RESTA UM

SÃO PAULO (muito criativo) – A Force India confirmou hoje a dispensa de Vitantonio Liuzzi, que realmente não vinha fazendo nada de especial, e a contratação do escocês Paul di Resta, campeão do DTM pela Mercedes no ano passado. Nico Hülkenberg, que perdeu a vaga para Pastor Maldonado e seus petrobolívares na Williams, será o terceiro piloto. A Mercedes está bancando os dois, acredito eu. O notável Hulk pode esperar um pouco, quem sabe a aposentadoria de Schumacher, para ser titular. Di Resta estava na fila havia algum tempo.

Assim, apenas um lugar permanece aberto para 2011, na Hispania. “E o Bruno Senna, Gomes, que você cravou na Lotus em novembro?”. Pois é, por enquanto nada. E, pelo jeito, será nada, mesmo. Porque a Lotus (a verde) foi uma das primeiras a confirmar sua dupla junto à FIA, a mesma do ano passado. Mas já falamos sobre minha barrigada, não faz sentido ficar me imolando publicamente agora. Muito pior que a minha é a situação do Bruno, sem perspectiva alguma na carreira, pelo menos visível. A não ser que esteja negociando algo em segredo.

Comentários

  • Antes que ele vire um free-la e corra na Indy igual a Bia do que ficar parado jogando F-1 no Playstatiom, infelizmente ele correu no pior carro da F-1, poderia colocar os melhores pilotos ali que não mudaria nada, a equipe é ruim e vai continuar sendo, mesmo colocando os melhores ali como o Shumi, Alonso ou Hamilton, piloto sem carro bom não faz milagre, foi-se o tempo que resolvia no braço, ele poderia tentar uma vaga de reserva na Red Bull, o Webber está já pra se aposentar e “Talvez” 2012 poderia ser titular, sei lá, só uma hipótese….

  • Este pessoal da Formula 1 é engraçado, pedem redução de custos, mas permite a entrada de pilotos que trazem mutio dinheiro…é complicado querer baratear e promover um esporte que exige cada vez mais dinheiro…acho que devia existir uma regra obrigando as equipes a contratar pilotos que passam e se destacam pela GP2, mesmo que seja para correr apenas na sexta-feira ou até mesmo no sábado, porque não….

  • Bruno Senna sempre enfrentou o problema de ser muito comparado com o tio e essa comparação é um pau de dois bicos. Pode ajudar a subir na carreira (como ajudou o Hill e outros) mas também pode tornar-se muito nociva para a sua imagem, sobretudo tendo o azar de começar na F1 com um carro muito mau. Não há milagres, ele nunca poderia ter o talento do tio depois de ter estado 10 anos afastado das competições. Seria até um descrédito para Ayrton Senna que alguém que esteve tanto tempo parado pudesse sequer aproximar-se daquilo que ele foi. É muito mais correto comparar Bruno Senna com Damon Hill. Além do apelido
    famoso, início tardio da carreira (sem passar pelo karting) e estreia com um carro muito mau – Brabham em 1992 no caso de Hill – ainda encontramos outra semelhança entre ambos: perderam o seu maior apoio bastante cedo. (Graham Hill em 1975 e Ayrton Senna em 1994)

    Damon Hill começou a carreira nos automóveis bastante tarde, tal como Bruno Senna. Mas demorou o dobro do tempo a chegar à F1. Nunca ganhou qualquer campeonato (tal como Bruno Senna) e na categoria secundária da altura (F3000) não ganhou nenhuma corrida. O Bruno Senna ganhou 3 corridas no GP2.

    Durante o seu percurso até à F1, em particular nos primeiros anos, Hill raramente mostrou rapidez para poder ombrear com os rivais da altura. Bruno Senna foi menos irregular e mostrou rapidez bastante mais cedo. Teve o mesmo problema de Hill, por ter começado tão tarde, mas em menor grau. Na sua estreia na F BMW, no circuito de Brands Hatch em finais de 2004, ficou apenas a 2 décimos do tempo da Pole Position, conseguindo ser o 11.º mais rápido. Nas poucas corridas que fez na F BMW acabou por mostrar rapidez suficiente para chegar a brigar com os mais rápidos e merecer a promoção para a F3.

    A sua primeira temporada completa, em 2005 na F3 britânica, serviu para aprender. Num ano evoluiu tanto como Damon Hill em 3 ou 4 anos. Em Nurburgring obteve a sua primeira Pole Position, batendo pilotos muito mais experientes, sendo um deles o campeão incontestável nesse ano, Alvaro Parente. Conseguiu três pódios até ao final da temporada.

