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quarta-feira, 23 de maio de 2012 - 14:02F-1, Indy, IRL, ChampCar...

RUBENS, 40

SÃO PAULO (parabéns) – Sim, esse dia sempre chega. Barrichello faz 40 anos hoje e pode-se dizer que em plena forma. Afinal, não está brincando de autorama, nem andando de carro velho como eu. Neste exato momento está em Indianápolis, onde domingo disputa uma prova de 500 milhas andando em círculos a mais de 300 km/h.

Não é para qualquer um. Claro que Rubens gostaria de estar em Mônaco hoje, onde passou seu aniversário nos últimos 20 anos. A F-1 era sua vida, mas ele soube mudar o rumo quando não havia mais nada a fazer. Recomeçar aos 40 é legal.

Barrichello tem uma linda carreira. Foi um grande kartista, correu de F-Ford, de F-Opel, de F-3, de F-3000 e chegou à F-1 em 1993 por força e obra de seu talento. Com a ajuda da Arisco, dirá alguém. E daí? Sem ajuda não se chega a lugar nenhum.

Na F-1, cometeu seus erros e acertos. Igual, todos cometem. E se não foi aquilo que a Globo queria que fosse, problema de quem acreditou nas bobagens da emissora oficial. Hoje, num programa que fiz pela manhã na ESPN, recebemos uma mensagem de um telespecador que chamava Rubinho de “frouxo” que “nos envergonhou durante anos”.

Fico me perguntando em quê Rubens envergonhou as pessoas. Que direito as pessoas têm de cobrar um esportista desse jeito, com essas palavras? De transferir a um atleta a responsabilidade de compensar suas frustrações pessoais? Brasileiro é muito idiota, nesse quesito. Barrichello, é verdade, abraçou muitas vezes esse papel de salvador da pátria, daquele que corre pelo país, essa baboseira toda. Mas quem tem dois neurônios ativos entende que essas coisas fazem parte do universo do esporte e não têm importância. Importante era fazer bem seu trabalho, e Barrichello sempre fez, dentro de suas limitações. Aliás, se tem uma coisa que Rubens sempre entendeu, dirigindo, foram suas limitações. Falando, era um desastre. Não era capaz de aceitá-las, propagava o discurso global em sintonia com aquilo que a TV vendia, e isso ajudou muito a prejudicar sua imagem. É algo que Massa, por exemplo, não faz. Mas, pilotando, sempre fez tudo que podia, trabalhando duro, com seriedade e dedicação. Não se sobrevive num meio como a F-1 sem muito trabalho, seriedade e dedicação.

A equação para entender a fama de “frouxo” e perdedor que Barrichello tem junto à maior parte dos torcedores brasileiros, que não entendem picas de nada, é simples: a TV oficial trata o esporte como palco para brasileiros vencerem (nunca vou entender essa lógica cretina), vende os atletas como potenciais vencedores, promete que eles vão vencer, cria uma expectativa falsa, os torcedores acreditam e acordam cedo para vê-los vencendo, eles não vencem, o torcedor fica puto e transfere sua raiva para os atletas, porque se eles não atenderam às suas expectativas, é porque são uns derrotados de merda.

É assim, e é uma pena, porque é graças a essa visão distorcida do esporte — e não nos enganemos, a imensa maioria das pessoas absorve a visão que um veículo de massa como a Globo propaga — que tantos atletas têm suas carreiras avaliadas de forma equivocada, por conta dessas falsas esperanças vendidas no atacado.

Rubens não gosta muito de mim. Talvez porque desde os idos de 2000, quando foi para a Ferrari, eu era uma voz (e uma pena) quase isolada na defesa da tese de que não, ele não seria campeão e nem venceria GPs a cada 15 dias tendo como companheiro um piloto como Schumacher. Pelo simples fato de que Schumacher era muito melhor que ele. Oh, como pode um alemão ser melhor que um brasileiro? Pode, claro. Mas, no Brasil, quem não se alinha com o pensamento global que tem como objetivo único colocar aquela maldita vinheta de Brasil-sil-sil no ar é um pária, um antipatriota.

