STREIFF

SÃO PAULO (tragédia) – O documentarista de Jacarepaguá, Alessandro Neri, nos envia vídeo raríssimo dos testes de pneus de 1989 logo depois do acidente de Philippe Streiff, que deixou o piloto tetraplégico. O santantonio não resistiu e o atendimento médico foi um desastre. Por conta disso, também, o Rio perdeu a F-1. Reparem como Moreno acompanha a vistoria feita pelos dirigentes da FOCA e do GP do Brasil nos boxes. Reparem também como era tudo precário naquela época. Muito interessantes, as imagens.

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Barba
Barba
9 anos atrás

Flavio,

Só um esclarecimento, o Rio perdeu a F1, porque houve uma briga do Marcelo Alencar, Governador ou Prefeito(?) do Rio na época, com a Shell. Tanto que chegou a autorizar a construção de um posto BR em frente a sede da Shell em na Praia de Botafogo, que se tivesse se concretizado seria uma alucianção das trevas. O local escolhido é um canteiro, na verdade uma tripa que é utilizado até hoje como estacionamento.

Aliado a isto havia o interesse da Globo em levar a F1 para SP, para fazer média com os paulistas, se mostrando como emissora nacional e não carioca como era considerada em SP.

Estive nesta semana de teste, após o acidente do Streiff, foi no dia que apresentaram as McLarens, acho que 6ª feira, fotografei e filmei, vou procurar este material e te mando.

Abraço

Barba

Faster
Faster
9 anos atrás

E a culpa é do Santo Antônho. É a mesma coisa de dizer que a culpa dos pés do Piquet é do bico.

Claudio La7
Claudio La7
9 anos atrás

Naquele dia meu pai pagou um cafezinho para um guardinha e, apenas por coincidência, ele nos deixou subir as arquibancadas. Chegamos lá, tinha um carro na caixa de brita, e um atendimento que demorou uma barbaridade. Por um bom tempo achávamos que era um teste de segurança. Depois um outro maluco perdido na arquibancada nos disse que era acidente mesmo. Esperamos umas 4 horas para ver se os teste voltariam a acontecer naquele dia. Quando desistimos, saímos e já estávamos no carro quando ouvimos o barulho de motores de novo.
Agora uma dúvida: Se naquela época, meia careca do Moreno tinha 5.000 cabelos, quanto tem, nos dias de hoje, a careca inteira dele?

Mauricio
9 anos atrás

Segurança mesmo na idade da pedra.
O carinha fumando dentro da área dos boxes, a menos de 3 metros de dois tambores de combustível e uma bomba. Isso fora o óleo no chão, pilhas de pneus… Cara, mais sem noção impossível.
Detalhe, era filho único!

Salvador Costa
Salvador Costa
Reply to  Mauricio
9 anos atrás

Mihaly Hydasi, nada menos que o diretor de prova do GP de F1, versão Jacarepaguá…

Mauricio
Reply to  Salvador Costa
9 anos atrás

Não é desculpa.

Ou ele acha que não vai virar picadinho quando a merda toda explodir?

André Stein
André Stein
Reply to  Mauricio
9 anos atrás

O tal “carinha fumando” é, se não me engano, Mihaly Hidasy, Diretor de várias provas de F1 aqui no Brasil.

Mauro Batera
Mauro Batera
9 anos atrás

Segue uma entrevista bem bacana com o próprio Philippe Streiff.

http://www.almanaquedaformula1.com.br/2009/06/entrevista-philippe-streiff.html

Mauro Batera
Mauro Batera
9 anos atrás

Você estava neste dia Flavio?

Thiago Sabino
Thiago Sabino
9 anos atrás

Aquele ali que aparece cheio da moral no começo é o Mihaly Hydasi?
Tentou fazer umas brincadeiras com o Moreno, mas o baixo não deu muita moral pra ele não….
Fora a hora que ele vai lá pegar uma Coca no freezer e não tem nada…haha
A Coloni realmente tava numa draga danada….nem coca tinha…

A vistoria me pareceu algo muito, mas muito esquisito….não percebi muito empenho por parte dos caras da FOCA não ( parece que o Herbie Blush tava por ali também e tal…) num carro que praticamente desmanchou do cockpit pra trás…

Num zoom ali dá até pra perceber o F do logo da Ford no motor…

E o Moreno do lado de fora….a cara dele desoladora….

F-1 dos anos 80 em cores vivíssimas…tomara que muito mais venha por aí….valeu alessandro!!!

