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Thursday, 13 de October de 2011 - 14:48F-1

1991

SÃO PAULO (voou) – Daqui a exatamente uma semana o terceiro título de Ayrton Senna, último de um piloto brasileiro na F-1, completa 20 anos. A “Autosport” inglesa está fazendo um certo barulho por ter colocado no ar, depoius de tanto tempo, o vídeo da entrevista de Senna com o lendário Murray Walker na festa de premiação da revista no final daquela temporada. A entrevista em si não tem nada demais, nenhuma revelação bombástica — exceto a historinha de ter dado um capacete de presente a Balestre —, mas se observada com atenção mostra como Ayrton era respeitado na Inglaterra e como seu carisma e timidez exerciam um poder raro mesmo sobre audiências acostumadas a conviver com grandes nomes das pistas. Vale como documento histórico.

44 comentários

  1. Emanuel Lopes de Araújo says:

    A pessoa abrir a boca para dizer que Senna era apenas um bom piloto, é mostrar parcialidade na afirmação, talvez por ser fã de algum outro piloto, ou irreflexão na concepção do argumento. Senna foi campeão em quase todas as categorias em que disputou, com exceção do mundial de kart, no qual foi vice-campeão nos dois anos em que participou. Desmerecer Ayrton Senna é algo absurdo. Claro que ele tinha os defeitos dele, como qualquer ser humano, mas o que ele fez, dentro e fora das pistas, é algo memorável e digno de respeito. Na enquete com os maiores experts em automobilismo, incluindo pilotos e ex-pilotos, ele foi considerado o melhor da história do automobilismo. Esteve nas pistas de F1 durante 10 anos completos, ao contrário de Schumacher, que disputou a categoria por 18 anos. Como comparar números com justiça, se este último disputou muito mais grandes prêmios. Senna sempre foi campeão em grandes carros, mas Schumacher também. A Benneton não era essa carroça que os fãs de Schumacher afirmam. Em 1994 e 1995, competia com a Williams na categoria de melhor bólido. E a Ferrari que Schumacher pilotou estava longe de ser um péssimo carro. Também é notável que a partir de 1994, os demais pilotos estavam um nível abaixo tanto de Schumacher quanto de Senna. Senna teria chances reais ser campeão competindo com tais pilotos, mesmo com a idade mais avançada. Senna também não foi derrotado por Schumacher em 1994 e nem comeu poeira. Foram somente 3 corridas disputadas por Senna, na qual ele fez a pole nas 3, mesmo com um carro arredio e difícil de controlar, e apenas no GP do Brasil que ele foi superado, nos boxes, diga-se de passagem, com uma parada mais rápida da equipe Benneton. No GP do Pacífico, Hakkinen colidiu na traseira do Williams de Senna, tirando-o da pista. Em Ímola, Senna perdeu o controle do carro, pela provável quebra da barra de direção, enquanto liderava a corrida. Ademais, não existe verdade absoluta e ninguém é dono da razão. Mas desmerecer um brasileiro como Ayrton Senna e sempre derrubar o Brasil, como muitos fazem, é no mínimo uma falta de respeito e até mesmo de amor-próprio. Um cara respondeu acima que Schumacher quando era mal-humorado, era porque é o jeito frio do alemão. Mas Senna não pode ser mal-humorado? Por que não? Esse argumento não tem razoabilidade. Todos os seres humanos são mal-humorados de vez em quando.

  2. galileu says:

    tem um monte de cara me criticando apenas porque eu cansei desses CHATOS torcedores do alemão, ele tem os seus méritos, mas como já postei, idolatria pior do que as dos torcedores do senna, sempre falei aqui, gosto de corrida e de pilotos rápidos, torcia sim para emerson fittipaldi.
    não sou amigo do primo do primo de não sei quem que conheceu o senna, e tambem nunca disse que era intimo dele, moro na zona norte e o conheci pessoalmente na oficiina de um amigo em comum e que cuida dos carros da familia. pelo menos a mim ele nunca me tratou com falta de respeito, e nunca vi nele nenhuma atitude desabonante.
    acompanho f1 desde 72, desde 78 estou no automobilismo, principalmente na stock car, com opala, omega e agora gaiolas, já pilotei opala turismo classe c, portanto conheço um pouco do que comento.
    minha conciência não pode permitir que se manche a imagem de um morto nas pistas, que foi, queiram sim ou não heroi nacional, que muitas obras de caridade deixou como legado, coisas que ninguém sabia.
    sempre disse aqui, todos tiveram a sua época, ninguem é,melhor do que ninguém.
    épocas diferentes, carros diferentes, tecnologias diferentes, não há como comparar.
    o melhor piloto de hoje, amanhã não é ninguém na opinião de pessoas que julgam as coisas como estão julgando o airton,
    até os alemães que hoje eles exaltam, reconhecem no airton a sua genealidade, o cara foi cidadão do mundo
    é reconhecido internacionalmente, menos no seu país. por isso somos esse povo mediocre que não tem memória, não tem história, verdadeiras vaquinhas de presépio em vista a toda essa corrupção que hoje impera. (agora surgiu denuncias contra o sinistro dos esportes).
    não sou hipocrita, não compactuo com certas aberrações, mas tenho a humildade pedir desculpas a que se sentiu ofendido por algum cometário meu.(99% do blog), agora para certas pessoas, não retiro uma virgula do que escrevi.
    publique-se. gallleu.

  3. EDs says:

    Esse Marcelo deveria torcer pelo piquet e shumaker. Pergunto a ele entao: SE o piquet era tao bom assim ( eu acho q ele era mediano, no maximo um Buton ) qtas vezes ele venceu em Monaco? Nenhuma! qto ao shumacker, ele tava quase perdendo o campeonato pro Hill no mesmo ano da Morte do Senna, nao tivesse jogado o carro em cima do Hill, hj seria punido, como o SEnna em 90 e Prost em 89 deveriam ser. Acho que o Senna ao entrar na Willians teve dificuldades sim, e o Alemao tava numa ascendente sim, mas meu caro, se o Hill deu trabalho nakele ano pro alemao vigarista, achar que o Senna nao iria pegar mao do carro no decerrer da temporada e ridiculo. Esqueci se o `Piquet pra vc ou o para o proprio acham que o Senna nao era tao bom assim e era so marketing da globo, pergunto: qtas vitorias o Piquet teve? Se nao to enganado 21 a 25 vitorias, contra 41 do Senna e 51 poles. Marketing nao vence corridas meu caro. Analise melhor pra nao falar besteiras.

  4. Caíque says:

    Eu praticamente parei de postar, porque uma vez coloquei minha opinião e esse galileu foi de uma grossura ímpar…é melhor não me aborrecer, pois apenas dei uma opinião, aí entro leio e eventualmente escrevo, acho que conheço Automobilismo na medida certa pra mim e dispenso pseudos conhecedores sem a devida educação em entender que todos têm direito a uma opinião, independente de se gostar , concordar ou discordar dela.