Jornalista não tem de torcer para ninguém, exceto pela Portuguesa, é o que sempre digo. E o público sempre misturou demais as coisas. Muitos acham que temos, sim, de torcer para o Brasil o tempo todo, nem que para isso seja necessário iludir aquele que nos lê ou ouve. Nunca embarquei nessa, e também não dou muita bola para o que as pessoas acham deste comportamento que muitos acreditam ser forçado, só para parecer diferente. Caguei, em resumo.

Barrichello é o cara que mais entrevistei na vida, em quase duas décadas cobrindo todas as provas de F-1 “in loco”. Apesar dessa sensação de que ele não gosta de mim, nunca me destratou, ao menos pessoalmente. Ao contrário, sempre foi cordato e educado. Afinal, estivemos lado a lado na mais longa fase de vacas magras do Brasil na F-1. Ele, correndo e tentando vencer. Eu, apenas cobrindo o esporte que me cabia, tendo brasileiros vencendo ou não. Estávamos no mesmo barco.

Soube, anos atrás, que Rubens ficou com mais raiva de mim ainda por causa de um episódio razoavelmente conhecido, aquela entrevista coletiva do Schumacher no fim de 2006 em que o pessoal do “Pânico” entregou uma tartaruga de brinquedo para o alemão. A Ferrari me contratou para conduzir a entrevista e minha ideia era não deixar os caras do “Pânico” fazerem pergunta nenhuma, porque sabia que iriam estragar a coletiva. Mas quando o tempo se esgotou e chegou a hora da famosa última pergunta, deixei os meninos perguntarem. Foi boa, até, a questão: Schumacher, se um dia você acordasse e visse no espelho o rosto do Rubinho, o que faria? Michael riu, esfregou os olhos como se dissesse que choraria, ou que tentaria acordar de um pesadelo, e acabou a entrevista sob risadas gerais. Aí os meninos entregaram a tal tartaruga que, claro, foi a foto do dia. Eles a colocaram no palco e eu a levei a Schumacher. Foi uma brincadeira engraçada, a coletiva tinha terminado, esqueci o assunto.

Mas Rubens, me contaram, achou que eu armei aquilo, ou que dei corda, sei lá. E ficou com raiva definitivamente deste que vos escreve.

Bom, paciência. Tinha de ficar com raiva era dos caras do “Pânico”, seus amigos, diga-se, ou ex-amigos, não sei direito. O fato é que nunca mais nos falamos depois disso, salvo em um ou outro encontro protocolar.

Quarenta anos. É uma idade legal. Já passei por ela. A vida muda um pouco de ritmo, deixamos de nos importar com coisas banais, todos passam por isso, não é novidade nenhuma.

No caso de Barrichello, o ritmo será mais acelerado do que o normal neste fim de semana. Mas com dois filhos no colo e uma trajetória bonita no esporte que escolheu para fazer a vida, certamente também deixou de dar importância a coisas banais. Que Rubens tenha um ótimo aniversário e siga acelerando bastante tempo, ainda. É o que gosta de fazer, e viver é exatamente isso: tentar fazer aquilo que se gosta por tanto tempo quanto for possível.

366 comentários

  1. Maurício Oliveira disse:

    Caro Flavio
    Excelente texto, digno de uma comemoração aos 40 anos de idade. E
    jovial do jeito que o Rubinho é, pode ser que aos 50 ele ainda esteja
    dentro de um cockpit. Mesmo não subindo no pódio, Barrichello é um
    exemplo de esportista que faz o que gosta, e só não dá mais alegrias
    ao torcedor brasileiro porque não pode, e não porque não quer.
    Parabéns, Rubens. Muita saúde e muitos pódios a ti.

  2. alvaro disse:

    Concordaria com o teor do texto caso se referisse a uma destas proto-estrelas do futebol que a Globo, visando o próprio interesse, louva (quem vê o Globo Esporte acha que o Neymar é melhor que o Pelé).

