MENU

segunda-feira, 30 de julho de 2012 - 16:45Nas asas

NAS ASAS

SÃO PAULO (que frio!) – Escreve o Jason Vôngoli:

Um Curtiss C-46 Commando, fabricado em 1942, ainda firme e forte no trabalho de carregar tambores de combustível para os cafundós do Alasca. Em seus 70 anos, este avião foi usado na Segunda Guerra Mundial, vendido para a Índia, depois para o Panamá e para a Venezuela. Já era um veterano em 1968, quando migrou para o Alasca. Desde 1985, “Dumbo” voa para a mesma companhia, a Everts Air Fuel.

Feitos para durar. Fora que é lindo.

42 comentários

  1. EduardoRS disse:

    Tem muito avião antigo operando no Alaska e no ártico canadense: DC-6, DC-3, C-46, Avro, 737-200, Electra… são aviões que topam quamquer tipo de terreno e tem manutenção simples, caso necessitem de reparos em regiões remotas.

    Dê uma olhada na frota da Buffalo Aiways pra ver uma seleção de aviões clássicos ainda em operação – http://en.wikipedia.org/wiki/Buffalo_Airways

    • rodrigo mota disse:

      bem lembrado cara!

      “Buffalo Airways. levando você a qualquer lugar da PQP Canadense e Alaska…”

      outro grande fato é que no caso do DC-3 e DC-6 a própria empresa fabrica as peças sob licença. como a Douglas agora pertence a Boeing e a Boeing só fabrica essas peças sob encomenda (e caríssimas por sinal) a Buffalo decidiu comprar as plantas para que ela mesma produza as peças…

      com relação aos motores é quase a mesma coisa, MAS como a Pratt & Witney é Canadense e ainda existem motores radiais operando é mais fácil de se obter peças. a Buffalo Airways nesse caso só fabrica as peças que realmente a P&W não fornece mais…

      reparem que a maioria da frota é cargueira, tem até um “aviões-bombeiros” também…

  2. Ecco da Pedra disse:

    Claro que o pessoal que o opera curte mil com o Dumbo, mas preferiam estar com algo mais moderno se pudessem… Eles o usam porque a instalação para o transporte de combustível, revestimento especial, bombas, etc… é caríssima de se instalar em outro avião mais moderno, um investimento muito grande para o pouco faturamento da companhia que serve basicamente a um vilarejo no Alasca. Trocando em miúdos, a instalação do tanque de combustível é mais cara que um avião moderno por um simples motivo: ninguém faz isso em série, fora da aviação militar, teriam que fazer de encomenda, uma fortuna… Eles estão esperando que alguma força aérea venda um transportador de combustível. Como é que eu sei disso tudo? Liguei pros caras e perguntei, ora bolas e tem mais, se no è vero è ben trovato.

  3. jorge machado disse:

    NO MUSEU AEROESPACIAL NO RIO DE JANEIRO TEM UM LINDO TODO RESTAURADO MOTORES FUNCIONANDO, PODE ATÉ VOAR ,JÁ FOI USADO EM DIVERSAS PRODUÇÕES DO NOSSO CINEMA E TV.

    • Jason Vôngoli disse:

      Poderia voar… não fosse a mente tacanha do povo no Ministério da Aeronáutica, que acha que lugar de aeronave histórica é no chão (vide o caso P-47 do Musal, nos anos 90).
      Esses caras deviam ler mais um pouco e aprender com os ingleses da RAF, que mantém um destacamento especialmente para voar Avro Lancaster, Spitfire e Hurricane em ocasiões solenes… Memória viva, não mumificada.

  4. Alvaro disse:

    Espetacular esse avião

  5. wart disse:

    Belo. Era gentilmente apelidado de “tijolo voador” graças a sua lenta decolagem quando carregado. Os C-46 tiveram papel importante no Brasil. A Varig teve quase 30 deles em operação ao longo de pelo menos duas décadas e a maior parte da ponte aérea que transportou o material para a construção de Brasília foi feita por eles.

  6. Hiperfanauto disse:

    Estes aviões Curtiss Comand C 46, nas décadas de cinquenta e sessenta, fizeram parte da frota da (extinta ) LLoyd Aéreo Brasileiro, que junto com a também extinta Real Aerovias Brasil com seus famosos Douglas C47, cobriam as linhas domesticas São Paulo – Rio e São Paulo – Salvador.
    Realmente um destes voando ainda hoje, é um fato dificil de acreditar, pois no final dos anos sessenta eles foram substituidos no Brasil por já estarem obsoletos, e olha que nesta época o Brasil não era um País que podia se dar ao luxo de dispor de tecnologia atualizada.

    • gera disse:

      Voei de Real num C-47 para o sul de Minas.
      Tinha 6 anos e me lembro que meus ouvidos
      doeram pacas, porque não tinham cabine pressurizada,
      mas fiquei maravilhado e quando cheguei ( a pista era de terra)
      levei o saquinho de vômito (não usado) de lembrança.

