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Friday, 23 de April de 2010 - 16:13Tecnologia

A REVOLUÇÃO

SÃO PAULO (incrível, isso) – iPad, iPhone, smartphone, laptop, wireless… Esqueçam tudo isso. O mundo passa por uma impressionante revolução tecnológica, de velocidade jamais vista. Mal dá tempo de acompanhar tudo. Se você acha que não tinha mais nada para ser inventado, prepare-se para ficar chocado com o vídeo acima. Desconfio que vai quebrar de vez com a Microsoft e a Apple. Dica do blogueiro Misiroli77, especialista em novas mídias e tecnologia.

30 comentários

  1. Fabio Taccari says:

    O ano será 2050.
    
Alguns, ou melhor, dizendo, muitos de nós ainda estarão por aí e por aqui.
 As praias estarão lotadas de corpos bronzeados com protetores fator 300. 
 Neste domingo as pessoas estarão segurando no ar e lendo, as imagens dos jornais sendo projetados no espaço por um pequeno raio lazer holográfico disparado pela objetiva do IPad versão 44.
    A consistência e textura das folhas de papel serão iguais ao do material usado nos idos de 2010. Alguns já terão a novíssima versão 45 e que incorpora a função True Wind, com a qual a leve brisa marinha balança levemente as folhas do jornal com seu som farfalhante. De repente, “sol e chuva, casamento de viúva” as gotas grossas da chuva passageira, irão separar o joio do trigo.
 A maioria se refrescando agora com a garoa carinhosa continuará a ler sem problema, pois a versão 46 que incorpora a função True Rain esta prometida pelo centenário Steve Jobs, apenas para o próximo verão.
 Alguns poucos metidos e exibicionistas, logicamente milionários para poder arcar com o custo da assinatura, começarão a sentir o raríssimo e delicioso cheiro do papel jornal molhado em suas mãos.
 Um prazer para poucos, naquele dia, mas logicamente para todos, na futura versão iPad 47.

    Ano de 2051.

    
iPad 48.
 Finalmente atingimos a perfeição.

    Obs: Favor jogar na lata de lixo: 
PAPEL PARA RECICLAR, após sua leitura.

  2. Guerwin says:

    Apesar dos discursos ambientais, o livro impresso nos permite a leitura em qualquer lugar. As novas tecnologias dependem de acessórios sem os quais não funcionam. Abrir um livro só requer a vontade de ler. FG, um dos melhores posts feitos por vc. Genial.