    O problema é que tratamos de um esporte individual, onde o espectador torce para um sujeito ganhar corridas. Se este sujeito não ganha, ele é por definição, um perdedor. Rubens teve em mãos, durante 5 temporadas, um carro hegemônico, mas não teve habilidade no volante ou sangue nas veias para peitar o primeiro piloto de sua escuderia, como Piquet e Senna fizeram antes dele. O seu aproveitamento de vitórias sobre GPs disputados e o episódio da “deixadinha” da ponta comprovam isso. Não é isso que o espectador de automobilismo quer ver.

  3. Pedro Araújo disse:

    É isso aí, Gomes.

    Com o tempo a gente aprende também que não precisamos agradar a todos, e podemos escrever algo respeitoso sobre figuras ou pessoas com que não nos damos bem.

    Triste mesmo é aguentar o torcedor padrão, recalcado. O Jung (o André, não o Carl) tem uma frase boa pra isso, do tipo o torcedor brasileiro padrão sofre de complexo de inferioridade – porque sofre se não for vencedor – junto com soberba – o atleta brasileiro TEM que ser um vencedor, porque somos uma potência nos esportes.

  4. Joelmir Silvestre Baumgratz disse:

    Ótimo texto (pra variar). Apreciar o próprio país não significa deixar de valorizar a competência e o mérito. Lembro de 2008, quando quase revogaram a minha cidadania brasileira por ter achado justo e torcidor pro “seu Luís”, vulgo Hamilton, em detrimento do Massa. Achava (e ainda acho) o Hamilton um piloto melhor que o Massa, então que ganhe o melhor.
    Claro que é legal pacas quando um brasileiro ganha (quase cai uma lágrima com o pã-pã-pã), mas entre uma vitória (ou quase) com um show de direção tal qual o Chapolin fez, ou uma vitória brazuca sem graça, fico com a primeira.
    Ah, e como você de vez em quando fala de campeonatos legais de assistir, lembra do BTCC uma hora. Já foi melhor, mas ainda tem disputas bem legais lá pelos lados da ilha do príncipe orelhudo.

  5. Nelson disse:

    Muito bom texto.De fato como piloto merece toda consideração,afinal foi muito tempo de atividade e como varios outros de quem gosto não foram campeões,mas como figura humana deixa realmente muito a desejar,pois fala o que não deve e sempre suja no prato que come,o que para mim é das formas mais baixas do proceder humano.

  6. Álvaro disse:

    Caro Flávio,
    bacana seu texto, concordo com quase tudo, menos com a burrinha. Mas, por acaso, ontem li a entrevista do Barrichelo na Payboy e, francamente, é dureza… Uma mistura de polianismo com “sou um cara bem resolvido” e aquela história de contar mas não contar a conversa na Ferrari! Saudades do Piquet, que era uma besta, mas uma besta interessante.

  7. Carlos disse:

    O primeiro objetivo da Ferrari era conquistar o título com Schumacher. O segundo objetivo era o título de construtores. O terceiro, se fosse possível, seria o vice campeonato. Desde o mais humilde porteiro até o presidente da Ferrari trabalhavam com estas prioridades. Rory Byrne parecia um alfaiate que fazia ternos sob medida para o alemão. O máximo que alguém que não fosse Schumacher poderia conseguir pela Ferrari seria o vice campeoanto. Por duas vezes RB o conquistou pilotando carros feitos sob medida para o alemão e construídos com as sobras do material usado no carro do sujeito. Isto diz muito. Este povinho que diz tanta bobagem sobre RB simplesmente não entende patavinas do assunto. Talvez porque se informe apenas pela emissora oficial. RB teve seus melhores anos na F1 vividos sob um contexto esquisito, meio único até.
    Tem coisas que deveriam causar vergonha verdadeiramente, como uma alta autoridade de nosso governo ter tirado o próprio sapato para ser revistado em aeroporto dos EUA. Foi naqueles mesmo tempos em que RB corria pela Ferrari e “envergonhava os brasileiros”. Quem não tem competência, não se estabelece e Barrichello permaneceu por quase vinte anos na F1 ganhando, não pagando, para correr. Ganhou 3 vezes em Monza, um dos templos do automobilismo, como diria aquele locutor. Quantos pilotos ostentam esta marca?