  7. Paulo F. disse:

    Linda aeronave. No Brasil, a Real as operava. O cockpit desta ave é mais alto que o do 747!

  8. Ricardo disse:

    ate as janelas ainda sao quadradas
    formato que foi abolido a muito, muito tempo.

  9. basilio disse:

    Pena que é raro vermos aeronaves antigas em operação. Deviam ser preservadas como fazem os colecionadores de carros. Trabalho em aeroporto e sinto falta de ver decolando/pousando máquinas maravilhosas como o DC-10/MD-11, B-707, DC-3, L-1011 Tristar, Antonov AN-225 Mriya, A 300-600.

    • rodrigo mota disse:

      DC-10 e MD-11 cargueiros operam no Brasil nas cores da FEDEX, Cielos e Arrow Air. vivem em Campinas, Manaus e Recife o tempo todo

      • basilio disse:

        Rodrigo, nas últimas vezes que estive no SBRF vi apenas um MD-11 da Variglog, que decolava full por volta das 12:30h usando toda a pista, as vezes pensava que ele ia cair na regional da Infraero, em frente ao arpt, bem como os charutões DC-8, da Beta Cargo. Mas que bom que essas aeronaves belas e gigantescas ainda operam por aqui.

      • rodrigo mota disse:

        fica tranquilo que nos EUA os MD-11 e DC-10 continuam na ativa por muito tempo graças a FEDEX, UPS, Arrow Air e Gemini Cargo. na Europa a Lufthansa também opera os MD-11 e a KLM continua operando o MD-11 para passageiros…

        pra quem gosta do MD-11 o paraíso fica nos EUA…

        nem mesmo a Aeroflot resistiu ao poder do MD-11!

        nem mesmo a mãe Russia consegue resistir ao MELHOR trijato de todos os tempos. o MD-11!

        mhwa hahahahahahahahahahaha!!!!

  10. Roberto Costa disse:

    Este avião foi modernizado e pelas fotos nota-se que agora é um turbo-hélice com motorização Pratt Whitney e é bem provável que o cokpit também tenha recebido instrumentos mais atuais. Vida longa a esta maravilha.

  11. Ricardo Otto disse:

    Na década de 80 tive o “prazer” de voar em um DC-3 cargueiro sobre o Pantanal. Por ser cargueiro, não tinha banco e ficamos, 40 pessoas, amontoados próximos a cabine para concentrar a carga. Olhando aquele mar de floresta 200 m abaixo, pensei que iamos para o céu…

  12. HELDER RAMOS disse:

    Boa tarde a todos; aproveitando o assunto avião : gostaria de perguntar p vcs , se alguem ai sabe que tipo de aeronave é trasportado o “circo” da F1 ? ha alguns anos ouvi dizer que era em aviões russos , mais procurei no Glooge, e no You Tube , e não achei nada a respeito .

  13. gera disse:

    Muito usado na rota Birmânia/China no fim dos anos 30 para abastecer as tropas de Chen Kai Shek que resistiam à ocupação japonesa.

  14. Carlone Papa disse:

    Avis rara, viva, bela e de coração forte..

  15. Lucas Martin disse:

    Que coisa hein, adoro ver coisas velhas em atividade plena, mas nesse caso, ou já trocaram todas as peças dele ao lonogo desses anos, e isso inclui até as chapas externas, ou é uma bomba ambulante. Afinal, diferente do aço, o alumínio mesmo superdimensionado não apresenta vida infinita perante a fadiga!

    de repente ele pode se desintegrar no ar e nunca encontrarão uma peça sequer do bichinho.

  16. Fábio Aguilera disse:

    Bonitão. Quem será o cabra macho, muito macho, que pilota esse treco?

  17. Gasparello disse:

    Não dou muita pelota pra avião, mas gosto da banda inglesa Iron Maiden. A parte interessante é que eles tem um boing ou qualquer coisa parecida chamado de Ed Force One, que muitas vezes é pilotado pelo vocalista da banda…. a foto segue no link, a quem possa interessar.

    http://www.flickr.com/photos/[email protected]/5428390307/

    • Paulo Ferreira disse:

      É um 757 da Astraeus Airlines, companhia para a qual Bruce, o vocalista, pilotava comercialmente. Eles alugam a aeronave, personalizada com as cores da banda, para levar todo o equipamento e equipe pelas turnês. Bruce pilota a aeronave, dando um intervalo de 48h de descanso após o show antes de subir a bordo.

      A Astraeus decretou falencia recentemente e encerrou sua operação comercial. Bruce tenta ressucitar a empresa, buscando o aporte financeiro para tanto.

      Como curiosidade, Bruce é piloto como qualquer outro, e pilotou o avião que foi retirar ingleses da zona de conflito no Líbano. Também tinha um programa de TV chamado Flying Heavy Metal, sobre aviões antigos e modernos, civis e militares. Chegou a experimentar o teste da NASA para astronautas. O código do Ed Force One para as torres de controle é 666.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>