  3. Pedro Jungbluth says:

    perguntaram pro Marcelo Nova o que um músico, roqueiro, que esteja começando precisa fazer pra alcançar sucesso. Ele responde na lata: “leiam livros”. Hoje em dia o pessoal tem coragem de fazer letra do tipo “um dois treis, ai tudo voceis” e coisa do nível.
    O formato físico do livro é imbatível. No material digital, um amontoado de textos perde o sentido, somente em um livro consegue formar a identidade de uma obra. Mesmo que se use algo com mesmo peso, mesma cor, se for algo que carrega imediatamente via web milhares de textos é difícil que você se atenha a uma obra apenas, a não ser que seja um clássico, e precisa de certo esforço, o formato, na minha opinião, é incompatível.
    E além da mídia em si, tem alguns detalhes técnicos que ainda não conseguiram resolver, e nem vejo nada apontando por aí que pareça, nem de longe, resolver a questão. Por exemplo, um livro não emite luz, ele apenas a reflete. Um LCD, um led, emitem luz, o que torna o ato de ler cansativo. Daí textos curtos, idéias rápidas, ou textos rápidos e idéias curtas, tanto faz. Não vejo nenhuma tecnologia por aí que crie apenas contraste para a gente ler com luz natural, portanto acho que ainda estamos a pelo menos 20 anos de qualquer tecnologia que realmente substitua o livro.
    É o que falo sempre, pra todo mundo: 1 hora de computador por dia, no máximo, isso pra quem trabalha nele é difícil, mas é fácil calcular horas trabalhadas e tem navegando, esse tempo navegando nunca deve passar de 1 hora por dia, senão você condiciona o cérebro a funcionar distraído, com memória fraca, e idéias curtas. Cérebro precisa de exercício, senão suas conexões neurais vão para o espaço. Eu ainda tenho que reduzir meu tempo pela metade, mas é um passo de cada vez.
    TV, hoje em dia, não se assiste mais. Você assiste filmes, seriados, etc, mas deve se limitar em horas a isso tambem, eu vejo 2 filmes por semana, no máximo, mais 3 séries semanais, e tirando isso, não ligo a TV. Consderando que vejo tudo no computador, só ligo minha TV, exclusivamente, para F1.
    Tem muita coisa pra ler. Na minha opinião, 90% do que vale a pena se saber está em livros. Grande maioria anterior a segunda guerra mundial, depois as coisas tomaram um rumo estranho demais.
    Ou seja, os que falam assim “não gosto de ler”, acham que sabem alguma coisa por filmes, conversas, a opinião do pastor, do padre, infelizmente, a grande maioria se deixa educar pela TV. Eles nunca chegam aos 10% que me referi, pois fora dos livros, digamos, nos cantinhos cultos da internet, nos grandes filmes de gênios, nas conversas com professores que ditam esses 10% a esmagadora maioria nem imagina haver algo.
    Mas se um pobre qualquer nascido na favela, ou num bueiro, ou num apartamento rico, foge da mediocridade do seu meio e pega um livro na biblioteca, um livro bom e significativo, um Vitor Hugo, um Dostoievsky, alguma coisa assim, se ele lê esse livro, ai não adianta, o cara pode até fechar no meio, jogar fora, queimar, fingir que nunca leu, não adianta, uma vez que você vê o abismo, não adianta fechar os olhos, você nunca mais vai esquecer onde está.
    E como dizia Nietzsche, ele olha de volta pra você, hehe.

  4. Alexandre says:

    Para quem tem problema de espaço os livros digitais são mais vantajosos .

  5. Putz, tem gente que não consegue abstrair e achar graça e inteligência num vídeo desses.
    Aliás, o vídeo me lembrou este outro, fantástico, sobre suporte técnico na Idade Média: http://www.youtube.com/watch?v=ducYY-XbYJk

  6. kaio Stadler - Curitiba - PR says:

    Adorei o suporte do BOOK. Onde sera que tem para vender????

  7. Anselmo Coyote says:

    Duca… usa quem quer. Eu não abro mão de meus livros.

  8. Moncho says:

    Os espanhóis só falharam em dar crédito ao autor do conceito, o Millor Fernandes, que publicou seu texto na revista Veja, de 6 de dezembro de 2006. Link abaixo:

    http://veja.abril.com.br/061206/millor.html

  9. Paulov Henricov says:

    O texto é do Millor. Uma crônica já bem antiga, mas ainda atual.

  10. Li isso faz um tempão em uma crônica (de quem?), mas não importa: salve(m) o book!

  11. Manoel says:

    Só não raciocina que para fazer cada livro chegar às mãos do usuário: a celulose tem que ser extraída, o que implica no uso de terra fértil apenas para cultivo de árvores que não terão nenhuma outra utilidade. Isto pode ser economicamente viável, mas não o é ambientalmente; para transportar o papel das fábricas para as editoras e finalmente, para o leitor, uma quantidade imensa de combustíveis fósseis é usada. Isto pode ser economicamente viável, mas não o é ambientalmente; o espaço ocupado pelos livros leva a grande parte do orçamento das pessoas que gostam de ler, a ser consumido com o custo de compartimentos e móveis para o seu acondicionamento; a reciclagem de livros é comprometida, pela sua característica construtiva. Eles são recicláveis, em quase a totalidade dos casos, apenas “em teoria”.
    Finalmente, os livros são muito caros. Isto foi, historicamente, um dos maiores responsáveis pela elitização do conhecimento em todo o mundo.
    O conhecimento está sendo democratizado com as ferramentas digitais. Este blog, por exemplo, é um dos casos.
    Só o fato de produzir um vídeo para ser veiculado na internet contra as mídias digitiais é contraditório, no mínimo.
    Observação: sou um apaixonado por livros, dono de uma bilblioteca que só não é maior pelos motivos citados. Entretanto, a essência de um livro não é a sua forma, e sim o seu conteúdo, que é o mesmo, digital ou não.
    Por isso, sou mais apaixonado ainda pelas mídias digitais. Felizmente os prós das mídias digitais são muito maiores que os contras.
    Os iPads e, principalmente, os genéricos que virão, são verdadeiras ferramentas de inclusão.
    Abraço.

