BRASÍLIA, 50 (4)

SÃO PAULO (luzes, queremos luzes) – Quando estive em Brasília pela primeira vez, em 1986, fui para cobrir uma reunião anual da SBPC na UnB. A abertura foi no Teatro Nacional. E foi quando vi pela primeira vez o Conjunto Nacional. Tudo é nacional, em Brasília.

Os néons não me pareceram combinar muito com o resto da cidade. Mas, que diabo!, como diria o outro. A cidade, como falou Lúcio Costa um dia, foi tomada pelas gentes e virou realidade, não é isso? Gente gosta de néon? Que se acendam os néons.

Hoje, me parece, não está mais assim. Mas essa imagem, de 1988, é muito bacana. A diversão para vocês, locais, é ver qual loja ainda existe, qual já se foi, o que está no lugar…

BSB é demais.

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superneon
6 anos atrás

Gostei de ver essa matéria. Parabéns!
Realizamos a fabricação de muitos luminosos em Neon nesse paredão do CNB.
Foram retirando os luminosos tendo em vista que eram obsoletos. Atualmente estão empenas em lona impressa e o contorno em LEDs.
Continuamos fabricando luminosos em Neon em Brasilia e distribuindo para todo o Brasil.
Amantes da luz Neon! conheçam a nossa arte! @superneon

Reginaldo Palazzo
7 anos atrás

Muito legal,
Eu participei da inauguração desse primeiro shopping em Brasília.
abraço

Daniel
Daniel
12 anos atrás

Nossa, que saudades dos neons do Conjunto! Muitas memórias da minha infância. Era um toque de poluição visual no meio da monotonia, mas até por isso mesmo tinha um charme incomparável. Dizem que o CNB foi o segundo shopping a ser inaugurado no Brasil.

Mauricio Mori
Mauricio Mori
12 anos atrás

Em 1982 um primo meu, com 4 anos de idade à época, perdeu parte do dedão do pé na escada rolante da Sears!!! pra completar a bizarrice e a volta aos anos 80, este primo estava usando um Kichute! rs…não sei se por isso ou não, mas tente puxar pela memória. O final das escadas rolantes hoje é muito mais rente ao chão do que era nos anos 80. Se foi o dedão do Tico que causou essa mudança..foi um “pequeno” preço a se pagar.

Wagner Neves
Wagner Neves
12 anos atrás

Eu sei que BSB se refere a Brasília. Mas alguém saberia me dizer o que significa? Seria uma sigla?

Arlindo Santos
Arlindo Santos
Reply to  Wagner Neves
12 anos atrás

É o código internacional do aeroporto.
Esse site tem todos:
http://www.world-airport-codes.com

Wagner Neves
Wagner Neves
Reply to  Wagner Neves
12 anos atrás

Valeu, Arlindo. Obrigado pela informação.

PedroS
PedroS
12 anos atrás

Mermão cê tá tirando coisas do fundo do baú. Essa fachada do Conjunto me lembra minha adolescência quando eu ía pra lá assistir De Volta para o futuro no Marcia. Só quem tá beirando os 40 e mora, ou morou em Bsb, prá saber dessas coisas (acho que tô ficando velho). Mas essa série está mesmo um barato. Parabéns.

Leonardo-DF
Leonardo-DF
Reply to  PedroS
12 anos atrás

Eu também vi De volta pro futuro lá, era um cinema enorme!

Carlos Pimenta
Carlos Pimenta
12 anos atrás

Alguém falou de cinemas no conjunto nacional, erraram, lá existiu: Cine Márcia, que a galera quebrou todo quando passou Rock é Rock mesmo do Led Zeppelin, pqp, muita pauleira, Cine Astor, Cinema 1, só filmes cults, tipo Z, assisti lá uma das últimas fitas boas de O ENCOURAÇADO DE POTEKIN, filme Russo, Karim criança, filmes infantis, ou seja 4 belas salas de cinema. Rock é rock mesmo, rsrsrs, detonaram o cinema.

Rubia
Rubia
Reply to  Carlos Pimenta
6 anos atrás

você sabe se o Cine Astor ficava na Ala Norte 2º piso, na quina oposta a Centauro (Atualmente)?

Ronaldo
Ronaldo
12 anos atrás

Década de 80, a inclusão bancária não existia. Minha mãe era obrigada a ir à Agência do BRB no Edifício Central todo o mês sacar o cheque com seu pagamento.
E eu sempre ia junto. O roteiro era sagrado: BRB, Pastelaria Viçosa na Rodoviária e um passeio no Conjunto Nacional.
Um mundo de gente fazendo o percurso Conjunto Nacional – Rodoviária, apressada. Lembro da fachada imponente (pelo menos para uma criança) da primeira loja, Pernambucanas e seu amarelo inconfundível. Íamos às Brasileiras, uma loja que permanece no meu imaginário como a melhor de todos os tempos. Uma seção de brinquedos que me deixava doido. Quem fazia a propaganda desta loja, se não me engano era a Elke Maravilha. Além disso, outras que merecem destaque: Samello, Company, Bellini, Sears, Wembley, Jumbo, Casas José Araújo, Chopizza, 2001…
Curiosidade, há anos o BRB disponibiliza um espaço ao lado da sua agência, para que a Super Rádio Brasília, emissora de rádio especializada em música clássica, apresente o programa “Um piano ao cair da noite.” Toda sexta-feira, 18h, um convidado se apresenta, com transmissão ao vivo da rádio. Este programa também faz parte da história de BSB.

Leonardo-DF
Leonardo-DF
Reply to  Ronaldo
12 anos atrás

Me chamava a atenção aquele elefante do Jumbo, na fachada virada para a rodoviária, acho que toda criança ficava encantada com aquele elefante.

Junior
Junior
12 anos atrás

Assim como o Conjunto Nacional, o resto de Brasília perdeu a alma nos últimos 20 anos. Coincidência ou não, desde quando o capo Roriz começou sua dinastia por aqui.

Aléssio Marinho
Aléssio Marinho
12 anos atrás

Pô, Flavio com tanta foto e comentário to me sentindo veterano aos 31 anos. Isso pq mudei de Brasilia pra Belém a 4 anos.
Queria muito ir no aniversário dia 21 de abril, ver a família e a cidade, que gosto muito mas vai ser uma pena não ir.
Mas já estou me programando pra festa dos 100 em 2060.