  8. Enko disse:

    como sempre mais um texto irretocável de sua parte, voce faz justiça a um injustiçado, rubinho o lado do coultardh foi o segundo piloto mais eficiente da formula 1, estava sempre conquistando pontos para a equipe, sempre pronto para assumir o lugar do 1° piloto caso este tivesse alguma pane, não tomava temporal nem nos treinos nem na corrida.
    seus 2 únicos defeitos: entrar na do gavião e a emissora nesta pikada de salvador da patria.
    e falar mais com o coração do que com a razão, ( o esteriotipo da frase do romário, “calado é um poeta”)
    40 anos, já faz algum tempo que estive por lá, mas é bom ver um cara como o barrica se divertindo com o que faz, junto à família, ganhando dinheiro sim, por que não, alguém sobrevive sem ele?
    mercenário? nunca o foi, foi sim mum operário da f 1 cumprindo seu papel com dignidade, tanto é que fico lá por 19 ANOS, comom sempre postei, não, se espelhem nos numeros de gps disputados, e sim nos terminados e em q

    • Enko disse:

      continuando pois não seim o que aconteceu.
      se espelhem em quantas chegadas e em quais posições ele chegou.
      os numeros são, muito bons.
      parabém barrica, que voce consiga um bom resultado domingo.

      • alvaro disse:

        Bons? Veja o número de vitória sobre corridas disputadas.

      • vicente disse:

        não desmereço essa estatística que vc acha importante, mas em pontos POR CORRIDA, rubinho é um dos 35 melhores dentre 1.200 pilotos, a frente do campeão alan Jones e outros Graham Hill, Ronnie Peterson, Clay Regazonni, Jochen Rindt, Patrick Depallier, Johnny Surtees, Didier Pironi (o mito), Jacky Ickx (outro mito) Mario Andretti, Vileneuve filho, e por aí vai. Atenção: em pontuação absoluta ele ainda está muito mais na frente, mas aí eu não acho válido pq afinal são 20 anos….

    • MARCO ANTONIO disse:

      Então é como acreditar que alguém tem o sonho de infância de ser um segundo piloto! Não correr pra vencer, mas para ajudar a equipe e o companheiro. E se ele estivesse sempre pronto para assumir a posição de SCHUMACHER ele teria que chegar em segundo lugar sempre, o que não acontecia. O alemão ganhava e ele chegava em quinto.

    • alvaro disse:

      Os bons segundos pilotos viraram primeiros: Prost, Senna, Piquet, Mansel, Schumacher. Mas, se está se referindo ao eterno escudeiro, Berger supera o Barricas de longe.

  9. Marcelo A F da Silva disse:

    Parabéns pelo texto, um tapa na cara dos idiotas da obviedade!

  10. André disse:

    E pouquissimas pessoas perceberam a fina ironia do FG.
    O aniversário de RB é na mesma data do dia mundial da tartaruga.
    E eis q FG cita o episodio da tartaruga do Panico na coletiva do MS.
    Ou seja, FG continua o mesmo.
    Homenagem virgula!
    Tripudiou mesmo os 40 anos do RB.
    A troco do quê?
    Triste…

  11. Eduardo Britto disse:

    Mais um belo texto seu, FG. Só não gostei quando você escreveu: “Falando, era um desastre…” Não concordo nem um pouco. Falando, RB demonstra que tem uma educação esmerada. Podia estar morando na Europa e falando cada vez pior o português, mas não, o cara tem elegância ao falar, faz raciocínios, brinca, ironiza, tudo com muita classe. Assisti ao vivo a coletiva dele na F Indy no Anhembi. Mais do que ser o grande piloto que foi e é, era e é um cara de educação direrenciada. Isso para mim é mais importante. Valeu!