    • Penataba says:

      Não querendo ofender o cidadão do comentário acima, acho que que ele tá lendo muito, e raciocinando pouco.

    • Luis Albertyn says:

      Eu achei o comentário interessante. Não é papo de eco-chato, a questão do papel realmente não pode ser deixada de lado e é um ponto a favor das mídias digitais (apesar de a constante evolução gerar também uma grande quantidade de entulho “tecnológico”).

      Moro em um condomínio grande e todo dia quando saio de manhã passo por onde é feita a triagem dos jornais e vejo aquelas pilhas e pilhas de papel que, logo ao fim do dia terão o lixo como destino. E isso 7 dias por semana e 365 dias por ano (e so aqui no prédio, imagine na cidade inteira, no país, no mundo…).

      Adoro folhear jornais e livros, mas diante da escassez de recursos naturais, é preciso, no mínimo, refletir sobre essa questão.

  12. RCRG72 says:

    Muito legal isso! Ri muito!

  13. Thiago Azevedo says:

    Nada como ler em papel.
    Mas há um equívoco quando diz que os livros não precisam de atualização. Pergunte a qualquer concurseiro.

  14. José Brabham says:

    Nada, jamais vai superar o prazer de ler um livro de verdade.. com cheiro, textura, beleza e, pricipalmente, longevidade.

    • discordo de vc, se todo mundo pensasse assim ainda estariamos na caverna, ja que não pode mudar nada, nem evoluir é so deixar as coisas iguais e boa.Felizmente tem gente com bom gosto e inovadoras que lançam e consomem produtos assim, e olha que eu gosto de livros heim mas com o livro não consigo ouvir musica,ler emails, assistir videos.E com essas maravilhas tecnologicas eu faço tudo isso e mais um pouco e ainda leio meus autores favoritos sem se preucupar em sujar ou amassar as folhas.

    • Professor Pasquale says:

      Pois é, Arsenio, mas se você desse mais valor aos livros, aprenderia um pouco mais sobre concordância (“as coisas iguais e boa”, “tem gente com bom gosto e inovadoras”), ortografia (“preucupar”), acentuação (“estariamos”, tecnologicas”), colocação de vírgulas, começar a frase com maiúscula…

      Viu a falta que um livro faz? Mesmo que seja um i-qualquer coisa…

    • Luis Albertyn says:

      Pelo seu texto, Arsenio, já dá pra perceber que livro não é mesmo a sua praia…

    • Não estaríamos na época das cavernas, não. Naquela época não havia livros. Para não mais sujar as folhas do seu livro, basta lavar as mãos, procedimento adotado pela humanidade ainda na época das cavernas.

  15. Very says:

    Fantástico. Boa dica p/ os consumistas, os boçais e os demagogos que acham que p/ população ter cultura tem que ter computador etc.

  16. Cassio Missiroli says:

    Ô Dú,
    Estive na última etapa da Classic…tive que sair correndo, para Araras, logo após o treino de classificação.
    Mamãe, convocou em carater de urgência, mas tudo ok!
    Azar do Flavio que ficou sem Gatorade.
    Abs.

  17. Lott says:

    Bom, sei que não tem nenhuma relação com o post, mas fica a dica do comercial da Pepsi sobre a Copa, achei demais: http://www.youtube.com/watch?v=v1hMSL7vyD0&feature=player_embedded

  18. ALEX B. says:

    Bah, guri! Como estou atualizado! Já tenho esta tecnologia, há muito tempo e nem sabia! :)

  19. Joao / itajai says:

    Muito boa, além de tudo pode usar a vontade dentro dos aviões.

  20. says:

    Falando em revolução, Cássio, aparece pô!

  21. antonio says:

    Show.. Este vou mostrar ao meu filho quando ele chegar da aula…

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