    • galileu says:

      caique, sinceramente dessa eu não me lembro.
      desculpe. não é o meu perfil ser arrogante omo disseram ou grosso como voce disse,
      ou estava me defendendo de algo, ou com a valise lotada, como alguns me fazem ficar.

  5. Roberto Andrade says:

    Ai Marcelo!!!!!!!!!!!!!!!!! ganhei o dia meu querido!!!!!!!!!!!!!! saudades dos seus textos sensacionais, da sua perícia, do seu conhecimento profundo, só você!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! obrigado por, mais uma vez, trazer a verdade à tona: Senna foi um piloto apenas bom – como tantos outros!!!!!!!!!!!! – mas, ajudado pela GLOBO, coisa que Schumacher nunca teve, tem essa imagem de melhor!!!!!!!!!!!!!!!!! Em lugar nenhum do mundo, sério, que se conhece FÓRMULA 1 como o marcelo conhece, pensa-se que o Senna é o melhor. O melhor é o Schumacher que, como disse o marcelo, sozinho reergueu a Ferrari três vezes!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Lindo, maravilhoso, Senna nunca fez isso na mcLaren e em nenhuma equipe, muito menos ser campeão 21 anos depois: tinha medo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! mas ainda bem que eu tenho marcelo pra ler, flavio Gomes pra ajudar!!!!!!!!!!! Sem vocês dois, o Brasil já não teria mais nem graça!!!!!!!! Fórmula 1 aqui só sobrevive graças ao Gomes, e nos blogs, o marcelo é o único que faz a galera pensar!!!!!!!! Obrigado Marcelo e Flavio!!!!!!!!!!! Mil abraços!!!!!!!!!!!!!

    Por favor, Marcelo, ainda estou aguardando seu contato, tenho muito a aprender com vocês, esses textos que vocês pôs aqui são perfeitos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    [email protected]

    PLEASE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  6. Wesley says:

    Caro Flávio,

    Admiro jornalistas como vc e o Reginaldo Leme, que realmente cobriam a F1 in loco naquela época e são bem comedidos ao falar do Senna. Não ficam idolatrando-o igual esse tanto de viuvinhas que acessam seu blog. Era um grande piloto, o último piloto foda brasileiro, mas nunca o melhor de todos os tempos.

  7. guinter says:

    Eu já escrevi sobre esse tal de galileu, mas o FG deletou. Porquê esse ser nao posta um comentário dele, mas não deve ter competência prá isso, só entra no vácuo outros.
    A arrogância dele é relmente ímpar. É isso aí Deschamps.

  8. Marcelo says:

    Corrigindo: muito graças ao desenvolvimento de Piquet entre 86/87, em 85 Piquet ainda estava na Brabham…

  9. Marcelo says:

    “Nunca aprendi nada com Senna”, fala Prost

    A edição de março da revista inglesa “Motor Sport” fugiu um pouco da tradição de publicar fotos de época na capa. Uma das mais antigas e prestigiosas publicações sobre automobilismo do mundo, a “Motor Sport” resolveu entrevistar Alain Prost. Para falar de um único assunto: Ayrton Senna.

    E ele falou como nunca, ao jornalista Pascal Dro. Começou recordando seu primeiro encontro com Senna, em 1984, quando a Mercedes organizou uma corrida em Nürburgring para lançar o modelo 190. A montadora convidou pilotos em atividade e alguns que já tinham parado de correr. Uma prova de estrelas.

    “Ayrton chegou meia hora depois de mim e me pediram para lhe dar uma carona até o hotel. Ele percebeu de cara que eu dirigia muito rápido! Disse que eu era doido e que guiava rápido demais… Foi nosso primeiro encontro. Ele não conhecia muita gente naquele mundo novo para ele, e ficou muito do meu lado, porque havia gente de outras gerações, como Jody Scheckter e Denny Hulme”, contou o francês.

    De acordo com Prost, já naquela corrida deu para perceber a atitude competitiva ao extremo de Senna. “Você sabe o que acontece quando coloca 15 ou 20 pilotos ao mesmo tempo numa pista…”, disse. “Eu estava na pole e ele em segundo. E ele queimou a largada, saiu antes da bandeirada. Bem, não era uma corrida de verdade, mas aquilo me irritou muito. Achei que foi um pouco demais. Era nosso primeiro encontro, e já houve certo constrangimento.”

    Alain descreveu Ayrton como uma pessoa de “personalidade especial e diferente”. “Ele era um pouco teatral, também(um pouco?). Tinha um discurso muito elaborado. Fazia longos silêncios e disparava três frases feitas. E tinha assessoria de imprensa desde a F-3! Ninguém fazia isso naquele tempo(marqueteiro). Nunca soube se seu ar misterioso era natural, ou apenas parte de seu jogo. Mas tenho de admitir que isso agradava a imprensa.”

    Um dos momentos “teatrais” lembrados por Prost foi numa coletiva em Mônaco, quando Senna disse que se viu fora do cockpit, olhando para ele mesmo pilotando(aquele papo-furado de falar com Deus, túnel do tempo que Galvão todo ano lembra no GP de Mônaco). “Se uma pessoa diz isso hoje, vão o pôr numa camisa-de-força (risos) e o cara nunca mais guia um F-1! Mas isso fazia parte de sua personalidade.” Dupla personalidade, Senna era uma pessoa na frente das câmeras(principalmente com a Globo), e outra pessoa bem diferente por atrás delas…mala.

    No trecho mais polêmico, o tetracampeão fala sobre seu relacionamento com Senna nos tempos de McLaren. O jornalista pergunta se ele aprendeu algo com o brasileiro naqueles dois anos, 1988 e 1989. “Pode parecer um pouco pretensioso de minha parte, mas para ser honesto… não aprendi NADA com Senna. Aprendi muito com Niki Lauda, eu era muito mais jovem que Lauda. Ayrton estava na mesma posição comigo. E acho que ele aprendeu muito comigo. Sua maior habilidade era otimizar o carro para uma volta rápida. Especialmente o uso dos pneus de classificação, o que para mim era algo que importava pouco(melhor dar aula de regularidade nas corridas, como nas temporadas de 88/89). Na Ferrari, quase sempre eu me classificava usando pneus de corrida.”…ahhhhhhhhhh batalha de grid então, não valia nada…as poles de Senna em 90 foi mais graças aos pneus…em 85/86 foi graças aquele motor de treino com 100 cv mais que os rivais, isso ninguém lembra.