Claudio Ceregatti
Claudio Ceregatti
9 anos atrás

Raríssimo mesmo…
Incrível como a internet propicia o resgate de vídeos que jamais imaginaríamos existir…
Nos dias de hoje, nessa F1 asséptica, um câmera não chegaria nem perto dessas cenas. Pilotos e dirigentes então, jamais falariam diante de quem quer que seja, nada seria registrado.
Esse vídeo o os “finalmentes” de uma F1 chamada de romântica, embora a palavra adequada seria “trágica”, e não romântica. Com Elio de Angelis algo muito similar aconteceu. Testes, pouca assistência ou nenhuma, e morreu ali, ainda dentro do carro. As imagens disponíveis nos Youtubes da vida são chocantes.
Antes disso, nos anos 70 então, era ainda pior. Nos acidentes de Peter Revson aparecem claramente Emerson, Graham Hill e Denny Hulme ajudando. Há um outro, de Jochen Rindt em Montjuich que ele, ainda sangrando dentro da Lotus 49 destroçada, é assistido (novamente) por Hill. E o mesmo Hill aparece no rescaldo do acidente fatal de Jim Clark em Hockenheim…
Era uma espécie de “procedimento padrão” recolher corpos, destroços e enterrar os companheiros de trincheira…
Uma outra curiosidade (mórbida) desse vídeo: O camarada careca do início (esqueci o nome) é velha figura do automobilismo. O de óculos, quem abre o Box, é o velho Bastos, atual presidente interino da Federação Paulista no afastamento do Professor Carpinelli por doença… Toda etapa do Campeonato Paulista o Bastos tá lá, entregando troféus e atrapalhando as fotos do pódio… Assim como estava quando estreei em 1979, e certamente bem antes disso.
Incrível como um carro destruído fica coberto dentro de um Box com dezenas de curiosos xeretando… Nada contra, se estivesse lá também estaria vendo tudo bem de pertinho, sem dúvida. Ma sque uma “perícia pública” (e meio nas coxas) é no mínimo esquisito, ahhh… Isso é.
Roberto Moreno do lado de fora, olhos ansiosos acompanhando o Bastos e outros tantos mexendo, vários fotografando, confabulando… Coisa de louco mesmo, e o registro existe! Zoom fechado sobre o que sobrou do carro, e ainda aparece o patrocinador: Camel. Quando um avião se acidenta a primeira medida é pintar os logos da empresa aérea, inacreditável como tudo ficou exposto…
Nem imaginava que o velho Bastos fosse um dos personagens da tal perícia. Nesse fim de semana pergunto pra ele, se ele lembrar… Também tá bem véinho, como eu…
Hoje em dia, as condições de atendimento e de controle do Campeonato Paulista superam em muito o que vemos aqui. Não é perfeito, claro, mas que supera, supera. Evoluímos sim, tudo e todos. Não da direção que gostaríamos, nem da forma que seria ideal.
Bom ver tudo isso, pra nunca esquecer que “Racing is dangerous”. Machucava e matava. E ainda machuca e mata… Em contrapartida, como escrito no meu macacão: “Racing, because soccer requires just one Ball”.
Entra as duas frases, com qual ficamos? Fico com as duas.

Mauro Batera
Mauro Batera
Reply to  Claudio Ceregatti
9 anos atrás

E por falar em Élio de Angelis, foi por causa do seu acidente fatal em testes privados, que a FIA havia “melhorado” todo o sistema de segurança nos autódromos que fosse receber algum teste da F1.

Mas convenhamos, essa AGS era um caixão elétrico!

Mauro Batera
Mauro Batera
Reply to  Claudio Ceregatti
9 anos atrás

E o Moreno só andava nestas equipes pequenas, fico imaginando o que ele devia estar pensando!

Dú
Reply to  Claudio Ceregatti
9 anos atrás

Ceréga. Menos c/ “Os Companheiros de Trincheira”..

Claudio Ceregatti
Claudio Ceregatti
Reply to 
9 anos atrás

Tem razão, Dú…
Frase assim só cabe na boce de um genio como o Bird Clemente.
O bobo aqui sonhou tanto com isso que acredita no próprio espelho…
Obrigado pela dica.

James Azevedo
Reply to  Claudio Ceregatti
9 anos atrás

Porque pintam o logo da empresa aerea em acidentes de avião? Essa nunca tinha ouvido falar…

alberto
alberto
9 anos atrás

Quem é esse idota que está fumando nos boxes??? Segurança Zero mesmo

Mauro Batera
Mauro Batera
Reply to  alberto
9 anos atrás

É SÓ o Mihaly Hydasi!

ags
ags
9 anos atrás

MUEU…bagaçou tudo..

Dú
9 anos atrás

Muito legal. A História está sendo contada. Parabéns ao Alessandro Neri pelos vídeos, e disponibilizar.

Eric
Eric
Reply to 
9 anos atrás

O Dú….segundo o Bala, só ele estava de camera no local, ou seja, eiiiiiiiixxxxxclusivo, como ele diz.