    Em 2006 chegaram as primeiras vitórias, quase todas obtidas logo no início da temporada. Depois teve diversos problemas com o carro e cometeu também alguns erros, terminando o campeonato no terceiro lugar com os mesmos pontos do segundo classificado. Mostrou rapidez suficiente para dar o salto para o GP2.

    A sua terceira temporada (primeira no GP2) foi para aprender, tal como tinha sido a primeira da sua carreira, na F3. Mesmo assim conseguiu a vitória logo na sua terceira corrida e depois mais dois pódios, terminando em oitavo no campeonato. Isto com um carro que na segunda metade da temporada revelou imensos problemas.

    Na sua quarta temporada foi um sério candidato ao título, terminando como vice-campeão e provando que estava pronto para dar o salto para a F1. O campeão foi Giorgio Pantano, um piloto que fazia a sua quarta temporada consecutiva na categoria. Lucas di Grassi foi outro grande adversário mas também ele tinha mais experiência do que Bruno Senna, pois estava na sua terceira temporada e já tinha pilotado em testes na F1 com a Ferrari e a Renault. Era na altura piloto de testes da equipa francesa.

    Por outro lado os azares de Istambul Park (atropelou um cão na primeira corrida quando seguia nos pontos e perdeu assim também a hipótese de vencer a segunda corrida), Magny-Cours (problemas técnicos quando seguia entre os primeiros), Valencia (ficou sem gasolina quando era terceiro) e Spa (penalização injusta depois de ter comandado a corrida até às paragens na box,
    comprometendo também a luta por uma boa classificação na segunda corrida) foram decisivos para afastar Bruno Senna da possibilidade de chegar ao título, mais ainda do que os erros que cometeu na primeira corrida de Silverstone e em Monza.

    Como ponto alto da sua época ficaram as vitórias na corrida principal do Mónaco e na segunda corrida de Silverstone, onde deu 10 segundos a Lucas di Grassi debaixo de chuva. Além disso alcançou a Pole Position em Magny-Cours, Silverstone e Spa. Isto num ano em que teve pela frente grandes adversários. Além do campeão Pantano e Lucas di Grassi, também Grosjean lutou pelo título. Maldonado, Buemi, Petrov e Parente animaram também o campeonato com apontamentos de grande brilhantismo, com particular destaque para o português, pois tratava-se de um estreante numa equipa do meio do pelotão.

    No teste com a Honda, o primeiro na F1, Bruno Senna confirmou todo o valor que já mostrara no GP2 ao ser quase tão rápido como o Button sem ter qualquer experiência. Esteve também melhor do que di Grassi, um piloto já com uma apreciável experiência como piloto de testes.

    Em suma, bastaram a Bruno Senna quatro épocas para chegar à F1 com todo o mérito, ou seja, cerca de metade do tempo que demorou Damon Hill. No primeiro teste na F1 esteve também bem melhor. Não tenho dúvidas de que tendo as mesmas oportunidades que o Hill teve Bruno Senna tinha tudo para fazer bem melhor. Entrando na Brawn em 2009 era mais do que provável que iria ganhar corridas ao volante daquele que foi claramente o melhor carro. Melhor ainda teria sido ter entrado com a Honda. Infelizmente os japoneses abandonaram quando nada o fazia prever, precisamente na altura em que tinham tudo para voltar às vitórias, pois tiveram um ano para preparar o carro depois do falhanço técnico que foi o Honda de 2008. Tendo a possibilidade de fazer mais testes Bruno Senna iria certamente aprender e evoluír bastante e seria muito provável que começasse a temporada ao nível de Jenson Button em velocidade pura.

    Infelizmente, a falta de ocasião para fazer mais testes deu a Barrichello a oportunidade de continuar na F1 e inviabilizou a entrada de Bruno Senna na altura certa. Depois, ao perder a vaga tão tarde, quando já não havia vagas credíveis no GP2, acabou por ficar mais de um ano afastado dos fórmulas, o que dificultou a sua entrada em 2010 em melhores condições, levando-o a optar por uma equipa estreante que, meses depois, iria revelar-se um enorme fiasco. Por pouco nem começava a época e durante o ano o carro da HRT arrastou-se sem qualquer desenvolvimento importante. No Mónaco até os GP2 eram mais rápidos. Em Singapura os HRT chegaram a fazer tempos a 10 segundos dos melhores durante a corrida. Nessas condições Bruno Senna não podia fazer mais do que aquilo que fez, batendo os seus colegas de equipa durante o ano (12 – 6). A sua vantagem sobre os colegas foi maior em circuitos onde o piloto mais conta (Mónaco e Spa) ou onde os HRT estiveram mais próximos dos Virgin (Istambul Park, Hockenheim e Spa). Acabou o ano a bater o Christian Klien, um piloto ainda jovem e talentoso, que ganhara bastante experiência na F1 na Jaguar e na Red Bull.