  12. Sonolento... disse:

    zzzz… Rubinho?

    Who cares? Assunto velho, já.

  13. Paulo "McCoy" Lava disse:

    Dear Flávio,

    Greetings from Hortencio Town!
    Now on, Portuguese language. Pois no texto acima, no oitavo parágrafo, você ressalta a situação sobre o início de 2000, quando você era “uma voz quase isolada na defesa de tese de que ele (Rubens) não seria campeão e nem venceria GPs a cada 15 dias”. Coincidencia – ou não –, na mesma tarde em que você escreveu o tópico sobre o piloto ‘quarentão’, iniciei apurada pesquisa para a revista Racing (outra coincidência: solicitada pelo jornalista Betto D’Elboux, que postou ‘comment’ por aqui…).
    Mas, voltando: na minha pesquisa, deparei-me com página do jornal Lance!, no qual a matéria “Um mero ajudante” (08/02/2000 — Pagina 22) sintetiza exatamente o que você falou. E, ato contínuo, me peguei pensando em uma situação: posto que, além de ‘colecionar’ notícias de automobilismo, também coleciono ‘Auto Sprint’. So what? Pois acompanhei, com especial interesse, entrevistas concedidas por Luca Montezemolo e Jean Todt no período em que Rubens Barrichello integrava a ‘scuderia’. Sempre que o jornalista indagava à um dos dirigentes sobre quem poderia suceder Michael Schumacher no time, as respostas apontavam para J.P. Montoya, Kimi Raikkonen e Fernando Alonso. Nunca li algo sobre prestigiarem Rubens, algo na linha, abre aspas, “tornar Il brasiliano como piloto #1 da equipe”. Penso que as conquistas que ele obteve por lá – aliado ao currículo esportivo de Rubens nas séries de acesso à F1 –, seriam quesitos suficientes para que ele obtivesse condição de ‘top-driver’. Enfim, dúvida que talvez nunca obtenha resposta.
    Em tempo: algum problema se o jornalista torcer pelo carro #21 na série NASCAR?
    Have a good one… talk at ya, later.

    • MARCO ANTONIO disse:

      O mesmo aconteceu com Felipe Massa. Depois de ser companheiro e apadrinhado de SCHUMACHER e até vencer corridas, viu a Ferrari contratar Raikonen como primeiro piloto e ainda teve que ceder a vitória no GP Brasil de 2007. Com a apatia do finlandês, FELIPE quase ganhou o título em 2008, mas ainda assim, a Ferrari prefiriu pagar um salário seis vezes maior para ter ALONSO.

  14. Paulo disse:

    Tirem suas conclusões:
    Nos últimos 10 anos que participou da F1, Barrichello PERDEU 7 vezes para seus companheiros de equipe….Ganhou do Button em 2008 e também ganhou do Hulk e do Pastor em 2010 e 2011 respectivamente, lembrando que eram ROOKIES…
    Sem comentário……
    Só para reforçar, o ALONSO nunca perdeu para nenhum companheiro de equipe (empatou quando o Hamilton também era estreante).
    Abraço à todos….

    • Alexandre disse:

      Jenson rookie em 2008?

    • Walter disse:

      Que outros anos você está falando ? Dos que ele corria na equipe que mesmo sendo do Shumacker que levou quase todo mundo da Benneton ele conseguiu ganhar algumas vêzes, teve acerto copiado, vitória roubada ( nós só sabemos de uma ), etc.? Outro dia eu vi no linha de chegada o Edgard Melo Filho falar que disseram que o pessoal da Ferrari mexia no ponto do carro do Rubinho que tava andando muito. Da Brawn Inglesa que tinha o Button Inglês que é um excelente piloto que tá dando pau no Hamilton e que tomou pau do Barrichello quando a equipe era Japonesa ?

