comprar um bem filé só pra passear.

  18. Ivan Violin says:

    Eu entendo o ´´Dia Perfeito´´, foi a convivência com os FNM por um dia já é mais que suficiente para ser um dia perfeito

  19. fred says:

    As fotos são maravilhosas, expressivas de uma época da nossa história em que dirigir em nossas estradas era um pouco como ser bandeirante, desbravador. Ótima dica.

  20. Paulo Z says:

    Bacana Flavio Gomes!

    Nos anos 60 FNM era uma constante.

    “Passar que nem um Fenemê” por cima de alguém era acabar com uma pessoa!

    Como carona subi, mais de uma vez, a serra das Araras atrás de um Fenemê (um lugar de ultrapassagens difíceis) era uma convivência de 8 ou 9 kms com aquele bichão!

    Vejo que a coleção de FNM´s possui carrocerias dos vários fabricantes: Brasinca, Metro etc…

    Muito bacana, é História pura!

  21. Gomes, sobre veículos antigos, veículos nacionais, sobre Brasil, vale a pena dar uma olhada:

    Destruíram a IBAP A Indústria Brasileira de Automóveis Presidente :

    http://ressurreicaonacionalista.blogspot.com/2009/11/foto-o-modelo-democrata-produzido-pela.html

    A Sabotagem a Indústria Nacional, O Dramático Caso da IBAD.:

    http://ressurreicaonacionalista.blogspot.com/2009/11/sabotagem-industria-nacional-o.html

    A Saga do 1° Carro 100% Nacional! – Tributo a Vida de João Amaral Gurgel.:

    http://ressurreicaonacionalista.blogspot.com/2009/02/saga-do-1-carro-100-nacional-tributo.html

  22. Nilton says:

    O pai de um amigo tinha um 180, puxava cimento da fábrica da Santa Rita em Itapevi para o terminal na Corifeu, onde agora tem um mercado.
    Colocava 400 sacos no lombo do bicho e ele ia, devagar, mas ia.
    Era bem legal.

  23. Ronei Rech says:

    ESSES CAMINHOES SAO INCRIVEIS, PARABÉNS P/ O SR. OSVALDO STRADA.

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