    Damon Hill também entrou na F1 com uma equipa bastante fraca, pois o Brabham de 1992 era quase tão fraco para os padrões da época como o foi o HRT de 2010. Mas Hill era piloto de testes da Williams desde 1991 e durante dois anos acumulou milhares de Kms. ao volante daquele que era de longe o melhor carro da altura. Depois beneficiou do veto de Alain Prost a Ayrton Senna para entrar como titular em 1993, com um carro muito superior ao de todos os adversários. Após 4 épocas consecutivas com o melhor carro acabou por tornar-se campeão em 1996.

    Atualmente não há testes durante toda a época (apenas em Fevereiro), por isso a situação de Bruno Senna seria sempre mais complicada do que a de Damon Hill, que ainda tinha a vantagem de ser um piloto inglês protegido por uma equipa da mesma nacionalidade. Aliás um inglês tem sempre mais vantagens, pois a Inglaterra é a nação mais ligada à F1, onde quase todas as
    equipas têm sede.

    Bruno Senna, depois de falhar a entrada na F1 em 2009 devido aos efeitos da crise económica global, viu-se sem dinheiro para conseguir entrar em condições aceitáveis em 2010 e sem dinheiro para continuar na F1 em 2011, pelo menos como titular.

    Além disso, por conta dos problemas que afetam a F1, passou já dois anos longe de um lugar competitivo na categoria máxima. Ficou sem possibilidades de desenvolver o seu potencial na F1 e isso faz com que seja muito difícil vir a ter a oportunidade que merece, pois viu-se ultrapassado por outros jovens talentos e caiu no esquecimento.

    Mas Damon Hill chegou à F1 aos 32 anos e Bruno Senna ainda só tem 27. Em 2013 terá ainda 29 anos. Poderá até ter uma boa oportunidade nessa altura, pois muita coisa irá mudar. Os regulamentos vão mudar radicalmente e é possível que grandes construtores como a Honda regressem. Por outro lado veteranos como Schumacher, Barrichello e Trulli deverão saír nessa altura e dar finalmente o lugar aos novos. Bruno Senna poderá ter a oportunidade que merece. A oportunidade que a sua família lhe negou durante muitos anos, provocando um enorme atraso na sua carreira. A oportunidade que não teve quando Barrichello aproveitou circunstâncias favoráveis para um veterano (e desfavoráveis para um estreante) para lhe ganhar a vaga na Brawn. No
    entanto, para estar em condições de aproveitar uma eventual oportunidade precisa de continuar ativo, para não perder ritmo competitivo. Convém também que se mantenha numa categoria de monopostos, com carros iguais, para que possa lutar por vitórias, evitando assim que o seu nome caia definitivamente no esquecimento.

  • O Paul di Resta além de talento para correr na dtm teve um bom psicológico para chegar até o fim campeão, pois Bruno spengler começou perdendo lá em Hockenhein quando passou direto na curva etc: Bruno Spengler é um piloto exelente, mas não foi dessa vez.

    Tomara que Paul tenha sorte na F1, pois no final da década de 80 Bern scheneider foi campeão de Porsche e tentou correr na F1 mas com carro fraco, o final já sabemos!!

  • A Petrobras colocaria Senna na Lotus verde, mas queria motores para desenvolver combustíveis, o que a Renault vetou, e com isso o negócio não foi para a frente.

    Mais uma vez a BR está fechada ou para fechar com uma equipe, colocando Bruno em um dos carros, e o negócio dá para trás.

    http://porforadosboxes.wordpress.com/2011/01/25/bruno-senna-a-petrobras-a-lotus-e-a-renault/

  • Hoje estava lendo uma matéria do Alain Prost que falava sobre o retorno do Dick V. a F1, e ele ainda disse que tem vontade de fazer um teste em carro da F1 só para ver as novas tecnologias que mudaram depois de 1993 (ano que o Prof abandonou a F1). Daí veio em mente um pensamento bobo, impossível de se realizar. Já pensou se ao invés dessa garotada que entra na F1 os aposentados INSS F1 voltassem a correr (Prost, Mansell, Piquet, Alesi, Berger… De Crashris kkkk Cesaris). Seria estranho, mas acho que seria legal para matar um pouco a saudades dos bons tempos da F1. Igual ao filme do Stallone (Alta Velocidade – que ele interpreta um ex-piloto da CART e acaba voltando a correr no lugar do titular).