  15. Harley Moreira disse:

    É curioso como as pessoas nunca cobraram esses ‘gurus’ que profetizam quem vencerá em cada GP ou campeonato de futebol. Eu sempre achei injusta a forma como os brasileiros tratavam o Rubens, mas, em parte, isso é culpa do próprio Rubinho. Quando o Senna morreu ele assumiu a responsabilidade de substitui-lo e foi cobrado como tal. Ainda que tenha rolado uma puta pressão por parte dos fãs de corrida, e principalmente dos jornalistas, para que ele assumisse este papel o Rubens tinha a opção de se eximir e, por imaturidade ou pressão, não o fez. O fato é que, por este conjunto de fatores, o Barrichello sempre vai ser lembrado pelos brasileiros ( com exceção deste que lhes escreve) como alguém que decepcionou.

  16. Luciano Silveira disse:

    Baita texto.
    .
    Reconhecimento merecido, parabéns merecido. Uma coisa é o relacionamento pessoal, que pode não existir (não sei se existe ou não). Outra coisa é o reconhecimento por uma carreira sólida, de um piloto que, querendo ou não, sempre deverá ser citado entre os principais pilotos da história do país. Senão pelos títulos, exatamente por conseguir se manter por tanto tempo no mais alto nível possível.
    .
    “Difícil não é chegar ao numero 1, mas sim se manter lá˜. Rubens se manteve. Por 19 anos. Merece todos aplausos.

  17. julio sc disse:

    Mais um baita texto!!!
    Parabéns FG!

  18. Eduardo_SC disse:

    Lamentavel presenciar uma gerra fria destas em que esses dois cidadãos tem formas completamente distintas de pensar. De um lado o rancor e do outro, desprezo. Não tem jeito, resta manter a cordialidade. O Rubinho sabe que o tempo está passando e as implicâncias diminuindo consideravelmente, pois ficam somente as lembranças boas do que ele fez na pista. Boa parte eram corridas medianas, mas quando fazia algo acima da média, era memorável.

  19. Fabricyo disse:

    E agora? Quem vai escrever no twiter que vc tá babando o ovo do patrão? hauhauhauhauhau
    Tive que lembrar dessa!

  20. MARCO ANTONIO disse:

    Podia ter economizado todas essas linhas com uma simples expressão: “desculpe-me RUBENS”. Mas para isso tem que ter humildade. Quanto ao piloto brasileiro, continuo tendo a mesma opinião: ele é bom, mas para ser campeão na F-1 ele precisaria que tudo conspirasse a seu favor. SCUMACHER, ALONSO e HAMILTON são exemplos de pilotos que fazem a própria sorte e não precisam de muita ajuda pra que as coisas aconteçam.

  21. Lincoln disse:

    Soou como pedido de desculpas…Foi?

  22. Márcio disse:

    Completos idiotas e desinformados, que merecem apenas pena, estes otários que não reconhecem o talento do cara. Acompanho F1 desde 1978, nunca vi alguém que realmente entenda de automobilismo falar mal do Barrichello.

  23. André Leone disse:

    FG é assim mesmo. A razão do seu sucesso é esta. Ele é assim mesmo. Está confortável, faz o que gosta do jeito que sabe fazer intuitivamente. Sua personalidade vai para a tela do computador sem perda ou ajuste significativo.Se fosse forçado, seria repetitivo, previsível, cansativo, se buscasse apenas a controvérsia, estaria lascado.
    Diferente disso, FG se sai bem na sua seara e nos pitacos que dá em variados temas, porque é sincero e não se furta a colocar a sua opinião.
    Temos que parabenizá-lo por isso.
    É o que queremos de um jornalista. Que seja investigativo, conheça a área que atua, que goste de escrever, e que nos traga a sua leitura de mundo, distorcida e parcial, lógico, como todas as leituras de mundo o são. A nós é que cabem a apreciação “desarmada”, o cotejo, e o crivo, a contínua metamorfose ambulante.
    Não se pode questionar, outrossim, a habilidade e sensibilidade, o seu feeling em encaixar as palavras, a intimidade que tem com elas.
    O modo como usa palavrões, por paradoxal que pareça, é uma prova disso. Simplesmente tripudia do recurso assaz volátil, que pode se voltar facilmente contra quem o escreve, denotando descontrole, estupidez, grosseria, má-educação, preconceito, quando se pretendia humor, sarcasmo, ironia, ou indignação.
    Ele é um craque, admitamos.

