A LENDA DO ROLLS ROYCE

GUARUJÁ (quase nevando) – Ainda me espanto quando vejo na TV alguém falar do Rolls Royce presidencial a cada quatro anos. Insiste-se na lenda de que o carro foi doado pela rainha da Inglaterra ao governo brasileiro. Falta de informação pura. Sorte que temos gente como Mestre Mahar, que neste post de seu blog conta tintim por tintim a história do carro que, hoje, levou a presidenta Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto.

A rainha não deu nada ao Brasil. Mas andou no RR, numa de suas visitas ao país, como vários outros chefes de Estado em mais de 50 anos de serviços prestados à nação. Aliás, quem quiser vê-lo de perto é só passar pelo Planalto nos primeiros domingos de cada mês. Ele fica exposto das 9h às 15h.

O Silver Wraith 1953 foi comprado por Getúlio Vargas e pago por empresários, explica Mahar. Veio um fechado junto, que hoje faz casamentos em São Paulo. Destino inglório, mas pelo menos o carro ainda existe.

O conversível, nas últimas três posses, desfilou sorrindo, com o povo ao seu lado. Uma figura, esse Rolls.

Comentários

  • Eu já conheço a história contada por pessoas das antigas, de uma forma bem diferente.
    Eu trabalhei na Light de 1982 / 2009. Lá fizemos vários evento, um deles foi o resgate da história da entidade, contada pelo ex-funcionários da Light e que se reunião na associação dos aposentados do Stieesp – Sindicato dos Eletricitários do Estado de São Paulo. Cada um deles traziam as suas fotos, documentos, jornais e revistas, que ajudavam a confirmar as histórias. Em algumas conseguimos reunir muitas histórias referentes às coisas eletricitária e outras sobre o lazer vivenciado pelos funcionários e familiares em mais de 80 anos da empresa. Um dos registros era sobre uma foto, de um carro semelhante a este (não sei se é o mesmo) que estava estacionado na Associação Light And Power (antigo clube da entidade que ficava na região da Av. do Estado. Ele funcionou até antes da II Guerra e depois foi utilizado como pátio de matérias juntados para atender as necessidades dos aliados. Assim contavam eles. O Carro, afirmavam eles, que era um ROLLS ROYCE pertencentes a empresa da Light, era utilizado por governantes, autoridades, e quando o Presidente Getúlio Vargas e outros, desfilavam no Vale do Anhangabau, ele era sempre requisitado.
    Existe ou ainda existe na empresa eletricitária um setor responsável pela história da entidade. Esperto estar contribuindo pelo menos com um pouco de verdade.

  • Flavio, o seu enorme conhecimento de automobilismo e o reconhecimento de seus leitores não podem fazer você achar que é também comentarista político, pelo amor de Deus.

    Não estrague seu blog, limite-se a falar do que entende…

  • Meu Deus… um arranca-rabo desses por causa de um carro velho!!!

    Acho que a Dilma devia privatizar (leia-se ‘doar’) o RR para acalmar a turba e andar de biga.

    Ah não… biga é romana e os romanos mataram Jesus – que o Mel Gibson não me ouça, pois para ele foram os judeus (quem foi afinal?).

    Eu acho que os tuc.., digo, romanos terceirizaram a empreitada aos judeus que a executaram com maestria.

    Jesus… Feliz 2011 para mim.

    Abs.

  • Seabra,

    O Sr. Gastão foi piloto Militar e foi treinado na América do Norte, participou da 2ª Guerra, enquanto o Rubem
    Abrunhosa virou piloto da Aviação Comercial, logo após o fim da Guerra.

  • Fazendo um adendo: A Filha do Sr. Gastão é ou foi casada, com o Filho do Piloto Fritz D’Orey, que desde os anos 60 vevi no Rio em Ipanema ou Leblon.

    Sr. Gastão até ano passado estava Vivo, tinha 98 anos e era mais jovem que muito garotão de 21 anos…um sujeito para se conversar e nunca mais se esquecer dele.

  • Flávio,

    Complementando o Mahar: Este RR foi importado pelo Sr. Gastão Freitas, que dando continuidade aos negócios do Pai, era o Importado Oficial das Marcas MG, Morris, RR e Jaguar. Quando o entrevistei para um Livro, ele me mostrou tudo da aquisição deste Carro e até o mostruário do Estofamento.

    Em Tempo: O Sr. Gastão (dono de concesionária Simca e depois Chrysler foi a pessoa que introduziu o Sr. Rubem Abrunhosa no Automobilismo de Competição e o Sr. João T. Woerdenbag era o Mecanico da Família e o Rubem Abrunhosa começou a pilotar o Primeiro Carro de Competição Nacional, que inclusive venceu o Circuito da Gávea, o Woerdenbag Sutudbaker a partir de 1936, nos testes que fazia pela Rua do Riachuelo e adjacencias aqui no centro do Rio.

    O Sr. Gastão e o Sr. Abrunhosa, que cheguei a conhecer nos anos 70 no Autódromo de Jacarepaguá, eram colegas de Turma no Andrews, em Botafogo, a quem o Sr. Gastão chamava de Bimba.