  • A situação é a seguinte: ele tem um bom potencial para desenvolver na F1 mas está sem perspectivas por não ter entrado na altura certa, devido ao abandono da Honda e consequente perda da vaga na Brawn.

    Uma vaga como terceiro piloto, na Mercedes ou na Williams, seria a melhor opção neste momento. Mas de uma maneira ou de outra, ficando na F1 ou não, é preciso manter o ritmo competitivo. Por outro lado, um bom piloto não deve ficar muito tempo afastado da luta pelas vitórias. Porque não um regresso ao GP2? Porque não a nova categoria A10 World Series, com carros muito semelhantes aos F1? A situação está difícil mas quem tem talento não pode desistir. Acho que Ayrton Senna não iria gostar de ver o sobrinho desistir do seu sonho. É preciso fazer uso da experiência do ano passado para continuar a evoluír e, quem sabe, aproveitar uma boa oportunidade no futuro. Em 2013 muita coisa vai mudar na F1 e a Honda até pode regressar. Damon Hill tinha menos talento do que o Bruno mas chegou à F1 aos 32 anos e ainda foi campeão. Em 2013 o Bruno terá apenas 29 anos.

  • Meu caro Flavio Gomes,
    Usando o direito de dar palpites a F1 atual virou acento em dolar ou euro vejamos:
    1-Vettel:- Excelente piloto.
    2-Webber:- O piloto errado no carro certo.
    3-Hamilton:- Excelente piloto.
    4-Button:- Excelente piloto.
    5-Alonso:- O cara “El fodon”.
    6-Massa:- Putz….
    7-Schumacher:- Aposentado.
    8-Rosberg:- Bom piloto.
    9-Kubica:- Excelente piloto.
    10-Petrov:- Dinheiro.
    11-Barrichello:- Putz….
    12-Maldonado:- Dinheiro.
    14-Sutil:- Bom piloto.
    15- Di resta:- vamos ver se é do resto ou veio para o resto!?!?!?!?!?!
    16-Kobayashi:- sushi ou sashimi???
    17-Pérez:- Dinheiro.
    18-Buemi:- Narigudo so isso!!
    19-Alguersuari:- Meu Deus que me livre e guarde!!! Amém!!! hehehehe
    20-Trulli:- o Vovô ainda existe?? Aposenta Porra!!!
    21-Kovalainen:- Kovalento alem de um imbecil, claro!!
    22-Karthikeyan:- O Boêmio voltou novamente (isso é musica??hehehe)
    23-SJS:- So Jesus Salva essa merda de equipe!!! Dinheiro.
    24-Glock:- Kct o que ele ta fazendo aqui??
    25-D’Ambrosio:- O nome já fala por ele!! Ohhhhh Ambrosio volta pra casa!!!hehehe.

    Portanto meu caro amigo temos como “pilotos” a enorme quantia de 08 (oito) considerando o que Di Resta vai ou pode fazer!!!
    Como se ve a F1 de hoje é Dinheiro, Dinheiro e Dinheiro mais nada!!! Como você disse ” É a crise” ou falta sei lá o que!!!

  • Acredito que na Le Mans Series ele não tem chance, pois ficou meio queimado por lá devido às pancas.
    DTM? Só se a Audi tiver algum interesse, devido aos negócios da família ou coisa parecida. Acho que tá num mato sem cachorro, isso sim! Bem definiu o Flávio.
    Nessas horas que a gente vê que o Farfus foi muito esperto e se arrumou por outras bandas rapidinho.

    • O Bruno está talhado para os monopostos e sabe que tem valor para estar na F1. Acredito que seja difícil encontrar o mesmo nível de motivação numa outra categoria. Nas LMS mostrou que era rápido mas não provou que era bom. As LMS exigem competências bem diferentes das que são exigidas na F1. Quanto ao DTM acho que não deve ir para lá. O Bruno deve apostar nos fórmulas, para que possa lutar por vitórias. No DTM dificilmente o conseguiria, pois até pilotos com muita experiência na F1 andam perdidos no meio do pelotão. Veja-se os casos de Ralf Schumacher e David Coulthard.

  • O Di Resta foi imteligente creio eu,é muito melhor um DTM com chances de vitória do que se queimar numa hispania,só para dizer entre seus amigos que pilotou na F1(hispania F1 ?????????será que é?????)
    Mendingar para correr(correr??????)de hispania,isto mostra como a atual geração não é nem sombra da geração vencedora(anos70 a meados de 90) e isto acho eu que tem muito a ver com aqueles dois pilotos AUTO-VENCIDOS que atuaram e atuam na equipe de Maranello.