    E parabéns a Rubens Barrichello, a pessoa adorável, o atleta exemplar, o excelente piloto, meu idolo, e eterno chamariz de posts, fato que FG, como bom jornalista que é, nunca esquece e explora muito bem.

  24. LUIS MANOEL disse:

    Fazer apologia a certos jornalistas que querem fazer graça a custa da humilhação dos outros é ate ridiculo.Quem são esses caras do panico??? Quem são esses cara do CQC??? O bom do panico só aquelas bundudas e mais nada, ate a sabrina sato ta definhando, E do CQC aquele bando de humoristas sem um pingo de criatividade que não faz ninguem rir a não ser se for humilhando os outros.Bom fez o netinho do negritude que quebrou a cara do vesgo e vitor fasano tambem. Só assim eles aprendem.
    VALEU RUBINHO….FELIZ ANIVERSARIO!!!!

  25. RENE FERNANDES disse:

    Parabéns Rubinho! Vida Longa e Língua Curta!

    • LUZ PRATA disse:

      fala meu querido RENE…essa corrida maluca …desse final de semana em Monaco vai ser manera…com a imensa farofa de pneus que vai ficar fora do melhor traçado…vai ter varios Pankadoes maneros…hahahahaharsssss e minhas Flechas de Prata com esses pilotinhos fraquinhos…em Monaco onde o Braço fala + Alto…nao devem se dar Bem Nao …somente uma Zebra Prateada para dar geito nisso…valeu.

      • RENE FERNANDES disse:

        Fala criatura! Os pneus Farelli realmente fazem a diferença em Monaco! Lembro que no ano passado, em full HD, foi uma beleza de tanto pelote na pista. Aguardamos a farofal!!! Taí, realmente a Mercedes está sem pilotos adequados. O Schumy está caquético e azedo e Rosberguinho, mezzo azarado, mezzo atrapalhado…Mas bóra lá que o campeonato está legal!! Que venha o fim de semana com muita velocidade e muita Breja Gelada!!! Tem as 500 em Indy também! Bóra aloprar maluco!!! HÚUHÚU!!! Red Label for you!!

      • LUZ PRATA disse:

        fala meu querido RENE…hj vou na quinta sem Lei na Lapa…hahahaharssss e o melhor dia aqui no RJ…vou dar uns tecos e roletar em varios sobrados da Lapa tomando um Red…hahahahaharsss valeu.

  26. André C.L disse:

    Muito legal Flávio!!
    Acho que foi a homenagem mais sincera ao Rubens!

  27. Max disse:

    Acho que Massa não é diferente do Barrichello não!
    No invernos Massa disse que andaria de igual e até bateria o Alonso, além de que disputaria o título.
    AGora diz: “Tenho certeza que, quando estiver acertado com o carro, não tomo meio segundo de ninguém”
    Agora ele já aumentou o que antes era só “eu não tomo meio segundo de ninguém”.
    Bem, vamos ver o que mais ele vai acrescentar nessa desculpa daqui pra frente…
    Equanto esta sendo bombardeado mundo afora, coisa que nunca houve com Rubens, ele devia calar a boca e tentar melhorar.

  28. Bruno de Melo disse:

    Flávio, parabéns!! Esse é o tipo de texto que quem gosta de automobilismo arquiva para sempre.