    Prost acha que a capacidade de ser rápido em classificação era o ponto forte de Senna. “Mas no que diz respeito ao que ele fazia em corrida, não aprendi NADA com ele(aprender o que, Senna era afobado em corridas, vivia jogando vitórias fora, ops…no colo de Prost). Para Ayrton, o ‘qualifying’ era tudo que importava. Ele olhava o que eu fazia e depositava todo seu esforço na classificação. Era seu ponto forte. Se ele tinha um, era esse. Vou ser franco: muitas vezes, o que ele conseguia nos treinos me surpreendia. Em corrida, Ayrton NUNCA me impressionou…

    A rivalidade entre os dois foi tão grande que Prost admite que, em um determinado momento, ele “passou a fazer parte da minha família”. “Houve um período na minha carreira em que só ele me importava. Eu simplesmente esqueci os outros pilotos(ele fazia o mesmo Prost). Nós dominávamos a F-1 de tal forma que os outros eram apenas uma abstração. E apesar de tudo, nós sempre nos falamos. Mesmo nos piores momentos. Podíamos não conversar entre as reuniões técnicas, mas durante os encontros com os engenheiros, falávamos clara e honestamente. Pelo menos de minha parte. E se um dia eu tive alguma dúvida sobre o lado dele, acho que elas se perderam no tempo. O mesmo não posso dizer da Honda. Mas no que diz respeito a acerto de chassi, nunca tive nenhum problema.”

    A Honda, na opinião de Prost, fez muito rapidamente uma clara opção por Senna(pois é, falam tanto que Rubens reclamava de favorecimento, na Mclaren acontecia o mesmo). Para o francês, o tratamento DIFERENCIADO dado pelos japoneses ao brasileiro era visível. “Psicologicamente, era algo que me destruía. A Honda não jogava limpo comigo. Não tínhamos o mesmo tratamento. Lembre-se que naqueles dias, as áreas de chassi e motor eram muito mais separadas do que hoje. Na Honda, eles queriam escolher quem iria vencer. Não tenho dúvidas sobre isso.”

    o Prost quebrava a cabeça no acerto de chassi, e o Senna ficava batendo papo-furado do outro lado com os japoneses, porque não tinha mais o que fazer no motor Honda, ele já estava desenvolvido, muito graças ao desenvolvimento de Piquet entre 85/86/87 e ao Satoro Nakagima que foi uma espécie de “pai” do motor Honda, por isso foi correr ao lado de Senna na Lotus em 87, para saber mais sobre o motor durante as corridas.

    Os dias que antecederam o acidente que matou Ayrton, em Ímola, também estão bem vivos na memória de Prost. “Nunca nos falamos tanto quanto naquelas semanas. Antes, ele não me telefonava muito. Mas depois que eu parei, começamos a nos falar, e ele demonstrava preocupação. Primeiro, se decepcionou com a Williams(pois é, mudou de carro se perdeu no acerto, o carro não era ruim, venceu várias corridas em 94, e Hill era um novato).

    Era diferente da McLaren, onde ele era o número um sem questionamentos(tirando 88/89 onde não podia “apitar” logo de cara, todos os outros anos Senna sempre foi primeiro piloto, ele sempre ESCOLHEU companheiros de quipe). Na Williams, encontrou um ambiente muito britânico, difícil(risos, não tinha japa pra bajular, só cobranças).

    Depois, estava desconfortável no carro. Eu disse a ele que o carro não era tão fácil de guiar como diziam (é como o Piquet disse para o Bernie, antes daquele teste de Senna pela Brabham em 83, “pegar carro já acertado (a Williams tinha pego o acerto do titular Rosberg) e fazer voltas voadoras é fácil, quero ver o Senna acertar o carro por ele mesmo e bater recordes de pista, eu sabia que meu Brabham era um carro muito difícil de pilotar, para deixar ele bom tive que quebra a cabeça, por isso fiz aquela aposta de 100 mil dólares, uma quantia surreal na época para uma aposta. Bernie topou achando que ia levar fácil, mas sabia que Senna nunca ia melhorar meu tempo, quando Senna teve que acertar sozinho o carro, tomou quase 2 segundos).

    “O desenho dele era esquisito”, disse a Ayrton,

    A posição de dirigir era a mesma que fizeram para o Mansell dois anos antes. Eu guiei daquele jeito! O volante ficava muito para baixo e a posição de pilotagem era extremamente complicada. Disse a ele para insistir, pedi. E ele estava preocupado com segurança. Me pediu várias vezes para levantar a questão na GPDA. E, além disso, estava convencido de que a Benetton estava roubando(ahhh tá, e porque Senna não disse isso antes, quando Schumacher venceu na BEL/92 e POR/93? E as besteiras que Senna fez nas duas primeiras corridas em 94, não conta? Senna rodou em Interlagos, e largou mal em AIDA, se tivesse largado bem, não teria sido acertado por trás na primeira curva por Hakkinen. Schumacher largou mal em Interlagos, isso indica que o carro não usava controle de tração, com ele, seria impossível largar mal(Schumacher largou mal em outra corrida no final do ano, novamente sinal que não usava controle de tração) e outra, falam do reabastecimento(do filtro que a Benetton não usava para ganhar tempo nos boxes), mas olhem a corrida de Interlagose outras, Schumacher chegou a colocar 8 segundos em cima de Senna, o carro Benetton era muito rápido, o alemão tinha chance de vencer, mesmo se ficasse atrás após o reabastecimento, e Schumacher sempre foi atirado ao volante, ia pra cima pra ultrapassar…essa choradeira do Senna é desculpa de quem esta perdendo. Senna estava sobre extrema pressão(rodou no treino de IMO), quebrou a cara, não se adaptou ao carro, que era bom, venceu várias corridas em 94, com vários pódios, etc…isso com um novato, D.Hill nunca reclamou do carro).

    Mas, sobretudo, Prost afirma que Senna estava com problemas pessoais e se sentia sozinho(é, teve aquele caso do “chifre” da Galisteu, que tentaram abafar de todas as formas), Senna estava desmotivado para desafiar os outros pilotos.

    A verdade é que Senna não aceitava a velocidade da nova geração(o cara era extremamente arrogante ao volante, principalmente com novatos), quando viu um desses novatos a frente com Benetton, perdeu o rumo. Grande bobagem, se for perceber, novato chegar a F1 e mostrar serviço, sempre foi comum na F1, isso desde os anos 60 em relação aos pilotos de 50, nas outras décadas aconteceu o mesmo, é assim até hoje. Esses pilotos dos anos 80, foram grandes pilotos, mas também tinham “prazo de validade”, por um único motivo, naquela época o preparo físico era muito inferior comparado aos pilotos de hoje, as carreiras dos pilotos do anos 80 duravam no máximo 12/13 anos. Podem reparar que Prost, Piquet e Mansell se aposentaram na mesma época: 91/92/93…Prost só voltou em 93 porque sabia que ia ser campeão, se fosse para fazer uma equipe (terceira força) como a Ferrari se “levantar” como fez Schumacher, Prost não voltaria a F1, levaria anos e ele não teria mais “gás”, quem ia lucrar provavelmente seria um companheiro, como acontece com Schumacher hoje ao lado de Rosberg, Senna já veio falando em desmotivação em 94. Mansell bem que tentou voltar em 94/95, mas pode observar, nas 4 corridas(e treinos) nesse ano, Mansell sequer conseguia acompanhar o ritmo de Schumacher e D.Hill, isso com uma Williams que foi projetada para o próprio Mansell em 92. Nessas 4 corridas em 94, o “leão” tava tomando pau até de D.Hill com o mesmo carro!!! No GP da Europa, Mansell tomou maior SUFOCO dos novatos Frentzen (Sauber), e Rubens(Jordan)…Rubens deu um baita OLÉ no “leão” quando o mesmo se atrapalhou com um retardatário, onde estava Hill e Schumacher? Muito segundos a frente brigando pela vitória.

    F1 Decade- 1994 European GP Part 1
    http://www.youtube.com/watch?v=hOaMvFvzqIQ

    Prost em 91 na Ferrari também chegou a tormar sufoco do novato Alesi em algumas corridas, aconteceu o mesmo com Piquet ao lado de Schumacher na Benetton no mesmo ano. Senna na Mclaren em 93, ficou PUTO por ver Hakkinen a sua frente na classificação, detalhe, era a primeira classificação do novato Hakkinen pela Mclaren, isso “mexeu” tanto com Senna que o mesmo nem conseguiu jantar, esse fato esta escrito em um de seus livros. Schumacher anos depois já multi campeão, comentou que os pilotos dos anos 80 tinham uma filosofia diferente dos pilotos dos anos 90 e 2000:

    “Eles eram arrogantes, uma espécie de “times” de pilotos de ponta, quando um novato os pressionava, eles se incomodavam. Senna jogavam o carro em cima, atrapalhava nossas voltas nas classificações, e quando faziamos o mesmo para dar o “troco”, ele vinha nos boxes arrumar confusão, foi assim com De Angelis, Irvine e comigo. Tem até algumas fotos engraçadas de Senna me segurando pelo braço. Aprendi a pilotar de forma dura com eles: Piquet, Senna, Mansell e Prost…eles jogavam duro, passei pelo mesmo processo, vi muita coisa. As vezes não entendo porque me criticam tanto na forma de pilotar, tudo começou lá trás vendo outros pilotos…”

    É aí que entra outro trecho dos mais significativos da entrevista de Prost à “Motor Sport”: o papel que ele, Alain, teve na carreira de Senna.

    “Ele nunca me falou que ia parar, mas falou sobre a falta de motivação. As pessoas não têm idéia do que significou, para ele, chegar à F-1, tentar me derrotar e conseguir. Eu era seu ponto de referência. Quando parei, ele perdeu isso. E em meio a muitas outras questões, uma era fundamental. Ele não sabia mais o que estava fazendo na F-1. Era como se tivesse perdido um objetivo(pois é, Lauda voltou e venceu a nova geração, se bem que Lauda quando voltou era novo ainda, e a F1 pouco tinha evoluido entre 80/81, quando voltou em 82, era carro asa que já conhecia com motor turbo). Ele usava nossa rivalidade como forma de se motivar. E aí a guerra acabou no GP da Austrália de 1993, minha última corrida. Nos falamos muito pelo telefone naquele inverno. Estava chegando uma nova geração de pilotos, as coisas estavam diferentes, sei lá… Não dá para saber exatamente o que estava se passando por sua cabeça.”

    Pois é, Piquet, Prost e Mansell reconheceram que era melhor parar, F1 é um ciclo, a nova geração vinha bem preparada, a cada década os pilotos ficam mais fortes fisicamente e psicológicamente, e a cada década sempre aparece um piloto fora de série. Se o Senna não morresse mais cedo ou mais tarde ia ter que parar…até 97 dava para ser competitivo, depois, pode esquecer, ainda mais ele que só queria pilotar carro “pronto” pra ser campeão. Se ficasse na Mclaren em 94/95/96…só ia dar Schumacher Campeão, que mério tem vc sempre mudar para a melhor equipe, melhor carro e ser campeão? E ainda falam de Hill, Senna foi grande piloto, mas só conseguiu ser campeão com carro “pronto”, quando o mesmo caia de nível técnico, Senna se desesperava, ia logo procurar o melhor carro da época. Isso não ocorreu com Schumacher na Benetton e principalmente Ferrari onde “ergueu” a equipe por 3 vezes: 96/03/06.

    Schumacher esta na F1 aos 42 anos, mas olha o preparo físico dele, é muuuuito superior ao pilotos dos anos 80, isso pesou muito em seu retorno, imagina Prost parando em 93 e voltando em 96, ia se arrastar na pista. O próprio Piquet afirmou isso uma vez “Quanto mais rápido se torna o carro, mais ele exige em preparo físico e mental”. E preparo físico nunca foi o forte de Senna, era comum ver ele extremamente cansado, teve corrida que sequer foi ao pódio, ficou no carro. Prost que era um “nanico”, nunca teve problemas físicos, é uma questão fisiológica de cada corpo, mas os pilotos dos anos 80 ficaram longe do preparo físico dos pilotos que começaram nos anos 90…uma questão de evolução da preparação física-mental ano a ano.

    O 1º de maio de 1994 não sai da cabeça de Alain, que se encontrou com Senna no domingo pela manhã no autódromo, depois da morte de Roland Ratzenberger, no sábado. “Foi desconcertante. Ele não era a mesma pessoa. Eu estava almoçando no motorhome da Renault, em frente ao da Williams, e ele veio falar comigo. Fiquei espantado. Nem lembro bem o que conversamos, mas me lembro como fiquei assustado com aquilo, porque era uma das coisas mais improváveis do mundo o Ayrton sair de onde estava para vir falar comigo no meio de um monte de gente(puro desespero, tinha um novato alemão na ponta da tabela). Antes da largada, fui aos boxes da Williams e falamos de novo sobre a Benetton. Perguntei como se sentia, e ele me respondeu que não estava muito otimista para aquela corrida(Senna sabia que o carro Benetton se tornou muito rápido nas mãos de Schumacher, a Benetton quebrou recordes na pré-temporada, e não teria porque a equipe usar trapaça em pré-temporada, portanto o carro nasceu rápido. Nas corridas o ponto forte da Benetton era o ritmo em corrida, principalmente com tanque cheio). Hoje sabemos que Schumacher/Brawn/Byrne faziam a diferença, não precisaram trapacear para vencer títulos, mas se a Benetton fez trapaça em 94, ela fez o certo, os ingleses da FIA fizeram de TUDO para equilibrar o campeonato em favor de Hill. Schumacher como bom “dançarino”, dançou a AUS conforme a música, deu o troco na pachecada inglesa, mostrando que se é para jogar sujo, então sabe o fazer…com o tempo todos viram como o trio da Benetton era competente, o jeito foi mudar radicalmente o regulamento para deter a Ferrari nos anos 2000, pouco adiantou, Schumacher em 06 “ergueu” novamente a equipe e disputou o título, não foi campeão, mas venceu 7 corridas colocando a Ferrari tecnicamente novamente no topo, tanto que Kimi foi campeão em 07. Senna nunca conseguiu isso, venceu 5 corridas em 93, muito graças a chuva ou quando Prost tinha problemas no carro, tanto que caiu fora deixando a Mclaren e R.Dennis na mão…