  29. hugo disse:

    Boa Flavio…o barrica tem uma qualidade que ngm mencionou aqui, a de sempre levantar o orgulho de ser brasileiro, mesmo sendo espezinhado e mal tratado aqui(pelo povo em geral), ..eu no lugar dele, ja tinha mudado de pais faz tempo….e quando conquistasse um bom resultado, mandava um “chuuupa Brasil“….mas parabenizo o Barrichello por sua bela carreira e a força enorme que esse cara tem, sempre fui defensor do excelente piloto que é quando converso com os idiotas que nao entendem nada de automobilismo, que acham engraçado falar mal dele

  30. Marcelo alves disse:

    Dá-lhe Rubinhoooo. Começou bem as 500 Milhas calando a boca de muito idiota. Décimo lugar na primeira Indianápolis não é pra qualquer um. Que diga o Alesi. Forza Ferrari, ah não, é KV, Forza KV kkkkkkk

  31. Bruno Luna Ribeiro disse:

    Schumacher não esfregou os olhos como se estivesse chorando, ele esfregou os olhos como quem tá acordando. Esse tipo de interpretação é que faz ele não gostar de você.

    • J Fernando disse:

      Tá vendo? Foi um erro de interpretação…
      O Rubinho vai fazer as pazes com o Flávio.
      Rubens deve considerar que o Flávio Gomes apenas não entendeu a teatralidade do alemão (o Schumacher interpretou “em alemão” e por isso muitos não entenderam a sutil diferença de acordar ou chorar).

      • alvaro disse:

        Foi tudo um erro de interpretação: as derrotas, as concessões, as desculpas, a incompetência. Vocês entenderam errado. Para quem entende certo, o Barricas é o maior da história da categoria. Schumacher esfregou os olhos porque o brilho do Barricas os ofuscou.

  32. ignacio disse:

    Kamarada belo texto..não entendi pq tem uns e outros por aqui com tanta raiva…acho que isso é um problema cultural aqui nestas paragens ou o cara é campeão ou não é nada.. e o pior ainda é desrespeitado…enfim vai levar mais 2 mil anos até compreendermos certas coisas…
    Correr uma temporada na F1 já é um feito imagine então ficar por lá quase 20anos… algo especial o cara tinha, independente de ser campeão ou não …
    Agora digamos que o Meianov é uma versão vintage para veículos de competição :)
    1 abraço!

  33. Flavio, nao o gomes disse:

    Parabéns ao Rubens Barrichelo pela solida carreira, a qual so aqueles que não entendem nada de automobilismo detonam, como bem ressaltou o xara Gomes no seu belo texto.
    E continuarei torcendo pelo mesmo em função do seu talento e nunca pela sanha ufanista que a emissora do din-din tentou (e alias, conseguiu, com o beneplacito do proprio) colar no cara.
    Espero que ele mate a pau nas 500 milhas (mesmo achando dificil uma vitoria). E se, por uma reviravolta na sua zicada roda da fortuna, ele vier a ganhar, sera uma recompensa justa de ser o primeiro (e talvez unico) piloto a vencer no templo do automobilismo nas duas categorias maiores de monopostos.

    • Enko disse:

      lembro da cara dos personagens do casseta e mplaneta quando da 1ª vitória do rubens: pÔ cara voce acabou com a brincadeira, de quem agoar npós vamos tirar sarro? rsrsrsrs
      engraça do,é que ele nunca ficou magoado,cm esses caras,.

  34. Sérgio disse:

    Gostei da sua análise. O Barrichelo me parece ser um sujeito super gente boa, aquele cara que você pode contar, bonzinho até demais, etc. Mas se tornou, para os brasileiros, um personagem daqueles que você acaba torcendo contra porque, se um dia ele vencer, perde a graça. Seria como o Mister Bean se formando em física nuclear, o Seu Madruga quitando o aluguel ou o coiote finalmente pegando o Papaléguas. Enfim, ele se tornou um antiherói e suas corridas ficaram parecendo esquetes de humor (“quando será que ele vai bater ou o carro quebrar? quem aposta??”). Injustiçado? Talvez cobrado de maneira injusta, digamos assim.

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