    “Foi a última vez que nos vimos disse Prost. No grid, notei que ele ficou sem o capacete. Normalmente ele parava o carro e ficava de capacete, mas naquele dia foi diferente. Parecia nervoso. Você pode imaginar um monte de coisas. Falaram até em suicídio, mas não acredito nisso.”

    Prost reconhece que o mito Ayrton Senna continuou a crescer depois de sua morte.

    “É algo irracional. As pessoas olham para o passado e dizem que nada mais é como era naqueles tempos, embora eu olhe para as disputas entre Hakkinen e Schumacher, ou Hamilton e Alonso, e considere até mais intensas que a nossa. Mas as pessoas não enxergam assim. Há um grande impacto quando se olha para o passado, é assim que os mitos crescem. Não aconteceria com uma pessoa viva. Não aconteceu com Schumacher, embora ele tenha conquistado sete títulos mundiais. Ele teria de ganhar sete campeonatos e morrer em sua última corrida para isso acontecer com ele. É engraçado, mas é assim…”

    Prost tem razão, mas é melhor ficar com 7 títulos vivo, que virar um “Deus” depois de morto com 3…

    Dennis Hulme uma vez deu sua opinião sobre essa questão de ser o melhor de todos:

    “Isso é uma grande bobagem, cada um teve sua época e foi grande, o que existe são grandes campeões lado a lado! Se vc for perguntar para o Brabham, Stewart ou Lauda se eles ficam incomodados em não ser o melhor de todos, a resposta vai ser um belo…NÃO!!! Cada um vai valorizar seus títulos e suas épocas, toda época na F1 é desafiadora, as vezes, umas mais pela esportividade outras mais pelo lado técnico, mas posso afirmar, não existe título fácil na Formula 1, imagina então chegar a 4,5 ou 7 títulos”

    • Claudio Pessoa says:

      Como eu disse acima: histórias sempre surgem aqui e ali. E pra cada história que de alguma forma diminua as qualidades que Senna demonstrou nas pistas há no mínimo outra em contrário. Sempre há dois lados, mas um infelizmente morreu antes de contar. Momentos de arrogância, de excesso de autoconfiança, podem acontecer com qualquer pessoa que experimenta o sucesso. Uns tem mais controle sobre isso, outros menos, mas isso não prova nada, a não ser que são todos humanos, de carne e osso, que erram e acertam. Por vezes são sinceros, outras vezes não. Aliás, diante de jornalistas (portanto publicamente) nem sempre é fácil ser sincero, principalmente quando as coisas não estão bem. Prost, por exemplo, não foi sincero quando disse que Senna nunca o impressionou nas corridas. E Suzuka 88? Ele há de ter suas “explicações”, mas se disse que não aprendeu com Senna, mentiu, pois pelo menos naquele dia aprendeu. O que muitos têm dificuldade de entender é que há grandes pilotos como Senna, Schumacher, e outros poucos, que têm no sangue o desejo de vencer. E a outros como Prost e Alonso, que correm (ou correram, como Prost) com o regulamento em baixo do braço, mas tem seus legítimos méritos também. Senna errou muito pelo desejo de vencer, mas nunca foi desonesto. Apenas em 90 tinha contas a acertar (carne e osso, lembra?). Errou e devia ter sido punido seriamente, sim! Mas acertou suas constas e por isso também conquistou o respeito de Prost. Em fim, ficar aqui compilando matérias, declarações em entrevistas, e fazendo juízos não vai levar a nada. Tentar provar que Senna é um deus é tão ridículo quanto desmerecê-lo. E em ambos os casos uma tremente perda de tempo. Prost, Senna, Piquet, Schumacher, Alonso, Vettel…, são ou foram todos pilotos fantásticos. Pessoas diferentes e pilotos notáveis.

    • galileu says:

      é marcelo, precisou o denis hulme no seu ultimo paragrafo dizer o que eu venho falando a seculos.
      tudo isso de comarar quem é melhor do que quem, não passa de uma grande bobagem,
      espero que voce assimile isso e pare de enaltecer pilotos em detrimento de outros.
      como dizia do luciano do valle, e com muita propriedade: NINGUÉM É OU FOI CAMPEÃO POR ACASO.

    • galileu says:

      agora o marcelo chamou o nuno cobra de incompetente
      assim não pode, assim não dá.

  10. Marcelo says:

    Revista Racing: Nº 105 Novembro 2002

    Murray Walker:

    Em 1990, eu tive de entrevistá-lo na Austrália, para a BBC TV, sobre aquela colisão com Prost, onde ele(Senna) não apenas agiu ERRADO como também colocou em risco as vidas de ambos. Eu não estava muito otimista, para ser franco(já era de conhecimento de todos, que Senna era um ANIMAL com os josrnalistas, pilotos novatos, fiscais, etc…), mas fui precedido por Jackie Stewart(justo ele que brigou muito pelas vidas dos pilotos), que fazia a mesma coisa para o Canal 9, da Austrália. Na mais bela entrevista que eu já vi, usando toda sua experiência em debates e comunicação e seu passado de três vezes campeão do mundo, Jackie calmo e paciente “DESMONTOU” Senna a ponto do brasileiro perder a cabeça e começar a GRITAR(risos) para se justificar. A entrevista terminou de forma INAMISTOSA e chegou a minha vez.

    “Eu nacho que ele acredita honestamente no que esta dizendo, mas Hitler era assim também”, Jackie Stewart comentou mais tarde – e eu concordo com ele no fato que a auto-conbfiança de Senna nem sempre era justificável.

    *Prefiro o Schumacher que sempre foi CALMO e PONDERADO nas entrevistas(não me lembro do alemão dar soco em jornalista),se no começo ficava de cara “fechada”, não era porque era arrogante, e sim, porque era um típico alemão civilizado, que na hora do trabalho, não gostava de papo-furado, muito menos oba-oba, tipo Rede Globo em cima dos brazukas…

    “Quem é seu melhor amigo na Formula 1 Nelsinho”…ai ai ai, o garoto tinha acabado de entrar na F1, como a Globo se “preocupa” com esse lado, mas justo na Formula 1?

  11. Claudio Pessoa says:

    Histórias sempre surgem aqui e ali. Eu mesmo conto duas. Em 92 estava no terceiro ano da faculdade. Uma amiga nossa chegou à aula feliz da vida mostrando um autógrafo de Senna. Ela contou que na noite anterior, parada num farol da Av. Brasil, a seu lado uma Mercedes. Quando ela olha era Senna. Disse que saiu do carro e foi até a janela da Mercedes com seu caderno na mão. Senna abriu o vidro e com muita simpatia pegou o caderno e lhe deu um autógrafo. Nessa mesma época no escritório em que estagiava, uma funcionária que esteve no GP Brasil daquele ano, e teve acesso ao paddock num dia de treinos, Disse que encontrou com que Senna e ele se negou a lhe dar um autógrafo rispidamente. Ela não podia mais ouvira falar em Senna. Qualquer notícia declaração dele ou o que fosse ela o desmerecia. A pergunta é: qual das duas histórias levar em conta pra fazer um juízo sobre Senna? A resposta certa pra mim é: nenhuma! Até mesmo pessoas que estiveram mais de perto divergem nas opiniões. O problema é que muita gente tende a fazer juízos das pessoas, ou pelo pouco que vivenciaram, ou que ouviram falar, leram, a amiga do vizinho disse… E outra mania comum hoje em dia é duvidar da inteligência e do senso crítico das pessoas. E a questão do convencimento pela simpatia e carisma, principalmente por pessoas do meio, é um exemplo disso. Em fim são dois extremos. E ruins, é claro.

  12. Paula says:

    Os tímidos, sempre sabem aquilo que REALMENTE querem.Talvez por estarem sobre pressão, pelo respeito das pessoas. Não mostram a possivel fragilidade.
    Conquiste respeito por onde passe. Mas mostrre um bom trabalho.
    Assim era o Senna.
    Falar o que se pensa, sempre é benvindo. Lógico que com critério.
    Com critério se ganha respeito.

  13. hamzi barakat says:

    Em 1982 e 83 participei do campeonato regional de kart em Foz do iguaçu,no Paraná.Nas rodas de kartistas e mecânicos sempre vinha o assunto de um tal de Senna que tinha ganho varios campeonatos brasileiros e um sulamenricano . Se falava de Senna com admiração.Senna esteve aqui em 82 ou 83 assistindo uma prova.Varios pilotos tiraram fotos com ele. Eu mesmo tenho uma pilotando meu kart e ele ao fundo nos boxes observando a prova.No Final ele pegou o kart do vencedor e deu algumas voltas.O que me impressionou foi que ele foi baixando o tempo volta apos volta carburando o kart, ou seja, pilontando quase toda a volta com uma mão no volante e outra no carburador e sendo rapido.Em 1984 quando fui concluir os estudo em São Paulo coloquei um adesivo do capacete do Ayrton na lateral do meu corcel II preto.Antes do Galvão ou Rede Globo ou de qualquer propaganda quem andava de kart naquela època aguardava com muita espectativa a chegada de Senna á formula 1.

  14. Antonio says:

    E por aqui, nesse blog, para muitos ele é uma invenção da globo e do galvão.
    Só se a autosport for da globo e o murray walker tio do galvão.
    ah e quem ganhou o troféu limão de antipatia com os jornalistas foi o Piquet !
    eu nem ligo. prefiro os antipáticos, senna, piquet e prost a estes garotos mimados de hoje.

    • galileu says:

      antonio, eu tambem os prefiro, à esses p.ilotos de video game, naquela época, trocava-se marcha na alavanca e não na borboleta, o cara tinha que ser bom porque não havia cambio com comando eletrônico,m nem sincronizadores de marcha, era cambio seco mesmo, wilson fittipaldi terminou em 3º em monaco sem embreagem desde a pmrimeira volta, queria ver esses caras de hoje fazerem o mesmo.

  15. Giovanni says:

    No inicio quando o Senna levanta ta o Bill Gates batendo palmas!!!

  16. Carlos Eduardo Galvão says:

    Queria ter vivido essa época(nasci em 88).
    Grande Senna, grande F1.
    Hoje temos um campeão que é muito bom…, mas puta que pariu… o cara parece com o Justin Bieber… século 21 de merda!

  17. Carlos Pimenta says:

    Puxa vida, fala-se tanto sobre o Senna, polemizam tanto sua carreira, se isso ou se aquilo, se ele tivesse correndo com o batmóvel seria assim, se fosse com o Match 5 seria assado, bom eu só sei que as palavras do Hunt no grande prémio de Mônaco, aquela corrida na chuva onde ele pintou e bordou, o Hunt disse: Está nascendo um campeão. Sei não, o cara foi lá, ganhou, pegou bandeira do Brasil e desfilou pelo mundo afora, sei lá, sabe, eu gostei desse cara. Gostava também do Brambilla, do Peterson, mas o Senna. Pôxa, o cara foi um as.

  18. Mauricio says:

    Esse não foi apenas o último título de um piloto brasileiro na F1.
    Foi o último piloto brasileiro na F1.

  19. Marcelo says:

    “Senna tinha que ganhar um troféu limão também”

    http://alessandraalves.blogspot.com/2008/02/regi-o-rebelde.html

    Alessandra Alves

    Thursday, February 21, 2008

    Nestes tempos de detectores de mentira, não convém faltar com a verdade. E a verdade é que passei a gostar mais de Fórmula 1 graças a Ayrton Senna. É fato que o primeiro campeonato que segui foi o de 1983, anterior à estréia de Senna, vencido por Nelson Piquet. Mas Senna tinha alguma coisa de familiar para mim: sua família morava no meu bairro, ele havia estudado na mesma escola que eu, inclusive com algumas das minhas professoras. Era como se um vizinho, que eu não conhecia (mas, e daí?) de repente ganhasse o mundo.

    Acompanhei os primeiros anos de Senna como entusiasta de automobilismo. Os últimos, como repórter. Preferia ter ficado só com a primeira parte. Talvez uma das maiores decepções que tive foi conhecer Senna pessoalmente( e aí Gomes, vc também já esculachou alguma mulher, que vexame Galvão). O herói obstinado e patriota que nos surgia na TV era habitualmente arredio e descortês longe das câmeras. Problema meu, eu diria, pois, apesar de minha mãe certamente achar o contrário, nem todos precisam me tratar bem. Mas comecei a sentir que o problema não era só meu quando passei a ligar alguns pontos.

    Senna dava respostas enviezadas e não escondia o mau humor até acender-se a luz da equipe da TV Globo, detentora dos direitos de transmissão da Fórmula 1 desde o paleolítico. Neste instante, como por mágica, sua fisionomia se transformava e então eu reconhecia o herói obstinado e patriota da minha adolescência. Vi a face do mito e logo entendi por que meus colegas mais experientes costumavam ser tão detratores em relação à postura do piloto.

    Era nesse contexto que transitava o comentarista Reginaldo Leme, da própria Globo. Vigorava na época o veto de Senna às entrevistas com Reginaldo. Eles haviam brigado e o piloto simplesmente se recusava a falar com o jornalista. Essa tensão entre os dois acabou emprestando a Reginaldo uma aura de herói perante seus colegas de imprensa. O veto de Senna era quase um troféu. Como se Reginaldo tivesse lavado a honra de todos nós, acostumados à grosseria do mito.

    A história da briga e muitos outros episódios da vida profissional de Reginaldo Leme estão nesta completíssima entrevista feita por Bruno Vicária para o site Grande Prêmio. Depois de conviver com Reginaldo, de ter trabalhado com ele no primeiro de seus anuários AutoMotor, tenho convicção de que a admiração que os colegas nutrem por ele está muito, mas muito além da briga. Regi, como o pessoal o chama, é muito mais que um rebelde. É um grande cara.

    • galileu says:

      só um idiota mesmo coloca o link e reproduz o que está nele
      babaca
      conheci o sena atraves de umamigo comum, nunca vi nele o que está estampado nessas palavras escritas pela alessandra.
      a briga comj o regi foi plor causa do nersão me parece,

    • Danilo A. says:

      E isso afeta a avaliação da pilotagem do cara de que maneira?

    • Deschamps says:

      Além de tudo o tal do Galileu é amigo do primo, de um colega de um professor de xadrez que conhecia um tio do neto do primo do A. Senna, e dai portanto se tornou amigo íntimo do piloto brasileiro.

      Galileu a sua capacidade em torrar o saco dos pobres mortais aqui do blog é incomensurável.

      Parabéns, CHATO!!!!!!

  20. Marcelo says:

    Será que, se Senna corresse sempre pela Ferrari, a pachecada inglesa iria bajular tanto? Claro que Senna merece ser homenageado e lembrado, mas só ele merece isso na Mclaren? Parece o Brasil que só se lembra de um piloto…o resto pouco é citado!

    Emerson, Lauda, Prost , Hakkinen não valeram nada para a equipe? Olha o título de Prost em 1986, sem duvidas foi o melhor de todos, pois graças ao francês, a Mclaren LITERALMENTE puxou o tapete numa paulada só da arqui-rival Williams com seus pilotos, Piquet e Mansell que disparado tinham carro melhor.

    Acho muito exagero e muita arrogancia da Mclaren só lembrar de um piloto, da impressão que o resto foi…resto. Hakkinen mesmo foi o último bicampeão, ou seja, foi o salvador conquistando 2 títulos seguidos. Hamilton foi campeão em 08, mas ainda é muito pouco, aliás em termos de títulos, nos últimos anos a Mclaren foi um fiasco, sempre tropeçando na soberba…

    Acho que, dificilmente a pachecada inglesa iria fazer uma placa para aquela primeira volta na Inglaterra em 93, caso Senna fosse piloto da Ferrari. Senna fez belas ultrapassagens, mas passar Prost, Hill e Wendringler na chuva não é essa coisa toda.

    Prost sempre foi um fiasco na chuva, quantas corridas venceu em piso molhado? Sempre foi medroso em chuva, ele mesmo admitiu isso, Piquet também não gostava de chuva.

    D.Hill embora um novato em 93, foi até melhor que o francês na chuva, na carreira venceu algumas corridas(belas) em piso molhado, mas ficou longe de ser um Senna ou Schumacher.

    Wendlinger, era ainda um novato, acho que era sua primeira corrida na chuva.

    Schumacher que era bom de chuva(basta vers os GPs da ESP 91/92 e BEL 92), nesse GP não começou bem, chuva tinha essas coisa, tinha dia que grandes pilotos não iam bem. Senna mesmo na ESP em 91/92 e BEL 92 foi um fiasco.

    Chuva é aquela coisa, vai muito do oportunismo, tem dia que o piloto vai muito bem, tem dia que é apenas coadjuvante…sempre foi assim com todos.

    Senna foi uma grande piloto, mas por correr só em equipes inglesas, a pachecada da Inglaterra faz um forte Marketing a favor, não aconteceu com outros grandes pilotos(acho que é para cutucar os alemães). Prost mesmo que correu na Mclaren sequer é lembrado pela equipe, e ele leva grande responsabilidade pela Mclaren ter tido tanto sucesso nos anos 80.

    Quando percebeu que Senna estava sendo favorecido por R.Dennis e Honda, disparou:

    “Ele (Senna) vai tirar férias e eu fico aqui que nem um otário desenvolvendo o carro? Adeus, estou indo para a Ferrari, e nunca mais pilotarei seus carros”

    R.Dennis ficou “mordido” sabia que sem o francês na equipe, a mesma poderia cair muito de nível técnico( e foi o que aconteceu poucos anos depois), o jeito foi transformar a equipe para um piloto só a partir de 1990, no caso Senna sempre seria o primeiro piloto, com Berger de fiel capachão..

    Como vingança, Ron Dennis vetou qualquer lembrança de Prost na equipe…mas sem Prost, nem Senna e a Mclaren conquistariam tantos recordes, Stewart cutucou:

    Terça, 1 de julho de 2008

    Stewart: Senna não teria vencido tanto sem Prost

    Três vezes campeão da Fórmula 1, Jackie Stewart deu uma opinião polêmica durante um evento de um patrocinador da Williams nesta terça-feira. De acordo com o veterano, o tricampeão mundial Ayrton Senna não teria sido tão grande na Fórmula 1 se não tivesse sido companheiro de Alain Prost na McLaren.

    “Alguns pilotos são muito rápidos, mas não absorvem tantas informações sobre como fazer o carro trabalhar da melhor maneira possível. Na minha opinião, Prost é um dos melhores de todos os tempos porque fazia o carro trabalhar para ele e para Senna. Não acho que Senna teria vencido tanto se Prost não estivesse lá”, comentou o escocês.

    Stewart, porém, também reconheceu os méritos do brasileiro. “O que Prost fez para a McLaren ajudou muito Senna, que era um piloto mais livre, com um feeling, habilidade e técnica superior. Mas o Prost tornou isso possível para Senna. É só você olhar a câmera onboard e ver os movimentos: dificilmente a roda se movia com Prost de tanto que o carro era equilibrado, Senna ao seu estilo podia abusar, mas nem sempre era o melhor, o brasileiro errava muito, e Prost se aproveitava dos erros”, analisou.

    Isso é tão verdade que Prost disparou em 1989, ano que Senna fez uma temporada medonha, cheia de erros, praticamente jogou o título fora com tantos erros..

    “Senna é rápido, mas erra, e quando errar…estarei por perto”

    Quantas vitórias ou ótimas posições Prost herdou com os erros de Senna?

    Foram várias, principalmente nos anos de 88/89…

    • galileu says:

      o idiota de sempre esse marcelo
      só o shumacher correu de formula 1 todos esses séculos.
      tenha dó, recolha-se a sua jumentalidade e pare de alisar certa protuberancia alemã.

    • Danilo A. says:

      Cite todos esses erros que comprometeram corridas, por parte de Senna, em 1989.

      A temporada dele foi dura principalmente por causa das quebras. Como ninguém se lembra disso?

      De cabeça: Paul Ricard, Phoenix, Montreal, Silverstone (essa é disputável: ele rodou e culpou o câmbio… ninguém fora da McLaren vai saber disso), Monza… todas quebras.

      Ele errou no Brasil (na minha opinião, acidente de corrida) e Portugal (burro, disputou freada com o desclassificado Mansell… o que não tira a culpa de Mansell sobre o acidente). Em Adelaide bateu onde não se enxergava nada; vários outros pilotos encheram a bunda dos retardatários. No Japão, Prost colidiu nele de propósito.

      Senna errou em 1989 tanto quanto errou em 1988. Nos dois anos foi mais brilhante e mais irregular do que Prost. Nos dois anos fez menos pontos totais do que Prost. É uma questão subjetiva julgar qual dos dois merece ser julgado o melhor desses anos. Mas dizer que o cara jogou o título fora por causa de erros de pilotagem é uma mentira que passou à posteridade como verdade auto-evidente.

      Só pra reiterar: problemas mecânicos minaram 1989, ano em que Senna errou tanto quanto 1988. Só que os erros de 1988 são esquecidos por conta do resultado final. Nos dois anos, foi o mesmo nível de pilotagem.

    • Deschamps says:

      Ô Galileu, essa sua soberba ao se achar a última cereja em qualquer bolo, arrogância ímpar ao responder aos posts, educação de quinta categoria, papagaio de pirata e puxa saco de primeiríssima linha, so me levam a concluir que você é o chamado CHATO. E não é qualquer CHATO não!

      Você é o pole position permanente dos CHATOS que, teimosamente (como todo bom CHATO), frequentam esse blog.

      Parabéns! Você será o eterno campeão Mundial da Fórmula CHATO. Deus me livre!

    • Heberthy says:

      É Marcelo…

      O Prost era tão bom que o Ron Dennis optou pelo Ayrton e convidou o francês a trocar de equipe em 1990. O mesmo francês que de fato fez uma super temporada em 1986. E o mesmo francês que é considerado um dois maiores do esporte.

      Qualquer bom entendedor de F1 sabe que o que Gilles fazia, sem dúvida, impressionava muito mais do que o apresentado Jody. Inclusive o comendador Enzo sempre preferiu explicitamente Gilles. Contudo, Jody foi campeão.

      Para Enzo, assim como para tantos outros, o talento nunca será representado apenas por números. Há algo a mais por de trás de um simples troféu. E só quem viu de perto, quem presenciou o trabalho realizado por Ayrton, por Gilles, Peterson, sentiu o que é este algo há mais que não pode ser traduzido.

      A questão não está na nacionalidade da equipe a ou b. Está em quem viu ele de perto. É como quem viu Elvis, que cheio de defeitos – mal sabia compor – era considerado por Dylan e Lennon, o maior de todos…

      O que Schumacher e Todt tem em comum? Ambos consideram Senna o melhor de todos os tempos. Eles viram. Estavam lá. Sabem do que estão falando. Vai por mim.

  21. Jose Medeirsos says:

    Ainda existem os que dizem que o “Mito” Senna é propaganda da GLobo. O kara era f…! no volante, isso independente de qualquer bobagem ou exagero para mais ou menos.

  22. Rafael Araújo says:

    O mais legal é que em 91 o Senna ganhou o título em cima de um inglês (Mansell) e mesmo assim era muito admirado e respeitado no país.
    Espero que o próximo post falando da comemoração do título de um brasileiro na F1 não seja em 2021 quando o tricampeonato do Senna fizer 30 anos!

  23. Giovenardi says:

    para quem não sabe inglês .. tentem o “cc” para criar legenda e traduzir para o português ..
    você vai rachar de rir ..

  24. Claudio Pessoa says:

    Respeito que conquistou com méritos verdadeiros, não acha? Afinal, não fossem seus resultados nas pistas, seu jeitinho tímido e suas palavras não exerceriam fascínio nenhum, principalmente aos acostumados a conviver com grandes nomes das pistas. Em fim, não dá separar, quem gosta do que faz, obtém resultados concretos e ainda fala com entusiasmo sobre isso não precisa de nenhum poder hipnótico para conquistar respeito e admiração. E se tinha habilidade em falar, tanto melhor, pois quando vejo as entrevistas de Massa e Barriquelo lastimo pela dificuldade deles em expressar suas idéias. As vezes até faltando vocabulário. E esses, ainda que soubessem falar como Senna, com os resultados que apresentam…, aí sim seria só blá blá blá.

    • Julio says:

      Pode crer,
      Fiquei pensando sobre os pilotos de hoje…
      Muita gente boa tecnicamente (não sou nenhum expert, anyway) mas que nos passam a imagem de eternas crianças.
      É impressionante a articulação e a maturidade com que ele comenta sobre situações limites – como a fama ou sua difícil relação com o Balestre – com sobriedade e inteligência. Além disso, apesar de contido, é nítida a emoção em suas feições. Psicologicamente foi forte muitas vezes. Era um jovem de 31 anos, mas parecia um velhinho, no bom sentido.
      Nunca dei bola para o ufanismos que orbitava em volta dele. Talvez, por ser moleque naquela época o achasse meio bobo, até. Sempre preferi os “ídolos” mais humanos e falíveis. Sou do tipo que acha o Maradona, como figura, muito mais legal que o Pelé.
      Depois de ver esta entrevista estou revendo meus conceitos sobre o Senna.
      Um cara realmente admirável.

  25. Rodolfo I Vieira F.º says:

    Fantástico !!!

  26. Marques says:

    Independente dos exageros de alguns, tanto para o bem quanto para o mal, ele era de outra categoria. Não sei quando teremos outro brasileiro campeão e com esse tipo de carismo. Ademais as entrevistas dos pilotos eram muito melhores nesta época.

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